Projetos web:
Características do conteúdo

Vídeo online

Atualizado em 28.12.2009

Em parte devido ao aumento do acesso via banda larga no Brasil, a distribuição de vídeo na web é cada vez maior. Os provedores de conteúdo a cada dia aperfeiçoam diferentes modelos econômicos de distribuição destes arquivos, para um público que procura alternativas para as TVs aberta e por assinatura.

Segundo a comScore, em outubro de 2009, mais de 167 milhões de usuários viram algum vídeo online no mundo, num total de 28 bilhões . O Google lidera o ranking, com 38% dos vídeos assistidos, 99% vindos do YouTube. Estatísticas do Hitwise, mostram que o tráfego para sites de vídeo aumentou 178% entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2008.

Pesquisas da Cisco sobre o mercado de vídeo online mostram que o tráfego da internet vai quintuplicar até 2015 e que 90% dos acessos estarão relacionados a vídeo (TV, assinaturas, compartilhamento de arquivos). O uso de chats com vídeo vai decuplicar, enquanto o volume de dados que circula via telefones celulares vai dobrar a cada ano, aumentando 66 vezes até 2013. (1)

Os produtores de vídeo online tendem a adotar um modelo semelhante ao das TVs, disponibilizando programas patrocinados, gratuitos ou transmitidos mediante pequeno pagamento (pay-per-view ou assinatura).

-> A TV Cultura exibe conteúdo do programa Roda Viva na internet antes da transmissão pela TV e disponibiliza diversas ferramentas para a participa.

-> A AOL, a MSN e o Yahoo fizeram uma parceria para distribuir programas de TV, filmes e clips da NBC Universal e da News Corp. a partir de julho de 2007.

-> O Sports Illustrated, em parceria com o Yahoo, publica vídeos de esportes em troca de anúncios no canal de TV. Este tem assim um canal para competir com o principal concorrente, a ESPN, que oferece a provedores de conteúdo vídeos em 360 graus.

A tecnologia para a distribuição de vídeo online está madura, mas a linguagem desenvolvida para veículos interativos, a usabilidade das interfaces, a proteção de direitos autorais e a segurança das redes ainda estão sendo aperfeiçoados.

Novas soluções tecnológicas procuram incluir o espectador no processo de criação das peças de vídeo, o que gera novas possibilidades de interlocução com o conteúdo.

-> A empresa israelense Plymedia o BubblePly Sunday, recurso que permite aos usuários acrescentar camadas de conteúdo aos vídeos, como informações geográficas, anúncios, músicas ou vídeos adicionais, selecionáveis pelo usuário durante o vídeo principal.

Cada vez mais o vídeo isolado, o arquivo que é visto ao modo de uma foto ou áudio, se integra ao conteúdo relacionado e selecionado pelo usuário, como textos, imagens, gráficos, apresentações, para compor a experiência de uso.

Usos comerciais de vídeo online

Em junho de 2005, o Google lançou um serviço para a procura de vídeos, que vão de produtos comerciais a peças experimentais e domésticas. Pode-se hoje localizar conteúdo do YouTube tanto pelo buscador simples quanto pelo Google Video. Hoje a empresa oferece anúncios em vídeo nos vídeos publicados.

Também são cada vez mais comuns os sites que publicam vídeo e programas para download, como Brightcove.com e Veoh Networks.

Em maio de 2007, o Yahoo lançou a sua ferramenta de busca de vídeos, o Yahoo! Vídeo, que permite a consulta das tags mais populares.

Em sites comerciais, formatos que combinam som, áudio e animação são dirigidos a públicos diferenciados para criar experiências relacionadas a marcas comerciais em banners, jogos, cadastros, informações sobre produtos.

Modelos de aplicações do vídeo para complementar conteúdo em formato de texto e imagem incluem:

Promoção de filmes, músicas e programas de TV.

Recursos interativos dinâmicos para o desenvolvimento do sentido de branding - identidade em relação a uma marca

Exemplos:

-> Em 2009, a página do Facebook do Pringles, fabricantes de batatas fritas, faz intenso uso de vídeos, que tem se espalhado em efeito viral pela internet.

-> No site da Louis Vuitton (acesso em 7.2.2006) o vídeo é usado não só para mostrar as coleções de roupas, mas também para valorizar o requinte da produção artesanal dos produtos. Os enquadramentos valorizam o trabalho manual e o acabamento dos vídeos e mantêm a palheta de cores consistente com o site e os produtos.

