Ferramentas online de gestão

Web 2.0 nas empresas

Atualizado em 26.12.2011

Ferramentas que utilizam tecnologias sociais no ambiente corporativo trazem possibilidades de multiplicar o capital intelectual e humano, com significativa redução de custos em sistemas e armazenagem de dados. Seu uso se estende à troca de informações e conhecimento, publicação de comentários sobre textos, realização remota de projetos, interlocução direta com clientes finais.

Estas ferramentas também ajudam a motivar equipes, na medida em que facilitam a participação coletiva em assuntos estratégicos, sem tantas hierarquias e dificuldade de acesso à alta direção. Além disso, são úteis em projetos de produtos e no treinamento informal, em que os integrantes aprendem pela proximidade com os mais experientes. Mais do que soluções para aumentar a produtividade, estas ferramentas viabilizam a criação e a produção coletiva.

Programas baseados em plataformas web aproximam a comunicação interna com parceiros e o público através de experiências lúdicas, com a centralização de informações compartilhadas em ambientes simples e fáceis de gerir.

Sua flexibilidade, facilidade de uso e a aceitação prévia pelos usuários, que muitas vezes as adotam em casa antes de usá-las no trabalho, tornam-nas úteis para criar redes de relacionamento funcionais.

Entre muitas outras funcionalidades, as ferramentas incluem:

Bancos de informação compartilhada, que facilitam a busca e o garimpo de ideias e o acesso a experts e especialistas.

Programas de gestão e acompanhamento de projetos.

Videoconferência no desktop, associados a mensagens instantâneas e ferramentas de colaboração, que facilitam o trabalho conjunto e a comunicação em tempo real.

Editores de textos e planilhas para seções de brainstorming entre usuários, localizados em diferentes lugares.

Ferramentas customizáveis de pesquisa de opinião, para o envolvimento de organizadores internos em decisões estratégicas.

O compartilhamento de locais de reuniões e encontros de acordo com agendas comuns (Google Maps, Calendar).

Comunidades de clientes/ colaboradores que opinam sobre produtos, eliminam intermediários na coleta de informações e diminuem os custos de suporte técnico.

Repositórios ou plataformas de discussão e publicação de informações aos clientes e parceiros sobre pontos de vendas, mapas, modos de checar estoques.

Compartilhamento de informações (blogs, wikis, RSS (Really Simple Syndication).

Nos ambientes corporativos, os colaboradores mais ativos dos ambientes participativos, líderes naturais, podem ser motivados a colaborar ativamente para disseminar a cultura de compartilhamento e manter a qualidade das contribuições. Um pouco de humor, respeito às diferenças (incluindo as estranhezas pessoais) e estímulo aos agentes de acordo com seus interesses, contribuem para "aquecer" o ambiente.

Atualmente muitas empresas de software desenvolvem serviços personalizados e flexíveis, que permitem o cruzamento de informações e a criação de capital intelectual para empresas.

-> A Cisco Systems adquiriu, desde 2000, companhias relacionadas a redes sociais como a Five Across. Estas aquisições fazem parte da estratégia orientada à criação de relacionamentos entre empresas de mídia e o consumidor final. (GanttHead, 18.4.2007)

-> A IBM transformou o Lotus Notes em ferramenta de rede social, para que trabalhadores do conhecimento localizem parceiros ou pessoas com interesses semelhantes, troquem ideias e compartilhem informações.

O aplicativo provê um painel em que profissionais expõem suas atividades, ferramentas de blogs, listas de profissionais e de comunidades. É possível auditar as informações que circulam nestas redes. (CNet, 22.1.2007)

-> A Intel, no fim 2006 anunciou o SuiteTwo, pacote de softwares com aplicativos para blogs, wikis e sindicalização de conteúdo de empresas como SocialText, NewsGator, SimpleFeed e Six Apart, fabricantes de softwares para web 2.0. (Computerworld, 5.4.2007)

-> A BEA Systems lançou três produtos: o Ensemble, para a criação e o gerenciamento de aplicações mashup, independentes da plataforma e do ambiente de hospedagem; o Pages, que permite aos usuários finais criar aplicações web simples para os negócios do dia-a-dia; o Pathways, ferramenta colaborativa de busca, para o compartilhamento de informações e expertise em redes sociais, que permite o compartilhamento de dados. (B2B, 10.4.2007)

Apesar das vantagens, a adoção de ferramentas participativas ou mídias sociais, podem levar à reavaliação de práticas e de governança de TIC. Na medida em que os usuários finais têm melhores condições de avaliar e indicar as tecnologias que querem usar no dia a dia de trabalho, as decisões das áreas de tecnologia ficam mais sujeitas às áreas-fins dos negócios.

Este empoderamento dos usuários finais tem vantagens e desvantagens que precisam ser avaliadas e demandam que a adoção seja seja decidida em conjunto pelas diversas áreas envolvidas. A implementação das ferramentas participativas em si já implica num processo de afirmação da cultura interna em que as decisões se fazem cada vez mais de maneira coletiva.


Assuntos relacionados
Gestão dos canais participativos
Preparo de mídias sociais
Comunidades online de clientes
Serviços web (web services)
Comunidades de prática
SOA (Service-oriented Architecture)
Blogs
Wikis

Referências e fontes sobre Web 2.0 nas empresas
Social technologies on the front line: The Management 2.0 M-Prize winners (McKinsey Quarterly, acesso em 14.11.2011)
A few guidelines for drafting social media guidelines, de Cris Crum (WebProNews, acesso em 21.11.2009)
Majority of fortune 1,000 companies will use social media - half will fail, de Mike Sachoff (WebProNews, acesso em 8.10.2008)
Tribalization of business study (apresentação, resumo de pesquisa da Deloitte sobre mídias sociais em empresas, junho de 2008)
Social media and enterprise power relationships (ZDNet, acesso em 18.4.2008)
The poverty of enterprise 2.0 and social media (ZDNet, acesso em 18.4.2008)
Livro: O conhecimento em rede, como implantar projetos de inteligência coletiva, de Marcos Cavalcanti e Carlos Nepomuceno. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2006

Mais informação sobre o assunto (links externos)
The collaborative company, de Yochai Benkler (McKinsey, acesso em 25.11.2009, mediante assinatura gratuita)
E-government 2.0, de Jason Baumgarten and Michael Chui (McKinsey, acesso em 27.7.2009, mediante assinatura gratuita)
Using web 2.0 to reinvent your business for the economic downturn (ZDNet, acesso em 29.6.2009)
Using community in strategy development (SocialText, acesso em 24.6.2009)
Six ways to make web 2.0 work (McKinsey, acesso em 20.2.2009, mediante assinatura gratuita)
Google Labs (Laboratório de criação de tecnologias do Google)
Icox, software para o gerenciamento de inteligência coletiva
Social media consultants: snake oil or value add? (ZDNet, acesso em 2.11.2008)
Social media goes mainstream (Social Computing Magazine, acesso em 17.8.2008)

Plataforma colaborativa para organizações
Telligent, de Cris Crum (acesso em 24.4.2010)

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