Usabilidade

Autonomia orientada

Atualizado em 8.1.2012

O equilíbrio entre o que o usuário procura em um site e o que se espera que procure (ou faça) é delicado. A prioridade fica com a satisfação da demanda do usuário, que, embora deva ter controle e autonomia sobre a sua experiência, deve ser orientado pela interface para realizar o que procura.

Normalmente os usuários navegam em diversos sites quando estão procurando informações ou produtos para compra. Quanto mais fácil e imediato for o aprendizado de uso da interface, mais rapidamente podem se concentrar naquilo que procuram. Exemplo

O rápido aprendizado também permite ao usuário antecipar o que vai encontrar antes de selecionar um link ou apertar um botão (comprar um produto, jogar um jogo).

No Brasil, o total de usuários cresceu 18% de dezembro de 2005 a dezembro de 2006 (B2B, 23.1.2006). Foram 2.592.000 usuários novos. Para que estas pessoas sintam maior conforto na experiência de uso, é importante não incluir nas interfaces elementos cujo uso não seja muito simples ou auto-explicativo. O aprendizado imediato da interface deve ser uma preocupação permanente dos desenvolvedores web.

Fatores a considerar em relação à autonomia de ação dos usuários:

Quando o uso é sujeito a erros frequentes, colocar condicionantes que forcem a adaptação dos usuários para que a tarefa seja realizada corretamente. Este princípio, conhecido como Poka-Yoke, foi criado pela Toyota em 1961, pelo especialista em qualidade Shigeo Shingo.

->Para a realização de uma compra online, é preciso preencher uma série de dados cadastrais. Se o preenchimento dos formulários estiver incompleto, o sistema deve avisar que os dados estão incompletos e o processo não deve ser consumado.

Grau de familiaridade do usuário médio do site com o uso da internet e suas ferramentas.

Considerar o uso não só por usuários novatos, mas também por especialistas, usuários ocasionais, frequentes, crianças, idosos, pessoas com deficiência física, etc.

Adaptação da interface às condições físicas ou de acesso do usuário.

-> Prover recursos como a possibilidade de aumentar o corpo de letra dos textos (para usuários com deficiência visual) ou de adaptar o layout a diferentes resoluções de tela (layout líquido).

Uso de convenções já aceitas em grandes sites e portais, que facilita a localização de informações. Por exemplo, o uso do símbolo e do logotipo da organização no alto da página informa o nome do site ou da organização aos usuários que chegam nas páginas internas através das ferramentas de busca.

Clareza da localização das páginas de abertura das seções principais em relação à página Principal.

Orientação visual dos percursos a seguir, dos caminhos percorridos e pontos de chegada – Deve haver mais de um caminho para chegar a uma informação, um mais curto e outro mais detalhado. Exemplo

Sinalização visual dos pontos onde os usuários devem permanecer mais tempo, com elementos visuais estáveis, menos elementos animados, menos opções de uso, que ajudam o usuário a achar as informações que está procurando.

Sinalização do status de uma tarefa durante a sua realização (como o download de um arquivo ou a compra de uma mercadoria). Exemplo

Manutenção da continuidade da ação entre etapas – O usuário não deve ficar esperando pela carregação das páginas, arquivos ou aplicativos por muito tempo.

Segundo Jakob Nielsen, 0,1 segundo é o limite de tempo que o usuário espera de um sistema para realizar uma tarefa. 1 segundo é o limite de tempo para que sua ação permaneça ininterrupta. E 10 segundos é limite para que se mantenha concentrado na tarefa.

Portanto, longas esperas para realizar um processo online levam o usuário a abandoná-lo incompleto.

Possibilidade de opção sobre a instalação de plug-ins e programas no computador ou no browser do usuário para a visualização de imagens e animações, de forma que se o usuário não quiser fazê-la pode sair da página ou do site. Exemplo


Assuntos relacionados
Acessibilidade
Antecipação da experiência
Conhecimento do público e avaliação das características

Mais informação sobre o assunto (livro e links externos)
Livro: Designing for interaction – Creating innovative applications and devices, de Dan Saffer. Berkeley: New Riders, 2010
Heurísticas para avaliação de usabilidade de portais corporativos (documento elaborado por Cláudia Dias, extraído de sua dissertação de mestrado, acesso em 2.11.2008)
Tá difícil, site sobre a usabilidade de interfaces, objetos, serviços difíceis de usar. Contém fotos ilustrativas dos problemas e é alimentado pelo público
Alertbox, publicado por Jakob Nielsen
Núcleo de Informação e Coordenação – Nic (acesso em 21.3.2006) – Órgão do Comitê Gestor da internet no Brasil que coleta e dissemina dados e indicadores sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no Brasil

Manuais e cartilhas de usabilidade
Patterns for sign up & ramp up – Inspiration and guidelines from the web 2.0 landscape, da Adaptive Path (acesso em 23.4.2010)
Cartilha de usabilidade para sítios e portais do Governo Federal, editada pelo Comitê-Técnico de Gestão de Sítios e Serviços On-line do Governo Eletrônico
Manual de usabilidade dos serviços públicos (PDF, 24 páginas), do Governo do Estado de São Paulo – regras básicas sobre acessibilidade em web sites

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