Estruturas de navegação podem ser criadas de diversas maneiras:

 Por meio da intuição de gestores, bibliotecários e designers.

Por meio de modelos de organização já adotados por uma comunidade de usuários (que sugerem e validam sua aplicação).

Por meio da aplicação de metodologias como protótipos de papel, pesquisas ou testes com usuários.

Por meio da adoção de metodologias de indexação, como:

Mapas conceituais – Ferramentas utilizadas para organizar e representar relações entre informações que evidenciam os elos entre conceitos e conjuntos de conceitos. Auxiliam na compreensão dos padrões mentais relacionados aos percursos que os usuários criam para chegar às informações.

Taxonomias – Representações de listas estruturadas de categorias de assuntos que apresentam relações hierárquicas e partitivas entre eles. Incluem os padrões conceituais utilizados pelos usuários de websites para chegar às informações publicadas.

Para escolher o melhor modelo de organização, é importante não circunscrever a abrangência da solução a apenas um grupo de usuários especialmente se o canal será usado/visitado por usuários não familiares com as estruturas e terminologias empregadas.

Outra questão importante é que os interesses corporativos devem ser conciliados com os interesses dos usuários, para a realização dos objetivos do site tanto sob o ponto de vista da organização que o publica (enfoque de cima para baixo) quanto do usuário que o visita (enfoque de baixo para cima).

Além da organização por modelos mentais ou taxonomias, a estrutura de informações também depende da eficiência dos “rótulos” e títulos dos links. Sem uma rotulação adequada à linguagem do público especialmente do público-alvo, mesmo uma boa estrutura não garante que os usuários possam encontrar as informações que procuram.

(Atualizado em 21.4.2010)

 

Referências

Card sorting, category validity, and contextual navigation, de Stefano Bussolon – PDF, 28 páginas (Journal of Information Architecture, acesso em 3.1.2010)

Short-term memory and web usability (Alertbox, 7.12.2009)

Mindwalk, de Abrahm Lustgarten (Projects@Work, 2.10.2008)

Mapeando modelos conceituais, de Frederick van Amstel (Usabilidoido, 30.11.2006)

The lazy IA’s guide to making sitemaps, de Stephen Turbek (Boxes and Arrows, 30.11.2006, não mais disponível no endereço acessado)

Definição de mapas conceituais (Portais Mapas conceituais na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

 

Representação visual de narrativa com múltiplos agentes

Blueprint+ (Service Design Visual), de Jakub Linowski (Wireframes, acesso em 21.4.2010)

 

Ferramentas para a criação de mapas mentais

 XMind – http://www.xmind.net/

FreeMind (gratuita) – http://freemind.sourceforge.net/wiki/index.php/Download

WriteMaps – http://writemaps.com/

Inspiration Software, Inc. – http://www.inspiration.com

CmapTools v3.3  – http://cmap.ihmc.us/

Axon Idea Processor 5.0 – http://web.singnet.com.sg/~axon2000/article.htm

Decision Explorer – http://www.banxia.com/dexplore/

MindJet – http://www.mindjet.com/us/

CoCo Systems – http://www.coco.co.uk

Activity Map – http://www.timesystem.com

MyWebInspiration – http://www.mywebspiration.com/

IQMatrix – http://iqmatrix.com/

Text2MindMap – http://www.text2mindmap.com/

Flowchart.com – http://www.flowchart.com/