O público e suas demandas

Atividades relacionadas (pesquisas de usuários online)

Internet no Brasil 2012 (dados e fontes)

Atualizado em 1.5.2013

Para realizar projetos com base nas características do público, projetistas e gestores de mídias digitais precisam conhecer as tendências e os contextos genéricos de acesso, através de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e órgãos especializados em 2012, ajudam esta tarefa.

As fontes estão citadas nofinal das notas, com links para os textos originais. Para ver os dados de 2007 até hoje, consulte as outras páginas desta seção pela barra de navegação à esquerda. Veja também neste site Estatísticas sobre comércio eletrônico e Dispositivos móveis – estatísticas 2012.

Acesso - geral

O percentual de brasileiros com acesso à internet superou o número de pessoas sem conexão pela primeira vez, revelou pesquisa realizada entre setembro de 2012 e fevereiro de 2013. 49% dos entrevistados disseram ter acessado a web nos últimos três meses contra 45% que disseram nunca ter usado a internet. Os outros 6% dos entrevistados disseram ter se conectado há mais de três meses. O número de casas com acesso à Internet também cresceu, indo de 36% em 2011 para 40% em 2012. Por outro lado, o acesso em lan houses caiu para 19%. Foram registrados 80,9 milhões de usuários de internet no Brasil. Na classe, a porcentagem com acesso manteve-se estável, com 94%, em relação a 2011. Em todas as outras classes, B, C e D/E, foram registrados aumentos nesse percentual. (IDGNow, dados TIC Domicílios 2012, feita pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, acesso 21.7.2013)

Pesquisa feita com 2 mil jovens entre 15 e 28 anos, moradores das comunidades da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio; da Rocinha, na zona sul; da Penha, do Complexo do Alemão e de Manguinhos, do subúrbio, apontou que 90% deles têm acesso a internet e às mídias digitais, com acervo online próprio. (Convergência Digital, dados projeto Solos Culturais, acesso 1.5.2013)

No Brasil, o uso de smartphones registrou um crescimento de 28% na quantidade de dispositivos vendidos, enquanto que os acessos à banda larga móvel aumentaram 59%. (Exame Abril, dados da consultoria Teleco, acesso 10.4.2013)

Em 2012, os usuários da internet brasileira passaram em média mais tempo online por mês que os de outros 8 países latino-americanos: 27 horas. Sites de redes sociais detiveram o maior percentual deste tempo (36%), liderados pelo Facebook, com quase 44 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2012, 22% a mais que em 2011.

A audiência da internet no Brasil continuou relativamente jovem, com 18% dos usuários com idades entre 18-24 anos e 30% entre 25-34. O comércio eletrônico continuou crescendo, com 9% de aumento de visualizações. O Mercado Livre continua líder em audiência, com mais de 14 milhões de visitantes em dezembro.

As visualizações de páginas em dispositivos como smartphones e tablets (não PCs) bateram recorde, com quase 6%. O consumo de vídeo online cresceu 18%. O YouTube continuou sendo o principal site de video, seguido pelo VEVO. O uso de vídeo no Facebook teve o crescimento mais rápido, 400%. (IDGNow, dados da comScore, acesso 11.3.2013)

A escolaridade influencia mais na adesão à internet em municípios brasileiros do que a renda média da população. Em famílias de igual renda, a presença da internet é maior quando uma pessoa tem mais escolaridade. Entre famílias com renda mensal de R$ 300 a R$ 600, por exemplo, a adesão à internet é de 10% entre as quais o chefe do domicílio é analfabeto ou tem apenas instrução primária. Já nas casas com a mesma renda, mas um membro da família com ensino superior, a penetração da internet chega a 50%.

