O público e suas demandas

Atualizado em 4.12.2011

As interfaces dos web sites e portais, independentemente do seu tamanho e dos seus objetivos, procuram estabelecer relacionamentos personalizados com seus usuário. Isto as diferencia especialmente dos veículos de comunicação de massa como televisão, rádio, revistas, jornais. Para atender as suas necessidades, é preciso conhecer a fundo os interesses destes usuários, ou pelo menos dos grupos majoritários.

O Google publica anúncios segmentados na sua página básica. Limpa e divertida em ocasiões especiais, atrai a simpatia de muitos milhões de usuários alterando o logo com Doodles. No entanto, esta mesma página básica estabelece relacionamentos personalizados com cada usuário, baseados na confiança e na qualidade dos serviços em permanente atualização.

Clientes satisfeitos voltam ao site/ serviço, recomendam-no aos amigos, solicitam menos ajuda. Para atender ao seu público, os gestores e desenvolvedores de sites precisam se manter atentos às suas necessidades e expectativas em relação à usabilidade, à localização de informações, à qualidade e natureza do conteúdo, à experiência de uso.

Mas como normalmente os clientes explicitam pouco as suas necessidades, os gestores precisam desenvolver métodos para obter estas informações. O monitoramento dos usuários é feito balanceando métodos e ferramentas como:

Estudos demográficos, para traçar perfis amplos (como "homem" e "mulher", "com mais de 30 anos", "com média salarial de X", formação acadêmica e profissional experiência de uso da internet), ou estabelecer referências como:

Público de um site existente, público potencial
Atividades que desenvolvem no site (profissionais? pesquisas? investimentos? treinamento?)
Colaboradores de organizações da mesma área, parceiros e comunidades relacionadas
Acesso por pessoas com deficiência

Embora estes levantamentos ainda sejam úteis especialmente em projetos de veículos dirigidos a públicos mais amplos, as pesquisas atualmente estão mais centradas no indivíduo, na perspectiva personalizada de cognição e ação.

Além disso, as taxonomias antropológicas sobre o público, criadas a partir de informações como "gênero", "raça", "classe", "origem", podem gerar ambientes online excludentes, que representem intrumentos de discriminação política e social, e rejeitem as diferenças entre grupos ao refletir apenas o ponto de vista dos pesquisadores e dos objetivos a que servem. (1)

De qualquer forma, pode-se utilizar modelos já testados, propostos por diversos estudiosos, como cita Jono em seu blog, Palojono.

Análise de estatísticas de acesso a diversos sites relacionados à mesma atividade para verificar as reações e respostas a estímulos – Respondem a questões como "que pessoas visitaram a seção nova do site?", "qual o perfil dos consumidores que compraram os produto em oferta?". E permitem análises de segmentos de público definidas com base na relação entre dados genéricos e específicos.

Estudos etnográficos, que examinam as relações sociais entre pessoas e grupos, para entender as suas características. Embora muitos designers da experiência do usuário não tenham tempo para realizar estudos de campo a profundados sobre os hábitos e preferências dos usuários dos seus produtos, pesquisas de campo podem ajudar muito a entender pelo menos algumas caracteristicas mais específicas.

Podem ser feitas pela observação presencial do uso do site ou parte do site, ou com protótipos usados por pessoas representativas do público-alvo. Nestas avaliações, cria-se empatia direta com as pessoas e fica mais fácil conhecê-las melhor. É possível assim verificar:

O modo de acesso (largura de banda equipamento, local de acesso – escola, trabalho, residência –, idade, gênero, hábitos).

O que leva o público a procurar o site, que necessidades procura atender? O que pode ser oferecido? Exemplo

Que interlocução as pessoas estabelecem com o veículo? Exigem atendimento personalizado? Mantêm-se anônimas?

Como são os usuários prioritários? Há perfis diferenciados? Em caso afirmativo, como atendê-los, com layout, abordagem editorial diferenciados?

O usuário médio visita regularmente o site ou o visita para atender a necessidades pontuais?

Se há venda de produtos ou serviços, como é o processo de aquisição? Que recursos mobiliza? Provê retorno? Motivar as pessoas a comprar?

Que soluções de design podem melhorar o site, ou aperfeiçoar a experiência dos visitantes? Como implementar estas ideias?

Existe um público novo que o site pode atrair? Que produtos, informações ou experiências procura? Que recursos tecnológicos são necessários para atendê-los?

Respostas a perguntas como estas permitem que projetistas de canais online se concentrem nas principais características dos usuários e ao mesmo tempo procurem satisfazer os objetivos comerciais da organização que patrocina e realiza o produto. Ao procurar balancear os diversos pontos de interesse e interlocução, têm maiores chances de atender as necessidades particulares de cada visitante.



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Referências sobre conhecimento do público online
Teoria do ritual e análise da tarefa: um paralelo entre a antropologia e o design de interação – arquivo.doc, 7 páginas (Usabilidoido, acesso em 23.4.2010)
1) Texto The database, Sharon Daniel, em Database Aesthetics – Art in the Age of Information Overflow, organizado por Victoria Vesna. Mineapolis – London: University of Minnesota Press, 2007
The art and science of understanding users (Sitepoint, acesso em 22.4.2010)

Mais sobre o assunto (links externos)
Four techniques for delighting your customers (Sitepoint, acesso em 13.7.2010)
Stop trying to delight your customers, Matthew Dixon, Karen Freeman, e Nicholas Toman (Harvard Business Review blog, acesso em 31.7.2010)
How social are your customers, Kaila Strong (Search Engine Watch, acesso em 19.7.2010)
You are not your user, Joshua Brewer (52 weeks of UX, acesso em 14.7.2010)
O que o usuário espera do seu site (Usabilidoido, acesso em 29.12.2008)
The halo effect, and other managerial delusions, Phil Rosenzweig, sobre a relação entre planejamento e resultados na gestão empresarial (McKinsey Quarterly, acesso em 23.3.2007 mediante assinatura gratuita)

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