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Aplicação de questionário (ou lista de tarefas)

Atualizado em 31.8.2011

Para aplicar questionários de teste ou de lista de tarefas com condições próximas às dos usuários reais, é importante considerar diferentes situações de uso, como horas de acesso, conexões com diversas velocidades, dispositivos e programas , hábitos e características dos usuários. Em caso de testes formais e de escopo amplo, é necessário dispor de câmera de vídeo ou áudio, ambiente que simule as condições de uso do usuário médio, e programas que gravem as ações dos usuários, como o Morae.

Em caso de um teste mais informal, é necessário apenas um equipamento de acesso, assentos e os participantes.

Ao convidar este participantes, é importante considerar uma taxa de absenteísmo de 10%, ou seja, convidar 1 participante a mais para uma pesquisa com 10 usuários.

De qualquer forma, pode-se ligar na véspera para estes colaboradores e confirmar a sua presença.

Alguns procedimentos para a aplicação de questionários de teste:

Explicar claramente o propósito do teste, como será realizado e deixar claro que o que está sendo testado é a interface, não o usuário.

Não explicar as funcionalidades da interface nem o que o usuário deve fazer no contato direto (apenas em relação aos testes), para não induzi-lo a realizar as tarefas "certas". É preciso também ter escutar as terminologias que o entrevistado emprega e não sugerir "nomes" para determinadas funções.

Se necessário, adaptar algumas perguntas ao visitante e à situação (gênero, idade, formação, tempo disponível para as respostas).

Evitar perguntas que sejam respondidas com "sim" ou "não" ou que tenham múltiplos sentidos, pois não proveem muitas informações. Estimular a conversa e a descrição de detalhe.

Não conduzir a resposta através da conversa. Se você faz uma suposição sobre o que a pessoa sente, usa a influência de entrevistador. As pessoas gostam de imaginar o que devem responder para serem agradáveis e polidas.

Manter os participantes concentrados na tarefa a realizar, evitando dispersões e conversas sobre outros assuntos.

Mais do que escutar as impressões, o entrevistador precisa olhar o que os usuários fazem. Nem sempre o que dizem corresponde às ações.

Anotar as ações observadas e comportamentos mais importantes, para avaliação posterior.

Ficar especialmente atento ao uso de palavras e expressões utilizadas para a localização de informações, que podem ser utilizadas como palavras-chave para facilitar a indexação pelos sites de busca. É importante deixar os participantes criarem as suas próprias explicações sobre os problemas encontrados, mesmo que eventualmente se perceba que o usuário está mentindo (neste caso, pode-se criar alguma sinalização nas anotações, não perceptível pelo interlocutor, para deixar o evento registrado).

Deixar os participantes cometerem erros, o que pode revelar aspectos importantes da interface que devem ser corrigidos.

Se a pesquisa não for remunerada, oferecer pequeno presente de agradecimento.

Rever e refazer as anotações depois de cada sessão. Algumas tarefas ou a formulação de questões podem precisar de adaptações. Novas questões podem ser adicionadas e outras, suprimidas. As inserções devem ser anotadas e, se possível, reimpressas, para manter a consistência dos registros.

O uso de um quadro branco num recinto próximo ao local dos testes ajuda a registrar as observações rapidamente, bem como a iniciar a discussão de problemas com os stakeholders que estiverem observando as sessões.

Depois das entrevistas, estruturar os resultados agrupando padrões de comportamento, observações pontuais, problemas, reações dos usuários.

Analisar as observações registradas no quadro branco, as tendências, os problemas mais graves e frequentes, que precisam ser resolvidos com mais urgência, fazer as recomendações necessárias. É preciso discutir os resultados com o restante da equipe de projeto, com elaboração de um registro geral dos testes de usabilidade realizados.

O relatório deve constar de um resumo das conclusões mais importantes, dos métodos utilizados, dos resumos quantitativos e qualitativos dos resultados e de uma descrição mais detalhada dos resultados.

É importante classificar as recomendações de ajustes realizáveis a curto prazo e separá-las daquelas que demandam mais tempo e mais esforço. Nem sempre estas últimas podem ser implementadas, mas o seu registro é necessário.

Apresentar os resultados aos principais stakeholders do projeto, para facilitar a explicação e o esclarecimento imediato de dúvidas que possam não estar bem explicadas no texto escrito.

Avaliar e aperfeiçoar os processos e a metodologia empregada para a realização dos testes, através da análise dos resultados destes testes em relação aos de outros testes realizados.


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Indicadores de qualidade - exemplo de lista de checagem

Referências sobre aplicação de questionário ou lista de tarefas
Livro: Storytelling for user experience - crafting stories for better design, de Whitney Quesenbery e Kevin Brooks. New York: Rosenfeld Media, 2010
Quick turnaround usability testing, Part II, de Paul Nuschke (Boxesandarrows, acesso em 20.2.2009)
Livro: Handbook of Usability Testing - How to plan, design and conduct effective tests, de Jeffrey Rubin. New York: Wiley, 1994.
Practical usability testing (Digital Web, acesso em 5.3.2006)
1) New trends in usability testing (Human Factors International, acesso em 30.7.2006)

Referências (Interface)
Livro: Prioritizing web usability, de Jakob Nielsen e Hoa Loranger. New York: New Riders, 2006
Lies in the interview (and seven things to do about them) (Cooper Journal, acesso em 31.8.2011)

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