A cada R$ 50 acrescentados à renda média da população do município, cresce um ponto percentual o índice de adesão à rede. No entanto, cidades que fogem da média nacional – apesar de renda ou escolaridade baixa, a penetração à internet é maior do que a esperada. Municípios pequenos do Nordeste têm acesso à web maior do que seus vizinhos pela população mais escolarizada. Essas cidades têm como principal característica a presença de uma universidade próxima. (G1, dados do Target Group Index, realizado pelo Ibope, de fevereiro de 2011 até fevereiro de 2012 em dez regiões metropolitanas do Brasil e cidades com mais de 50 mil habitantes do Sul e Sudeste, acesso 28.1.2013)

94,2 milhões de pessoas acessaram a internet no Brasil no terceiro trimestre de 2012 (com 16 anos ou mais, acesso de qualquer ambiente – domicílio, trabalho, escola, lan house, outros locais – , mais crianças e adolescentes – de 2 a 15 anos de idade, acesso em domicílio).  A partir do terceiro trimestre de 2012, o Ibope passou a incluir na medição crianças e adolescentes de 2 a 15 anos de idade com acesso em casa. Sem considerar esse público, o número seria de 85,3 milhões, 2,4% a mais que os 83,4 milhões do trimestre anterior e 8,8% sobre os 78,5 milhões do terceiro trimestre de 2011.

O acesso no local de trabalho ou em domicílio chegou a 72,4 milhões no quarto trimestre de 2012, aumento de 2,1% sobre os 70,9 milhões do terceiro trimestre de 2012 e de 14% em relação aos 63,5 milhões do quarto trimestre de 2011. 

Na medição em domicílios, o crescimento foi maior: 69,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2012, 2,5% a mais que no trimestre anterior e de 16% sobre o mesmo trimestre do ano de 2011. Do total de pessoas em domicílios, 44,7 milhões foram usuários ativos da internet em novembro de 2012, 3,1% a mais que os 43,3 milhões de outubro de 2012 e 14% a mais que em novembro de 2011. Em casa e no local de trabalho, o número de usuários ativos chegou a 53,6 milhões em novembro de 2012, aumento de 0,7% sobre outubro e de 12% sobre novembro de 2011. (IDGNow, dados do Ibope Media, acesso 17.12.2012)

Pesquisa divulgada em novembro de 2012 mostra que em 2011, somente 31% dos domicílios do Brasil tinham simultaneamente energia elétrica, computador com acesso a internet, aparelho de DVD, televisor em cores e máquina de lavar. O percentual subiu para 34,7% quando considerados os 52,8 milhões de lares que têm estes recursos, menos computador com internet. Dos 69% de domicílios sem esses produtos, 84,9% disseram que o que faltava era o computador conectado. A comparação entre regiões revelou grande disparidade: no Norte e no Nordeste apenas 16% e 15,2% dos lares, respectivamente, contavam com esses produtos e serviços; no Sul e no Sudeste, a parcela subiu para 38,7% e 38,2%; noCentro-Oeste a taxa foi de 28,4%. (Olhar Digital, dados do IBGE divulgados pela Folha de S.Paulo, acesso 29.11.2012)

No Brasil, a inclusão digital de 40 milhões de pessoas da classe C, entre 2003 e 2011, impulsionou o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Com a compra de mais computadores e smartphones, o acesso doméstico à internet cresceu. Em 2007, 49% das conexões aconteciam em lan houses e 40% nos domicílios. Em 2011, as casas se consolidaram como principal local de acesso, com participação de 67%.

Segundo o índice Brasscom de Convergência Digital (IBCD), o país obteve a pontuação 7,04 (em escala até 10) e cresceu 4% em 2012 em comparação à edição de 2011. Os acessos à banda larga no Brasil cresceram 116% nos 18 meses anteriores à divulgação do resultado. Em agosto, foram 82 milhões de conexões de banda larga no país, embora 60% apresentassem velocidade abaixo da média mundial, de 2,3Mbps.

Apenas 8% dos alunos tinham computador em sala de aula, com média de 28 alunos por máquina. Porém, 63% dos estudantes estavam conectados em casa, contra 7% dos acessos realizados na escola – 66% dos alunos tinham computador no domicílio. 94% dos professores tinham PC em casa e mais de 80% acessavam a web quase diariamente. (G1, dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação Brasscom, acesso 28.11.2012)

Cerca de 77,7 milhões de pessoas de dez anos ou mais declararam ter usado a Internet no período de três meses anteriores ao dia no qual responderam a pesquisa. (15% em relação ao Pnad 2009). A região brasileira que mais teve aumento no número de internautas foi a Centro-Oeste, que ganhou 1 milhão de novos usuários. (Adrenaline, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, acesso 25.9.2012)

