Conceito editorial e comercial

Atividades relacionadas (conceituação editorial e comercial)

Cinco disciplinas, cinco requisitos

Atualizado em 19.7.2009

Partindo da perspectiva de aprendizagem coletiva e da influência recíproca entre conteúdo e usuários, pode-se propor um ambiente de gestão de arquivos editoriais com condicionantes baseados nas cinco disciplinas de Senge, como:

Partindo da perspectiva de aprendizagem coletiva e da influência recíproca entre conteúdo e usuários, pode-se propor um ambiente de gestão de arquivos editoriais com condicionantes baseados nas cinco disciplinas de Senge, como:

1 Atender às necessidades operacionais dos usuários especialmente dos usuários finais: funcionalidades que facilitem o processo de interação com o sistema, a realização de buscas simples de operar, bem como o acesso às informações, livros e outras mídias, permitindo acesso aos registros relevantes, de acordo com uma abordagem sistêmica. Exemplo

O uso de vocabulários controlados e tesauros voltados para a recuperação ajuda os usuários a localizar informações com precisão, quer conheçam ou não o assunto que estão pesquisando. A representação de importantes conceitos de uma determinada área de atividade ou conhecimento permite a aplicação direta, nas buscas, das terminologias utilizadas no tratamento das informações arquivadas. Exemplo

O atendimento de necessidades operacionais inclui também escolha da linguagem de indexação, a qualidade da experiência de uso da interface, sua harmonia formal, a segurança dos dados dos usuários e do próprio sistema, sua capacidade de revocação e precisão, sua funcionalidade intuitiva e de fácil aprendizado e memorização.

2 Viabilizar as trocas dinâmicas de informações entre usuários e informações entre usuários e entre usuários e bibliotecários (ou gestores de conteúdo), de forma que a interlocução seja feita tanto com o sistema de informações quanto com pessoas ligadas aos acervos estabelecendo “tensões criativas” para o desenvolvimento de maestria pessoal. Exemplo

A disponibilização de interlocução direta com os bibliotecários e agentes da equipe de arquivamento, bem como com outros usuários e grupos de usuários e até com outros acervos, permite não só o atendimento personalizado ao usuário como a compreensão mais aprofundada das suas demandas pela equipe que modela os serviços. Exemplo

3 Permitir a personalização do modo de visualização e de navegação, se aproximando do modo como os agentes ou grupos de agentes pensam, ou de seus modelos mentais. Estes estão relacionados às representações das informações ao modo como o usuário constrói seu pensamento, tem aspectos “gráficos” (percursos e formatos) e semânticos próprios (sentidos que as informações adquirem nos percursos). Exemplo

A disponibilização de forma de classificação com palavras-chave definidas pelos usuários, ao modo do Delicio.us exige apenas que cada usuário se atenha de modo consistente aos critérios de sua autoria, sem obrigatoriamente precisar lidar com soluções pré-estabelecidas.

O uso por grupos de vocabulários/ etiquetas compartilhados permite o uso das ferramentas de maneira colaborativa, de modo que cada usuário ajude a criar um patrimônio coletivo de palavras-chave de uso restrito ao ambiente compartilhado.

Os vocabulários, bem como os dados de buscas mais frequentes (palavras-chave, registros, resultados) podem ser associados a cada perfil individual e ficar discriminados de maneira diferente para diferentes grupos dos quais cada um participe.

4 Dar suporte ao aprendizado de uso da ferramenta, levando em conta diversos tipos de veículo, bem como as características semânticas do conteúdo arquivado. O estímulo ao aprendizado coletivo visa ao atendimento das necessidades de inovação e motivação dos usuários e considera processos de comunicação amplos, bem como funcionalidades para o estabelecimento de redes de competências.

Exemplo

5 Disponibilizar espaços temáticos de acesso coletivo e privado para cada usuário, para consolidar a cultura de desenvolvimento editorial do conteúdo dos arquivos e estabelecer uma visão compartilhada (ou de consenso) que permita o encadeamento de novas ideias.

Os espaços temáticos contextualizam as informações em diversos universos ontológicos e podem ser desenvolvidos a partir de uma perspectiva editorial consensual, a partir da própria instituição que mantém o acervo. Exemplo Também podem ser desenvolvidos por uma comunidade com interesses comuns. Exemplo

As afinidades entre o aprendizado organizacional e o arquivamento de conteúdo online podem ser desenvolvidas para o aprimoramento da visão criadora e transformadora dos ambientes de arquivamento, busca e recuperação de informações, bem como para a compreensão crítica do seu papel social.

E servir de fio condutor para um modelo de gestão de arquivo editorial online que considere em contexto tanto as características do conteúdo quanto os interesses do seu publico. Anne-Marie Duguet, pesquisadora francesa especializada no projeto de arquivos de obras de arte, sintetiza bem a questão:

"(...) Um arquivo não fica nunca completo, pronto. A questão que se coloca se refere à seleção e à definição dos limites das áreas de memória evocadas, ao estabelecimento das linhas de cisão, à multiplicidade das regiões e domínios que devem se relacionar: os pontos de encontro. (2)

 

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Referências
1) A quinta disciplina, de Peter Senge. São Paulo: Editora Best Seller, 1999.
2) L´art des mémoires numériques de l´art. Pour une “anarchive”, de Anne-Marie Duguet. France: Université de Paris 1 Panthéon-Sorbonne, 2003. Ver mais sobre o conceito de "anarquivo" e livros sobre arquivos digitais de obras de arte em http://anarchive.net.
As cinco leis da biblioteconomia e o exercício profissional, de Maria Luiza de Almeida Campos (acesso em 29.3.2008)

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