Flash
Melhores práticas
■ Evitar a construção do site (ou da página Principal) inteiramente em Flash, ainda mais se há indicações de marketing para facilitar a sua indexação por ferramentas de busca ou acesso de pessoas com deficiência.
Mesmo que o Google tenha avançado na indexação de arquivos em formato swf, estes ainda são de difícil rastreamento e ficam fora dos primeiros lugares das listas de resultados (ver referência).
■ Para aumentar as possibilidades de acesso e de indexação dos arquivos em Flash pelos sites de busca, dividir um mesmo arquivo em diferentes páginas, embora a criação de arquivos únicos com todo o conteúdo de um site pequeno seja tecnicamente viável (e mais fácil).
Mesmo que desde junho de 2008 o Google já consiga indexar textos em arquivos swf, a inserção de tags e metatags em diversas páginas aumenta a "superfície de contato" dos buscadores com informações sobre o conteúdo publicado. (ZDNet, 1.7.2008)
■ Inserir meta tags detalhadas com palavras-chave e descrição das páginas na "cabeça" (head) do HTML, embora estes dados não sejam valorizados pelos buscadores para priorizar estes arquivos/ páginas nos resultados das buscas. Inserir descrições também no <title> da página.
■ Para verificar a adequação do conteúdo a padrões web e a normas de acessibilidade, avaliar os arquivos nas condições de uso dos usuários com deficiências, com o teste da interface em programas leitores de tela, do mesmo modo como se testa o site antes do lançamento em diferentes browsers e dispositivos.
■ Inserir texto no HTML, mesmo que seja o mesmo que está no arquivo Flash. O site que adota boas práticas para buscadores costuma ser favorecido por estes sites, especialmente quando os textos contêm links para outras páginas e sites.
■ Usar os campos "Title" e "Description" no Flash 8. O formato SWF supporta metadata em formato XMP e aos poucos ganha importância para os principais buscadores.
■ Se optar por desenvolver páginas em Flash e HTML com o mesmo conteúdo, para que os clientes decidam pelo modo de acesso ao site, verificar pelos relatórios de acesso quais são as mais procuradas pelos usuários e procurar aprender sempre sobre os usuários a partir das suas demandas, preferências.
■ Deixar aos usuários o maior controle possível sobre a animação e as ações na interface. Como a maioria das soluções em Flash são fechadas e os processos de uso precisam ser pré-definidos, se a interface permitir ao usuário sentir-se "no poder" da experiência de uso, pode-se estabelecer com ela(e) uma interlocução mais equilibrada e sinérgica. ► Exemplo
■ Preparar alternativas para os usuários de dispositivos móveis. Mesmo usuários de iPhones não veem ou usam bem arquivos neste formato.
Assuntos relacionados
► Acessibilidade - Apresentar soluções abrangentes - inclusão de usuários com problemas motores, visuais, cognitivos
► Usabilidade - Autonomia orient ada - embora o usuário tenha controle sobre a ação num site, um ambiente adequado de uso, facilita a navegação e a realização de tarefas
► Indexação por buscadores (SEO) : Sobre as meta tags
Referências (Recursos técnicos - para web sites)
► Why Flash is generally a bad idea for your company's web site (Unsolicited Marketing Advice, acesso em 10.3.2006)
► Best practices for accessible Flash design: Part 1 (WebReference, acesso em 1.8.2006)
Mais informação sobre o assunto (links externos)
► i-Learrn (Curso de Formação Web Standards, único centro de treinamento do W3C no Brasil)
► Engaging experiences for all users (Adobe Developer Connection, acesso em 18.8.2009)
► Making Flash websites searchable (Adobe Developer Connection, acesso em 18.8.2009)
► Google can now index... Flash! An interview with Michael Marshall, de Robin Nobles (IntranetPortal, acesso em 10.3.2006)
► Área do site internacional da Adobe dedicada a acessibilidade com Flash (Adobe, acesso em 15.5.2006)