Acessibilidade
Abrangência das soluções (inclusão de usuários com problemas motores, visuais, cognitivos)
As soluções editoriais e tecnológicas para a publicação de páginas e programas na web devem permitir o acesso de pessoas com diversos tipos de deficiências. Além disso, é importante considerar nos projetos, dependendo da abrangência do canal, a acessibilidade da interface para limitações no uso, como:
◊ Equipamento antigo e/ou conexão lenta. No Brasil, 49,06% dos usuários residenciais acessam a internet via modem dial-up, por isto o tempo de carregação das páginas é um fator crítico. (B2B, Comitê Gestor do Brasil, 9.11.2006)
◊ Dificuldades visuais e motoras devido à idade. Muitos idosos usam programas para atenuar problemas causados por tremores nas mãos e precisam adaptar o tamanho das letras para facilitar a leitura dos textos.
◊ Acesso com telas pequenas (como as de dispositivos móveis).
◊ Visualização de imagens desabilitada nos browsers.
◊ Acesso à internet em lugares muito barulhentos e movimentados (um shopping ou um local de trabalho), onde nem sempre se podem escutar uma música ou uma voz.
30% dos brasileiros acessam a internet de lan houses. Destes, 35,54% estão nas classes C (19,55% em 2005) e 48,08% estão nas classes D e E (30,02% em 2005), segundo a pesquisa do Comitê Gestor citada acima.
◊ Realização de tarefas com as mãos no mesmo tempo da consulta da página web. Por exemplo: um cozinheiro que esteja consultando uma receita e não pode usar as mãos para rolar a tela.
■ O desenho de soluções de acessibilidade abrangentes inclui:
◊ A formatação flexível da interface para diferentes larguras e resoluções de monitor, de modo a facilitar o acesso de diversos tipos de dispositivos, com diversas configurações.
◊ A titulação de páginas com resumo do conteúdo - o título - <title> da página é a primeira informação que leitores com problemas visuais, que usam programas leitores de tela, escutam.
◊ A publicação dos assuntos principais na parte de cima das páginas ("acima da dobra"), para facilitar a leitura de usuários com problemas motores ou de leitores mais lentos - os programas leitores de tela descrevem as páginas do alto para baixo, da esquerda para a direita.
Usuários mais dispersivos, incluindo crianças, tendem a concentrar sua atenção nesta parte da página.
◊ A inclusão de um link "Voltar à Principal", também no alto da página, de forma que usuários que utilizam programas leitores de tela não sejam obrigados a procurar muito para voltar.
◊ O provimento de suporte ao uso do teclado, no lugar do mouse.
◊ A compatibilidade da interface com programas leitores de tela e com a maioria dos principais browsers disponíveis, em diversos dispositivos.
◊ A produção de áreas de conteúdo especiais dedicadas aos usuários com deficiências físicas. ► Exemplo
◊ O uso de descrições alternativas ("alt" tags) para imagens ou legendagem de links, gráficos, ícones, fotos e vídeos, formulários e tabelas.
◊ O uso de tamanhos de fontes flexíveis, através de CSS (muito útil para pessoas portadoras de deficiências visuais e pessoas idosas). O conteúdo deve se manter estruturado mesmo com a folha de estilos desabilitada.► Exemplo
◊ A formatação de HTML para melhor visualização dos critérios editoriais.
◊ A não utilização, em elementos críticos, de arquivos dependentes de áudio, plug-ins ou javascript. Páginas leves. A funcionalidade da estrutura não deve depender destes elementos e incluir os usuários que usam programas leitores de tela ou não usam o mouse. ► Exemplo
◊ A não utilização, em elementos críticos, de textos ou imagens animados (com Javascript ou marcações "blink" e "marquee" em textos) e janelas pop-ups, cujos movimentos podem ser dispersivos para usuários com dificuldades de concentração, de forma que o processo de leitura pode ficar prejudicado.
◊ O uso de cores contrastadas, para facilitar a identificação dos elementos.
◊ O preparo da palheta de cores do layout para usuários com daltonismo ou discromatopsia - Uso de textos explicativos em layouts não baseados em vermelho ou verde (para usuários com dificuldades de distinguir estas tonalidades).
-> Por exemplo, "O calendário acima mostra os próximos eventos. Os eventos em vermelho são para gestores de portais, eventos em verde são para web designers".
Se as cores vermelha e verde não significam nada para o leitor (por não conseguir enxergá-las ou distingui-las), o calendário citado ficará incompreensível. As indicações devem ser funcionais independentemente das cores.
◊ A disponibilização de um mapa do site em modo texto.
◊ A programação de mapas de imagens no browser do usuário, e não no servidor web, pois as marcações "alt" das imagens não são reconhecidas no servidor.
◊ A publicação de links de atalho direto para o conteúdo, usados com maior ou menor frequência por cerca de 76% dos usuários de programas leitores de telas. (1)
Assuntos relacionados
► CSS
► Desvantagens do Javascript
► Preparação de informações para indexação por buscadores (preparo do código)
► Projeto de layout : Palheta de cores consistente
► Imagens : Atividades relacionadas (à publicação online)
► Testes : Acessibilidade
Referências (Interface web)
1) Survey of preferences of screen readers users (acesso em 20.2.2009)
► internet use 'good for the brain' (BBC, 14.10.2008)
► Secret benefits of accessibility Part 2: Better search ranking
► Web design: Web accessibility design guidelines
► Innovative design inspired by accessibility
► Scrolling and scrollbars
► Color theory for the color-blind
► Seven screen reader usability tips (acesso em 21.8.2005)
Mais informação sobre o assunto (links externos)
► Acessiblidade legal
► Acesso Digital – Difusão e aperfeiçoamento do acesso à Tecnologia da Informação
► Cartilha de acessibilidade – regras básicas sobre acessibilidade em web sites
► Formulários acessíveis e-gov (link direto para PDF, 160Kb) – recomendações para o desenvolvimento de formulários acessíveis
► W3C Web Content Accessibility Guidelines 1.0
► Acessibility – http://www.acessibility.com/
► Área do site da IBM sobre acessibilidade
► Web Accessibility Toolbar – barra de ferramentas para o Internet Explorer, que verifica a acessibilidade das páginas
► Validação da acessibilidade de sites (a avaliação das ferramentas deve ser relavitizada para cada caso):
▪ Da Silva - programa que avalia o nível de acessibilidade de web sites
▪ ASES - Avaliador e simulador da acessibilidade de sítios
▪ WebXact, check up gratuito
▪ Wave, check up gratuito
Programas especiais
► Nouse software: http://www.cv.iit.nrc.ca/research/Nouse/index2.html
► Camera mouse: http://www.cameramouse.com
► Motrix: http://intervox.nce.ufrj.br/motrix/
► Kit Saci 2: http://www.saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=3847
► CameraMouse: http://www.cameramouse.org/
► Programas que ampliam detalhes da tela: http://terrabrasil.softonic.com/seccion/141/Lupas
► Eugenio (preditor de texto): www.l2f.inesc-id.pt/~lco/eugenio/ (acompanha arquivo tutorial)
► Plaphoons (para comunicação alternativa)
► MicroFenix/ falador (funcionalidades combinadas): intervox.nce.ufrj.br/microfenix/ (acompanha arquivo tutorial)
► Programas leitores de tela:
▪ Jaws - http://www.lerparaver.com/jaws/index.html (em português) e
http://www.freedomscientific.com/fs_products/software_jaws.asp
▪ Dosvox (gratuito) -
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/
▪ Virtual Vision - http://www.micropower.com.br/v3/pt/acessibilidade/
vv5/index.asp