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Comunidades virtuais de prática
Comunidades de prática na internet são grupos de pessoas ligadas através de tecnologias digitais online pelo interesse no aprendizado e na aplicação prática de conhecimento em determinada área. São muito úteis para a realização de projetos em que o registro estruturado do conhecimento coletivo serve de referência para a tomada de decisões.
As comunidades virtuais se baseiam no respeito às competências, às habilidades e à criatividade entre colegas da mesma área para trocar ideias e resolver problemas. A coesão se baseia no propósito comum e na necessidade de compartilhar o conhecimento. Os membros entram e saem quando querem, sua adesão, bem como suas contribuições, são espontâneas.
■ As trocas de informações em comunidades de prática são especialmente úteis para atenuar as dificuldades de transferência de conhecimento entre colaboradores em ambientes corporativos. Provêem velocidade e pensamento criativo ao desenvolvimento de soluções para produtos e serviços.
Além de servir de referência para diferentes projetos, os registros das trocas podem também ser utilizados para a adaptação de novas equipes aos processos e à cultura local.
Organizadas muitas vezes espontaneamente, com autonomia em relação às hierarquias organizacionais dos ambientes de trabalho, as comunidades de práticas podem também ajudar a:
◊ Explicitar o aprendizado organizacional.
◊ Aumentar a motivação para a colaboração em torno de interesses comuns.
◊ Facilitar os processos de mudança.
◊ Facilitar a comunicação entre colaboradores ou equipes remotos, mesmo em torno de atividades sociais, não diretamente ligadas ao trabalho, através da interlocução informal e não estruturada com pares profissionais ou acadêmicos.
◊ Reter e valorizar o capital intelectual interno.
◊ Nivelar o preparo dos integrantes para realizar empreitadas.
◊ Estabelecer alinhamento coletivo em torno de objetivos comuns, nivelando hierarquias e atenuando comportantos competitivos muito agressivos.
◊ Aumentar o grau de satisfação dos colaboradores internos e ajudar a mantê-los.
■ As organizações e seus colaboradores podem apoiar as comunidades de prática com medidas como:
◊ Estimular a sua criação, reconhecendo e estimulando a sua existência.
◊ Reconhecer a sua existência e recompensar as pessoas que delas participam.
◊ Prover infra-estrutura para os encontros (virtuais ou presenciais), como equipamentos tecnológicos para hospedagem do ambiente, para a realização de encontros em tempo real e para a manutenção de arquivos compartilhados.
◊ Facultar o uso de instalações físicas para encontros presenciais, bem como tempo para os participantes se dedicarem às suas atividades. As atividades sociais também estimulam a criação de laços e relações de confiança entre as pessoas.
◊ Propor desafios intelectuais e criativos, ou situações que estimulem os grupos a criar soluções. Um fórum de ideias, por exemplo, ajuda a gerar um ambiente que estimule a inovação.
◊ Criar e divulgar métricas para avaliar:
▪ O nível de atividade e a satisfação dos integrantes.
▪ A participação das lideranças na alimentação de interlocuções.
▪ O retorno (valor) das atividades para os participantes e para a realização dos objetivos de negócios da empresa.
▪ A frequência dos acessos de modo geral.
■ As comunidades de prática virtuais profissionais também têm o formato de comunidades comerciais, como o brasileiro Via6, o norte-americano LinkeIn, o alemão Xing em que os usuários cadastram seu perfil e estabelecem relacionamentos profissionais baseados em interesses comuns.
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► Gestão de equipes remotas
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► Wikis
Mais informação sobre comunidades virtuais de prática
► When online communities go to work (ZDNet, acesso em 28.3.2010)
► Great findings from social sciences applied to online communities (FeverBee, acesso em 23.12.2009)
► Community works (Projects@Work, acesso em 14.3.2009)
► Community is king (Gantthead, acesso em 23/11/2008)
► It takes a community (Projects@Work, acesso em 21.10.2008)
► Lessons learned in omplementing a PM community of practice (Gantthead, acesso em 22.8.2008)
► Social PM, de David Coleman (Projects@Work, acesso em 26.8.2008)