Conteúdo formatado em vídeo permite que os espectadores se envolvam mais facilmente do que com textos e imagens, mas pode apresentar problemas para manter a atenção do público e para se manter nos primeiros lugares dos resultados das buscas.

Ações relacionadas ao preparo de vídeo online incluem:

Adequar os recursos audiovisuais ao conceito do conteúdo publicado no canal online.

Desenvolver conteúdo especial para veiculação online de vídeo, incluindo possibilidade de interação com o usuário.

No ambiente online, os vídeos muitas vezes sãoa tivados enquanto os espectadores fazem uma tarefa, por isto pode ser importante que o áudio explique o conteúdo de maneira razoavelmente completa especialmente em algumas situações em que isto não atrapalha a comunicação ou a expressão da peça.

Publicar um vídeo por URL, para facilitar a divulgação viral através da marcação de favoritos e ferramentas de compartilhamento.

Preparar um sitemap exclusivo para vídeos, para facilitar a divulgação viral através da marcação de favoritos e ferramentas de compartilhamento.

Se necessário, avisar o espectador sobre o formato e o tamanho do arquivo antes deste decidir assisti-lo.

Verificar automaticamente a velocidade de conexão dos usuários e adaptar a transmissão a esta velocidade. Pessoas com conexões mais lentas devem receber arquivos mais leves, mais compactados.

Preparar os arquivos de vídeo para divulgação em sites de comunidades, com:

Tamanho pequeno, que os espectadores baixem e vejam rapidamente (3 minutos em média).

Elementos que despertem o interesse dos espectadores, como sustos, surpresas e finais inesperados, para que fiquem motivados a recomendá-los para amigos e colegas. Um bom final atenua as imperfeições do início e do meio da exibição.

Vídeos que evocam respostas fisiológicas (como riso, raiva, choro, choque), costumam ser muito compartilhados. E os que evocam emoções positivas (exaltação, estupefação, alegria, inspiração), também costumam ser mais compartilhados do que os que não o fazem. (2)

 Mensagens comerciais diretas com opção para avançar depois de algum tempo. No máximo, uma URL ou imagem no final.

Acréscimo de legendas, tags e bookmarks que facilitem sua localização.

Figuração de pessoas conhecidas, atores, amigos ou familiares, que facilitam a divulgação natural do vídeo.

Recursos de inserção de comentários.

Disponibilização da cópia do código de inserção (embed)  pelos usuários.

Preparar os arquivos de vídeo para circulação em dispositivos móveis, com:

Com a facilidade de localização geográfica dos aparelhos, se um vídeo procura levar a audiência para um determinado lugar, deve ser facilmente rastreado por ferramentas de busca, através de títulos, legendas e comentários que façam alusão à localização. Desta forma, pessoas que estejam nas proximidades do local podem achá-lo facilmente.

 Imagem inicial estática, que também seja rastreável pelas ferramentas de busca.

 Duração reduzida, pois os espectadores tendem a ficar mais atentos se, em vez de 10 minutos, possam ver o vídeo completo em 60 segundos. Eventualmente, um vídeo curto otimizado para dispositivos móveis pode levar alguns espectadores a ver uma versão mais longa.

Contratar serviços que viabilizem a transmissão de eventos ao vivo e sob demanda, com o acesso do usuário a controles de avanço ou regresso em qualquer ponto, suporte a arquivos com diversas codificações e qualidades e proteção dos arquivos contra cópia.

Exemplo: A operadora de TV por assinatura via satélite DirecTV inclui arquivos de vídeo na sua newsletter via email, distribuída para mais de 300 mil clientes.

Em busca de uma solução que não sobrecarregasse a transmissão dos arquivos, a empresa contratou os serviços da Exceda/Akamai, que mantém servidores para distribuição de conteúdo na internet. (B2B Magazine, acesso em 5.3.2006)

Preparar os arquivos de vídeo para a indexação pelos sites de busca, incluindo palavras-chave, tags, datas, nome do autor, descrições, thumbnails, que facilitam a localização do arquivo. Inserir também links relacionados e conteúdo afim.

Também a implementação de microdados, marcações semânticas que identificam o conteúdo para buscadores, ajuda o posicionamento dos arquivos nos resultados das buscas . (1)

A presença de legendas leva a um aumento de 40 a 80% no número de pessoas que assistem a um vídeo – e o resultado da busca está diretamente relacionado ao tempo que as pessoas passam num website. (3)

Avaliar os acessos aos arquivos de áudio e vídeo para conhecer o público, verificando a taxa de acessos e a relação entre espectadores e o custo de produção das peças.

Utilizar arquivos de som em sites direcionados especialmente a pessoas com problemas visuais. O provimento de versões legendadas em português e inglês também é uma boa prática, não só para facilitar o acesso por pessoas com deficiência auditiva como por pessoas de outros países cujo idioma não seja o português.

Inserir recursos na interface (especialmente em interfaces animadas) para desativar os fundos sonoros, para aumentar e diminuir o volume e para parar o vídeo.

Considerar a substituição de um vídeo por sequências de imagens animadas (slide shows), quando o usuário precisa se ater a algumas imagens que possam interessá-lo especialmente.

Dividir um vídeo longo em segmentos e inserir legendas para explicar o assunto principal de cada um, caso os usuários se interessem apenas por um trecho específico. Assim escolher assisti-lo sem precisar ver todo o arquivo.

Acompanhar as estatísticas de acesso e saber mais sobre o público interessado, para prover mais informações e links.

Ao mudar o endereço do site ou retirar um arquivo de vídeo do servidor, não esquecer de tirar o player das páginas/telas, para que não apareça uma mensagem de erro e acabe provocando uma experiência de uso ruim. Caso utilize arquivos de terceiros, é importante verificar periodicamente se o autor não tirou o vídeo do ar.

(Atualizado em 17.4.2015)

 

Referências

Video bamboo – 4 ways video content can hurt user engagement, content quality, and SEO, Glenn Gabe (Search Engine Watch, acesso em 17.4.2015)

3) 8 steps to creating accessible video, Gian Wild (Sitepoint, acesso em 23.8.2014)

How to make videos for YouTube Mobile (Search Engine Watch, acesso em 4.6.2012)

1) How to implement video microdata for Google & Schema.org, Terry Van Horne (Search Engine Watch, acesso em 3.2.2012)

Can viral video clips drive targeted traffic? (MarketingExperiments Journal, acesso em 24.12.2006)

Optimizing video for search engines (Search Engine Watch, acesso em 21.12.2006)

2) Kony 2012: Lessons for video marketers, de Greg Jarboe (Search Engine Watch, acesso em 13.3.2012)

HTML 5 tutorial for web developers: The video element (HTML Goodies, acesso em 28.5.2010)

How to add a YouTube video to your website (HTML Goodies, acesso em 18.5.2010)

Dreamstime – links para bibliotecas de arquivos sonoros (BlueVertigo, acesso em 6.5.2006)

Livro: Projetando web áudio, de Josh Beggs. Editora Ciência Moderna

Livro: Som no website, de Patrick Seaman e Jim Cline. Editora Quark