-> Em 2004, o fabricante de calçados Converse pediu a fãs e realizadores que apresentassem pequenos filmes representativos "dos valores e do espírito da Converse", que competiam por um prêmio de $10.000. A promoção selecionou inicialmente 24 filmes curtos (dos 250 apresentados), veiculados em campanhas da empresa, que continua estimulando a produção de novas peças.

-> Série de 8 filmes patrocinados pela BMW, feitos por diretores de cinema famosos, com histórias sem conotação publicitária explícita.

Ensino de procedimentos ou a demonstração do funcionamento de um produto - como o tutorial de um programa.

-> O site DriverTV produz vídeos de carros à venda, vistos de diversos ângulos internos e externos, em que um narrador descreve as características e recursos de cada um. Neste caso, o site atende ao público que faz pesquisas online antes de comprar carros.

-> O site de busca de vídeo ClipBast verificou que os usuários cada vez mais procuram vídeos que ensinam a fazer alguma coisa, mesmo que não estejam interessados em comprar os produtos diretamente relacionados.

Exibição de imagens que valem pelo movimento (uma corrida, uma jogada numa partida de futebol, um passo de balé).

Complementação de notícias.

-> O Washington Post publica diversos tipos de vídeos, como pequenos cortes de vídeo (video podcasts), vídeos longos e conjuntos de fotos em seqüência, de acordo com a notícia veiculada.

Exibição de ficção desenvolvida para veiculação online.

A publicação de vídeo na web leva em conta que o usuário normalmente associa a interface às informações e ações que consulta ou realiza. O conteúdo se adapta a este ambiente em que o usuário se mantém sempre ativo.

-> O Google lançou em maio 2006 o AdSense Vídeo, que publica anúncios clicáveis em sites de parceiros na rede de conteúdo. Quando a página carrega no browser, os usuários vêm uma imagem estática e optam por iniciar o vídeo ou não, podendo avançar, recuar e clicar num link da peça.

Na contramão das tendências um estudo da Forrester Resarch realizado defende que o mercado de compra e aluguel de vídeos online terá o seu pico em 2007.

Apenas 9% dos adultos online pagam para baixar ou alugar um filme ou seriado televisivo. São pessoas motivadas e com alto poder aquisitivo. Mas como o percentual é baixo, possivelmente o mercado vai apostar num modelo de streams com anúncios.

O modelo de downloads pagos deixa de ser preponderante, especialmente para as empresas produtoras de audiovisual, como redes de TV aberta e fechada.

A publicação de vídeo na web diretamente relacionado ao conteúdo editorial dos sites e ao seu modelo de negócios, com peças veiculadas em contextos que atendem às expectativas dos espectadores, representa um efetivo enriquecimento das formas de comunicação e expressão online.

Chad Hurley, fundador e CEO do YouTube afirmou em setembro de 2008 que "em dez anos, acreditamos que a transmissão de online video via broadcast será a mais ubíqua e acessível forma de comunicação. As ferramentas para a gravação de vídeo continuarão a diminuir e a ficar mais baratas. Os dispostivos de mídias pessoais serão universais e interconectados." (1)


Assuntos relacionados
QuickTime, Real Vídeo e Vídeo para Windows
Plug-ins: animações, sons
DRM

Fontes (links externos)
2) ComScore: Online video scores another big month (Cnet, acesso em 30.11.2009)
1) Why online video will keep growing like a weed (WebProNews, acesso em 23.6.2009)
YouTube had 9 billion video views in january (WebProNews, 30.8.2008)
Interactive video: Why the video tag won't cut it (The Universal Desktop, 5.8.2008)
Convention coverage a click away (denverpost.com, acesso em 11.8.2008)
Banda larga cresce 8% no 1º tri no Brasil (ComputerWorld, acesso em 22.6.2006)
NBC, News Corp. push new web rival to YouTube ( ZDNet, acesso em 22.3.2007)
How to creates video success (WebVideoUniverse.com, 3.5.2007)
Mercado de venda de vídeos online não tem futuro, diz a Forrester (ComputerWorld, 15.5.2007)

Referências
Talking-head video is boring online (AlertBox, acesso em 7.1.2006)

Mais informação sobre o assunto
Report: Online video audience to keep growing (WebProNews, acesso em 9.12.2008)

Termos utilizados:
Impressão de stream (stream impression)