Só 15 dos 62 municípios do estado do Amazonas acessam a internet, todos via satélite (Convergência Digital, dados Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas, acesso 27.6.2012)

O número de usuários ativos em casa ou no local de trabalho aumentou 4,2% em maio de 2012 e chegou a 50,9 milhões de pessoas. Em relação a maio de 2011, o crescimento foi de 11%. O total de pessoas com acesso em casa ou no local de trabalho chegou a 68 milhões, 3% a mais que no trimestre anterior e 16% a mais sobre o mesmo período do ano passado. O total de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, lan houses ou outros locais) atingiu 82,4 milhões no primeiro trimestre de 2012.

As categorias com maior crescimento proporcional do número de usuários únicos em maio foram Ocasiões Especiais (páginas de interesse sazonal), com aumento mensal de 5,9%, chegando a 11,1 milhões de usuários únicos, e Casa e Moda, com mais 4,2% – 24 milhões de usuários. Em Ocasiões Especiais, aumentou a procura por sites de cartões virtuais de felicitações e de lojas de flores no mês para o Dia das Mães. Em Casa e Moda, cresceu a audiência de páginas sobre maquiagem e roupas de celebridades.Também subiu a audiência de sites de humor e de fabricantes de produtos eletrônicos. (Convergência Digital, dados IBOPE Nielsen Online, acesso em 25.6.2012)

A taxa de pessoas com internet em casa no Brasil em oito anos, passou de 8% (2001) para 28% (2009). No início de 2012, estava em 33%. Mas, do total da população 33,14% disseram não acessar a internet por não considerar necessário ou não querer, e 31,45% não sabiam utilizá-la.

A chance de acesso da classe AB é 11,8 vezes superior à da classe E (renda de R$ 1.085 a R$ 7.450) e 4,5 vezes à da classe C (até R$ 1.085). As regiões mais pobres registram a maior quantidade de lan houses e o menor acesso à banda larga. As metrópoles apresentam 50% mais chances de acesso à web do que as demais áreas urbanas. Na área rural, o valor para o acesso à rede é 4,5 vezes maior devido à dificuldade de oferta de infraestrutura em áreas de população dispersa. (Convergência digital, dados FGV, acesso em 6.6.2012)

Pesquisa revelou penetração da Internet na América latina de 40%, com baixa presença de conexões consideradas banda larga. A telefonia móvel na região alcançou 110%, mas ainda havia 20% da população sem acesso ao serviço celular. Um dos problemas foi o baixo índice de conexões consideradas banda larga na região e a banda larga móvel é apontada como a melhor saída para incrementar a oferta de serviços. (Convergência digital, dados FGV, acesso em 6.6.2012)

40% dos entrevistados de pesquisa afirmaram passar ao menos duas horas/dia navegando na internet por vários dispositivos, enquanto só 25% passaram o mesmo tempo assistindo TV. A internet foi a atividade preferida por todas as faixas etárias (62%), de renda, gênero e região em caso de pouco tempo livre. Além de ter sido considerado o meio mais importante para 82% dos entrevistados (85% mulheres e 79% homens).

Sobre os tipos de canais que a internet foi acessada, o desktop liderou com 77%, seguido pelo notebook ou laptop (59%), smartphone (40%), tablets (16%), iPad (15%), console de videogame (12%), iPod (10%) e outros dispositivos (2%). Jovens preferiram utilizar os smartphones, tablets e videogames.

A maior parte (62%) da audiência brasileira online acessou a internet por dois ou mais canais. Destacou-se a faixa etária de jovens adultos (entre 25 e 34 anos) - 23% acessaram por quatro ou mais canais. Além disso, 61% dos brasileiros usaram frequentemente o computador enquanto viam TV, tendo sido as mulheres mais propensas que os homens neste uso paralelo (32%). Dentre os que usaram os dois tipos de mídia simultaneamente, 92% prestaram igual ou mais atenção na internet. (Convergência digital, dados Interactive Advertising Bureau, acesso em 6.6.2012)

No primeiro trimestre, o acesso à internet no Brasil, em casa ou no trabalho, chegou a 66 milhões de pessoas, dos quais 48,7 milhões usuários ativos em fevereiro, 2,5% a mais que em janeiro, e 18% sobre os 41,4 milhões de fevereiro de 2011 (e de 33% sobre 36,7 milhões de fevereiro de 2010).

