Projetos web:
Contextos de projetos web

Ferramentas online de gestão

Web 2.0 nas empresas

Atualizado em 25.11.2009

Ferramentas da Web 2.0 no ambiente corporativo representam possibilidades de produzir e multiplicar o capital intelectual e humano, com significativa redução de custos.

As ferramentas participativas ou as chamadas mídias sociais, que no mercado corporativo levam à reavaliação de práticas e de governança de TI, incluem:

Programas de comunicação como videoconferência no desktop, junto com mensagens instantâneas e ferramentas de colaboração, que facilitam o trabalho conjunto e a comunicação em tempo real.

Programas online, como editores de textos online para seções de brainstorming entre usuários, localizados em diferentes lugares.

Locais de reuniões e encontros marcados em agendas online pelo Google Maps.

Comunidades de clientes/ colaboradores que opinam sobre produtos, enriquecem a coleta de informações e diminuem os custos de suporte técnico.

Blogs de uso interno ou abertos para o público externo, que funcionam como repositórios ou plataformas de discussão e fornecimento de informações aos clientes e parceiros sobre pontos de vendas, mapas, modos de chegar, estoques.

Ferramentas, como wikis e RSS (Really Simple Syndication), que têm se popularizado rapidamente.

Programas baseados em plataformas web permitem o aperfeiçoamento da comunicação, com a centralização de informações compartilhadas em ambientes simples e fáceis de gerir.

A flexibilidade das ferramentas, a facilidade de uso e a aceitação prévia dos usuários, que muitas vezes as adotam em casa antes de usá-las no trabalho, tornam-nas úteis para criar redes de relacionamento funcionais.

No espaço corporativo, as ferramentas Web 2.0 favorecem a motivação das equipes, que passam a influir em assuntos estratégicos, contribuindo para o negócios sem tantas hierarquias e dificuldade de acesso à alta direção. Além disso, são úteis em projetos de produtos e no treinamento informal, em que os integrantes aprendem pela proximidade com os colaboradores mais experientes - mais do que soluções para aumentar a produtividade, viabilizam a criação e a produção coletiva.

Seu uso se estende à troca de informações e conhecimento, à publicação de comentários sobre textos, à realização remota de projetos.

Os participantes mais ativos, líderes naturais, são motivados a colaborar ativamente nos ambientes online. Ajudam a disseminar a cultura da participação e a manter a qualidade das contribuições. Um pouco de humor e estímulo aos agentes de acordo com seus interesses, também contribuem para "aquecer" o ambiente colaborativo.

Atualmente muitas empresas de software desenvolvem serviços personalizados e flexíveis, que permitem o cruzamento de informações e a criação de capital intelectual para empresas.

-> A Cisco Systems adquiriu, desde 2000, companhias relacionadas a redes sociais como a Five Across. Estas aquisições fazem parte da estratégia orientada à criação de relacionamentos entre empresas de mídia e o consumidor final. (GanttHead, 18.4.2007)

-> A IBM está transformando o Lotus Notes em ferramenta de rede social, que permite a trabalhadores do conhecimento localizar parceiros ou pessoas com interesses semelhantes, para trocar ideias e compartilhar informações.

O aplicativo provê um quadro em que profissionais expõem suas atividades, ferramentas de blogs, listas de profissionais e de comunidades. É possível auditar as informações que circulam nestas redes internas. (CNet, 22.1.2007)

-> A Intel, no fim 2006 anunciou o SuiteTwo, pacote de softwares com aplicativos para blogs, wikis e sindicalização de conteúdo, de empresas como SocialText, NewsGator, SimpleFeed e Six Apart, fabricantes de softwares para Web 2.0. (Computerworld, 5.4.2007)

-> A BEA Systems lançou três produtos: o Ensemble, para a criação e o gerenciamento de aplicações "mashup", independentes da plataforma e do ambiente de hospedagem; o Pages, que permite aos usuários finais criar aplicações web simples para os negócios do dia-a-dia; o Pathways, ferramenta colaborativa de busca, para o compartilhamento de informações e expertise em redes sociais, que permite o compartilhamento de dados. (B2B, 10.4.2007)

 

Assuntos relacionados
Gestão dos canais participativos
Preparo de mídias sociais
Comunidades online de clientes
Serviços web (web services)
Comunidades de prática
SOA (Service-oriented Architecture)
Blogs
Wikis

Referências bibliográficas e fontes (Contextos de projeto web)
A few guidelines for drafting social media guidelines, de Cris Crum (WebProNews, acesso em 21.11.2009)
Majority of fortune 1,000 companies will use social media - half will fail, de Mike Sachoff (WebProNews, acesso em 8.10.2008)
Tribalization of business study (apresentação, resumo de pesquisa da Deloitte sobre mídias sociais em empresas, junho de 2008)
Social media and enterprise power relationships (ZDNet, acesso em 18.4.2008)
The poverty of enterprise 2.0 and social media (ZDNet, acesso em 18.4.2008)
Livro: O conhecimento em rede, como implantar projetos de inteligência coletiva, de Marcos Cavalcanti e Carlos Nepomuceno. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2006

Mais informação sobre o assunto (links externos)
The collaborative company, de Yochai Benkler (McKinsey, acesso em 25.11.2009, mediante assinatura gratuita)
E-government 2.0, de Jason Baumgarten and Michael Chui (McKinsey, acesso em 27.7.2009, mediante assinatura gratuita)
Using Web 2.0 to reinvent your business for the economic downturn (ZDNet, acesso em 29.6.2009)
Using community in strategy development (SocialText, acesso em 24.6.2009)
Six ways to make Web 2.0 work (McKinsey, acesso em 20.2.2009, mediante assinatura gratuita)
Google Labs (Laboratório de criação de tecnologias do Google)
Icox, software para o gerenciamento de inteligência coletiva
Social media consultants: snake oil or value add? (ZDNet, acesso em 2.11.2008)
Social media goes mainstream (Social Computing Magazine, acesso em 17.8.2008)