Avellar e Duarte Consultoria e Design

Atualizado: 25.5.2008
 
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Conceituação editorial e comercial

 

Atividades relacionadas (conceituação editorial e comercial)

 

Requisitos para arquivos dinâmicos

As cinco disciplinas de Peter Senge para organizações que aprendem (descritas em As cinco disciplinas de Peter Senge) aplicam-se aqui como linhas-mestras para a seleção de requisitos relacionados à configuração de ambientes editoriais de busca dinâmicos e afinados com as necessidades criativas dos seus usuários.

A estrutura dos acervos de uma organização que se estrutura para a aprendizagem coletiva e para a influência dinâmica entre pessoas acompanha uma estratégia informacional direcionada ao estado de mudança. Este estado permeia o ambiente e as condições de uso do conteúdo arquivado, bem como o modo como este afeta tanto os clientes finais quanto os responsáveis pela sua gestão e atualização.

Os requisitos abaixo apresentam alguns referenciais qualitativos para uma estrutura de conteúdo dinâmica.

1 Abordagem sistêmica - Atender às necessidades operacionais dos usuários, reduzindo o tempo de localização de informações, através de:

Suporte técnico.

Facilidade de acesso (rapidez, pouca necessidade de instalação de plug-ins, acesso facilitado via browsers para usuários com deficiências físicas).

Aprendizado de uso intuitivo (tanto para o público de especialistas como para o público leigo, exigindo pouca formação especializada para lidar com múltiplos formatos).

Uso de padrões universais de classificação (transparência estrutural, leveza “ideológica” da estrutura, que evite as demarcações institucionais muito rígidas), de modo a permitir a interoperabilidade com outros acervos.

Atualização permanente dos formatos dos arquivos (texto, imagem, vídeo, som, animações, imagens 3D e panorâmicas) e mídias de suporte, de forma que se mantenham compatíveis com o ambiente tecnológico do arquivo e da maioria dos usuários e possam ser republicados nos produtos das pesquisas.

Informações de contexto e recuperação afinadas com os objetivos estratégicos do site e da organização que o publica.

Recuperação e visualização dos resultados de maneira estruturada, com a categorização de grupos de informações, de modo a facilitar a percepção dos conceitos básicos e de possíveis relacionamentos.

Segurança dos dados a invasões e ameaças internas e externas.

Recursos adicionais:
Uso de vocabulários controlados e tesauros que permitam a aplicação direta das terminologias utilizadas no tratamento das informações arquivadas.

Competências dos bibliotecários desenvolvidas em resposta às necessidades e expectativas das comunidades a que servem. Métodos, técnicas e instrumentos devem atender à necessidade dos usuários, permitindo que cheguem às informações dos documentos no menor tempo possível.

Incorporação dos processos relacionados à gerência de propriedade intelectual como parte dos serviços da biblioteca aos usuários.

Proteção da privacidade dos usuários e suporte à liberdade intelectual.

Possibilidade de tradução em tempo real de buscas em algumas línguas estrangeiras para língua predominante no ambiente do acervo.

2 Maestria pessoal - inventividade e inteligência do usuário; funcionalidades comunicacionais que visam ao desenvolvimento de competências pessoais e ao respeito às diferenças individuais, com o estabelecimento de “tensões criativas” entre usuários e conteúdo. É importante, para isto,

Permitir a leitura seletiva e de certo modo distraída de informações interligáveis, para que novas informações aflorem em apreensões mais intuitivas do que planejadas e o usuário possa ser surpreendido por achados que não previa.

Os relacionamentos de diversas unidades de conteúdo num acervo, em diversos formatos, criam uma intertextualidade, ou “interinformacionalidade” que não se reduz à presença simultânea de diversas informações, mas implica na presença de muitas informações afetando-se mutuamente. A topologia da linguagem registrada concretamente nos deslocamentos e imagens expostos na tela, conduz a um conhecimento de si. (1)

Interlocução direta com os bibliotecários e agentes da equipe de arquivamento.

3 Modelos mentais - estão relacionados às representações das informações ao modo como cada usuário constrói seu pensamento. Sugerem a personalização do modo de visualização e de navegação pela interface web.

Os dados e informações se mantêm “vivos” e potencialmente manipuláveis pelos usuários, para que possam ser adaptáveis a diversos modos de visualização e utilização.

O usuário pode fazer anotações e registros pessoais das buscas realizadas, receber retorno sobre estes registros (de bibliotecários, outros usuários).

A estruturação do conteúdo deve se adaptar a usuários com características pessoais e necessidades heterogêneas (2). Para usuários diferentes, diferentes bases de dados e diferentes formas de organização dos acervos.

4 Aprendizado coletivo - Permitir o acesso e dar suporte ao aprendizado de uso da ferramenta, através de processos de comunicação amplos e de formação de redes de competências.

A ferramenta devem ter suas funcionalidades adaptadas ao perfil do seu público levando em conta diferenças de formação, atividades, linguagem, necessidades

O instrumental de acesso e recuperação deve ser aperfeiçoado gradualmente, com base nas observações de uso e nas demandas do dia-a-dia

5 Visão compartilhada - Consolidar a cultura de desenvolvimento editorial democrático do conteúdo dos arquivos e estabelecer consensos.

Prover suporte de especialistas sobre tópicos de interesse prioritário dos usuários ou de interesse estratégico da instituição. Desta maneira, pode-se aperfeiçoar permanentemente o sentido de “pertencimento” do usuário a uma comunidade ou grupo de interesse. (3)

As cinco disciplinas se mostraram eficientes na estruturação destes requisitos, embora haja alguma superposição entre alguns destes conceitos. O aprendizado coletivo e a visão compartilhada estão muito próximas, na medida em que um conduz ao outro. Mas se mantêm separados para evidenciar a importância e a especificidade de cada um.

Sua abordagem se mostra eficiente também porque privilegia os processos de classificação e arquivamento, os processos de conversão e formatação de informações em ambientes online, como também os processos de comunicação e interlocução decorrentes do uso das informações em seus contextos de significação.

 

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Como as informações fluem dentro de uma organização

Referências bibliográficas
(1) Acervos literários e universo digital: conexões abertas, de Maria da Glória Bordini.
(2) Bridging the mire between e-research and e-publishing for multimedia digital scholarship in the humanities and social sciences: an australian case study, de Andrew Jakubowicz.
(3) Bibliotecas constroem comunidades, de Fabiano Caruso, 2006.
Search technology, best practices, E-Content Magazine, Novembro 2007.
As dez melhores suposições sobre o futuro das bibliotecas acadêmicas e os bibliotecários, por Fabiano Caruso.
Recuperação da informação: Análise sobre a contribuição da Ciência da Computação para a Ciência da Informação, de Edberto Ferneda. São Paulo: Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.
A quinta disciplina, de Peter Senge. São Paulo: Editora Best Seller, 1999.
As cinco leis da biblioteconomia e o exercício profissional, de Maria Luiza de Almeida Campos (acesso em 29.3.2008)
Folksonomia: da salada de frutas à estruturação da informaçãos, de Charlley Luz (acesso em 12.4.2008)



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