Considerando apenas o acesso em casa, o total de pessoas que moram em residências com computador + internet chegou a 62,6 milhões, dos quais 39,7 milhões usuários ativos em fevereiro de 2012, crescimento foi de 18% sobre os 33,7 milhões de fevereiro de 2011 e de 40% sobre os 28,6 milhões de fevereiro de 2010.

O maior uso da internet em casa foi motivado pela expansão do número de pessoas com banda larga. Em dois anos, a quantidade de usuários ativos com mais de 2 Mb cresceu 302% no Brasil. Mas 45% ainda acessava a Internet com velocidades entre 512 Kbs e 2Mbits. 10% dos usuários ativos se conectavam acima de 8Mb, mas 4% tinham conexões de até 128 Kb. (Convergência digital, dados Ibope, acesso em 11.4.2012)

Das 63,5 milhões de pessoas com acesso à internet em casa ou no local de trabalho no Brasil, 47,5 milhões foram usuários ativos em janeiro de 2012, crescimento de 2% em relação ao mês anterior e de 11,2% sobre os 42,7 milhões de janeiro de 2011.

Entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012, o número de usuários ativos domiciliares passou de 34,2 milhões para 39 milhões (14% de expansão). O total de acessos em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, lan houses ou outros locais) foi de 78,5 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2011.

A categoria com maior crescimento do número de usuários únicos em janeiro foi a de sites do governo, passando de 22,3 milhões de usuários únicos em dezembro para 25,3 milhões em janeiro. O aumento de 13% foi resultado da maior procura por informações sobre o Enem, o Prouni e as inscrições unificadas em instituições públicas de ensino superior. Nos sites de governo, também cresceu a busca por informações sobre tributos.

Em janeiro, foram veiculadas mais de 6 mil campanhas de 2.124 diferentes anunciantes crescimento do número de campanhas de 39% em relação ao ano anterior. O número de peças publicitárias em formato display passou de 20 mil, aumento de 69% em relação ao mesmo período do ano anterior. (Convergência Digital, pesquisa IBOPE Nielsen Online, acesso em 28.2.2012)

Banda larga

O Brasil fechou 2012 com 342,3 milhões de acessos de telecomunicações, (telefonia fixa, celular, banda larga e TV por assinatura). 26 milhões de novos acessos foram ativados, crescimento de 8,2% em relação a 2011. 

A banda larga foi o segmento que mais evoluiu em 2012, com crescimento de 45% - o Brasil contava com 86 milhões de acessos, sendo 66 milhões de banda larga móvel e 20 milhões de banda larga fixa. Na banda larga móvel a expansão em 2012 foi de 60% e na banda larga fixa, 10%. (IDGNow, dados da Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil, acesso 13.3.2013)

O Brasil acumulou 25,5 milhões de conexões banda larga em dezembro de 2012, somando pontos de acesso móveis e fixos, excluindo smartphones. Em dezembro de 2011, eram 21,7 milhões de acessos (crescimento de 17,5% no período). Separado os pontos de acesso fixos e móveis de janeiro a junho, as redes portáteis correspondiam a 35% do total (cerca de 6,1 milhões) – sem considerar o segundo semestre de 2012. Em 2011, somavam 5,5 milhões (25,3%). No primeiro semestre DE 2012, as conexões de banda larga representaram 31% dos lares com acesso à web no país.

Acessos via smartphones foram excluídos pois não é possível garantir que as conexões feitas por celulares alcancem a velocidade mínima da banda larga (128 Kbps). O levantamento, realizado entre janeiro e junho de 2012, indicou as conexões acima de 2 Mbps cresceram 11,5% -- o acesso de alta velocidade representou 52,7% dos fixos.Assim, a velocidade média no Brasil aumentou, chegando a 4,88 Mpbs. Na América Latina, o Brasil ficou atrás do Chile (6,22 Mbps). Nos EUA, esse índice é 14 Mbps. (ComputerWorld, Cisco, estudo Barômetro Banda Larga, acesso 13.3.2013)

