Arquitetura da informação
Atividades relacionadas (arquitetura da informação)
Atualizado em 3.12.2010As atividades abaixo estão numeradas de acordo com o sequenciamento de atividades da elaboração da estrutura:
■ F1. Examinar em profundidade todas as informações/ unidades de conteúdo que serão publicadas, sem prestar inicialmente muita atenção aos "rótulos" ou "títulos" das informações, para reconhecer o seu potencial informacional e selecionar os aspectos indexáveis de cada um. Esta atividade de reconhecimento das propriedades do conteúdo é importante mesmo que este seja criado depois.
A análise tem base não só nos documentos como também na pesquisa sobre os usuários, nas conversas com colaboradores, nas práticas de card-sorting, na construção de cenários, na pesquisa de ambiente, na busca de palavras-chave em ferramentas de busca e no exame dos resultados.
Considera também o exame dos objetivos do site, da conceituação editorial, bem como as circunstâncias de acesso. Ajuda a descartar informações excessivas ou desnecessárias.
■ F2. Avaliar o enfoque conceitual e editorial do conteúdo a ser publicado, em torno do qual as informações serão estruturadas. Pode levar em conta a análise das estatísticas de acesso de site existente, que mostra o que os usuários procuram e ajuda a estabelecer prioridades. O enfoque conceitual permite o estabelecimento dos principais modelos (templates) de interfaces necessários para o veículo.
■ F3. Classificar as informações em blocos, para organizar os menus e as barras de navegação numa ordem contextual, lógica e de consenso, relacionada aos modelos mentais dos usuários. ► Exemplos
Este é o momento adequado para realizar testes dos percursos dos usuários. Testes com cartões (card sorting ou "cartões para seleção", podem ser realizados também online) ou com protótipos em papel permitem uma ideia geral sobre a organização das informações de modo simples e barato. Permitem a compreensão de modelos mentais de pessoas representativas do público do site para aperfeiçoar percursos e os primeiros rótulos atribuídos, bem como a suavização dos aspectos subjetivos que os próprios projetistas imprimem ao sistema de classificação.
Nestes testes, os usuários fazem agrupamentos das informações de acordo com a sua percepção e percorrem os percursos da navegação através das cartas com os rótulos escritos.
■ F4. Estruturar as relações entre os blocos de informações. Estabelecer relacionamentos e hierarquias dentro de cada bloco, de acordo com as características das informações, que facilitem a navegação - quanto menos links o usuário selecionar para ir de uma página a outra, menor a sensação de desorientação e dispersão em relação a outras opções de percurso.
Garrett (2003) define a navegação global como a composta pelos links para a página Principal e para as principais categorias da taxonomia; a navegação local como a que provê acesso para as páginas de nível mais alto, do mesmo nível e para elementos subordinados; a navegação suplementar (como os "links relacionados") como a que provê atalhos para conteúdo não diretamente acessável pela taxonomia; a navegação contextual corresponde a navegação no mesmo nível; e a navegação "de cortesia" é a que contém links para páginas de conveniência como informações para contato e declarações políticas internas e termos de uso.
É importante considerar os diferentes modos de navegação, que as informações podem ser acessadas tanto por seus aspectos objetivos quanto por seus aspectos subjetivos (que necessitam de interpretação) e que os relacionamentos entre níveis e blocos de informações facilitam a localização de assuntos que o usuário muitas vezes não explicita claramente.
■ F5. Avaliar a necessidade de criar mapas conceituais e taxonomias, o que pode alterar as etapas seguintes em relação aos contextos de informação a modelar.
■ E6. Desenhar o mapa do site, diagrama de informações que provê uma visão topológica para a visualização das relações entre as principais áreas de informações e entre a extensão e a profundidade a partir da página Principal. Os diagramas de informações permitem o estabelecimento dos principais percursos dos usuários pelo web site.
■ F7. Elaborar o design estrutural (wireframes) para visualizar as relações entre as informações e os percursos para chegar a cada uma.
■ F8. Confeccionar um protótipo funcional, com os rótulos e links das páginas principais, a ser testado com usuários representativos do público-alvo (em HTML ou com programas que permitam a estruturação de arquivos interligados com hiperlinks).
