Flash e acessibilidade

Atualizado em 18.8.2009

Os arquivos gerados pelo Flash costumavam ser associados a páginas com baixa usabilidade, acessibilidade e indexabilidade pelas ferramentas de busca da internet. No entanto atualmente os desenvolvedores web já se preocupam em criar interfaces compatíveis com browsers especiais e o Google desde 2008 já indexa os arquivos em swf.

]Também os desenvolvedores do software, desde o lançamento da versão MX e do Flash Player 6, se preocupam cada vez mais em desenvolver aplicativos que incluam usuários com deficiências física.

Os recursos de acesso vêm sendo aperfeiçoados e os arquivos hoje são compatíveis com programas de leitura de tela, como o Jaws (da Freedom Scientific, a partir da versão 4.5), Window Eyes (da GW Micro, versões a partir da 4.2), e Hal (da Dolphin), embora sua funcionalidade ainda não se aproxime de emular interiamente a experiência de uso de Flash.

Estes programas, usados por pessoas com deficiência, são capazes de ler os objetos de texto dos arquivos e identificar botões e "movie clips" com scripts anexados.

No entanto, os programas de leitura de tela ainda não são capazes de reconhecer e descrever uma imagem, tarefa que só o designer ou editor do site pode fazer, produzindo uma legenda que pode ser inserida no painel de acessibilidade do arquivo Flash ou através de ActionScript.

A visualização das legendas pode ser acionada ou não, ou pode ter diversos modos de configuração.

Pesquisa global sobre os hábitos de usuários de programas leitores de tela por pessoas com deficiência visual mostra que 37% consideram arquivos em Flash um pouco difíceis de usar, enquanto 34% os consideram muito difíceis de usar. 15% não souberam responder e 11% consideram estes arquivos fáceis de usar. (1)

O desenvolvedores de Flash podem usar os recursos da Microsoft Active Accessibility (MSAA), que faz a intermediação entre o arquivo e os programas leitores de tela.

O player do Flash cria uma lista de objetos na tela e os arquiva na árvore de dados do MSAA. O programa leitor de tela lê esta lista e, na medida em que a tela muda como efeito das animações e aplicativos, a árvore de dados é atualizada para cada sequëncia.

Mas é importante considerar que o MSAA funciona apenas em dispositivos que rodam Windows e têm a versão do Flash mais recente que a 6.0. Por isto, os aplicativos devem ser testados em diversos sistemas operacionais, de modo a tornar a experiência de uso o mais rica possível.

De qualquer forma, o Flash, por suas características, pode facilitar o acesso de usuários com alguns tipos de deficiência. Por exemplo:

As imagens vetoriais podem ser ampliadas sem perda de qualidade, e pessoas com deficiência visual podem aumentar imagens e textos e adaptá-los para que sejam visualizados com mais conforto.

O acionamento de botões e o deslocamento (arrrastar) pela tela podem ser feitos através de teclas pré-definidas.

Sons e vídeos que podem ser usados para "narrar" a interface e seus eventos, funcionando como legendas. Por isto, se devidamente programados, estes arquivos podem mesmo dispensar o uso de programas leitores de tela.



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Acessibilidade - Apresentar soluções abrangentes - inclusão de usuários com problemas motores, visuais, cognitivos
Usabilidade- Autonomia orientada - embora o usuário tenha controle sobre a ação num site, um ambiente adequado de uso, facilita a navegação e a realização de tarefas

Referência bibliográfica (Recursos técnicos - para web sites)
Best practices for accessible Flash design: Part 1 (WebReference, acesso em 1.8.2006)

Mais informação sobre o assunto (links externos)
Engaging experiences for all users (Adobe Developer Connection, acesso em 18.8.2009)
Making Flash websites searchable (Adobe Systems, acesso em 18.8.2009)
Creating accessible Macromedia Flash content (WebAim, acesso em 8.8.2007)
Área do site internacional da Adobe dedicada a acessibilidade com Flash (Adobe, acesso em 15.5.2006)

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