O Brasil fechou outubro de 2012 com 85,5 milhões de assinantes ativos de banda larga, entre serviços fixos e móveis. Destes, 65,5 milhões são usuários de 3G. As prestadoras de serviços ativaram 29,6 milhões de novos acessos de banda larga nos últimos 12 meses, crescimento de 53% em relação a outubro de 2011. A expansão mais significativa se deu na banda larga móvel, tendo o segmento chegado a 65,5 milhões de usuários em outubro, 74% de aumento em 12 meses. Na banda larga móvel, 52,5 milhões são de conexões de celulares 3G,e 13 milhões de terminais de dados, entre eles modems de acesso à internet e chips de conexão máquina-máquina (M2M). A rede 3G avançou também em cobertura, com crescimento de 74%, estando instaladas em 3.127 municípios - 87% da população. De janeiro a outubro de 2012, 477 novas praças receberam estas redes.

A banda larga fixa, somou 20 milhões de acessos em outubro, com 1,7 milhão de conexões ativadas no último ano. Segundo dados da consultoria Akamai, a velocidade média do serviço cresceu 50% nos últimos dois anos, chegando a 2,1 Mbps no segundo semestre de 2012. (ComputerWorld, dados da Associação Brasileira de Telecomunicações, Telebrasil, acesso 22.11.2012)

O número de acessos em banda larga no Brasil chegou a 78,8 milhões em julho de 2012, crescimento de 67% em relação a julho de 2011. De janeiro a julho de 2012, ocorreram 19,2 milhões de novas conexões. Dos acessos de julho, 18,7 milhões foram de banda larga fixa e 60,1 milhões de banda larga móvel. O segmento móvel dobrou nos últimos doze meses, com a ativação de 30,5 milhões de novos acessos.

Do total de conexões em banda larga móvel, 12,4 milhões foram de terminais de dados, como os minimodems. Os celulares 3G, incluindo smartphones, somaram 47,7 milhões, 109% a mais que em julho de 2011. Na banda larga fixa, 1,3 milhão de novos acessos foram ativados nos últimos 12 meses. As redes 3G já estão instaladas em 3.040 municípios (85% da população brasileira) 2012- 390 novos municípios. (Convergência Digital, dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), acesso 23.8.2012)

Os acessos de internet banda larga fixa e móvel totalizaram 77,5 milhões no fim do primeiro semestre de 2012, 73% a mais que em junho de 2011 (32,8 milhões de novos acessos). Do total de acessos em junho de 2012, 18,7 milhões foram em banda larga fixa, e 58,8 milhões em móvel. A banda larga fixa ampliou sua base de clientes em quase 2 milhões de acessos de junho de 2011 a junho de 2012 (acréscimo de 11,3%). O número de acessos em banda larga móvel mais que dobrou no período, com acréscimo de 30,9 milhões de conexões.

Do total de acessos móveis, 12,3 milhões foram de terminais de dados, como os modems de acesso à internet, e 46,5 milhões de celulares 3G, incluindo os smartphones. O segmento de celulares de terceira geração cresceu 118% desde junho de 2011. A cobertura das redes de 3G estava presente em 2.960 mil municípios - 310 novas cidades receberam redes 3G em 2012 (dois municípios por dia). (G1, dados Associação Brasileira de Telecomunicações, acesso 4.8.2012)

O total de acessos à internet via banda larga no país, somou 75 milhões em maio de 2012, 74% a em maio de 2012. Desde o início do ano, foram ativados 15,4 milhões de novos acessos fixos e móveis à internet rápida. A banda larga móvel representou 56,4 milhões de conexões, das quais 11,2 milhões de modems de acesso à internet, segmento que cresceu 72,3% em um ano. Os acessos de terceira geração (3G) vias smartphone somaram 45,2 milhões, crescimento de 128,6% em relação a maio do ano passado. A banda larga fixa chegou a 18,7 milhões de acessos. A cobertura das redes 3G está presente em 2.958 mil municípios e a infraestrutura de banda larga fixa está instalada em todo o país. (O Globo Online, dados Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), acesso em 7.6.2012)

Entre abril de 2011 e abril de 2012, o número de acessos por banda larga no Brasil chegou a 73% do total de acessos à internet. A cobertura da banda larga (3G) teve ativação de mais de dois novos municípios por dia. 54,3 milhões de acesso foram de banda larga móvel e 18,7 milhões de banda larga fixa. O número de acessos móveis mais que dobrou nos doze meses anteriores, fechando abril com 8,6 milhões de modems e 45,7 milhões de celulares 3G. No segmento, que inclui os smartphones, houve crescimento de 139% desde abril de 2011, quando foram ativados 26,6 milhões de novos acessos móveis 3G. A banda larga fixa cresceu 12,2% nos doze meses anteriores, com 2 milhões de novos acessos.

