Testes
Usabilidade
Atividades relacionadas
Aplicação de questionário (ou lista de tarefas)
Para aplicar questionários de teste ou de lista de tarefas com condições próximas às dos usuários reais, é importante considerar diferentes situações de uso, como horas de acesso, conexões com diversas velocidades, dispositivos e programas , hábitos e características dos usuários. Em caso de testes formais e de escopo amplo, é necessário dispor de câmera de vídeo ou áudio, ambiente que simule as condições de uso do usuário médio, e programas que gravem as ações dos usuários, como o Morae.
Em caso de um teste mais informal, é necessário apenas um equipamento de acesso, assentos e os participantes.
Ao convidar este participantes, é importante considerar uma taxa de absenteísmo de 10%, ou seja, convidar 1 participante a mais para uma pesquisa com 10 usuários.
De qualquer forma, pode-se ligar na véspera para estes colaboradores e confirmar a sua presença.
Alguns procedimentos para a aplicação de questionários de teste:
■ Explicar claramente o propósito do teste, como será realizado e deixar claro que o que está sendo testado é a interface, não o usuário.
■ Não explicar as funcionalidades da interface nem o que o usuário deve fazer no contato direto (apenas em relação aos testes), para não induzi-lo a realizar as tarefas "certas". É preciso também ter escutar as terminologias que o entrevistado emprega e não sugerir "nomes" para determinadas funções.
■ Se necessário, adaptar algumas perguntas ao visitante e à situação (gênero, idade, formação, tempo disponível para as respostas).
■ Evitar perguntas que sejam respondidas com "sim" ou "não" ou que tenham múltiplos sentidos, pois não proveem muitas informações. Estimular a conversa e a descrição de detalhe.
■ Não conduzir a resposta através da conversa. Se você faz uma suposição sobre o que a pessoa sente, usa a influência de entrevistador. As pessoas gostam de imaginar o que devem responder para serem agradáveis e polidas.
■ Manter os participantes concentrados na tarefa a realizar, evitando dispersões e conversas sobre outros assuntos.
■ Mais do que escutar as impressões, o entrevistador precisa olhar o que os usuários fazem. Nem sempre o que dizem corresponde às ações.
■ Anotar as ações observadas e comportamentos mais importantes, para avaliação posterior.
Ficar especialmente atento ao uso de palavras e expressões utilizadas para a localização de informações, que podem ser utilizadas como palavras-chave para facilitar a indexação pelos sites de busca. É importante deixar os participantes criarem as suas próprias explicações sobre os problemas encontrados, mesmo que eventualmente se perceba que o usuário está mentindo (neste caso, pode-se criar alguma sinalização nas anotações, não perceptível pelo interlocutor, para deixar o evento registrado).
■ Deixar os participantes cometerem erros, o que pode revelar aspectos importantes da interface que devem ser corrigidos.
■ Se a pesquisa não for remunerada, oferecer pequeno presente de agradecimento.
■ Rever e refazer as anotações depois de cada sessão. Algumas tarefas ou a formulação de questões podem precisar de adaptações. Novas questões podem ser adicionadas e outras, suprimidas. As inserções devem ser anotadas e, se possível, reimpressas, para manter a consistência dos registros.
O uso de um quadro branco num recinto próximo ao local dos testes ajuda a registrar as observações rapidamente, bem como a iniciar a discussão de problemas com os stakeholders que estiverem observando as sessões.
■ Depois das entrevistas, estruturar os resultados agrupando padrões de comportamento, observações pontuais, problemas, reações dos usuários.
Analisar as observações registradas no quadro branco, as tendências, os problemas mais graves e frequentes, que precisam ser resolvidos com mais urgência, fazer as recomendações necessárias. É preciso discutir os resultados com o restante da equipe de projeto, com elaboração de um registro geral dos testes de usabilidade realizados.
O relatório deve constar de um resumo das conclusões mais importantes, dos métodos utilizados, dos resumos quantitativos e qualitativos dos resultados e de uma descrição mais detalhada dos resultados.
É importante classificar as recomendações de ajustes realizáveis a curto prazo e separá-las daquelas que demandam mais tempo e mais esforço. Nem sempre estas últimas podem ser implementadas, mas o seu registro é necessário.
■ Apresentar os resultados aos principais stakeholders do projeto, para facilitar a explicação e o esclarecimento imediato de dúvidas que possam não estar bem explicadas no texto escrito.
■ Avaliar e aperfeiçoar os processos e a metodologia empregada para a realização dos testes, através da análise dos resultados destes testes em relação aos de outros testes realizados.
Assuntos relacionados
► Usabilidade
► Indicadores de qualidade - exemplo de lista de checagem
Referências sobre aplicação de questionário ou lista de tarefas
► Livro: Storytelling for user experience - crafting stories for better design, de Whitney Quesenbery e Kevin Brooks. New York: Rosenfeld Media, 2010
► Quick turnaround usability testing, Part II, de Paul Nuschke (Boxesandarrows, acesso em 20.2.2009)
► Livro: Handbook of Usability Testing - How to plan, design and conduct effective tests, de Jeffrey Rubin. New York: Wiley, 1994.
► Practical usability testing (Digital Web, acesso em 5.3.2006)
1) New trends in usability testing (Human Factors International, acesso em 30.7.2006)
Referências (Interface)
► Livro: Prioritizing web usability, de Jakob Nielsen e Hoa Loranger. New York: New Riders, 2006
► Lies in the interview (and seven things to do about them) (Cooper Journal, acesso em 31.8.2011)