Arquitetura da informação - Organização do conteúdo | |
Modelos mentais dos usuários | |
Os percursos que os projetistas dos sites acham que os usuários percorrem nem sempre correspondem aos percursos que os usuários realmente percorrem. Mesmo que as estruturas ideais nem sempre sejam as estruturas implementadas, os projetistas devem procurar antecipar os percursos e ações dos usuários, para ajudá-los a realizar as suas ações. ■ Esta antecipação dos percursos e das ações dos usuários das interfaces web refere-se ao entendimento das diversas estruturas cognitivas (ou modelos mentais) que os usuários aplicam em relação ao sistema de informações e também em relação à funcionalidade da interface. O modelo mental neste caso corresponde a uma imagem interna simplificada, que conduz as ações (ou interações) com a interface que está sendo usada ou com o sistema de símbolos que a compõe. ■ A princípio, o projeto pode considerar que existem 4 modelos mentais genéricos, os quais devem, em condições ideais, convergir: ◊ A imagem que o usuário faz do programa. ◊ O modo através do qual os projetistas percebem/descrevem o programa e sua relação com os usuários. ◊ A imagem que o programa efetivamente mostra aos usuários. ◊ O modelo conceitual (ou psicológico) que o usuário elabora a partir do que vê. Estes modelos são genéricos, na medida em que cada indivíduo constrói as suas próprias variantes, que o ajudam no entendimento dos sistemas de informações. ■ Quando entra em contato com uma interface web, o usuário identifica as informações de diversas ordens (textos, imagens, sons, links, campos de formulários), interpreta estas informações baseado em experiências anteriores, decide como deve respondê-las e efetiva a resposta. Se não consegue fazer uma imagem clara da estrutura de informações e da funcionalidade da interface, pode ter problemas para encontrar o que procura, ou procurar outro site com estrutura mais clara. ■ Estes processos subjetivos, diferentes para cada pessoa, envolvem aspectos a ser considerados no desenho de sistemas de informações e da interface, como: ◊ A atenção que cada usuário dirige aos diferentes elementos. ◊ A interpretação das informações e dos estímulos de diferentes naturezas (visuais, auditivos, estéticos). ◊ A capacidade de aprendizado da ação (de uso, apreensão, atividade lúdica, realização de tarefa) a ser realizada. ◊ A modelagem das informações, sua estrutura, suas camadas e etapas de acesso, desdobramentos. ◊ A memória (de curto e longo prazo) da experiência de uso. ■ Para refletir o modo de pensamento e de ação dos usuários, a arquitetura do conteúdo de um web site precisa ser testada exaustivamente em diversas etapas. Somente através de testes e entrevistas estruturados e da observação ao vivo da navegação e do uso, a interface e o conteúdo podem ser aperfeiçoados para atender à verdadeira demanda do seu público. Assuntos relacionados | |
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