Nos quatro primeiros meses deste ano, a base de banda larga brasileira cresceu mais de 22% (13,4 milhões de acessos). As prestadoras conectaram 1,3 acessos por segundo, 30% a mais que a ativação registrada no período de doze meses, um acesso por segundo. (Convergência digital, dados Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil – e SindiBrasil, acesso em 7.6.2012)

Pesquisa mostrou penetração da Internet na América latina de 40%, com baixa presença de conexões consideradas banda larga. A telefonia móvel na região alcançou 110%, mas ainda havia 20% da população sem acesso ao serviço celular. Um dos problemas foi o baixo índice de conexões consideradas banda larga na região e a banda larga móvel é apontada como a melhor saída para incrementar a oferta de serviços. (Convergência digital, dados Associação Latinoamericana e do Caribe para registros de endereços Internet (Lacnic), acesso em 6.6.2012)

As conexões de banda larga móvel (via celulares e modems) chegaram a 54,3 milhões de acessos em abril de 2012. No primeiro trimestre, foram 52 milhões. A densidade de internet rápida móvel foi de 26,5 acessos para cada cem habitantes. Entre os primeiros trimestres de 2011 e 2012, o crescimento das conexões móveis foi de 112,6%, causado principalmente pelo acesso 3G, em 20,3% da base de telefones portáteis no país no primeiro trimestre. Em todo o mundo, mais que três a cada dez celulares vendidos foram smartphones. Estas vendas resultaram em 44,2% de aumento de receita das operadoras com a oferta de dados. O aumento em relação à receita de voz foi menor: 8%.

O estudo analisa que a expectativa é de menor participação de voz no total da receita das operadoras ao longo do tempo, fazendo os serviços de dados cada vez mais importantes como fontes de crescimento. Para as operadoras japonesas, os dados já superaram 50% da receita, nos EUA esse valor chega a 40% e, na Europa, 30%. No Brasil, essa porcentagem está na faixa dos 20%.

Em 2011, a banda larga móvel atingiu o dobro de acessos da alternativa fixa. No primeiro trimestre, a internet rápida fixa somou 17,3 milhões. A densidade foi de 8,8 acessos para cada cem habitantes (a título de comparação, o valor nos países desenvolvidos fica em 25,7 para cada cem). Com seus cerca de 17 milhões de acessos, o Brasil foi o nono país com maior quantidade de acessos fixos. (Convergência digital, dados Huawei e Teleco, acesso em 31.5.2012)

O Brasil alcançou a marca de 63,5 milhões de pontos com acesso a banda larga, aproximadamente 16,3 milhões de conexões em banda larga fixa e 47,2 milhões em móvel, 26 milhões de novos acessos, crescimento de 70%, quando comparado com 2011. O que contribuiu para o aumento foram as fortes vendas de celulares, smartphones e tablets com acesso à internet - 23,6 milhões de conexões sem fio por meio desses dispositivos no último ano. Na banda larga fixa teve aumento menos expressivo: as operadoras instalaram 2,4 milhões de pontos de internet que funcionavam com cabo. 

