A otimização para buscadores (SEO) de mídias digitais aumenta as chances de ficarem nos primeiros lugares nas páginas de resultado de buscas e terem maior visibilidade online e offline. Segundo pesquisa realizada pela empresa BridgeEdge e divulgada em 2014, as buscas orgânicas eram responsáveis por 50% do direcionamento de tráfego para sites, em detrimento de buscas patrocinadas (10%) e mídias sociais (5%) (1). Veja assuntos relacionados a esta seção no submenu.

Pesquisa da Chitika em 2010 mostrou que o primeiro lugar no resultado de busca no Google gerava o dobro do tráfego do segundo lugar. O resultado do primeiro lugar representou o total de acessos gerados pelo segundo até o quinto lugar.

A maioria dos usuários dos mecanismos encontrava o resultado desejado na primeira página de resposta da pesquisa e não visitava as seguintes, embora nem sempre encontrassem exatamente a informação que procuravam. (1)

Segundo a pesquisa da Folha de São Paulo, 60% dos consumidores não passava da primeira página de resultado das busca. E quase 80% clicavam em no máximo 3 resultados.

Outro estudo, este realizado por Gord Hotchkiss (da Enquiro) e Debbie Jaffe (da Google), reforçou a importância dos primeiros lugares nos resultados das ferramentas de busca como garantia para atrair a atenção dos usuários. O estudo mostrou que os olhos do usuário diante do resultado de uma busca fazem um percurso triangular, que começa no alto à esquerda da página, passa lentamente pelos três primeiros itens e depois passeia verticalmente, em movimento semelhante a um F (de cima a baixo com leve desvio lateral para cada item).

Os três primeiros resultados são lidos por 100% dos usuários – 72% selecionaram o primeiro link. O quarto item foi lido por 85% dos usuários, o quinto por 60% e o sexto por 50%. Na segunda página de resultados, acessada por 50% dos usuários, o triângulo visual não fica tão evidente, o interesse dos leitores se dissipa por uma área mais ampla.

Os pesquisadores apontam que os usuários provavelmente têm em mente algumas palavras relacionadas ao assunto (não necessariamente as palavras-chave que digitou para a busca) e as aplicam para percorrer as páginas de resultados. (internetnews.com, acesso em 4.5.2005)

Jakob Nielsen afirma que, quando realizam uma tarefa específica, os usuários visitam 3.2 dos sites apontados nos resultados dos buscadores. (1)

 Os resultados de buscas não se resumem mais a web sites: o Google passou a oferecer uma ferramenta de busca no Android em que, nos resultados de busca, aparecem botões para a instalação de apps onde o conteúdo procurado está localizado. Os botões têm link direto para a Google Play store, onde se pode baixar o aplicativo indicado. O recurso afeta diretamente os rankings de busca. (2)

(Atualizado em 17.4.2015)

 

Referências

2) App indexing will now affect Google ranking, Emily Alford (Search Engine Watch, acesso em 17.4.2015)

1) Organic search drives 51% of traffic to websites [Study], Jessica Lee (Search Engine Watch, acesso em 6.9.2014)

7 new ways to think about SEO & converged media metrics, Jonathan Allen (Search Engine Watch, acesso em 18.4.2012)

How much is a Google top spot worth?, Jonathan Allen (WebProNews, acesso em 8.6.2010)

Googling the bottom line (Wired, acesso em 3.3.2005)

Google’s ‘golden triangle’ (InternetNews, acesso em 5.6.2005)

1) Livro: Prioritizing web usability, Jakob Nielsen e Hoa Loranger. New York: New Riders, 2006