O protótipo permite o toque e a interação com uma interface real e provê resposta mais realista do que qualquer documentação estática sobre a estrutura de informações.
Permite também que os patrocinadores (sponsors) do projeto compreendam o resultado vendo algumas das funcionalidades sem precisar ler longos documentos. Além de uma ferramenta de teste, o protótipo é uma ferramenta de comunicação.
Pode-se unir a elaboração de wireframes e do protótipo funcional por meio de wireframes interativas. Estas também permitem a visualização da relação entre páginas e a realização de testes de usuários.
■ F9. Refinar os "rótulos" ou "títulos" das informações e os percursos, verificando se estão adequados à linguagem habitualmente utilizada pelos usuários. Um nome ou expressão utilizada nos rótulos podem servir de chave de busca para a sua localização em buscadores, e é pensado como uma representação simbólica genérica do conteúdo informativo.
Outras atividades da arquitetura da informação
■ Criar índices, em ordem alfabética, de palavras-chave a partir de vocabulários controlados, que sirvam como pontos de orientação para usuários que procuram informações precisas, se necessário.
Esta atividade não é considerada na maioria dos projetos de sites, mas é útil para facilitar a indexação pelas ferramentas de busca e orientar usuários que saibam exatamente as informações que estão procurando.
■ Checar a qualidade da arquitetura da informação de acordo com requisitos pré-estabelecidos ou lista de referência já existente. ► Exemplo de lista de indicadores (formato xls, 47kb)
■ Planejar a escalabilidade ou as transformações futuras do site de acordo com as transformações da organização/produto/serviço/ área de atividade e das demandas dos usuários.
É importante considerar a mudança das características do conteúdo ao longo do tempo, de forma que a estrutura geral possa acompanhá-la.
Sites cujo conteúdo é em grande parte criado ou estabelecido por contribuições dos visitantes, precisam de vigilância permanente para que a estrutura de informações se mantenha adequada ao uso de acordo com as tendências e demandas dos visitantes/colaboradores.
-> Exemplos: Del.icio.us, Everything2, wikis, alguns blogs
Assuntos relacionados
► Planejamento : Atividades da Criação de modelos (sequenciamento)
► Wikis
► A relação entre a extensão e a profundidade das áreas de informações
► Tipos de testes
► Indicadores de qualidade - exemplo de lista de checagem
Referências (Criação de modelos de web sites)
► Livro: Ergodesign e arquitetura de informação, trabalhando com o usuário - como melhorar a usabilidade de seus projetos na internet, de Luiz Agner. Rio de Janeiro: Quartet, 2006
► Livro: Information architecture for the World Wide web, designing large-scale web sites, de Louis Rosenfeld e Peter Morville. O´Reilly, 2003
► Analysing the results of a Websort study, de Larry Woods (direto para PDF, Websort, acesso em 9.8.2008)
► Cluster analysis (Statsoft, acesso em 9.8.2008)
► Measuring the success of a classification system (Boxes and Arrows, acesso em 7.5.2007)
► How can I make my website's structure more navigable? (Digital Web, acesso em 15.6.2006)
► A-Z indexes to enhance site searching (Digtal Web, 1.2005)
► Lost in translation: IA challenges in distributing digital audio (Boxes and Arrows, acesso em 18.6.2005)
Ferramentas
► Cardsorting: WebSort.net (acesso em 14.7.2009)
► Cardsorting: Optimal sort (acesso em 20.2.2009)
► Cardsorting: Treejack (acesso em 20.2.2009)
► Teste de protótipo funcional: Chalkmark (acesso em 20.2.2009)
Glossário
■ Relevância - Seleção de informações úteis, pertinentes para uma necessidade de informação. Um documento é relevante se contribui para satisfazer a necessidade de informação de um determinado usuário. É um termo aplicado às buscas online, que procuram situar os resultados mais relevantes no alto das listas de resultados.
■ Revocação - Capacidade de um sistema de arquivamento digital de recuperar documentos/ informações relevantes.