A cobertura 3G atendeu a 84% da população brasileira e estava funcionando em cerca de 2,7 mil municípios. E as redes de banda larga fixa estavam instaladas em todos os municípios do país. (Revista Home Theatre, estudo divulgado pela Associação Brasileira de Telecomunicações, Telebrasil, acesso em 1.4.2012)

Conteúdo

Os internautas brasileiros passam mais tempo online por mês, em média, que os de outros 8 países latino-americanos: 27 horas (36% em redes sociais). O Facebook é líder da categoria, com quase 44 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2012, 22% a mais que em 2012. 18% dos usuários têm 18-24 anos e 30%, entre 25-34. O número total de visualizações de sites de e-commerce aumentou 9% durante 2012. O Mercado Livre é o líder em audiência, com mais de 14 milhões de visitantes em dezembro. As visualizações de páginas em dispositivos que não são PCs (smartphones e tablets, principalmente) bateram recorde, com quase 6% das visualizações de páginas. O consumo de vídeo online no Brasil cresceu 18% em 2012, com liderança do YouTube, seguido pelo VEVO. Facebook foi uma das propriedades de vídeo com crescimento mais rápido, 400%. A publicidade online, contou com mais de 789 bilhões de impressões de anúncios de display entregues em 2012. Portais e redes sociais são as maiores categorias de conteúdo (45% do total). A Dafiti.com.br foi o maior anunciante online em 2012, com mais de 25 bilhões de impressões. (IDGNow, dados da comScore, acesso 20.7.2013)

O investimento publicitário nos meios de comunicação no Brasil cresceu 10,17% de janeiro a julho de 2012, comparado ao mesmo período de 2011. A internet foi o veículo com maior crescimento, de 15,46%. Em seguida vem a TV por assinatura, com aumento de 15,41% e cinema, com 14,2% de aumento. Jornais cresceram 2,93% no período. Dois segmentos tiveram queda: guias e listas, com queda de 14,10%; e revistas, com recuo de 3,03%.
A TV aberta se mantém na liderança do share de mercado, com 64,88% do bolo publicitário. Em seguida, por ordem de tamanho, estão Jornais (11,56%), revistas (6,05%), internet (5,14%) e TV por assinatura (4,10%). Os que têm menos participação são guias e listas (0,92%) e cinema (0,33%). (IDGNow, dados do Projeto Inter-Meios, acesso 20.10.2012)

De 2011 a 2012, a queda do público do Twitter no Brasil ultrapassou os 24%: foi de 12,916 milhões de acessos únicos, em julho de 2011, para 9,774 milhões, no mesmo mês de 2012. É o que os analistas chamam de “Efeito Orkut", hoje com 20,6 milhões de acessos, queda de 43% em relação a 2011. Estima-se que o Twitter tenha pouco mais de 40 milhões de contas no Brasil. Levantamento da Enken mostra que cresceu de 20% para 25% do total da base o número de usuários que não acessaram o microblog de 2011 a 2012. 40% dos usuários no Brasil têm entre um e cinco seguidores.

Nos EUA, o número de acessos únicos do Twitter continuou subindo, de 32,7 milhões, em julho de 2011, para 40,2 milhões em julho de 2012, avanço de 22%. E o Facebook segue movimento oposto, avançou 64%, para 42,4 milhões de usuários únicos. (Globo.com, pesquisas comScore e Enken Publicidade Digital, acesso em 2.9.2012)

Nos três primeiros meses de 2012 a internet foi a segunda mídia mais usada por anunciantes no Brasil (atrás da TV aberta), com 12% do total (banners em sites+buscas). O faturamento foi de 840 milhões de reais, sendo 512 milhões em sites de busca e 330 milhões em banners. Em 2011, esses números foram, respectivamente, de 1,88 bilhão de reais e 1,45 bilhão. Na Europa e nos EUA, a mídia online respondeu por 20% do mercado publicitário, em média. Na Inglaterra, chegou a quase 32% do total.

Outra pesquisa mostra que a internet está atrás de revista (360 milhões), jornal (777 milhões) e TV aberta (4,26 bilhões), não considerando o mercado de buscas. A diferença entre Internet e revistas caiu de 93 milhões de reais no primeiro trimestre de 2011 para 30 milhões em 2012. (IDGNow, pesquisas Interactive Advertising Bureau e do Projeto Inter-Meios, acesso em 7.7.2012)

