A publicação de mídias digitais pode ter objetivos diversos como divulgar uma empresa, produto, serviço, oferecer serviços online (compras, jogos, pedidos de táxis). É preciso divulgá-lo para que apareça entre concorrentes e chegue a seu público.

Contar com as busca orgânicas e um bom posicionamento na página de resultados para garantir grande número de acessos não é suficiente para que o público especializado lembre do canal quando precisar dos seus produtos, serviços, informações.

Embora o melhor marketing seja a qualidade dos produtos criados com foco nos clientes, se os  serviços, conteúdo, funcionalidades de sites/aplicativos não forem divulgados, poucas pessoas vão saber que existe ou foi reformulado – a quantidade de conteúdo não está obrigatoriamente associada à quantidade de visitas, mas ao valor que oferece aos clientes.

O marketing online inclui ações que se adequam às características de cada canal e às convenções relacionadas ao posicionamento do veículo na internet.

Hillary no Facebook

A ex-primeira dama dos EUA se candidatou à presidência em 2015 com amplo uso de redes sociais, tendo inicialmente deixado de anunciar em jornais de grande circulação para privilegiar as mídias online.

A ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton anunciou em abril de 2015 o lançamento de sua candidatura para as eleições presidenciais de 2016 em textos e imagens postadas primeiro em redes sociais virtuais como Facebook, Twitter, YouTube, Instagram e outros canais online, deixando de lado o papel de intermediário na comunicação exercido tradicionalmente pelos jornais e pela televisão. Embora o ex-presidente norte-americano Barack Obama tenha sido um pioneiro no uso da internet como ferramenta eleitoral, houve dúvidas sobre a capacidade de as redes sociais guiarem a agenda política num processo eleitoral.

O recurso de criar um atalho na relação com o eleitor não teria sido apenas uma estratégia publicitária, mas teria diminuído a dependência dos candidatos da burocracia partidária e dos grandes financiadores de campanhas. Barak Obama tinha tido muito sucesso em compensar a ausência de doações milionárias, pelo varejo das mini contribuições de menos de 30 dólares, antes  inviáveis pelo custos de administração do sistema. Pela divulgação mais horizontal e personalizada, a corrida sucessória americana ganhou um atrativo capaz de compensar o progressivo desencanto dos eleitores. De qualquer modo, o comportamento nas redes sociais pelos eleitores se mantém um terreno experimental para marqueteiros de campanhas políticas. (fonte: Observatório da Imprensa, acesso em 17.3.2015)

Nos EUA, segundo dados da American Advertising Federation (AAF), agrupados pela eMarketeer (PDF, 5,1MB) em novembro de 2006, os investimentos em mídias online se distribuíram da seguinte forma:

Busca: 27.0%

Vídeo: 15.0%

Blogs: 8.5%

Podcasts: 8.0%

Comunidades sociais: 7.7%

As empresa brasileiras costumam destinar apenas 3% da verba publicitária para a internet. (B2B, 25.4.2007)

Mas importante também divulgar o canal fora da internet, através das mídias convencionais. Segundo o informativo Web Shoppers, o canal de divulgação offline mais popular em 2005 foi a televisão:

“(…) é item certo na casa da grande maioria de consumidores brasileiros, tem forte influência na formação de opinião, comportamento e decisão de compra e foi indicada como o principal canal de pesquisa e motivação de compra dos consumidores do comércio tradicional”.

O relatório cita também uma pesquisa da Price Waterhouse (realizada na Inglaterra):

“O meio de comunicação mais utilizado pelos consumidores para ficar sabendo das ofertas e promoções dos segmentos dos varejos que foram pesquisados é a televisão, que foi o mais lembrado para todos os tipos de negócio.”

A imagem do veículo deve estar integrada à imagem veiculada em outras mídias utilizadas na publicidade dos produtos da mesma organização, com a manutenção das linguagens específicas de cada veículo.

(Atualizado em 16.4.2015)