Ferramentas online de gestão
Web 2.0 nas empresas
Ferramentas que utilizam tecnologias sociais no ambiente corporativo trazem possibilidades de multiplicar o capital intelectual e humano, com significativa redução de custos em sistemas e armazenagem de dados. Seu uso se estende à troca de informações e conhecimento, publicação de comentários sobre textos, realização remota de projetos, interlocução direta com clientes finais.
Estas ferramentas também ajudam a motivar equipes, na medida em que facilitam a participação coletiva em assuntos estratégicos, sem tantas hierarquias e dificuldade de acesso à alta direção. Além disso, são úteis em projetos de produtos e no treinamento informal, em que os integrantes aprendem pela proximidade com os mais experientes. Mais do que soluções para aumentar a produtividade, estas ferramentas viabilizam a criação e a produção coletiva.
Programas baseados em plataformas web aproximam a comunicação interna com parceiros e o público através de experiências lúdicas, com a centralização de informações compartilhadas em ambientes simples e fáceis de gerir.
Sua flexibilidade, facilidade de uso e a aceitação prévia pelos usuários, que muitas vezes as adotam em casa antes de usá-las no trabalho, tornam-nas úteis para criar redes de relacionamento funcionais.
■ Entre muitas outras funcionalidades, as ferramentas incluem:
◊ Bancos de informação compartilhada, que facilitam a busca e o garimpo de ideias e o acesso a experts e especialistas.
◊ Programas de gestão e acompanhamento de projetos.
◊ Videoconferência no desktop, associados a mensagens instantâneas e ferramentas de colaboração, que facilitam o trabalho conjunto e a comunicação em tempo real.
◊ Editores de textos e planilhas para seções de brainstorming entre usuários, localizados em diferentes lugares.
◊ Ferramentas customizáveis de pesquisa de opinião, para o envolvimento de organizadores internos em decisões estratégicas.
◊ O compartilhamento de locais de reuniões e encontros de acordo com agendas comuns (Google Maps, Calendar).
◊ Comunidades de clientes/ colaboradores que opinam sobre produtos, eliminam intermediários na coleta de informações e diminuem os custos de suporte técnico.
◊ Repositórios ou plataformas de discussão e publicação de informações aos clientes e parceiros sobre pontos de vendas, mapas, modos de checar estoques.
◊ Compartilhamento de informações (blogs, wikis, RSS (Really Simple Syndication).
Nos ambientes corporativos, os colaboradores mais ativos dos ambientes participativos, líderes naturais, podem ser motivados a colaborar ativamente para disseminar a cultura de compartilhamento e manter a qualidade das contribuições. Um pouco de humor, respeito às diferenças (incluindo as estranhezas pessoais) e estímulo aos agentes de acordo com seus interesses, contribuem para "aquecer" o ambiente.
■ Atualmente muitas empresas de software desenvolvem serviços personalizados e flexíveis, que permitem o cruzamento de informações e a criação de capital intelectual para empresas.
-> A Cisco Systems adquiriu, desde 2000, companhias relacionadas a redes sociais como a Five Across. Estas aquisições fazem parte da estratégia orientada à criação de relacionamentos entre empresas de mídia e o consumidor final. (GanttHead, 18.4.2007)
-> A IBM transformou o Lotus Notes em ferramenta de rede social, para que trabalhadores do conhecimento localizem parceiros ou pessoas com interesses semelhantes, troquem ideias e compartilhem informações.
O aplicativo provê um painel em que profissionais expõem suas atividades, ferramentas de blogs, listas de profissionais e de comunidades. É possível auditar as informações que circulam nestas redes. (CNet, 22.1.2007)
-> A Intel, no fim 2006 anunciou o SuiteTwo, pacote de softwares com aplicativos para blogs, wikis e sindicalização de conteúdo de empresas como SocialText, NewsGator, SimpleFeed e Six Apart, fabricantes de softwares para web 2.0. (Computerworld, 5.4.2007)
-> A BEA Systems lançou três produtos: o Ensemble, para a criação e o gerenciamento de aplicações mashup, independentes da plataforma e do ambiente de hospedagem; o Pages, que permite aos usuários finais criar aplicações web simples para os negócios do dia-a-dia; o Pathways, ferramenta colaborativa de busca, para o compartilhamento de informações e expertise em redes sociais, que permite o compartilhamento de dados. (B2B, 10.4.2007)
■ Apesar das vantagens, a adoção de ferramentas participativas ou mídias sociais, podem levar à reavaliação de práticas e de governança de TIC. Na medida em que os usuários finais têm melhores condições de avaliar e indicar as tecnologias que querem usar no dia a dia de trabalho, as decisões das áreas de tecnologia ficam mais sujeitas às áreas-fins dos negócios.
Este empoderamento dos usuários finais tem vantagens e desvantagens que precisam ser avaliadas e demandam que a adoção seja seja decidida em conjunto pelas diversas áreas envolvidas. A implementação das ferramentas participativas em si já implica num processo de afirmação da cultura interna em que as decisões se fazem cada vez mais de maneira coletiva.
Assuntos relacionados
► Gestão dos canais participativos
► Preparo de mídias sociais
► Comunidades online de clientes
► Serviços web (web services)
► Comunidades de prática
► SOA (Service-oriented Architecture)
► Blogs
► Wikis
Referências e fontes sobre Web 2.0 nas empresas
► Social technologies on the front line: The Management 2.0 M-Prize winners (McKinsey Quarterly, acesso em 14.11.2011)
► A few guidelines for drafting social media guidelines, de Cris Crum (WebProNews, acesso em 21.11.2009)
► Majority of fortune 1,000 companies will use social media - half will fail, de Mike Sachoff (WebProNews, acesso em 8.10.2008)
► Tribalization of business study (apresentação, resumo de pesquisa da Deloitte sobre mídias sociais em empresas, junho de 2008)
► Social media and enterprise power relationships (ZDNet, acesso em 18.4.2008)
►The poverty of enterprise 2.0 and social media (ZDNet, acesso em 18.4.2008)
► Livro: O conhecimento em rede, como implantar projetos de inteligência coletiva, de Marcos Cavalcanti e Carlos Nepomuceno. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2006
Mais informação sobre o assunto (links externos)
► The collaborative company, de Yochai Benkler (McKinsey, acesso em 25.11.2009, mediante assinatura gratuita)
► E-government 2.0, de Jason Baumgarten and Michael Chui (McKinsey, acesso em 27.7.2009, mediante assinatura gratuita)
► Using web 2.0 to reinvent your business for the economic downturn (ZDNet, acesso em 29.6.2009)
► Using community in strategy development (SocialText, acesso em 24.6.2009)
► Six ways to make web 2.0 work (McKinsey, acesso em 20.2.2009, mediante assinatura gratuita)
► Google Labs (Laboratório de criação de tecnologias do Google)
► Icox, software para o gerenciamento de inteligência coletiva
► Social media consultants: snake oil or value add? (ZDNet, acesso em 2.11.2008)
► Social media goes mainstream (Social Computing Magazine, acesso em 17.8.2008)
Plataforma colaborativa para organizações
► Telligent, de Cris Crum (acesso em 24.4.2010)