Entretenimento e recreação foram o conteúdo mais acessado na internet pelos brasileiros (58% dos internautas) - a pesquisa não define o período de tempo. Em segundo lugar ficaram os acessos para trabalhos escolares, estudo ou pesquisa, 40%. Trocas de mensagens ou o uso da internet para conhecer pessoas ficaram na terceira posição, 42%, seguidos por trabalho, 25%, pesquisas em geral, 18%, atualização profissional, 19%, e dwonload ou leitura de livros,7%. (Exame.com, pesquisa IBOPE Inteligência, acesso em 20.6.2012)

eGov

O Brasil ocupa a 59ª posição em governo eletrônico, entre 193 países avaliados, tendo subido duas posições em relação ao mesmo ranking feito há dois anos atrás. A Coreia do Sul lidera o ranking, seguida por Holanda (2º), Reino Unido (3º), Dinamarca (4º), Estados Unidos (5º), França (6º), Suécia (7º), Noruega (8º), Finlândia (9º) e Singapura (10º). OBrasil fica atrás de países sul-americanos, entre eles, Chile (39º), Colômbia (43º), Uruguai (50º) e Argentina (56º). (Convergência Digital, dados da Organização do Programa de Administração Pública da ONU, DPADM acesso em 31.3.2012)

eBanking

O medo do internet banking estava entre as principais preocupações do usuário brasileiro ao realizar compras ou usar serviços online: mais de um quarto (27,3%) dos entrevistados afirmou não acessar suas contas online. Foi mais do que o dobro da média mundial, de 13,4%. No país, 60,2% dos consumidores considerou a privacidade e a segurança na hora de adquirir produtos. A média global foi de 38,2%, e ficamos à frente dos EUA, segundo colocado com 41%. No setor bancário, 80,6% dos brasileiros afirmaram que provavelmente ou muito provavelmente trocariam de instituição caso isto acontecesse, alinhados com a média global de 79,5%. No caso do varejo online, o brasileiro foi o mais propenso a abandonar as compras online com 80,2%, enquanto o índice global atingiu 75,1%. Aproximadamente 35,5% dos brasileiros que usavam a web estavam mais preocupados do que há cinco anos com segurança e privacidade de seus dados na rede. O Brasil ocupa a 3ª posição e fica acima da média global de 28,1% neste aspecto. (IDGNow, dados da agência de relaçõees públicas Edelman, acesso em 28.7.2012)

O uso de serviços bancários pela internet cresceu 11% em 2011, chegando a 42 milhões de contas correntes. O número de contas correntes com acesso online cresceu 18% ao ano desde 2002, chegando em 2012 a 46%, muito próxima da existente nos EUAs (54%), Alemanha (50%) e Inglaterra (56%). (Convergência Digital, dados Febraban, acesso em 26.4.2012)

Pirataria

Dois em cada cinco, entre os 34,7 milhões de brasileiros que baixam músicas e filmes pela Internet, são piratas. Na classe A, 75% dos internautas podem ser classificados como piratas, percentual que sobe conforme cai a renda – 80% da classe B, 83% da C e 96% das classes D e E. Os índices de pirataria são mais altos no Nordeste (86%), seguindo-se Sudeste (82%), Sul (79%), Norte e Centro-Oeste (73%).

A pirataria é mais intensa entre os usuários de 10 a 15 anos (91%), 16 a 24 anos (83%), 45 a 59 anos (82%), 35 a 44 anos (81%), e diminui entre usuários de 60 anos em diante (67%). É maior entre pessoas com menos educação (92%), e menor entre os que têm nível superior (77%).

Em relação aos participantes ou não de redes sociais, 86% são piratas, contra 80% dos participantes. Os desempregados apresentam valores mais elevados (95%), seguidos dos estudantes que não trabalham (83%), indivíduos que trabalham (81%), donas de casa que não trabalham (80%) e aposentados (63%). (Convergência digital, Ipea, com base em pesquisa TIC Domicílios, acesso em 6.6.2012)

Dispositivos

Mais de 370 mil tablets foram comercializadas no primeiro trimestre de 2012. 12% foram para o mercado corporativo. 61% tinham sistema operacional Android. - 2012, o Android detinha 43% do mercado. De cada vinte aparelhos, um tinha preço abaixo de R$ 1 mil. Com o aumento de dispositivos de fabricação chinesa, mais da metade dos tablets com Android já possui essa faixa de preço.

No mercado mundial, observou-se um crescimento de 134% nos três primeiros meses de 2012 quando comparado ao mesmo período do ano anterior. (Convergência digital, dados IDC Brasil, acesso em 28.6.2012)


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