Atualizado em 23.11.2008
 
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Comunidades virtuais de prática

Comunidades online de prática são compostas por grupos de pessoas ligadas (muitas vezes) informalmente pelo interesse no aprendizado e na aplicação prática de conhecimentos. São úteis na realização de projetos em que o registro estruturado do conhecimento coletivo serve de referência para a tomada de decisões durante todo o projeto.

Os agrupamentos dos integrantes das comunidades de prática se baseiam no respeito às competências, às habilidades e à criatividade de colegas da mesma área, para trocar ideias e resolver problemas. A coesão entre as pessoas se baseia no propósito comum e na necessidade compartilhar o conhecimento.

A adesão aos grupos, bem como as contribuições, deve ser espontânea, de modo que os membros entrem e saiam quando quizerem.

Podem estabelecer-se virtualmente, como agrupamentos de indivíduos apoiados por sistemas de comunicação digitais, suportando processos de comunicação, colaboração e coordenação e auxiliando o estabelecimento/ aperfeiçoamento permanente de organizações de aprendizagem. São por isto comumente chamadas "comunidades virtuais".

Em ambientes corporativos, as trocas de informações em comunidades de prática são especialmente úteis para atenuar as dificuldades de transferência de conhecimento entre colaboradores.

São úteis também para prover velocidade e pensamento inovador ao desenvolvimento de soluções competitivas para produtos e serviços.

Os registros destas trocas são também utilizados para a adaptação de novas equipes aos processos e à cultura local.

Organizados muitas vezes espontaneamente, com autonomia em relação às hierarquias organizacionais dos ambientes de trabalho, estes agrupamentos podem fazer parte da cadeia de valor e ajudam a:

Explicitar o aprendizado organizacional.

Aumentar a motivação para a colaboração em torno de interesses comuns.

Facilitar os processos de mudança.

Reter e valorizar o capital intelectual interno.

Nivelar o preparo dos integrantes para realizar determinadas empreitadas.

Estabelecer maior alinhamento coletivo em torno de objetivos comuns, nivelando hierarquias e atenuando comportantos competitivos agressivos.

Aumentar o grau de satisfação dos colaboradores internos e ajudar a mantê-los.

As organizações e seus colaboradores podem apoiar as comunidades de prática, com medidas como:

Reconhecer a sua existência e recompensar as pessoas que delas participam.

Estímulo à sua criação, reconhecendo e estimulando a sua existência.

Provimento de infra-estrutura para os encontros (virtuais ou presenciais), como equipamentos e instalações, bem como de tempo para os paticipantes se dedicarem às suas atividades.

Fornecimento de recursos tecnológicos para hospedagem do ambiente e para a manutenção online de arquivos compartilhados, bem como de registros de eventos realizados.

Proposição de desafios intelectuais e criativos, ou situações que estimulem os grupos a criarem soluções.

Criação e divulgação de métricas para avaliar:

O nível de atividade e a satisfação dos integrantes.
A participação das lideranças na alimentação de interlocuções.
O retorno (valor) das atividades para os participantes e para a realização dos objetivos de negócios da empresa.
A frequência dos acessos de modo geral.

As comunidades de prática virtuais profissionais também têm o formato de comunidades virtuais, como o brasileiro Via6, o norte-americano LinkeIn, o alemão Xing, em que os usuários se cadastram, cadastram seu perfil e estabelecem relacionamentos profissionais baseados em interesses comuns.


Assuntos relacionados
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Inteligência coletiva (conceito baseado na Web 2.0)
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Mais informação sobre o assunto:
Community is king (Gantthead, acesso em 23/11/2008)
Crie (Coppe/ UFRJ) - Centro de Referência em Inteligência Empresarial
It takes a community (Projects@Work, acesso em 21.10.2008)
Lessons learned in omplementing a PM community of practice (Gantthead, acesso em 22.8.2008)
Social PM, de David Coleman (Projects@Work, acesso em 26.8.2008)


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