DRM (Digital Rights Management) | |
DRMs são proteções digitais de direitos de autoria inseridos em arquivos, computadores ou programas que somente o detentor dos direitos pode gerenciar. Ou seja o usuário final tem o direito de acessar um filme, texto, música (por exemplo) de acordo com os privilégios que lhe são dados pelos detentores dos direitos de publicação/ comercialização. ■ Segundo seus criadores, o objetivo dos DRMs é estabelecer standards para controlar a distribuição, a comercialização e o uso de arquivos de conteúdo protegido, personalizando as informações sobre o seu acesso, como o número de vezes em que pode ser aberto ou a duração da sua validade, por exemplo. A grosso modo, estes sistemas criam chaves de segurança para os arquivos e os vinculam a esquemas de vendas criados por grandes corporações que têm condições de controlar o seu uso em larga escala. ■ Nos últimos anos surgiu uma grande quantidade de negócios relacionados à criação e comercialização de conteúdo online - músicas, programas de TV, filmes, livros, imagens. É grande a proliferação de tecnologias de integração entre dispositivos e serviços de conteúdo online, como aponta o lançamento da loja online iTunes da Apple, do Zune, dispositivo da Microsoft que compete com o iPod e o aumento dos investimentos da Real Networks no seu serviço de música, o Rhapsody. A compra do YouTube pela Google mostrou que o mercado de publicação e distribuição de vídeo está tecnicamente maduro, embora ainda precise acertar o modelo comercial dos serviços, como demonstra o processo movido contra o site pela Viacom - usuários ativos publicavam diariamente, o programa da empresa The Colbert Report, entre outros. No Brasil, até junho 2006 37,15% dos usuários domésticos da Internet haviam feito download de filmes, músicas e programas; jogos online foram baixados por 52% dos usuários (TIC Domicílios 2006). Recursos e tecnologias■ Com diferenças significativas em relação às empresas que os implementam, os DRM garantem aos detentores dos direitos: ◊ A autorização ou proibição do acesso aos arquivos protegidos, de forma impedir a sua auto-replicação e redistribuição. ◊ A capacidade de obter informações sobre quem acessa os arquivos, quando e como. ◊ O estabelecimento de condições de uso unilaterais, pelas quais o usuário não pode separar os mecanismos de proteção e os arquivos. ■ Os esquemas de DRM precisam de programas adaptados para rodar em determinados dispositivos, como os que decifram os códigos criptografados das músicas que tocam em determinados tocadores, ou como os programas que rodam apenas em sistemas operacionais de alguns equipamentos. Alguns fabricantes alegam que a combinação de chaves entre hardware e software garante maior proteção dos arquivos, embora muitos esquemas já tenham sofrido ataques que conseguiram quebrá-los. Outros dizem que muitos sistemas de DRM baseados em software já são suficientemente fortes para restringir a cópia de conteúdo protegido. Hoje já é grande o número de tocadores de mídia que executa DRMs sem suporte nativo no hardware. ■ Os DRM incluem também tecnologias de "marca d'água" digital, ou digital watermarking, como a Running Marks, desenvolvida pelos laboratórios Dolby, que anexa dados sobre a identidade do comprador durante o download. ■ Avançam neste momento (2007) rapidamente as pesquisas para a proteção de arquivos na área de IPTV. Empresas como AT&T, Ericsson, France Telecom, Panasonic, Philips, Samsung, Siemens, Sony e Telecom Italia formaram o Open IPTV Forum, para definir padrões de interoperabilidade entre os serviços e os dispositivos dos clientes, bem como para tratar da proteção de conteúdo e das interfaces para entrega de serviços em diferentes ambientes de rede. (B2B, 19.3.2007) ■ Na área de telefonia móvel, prevalece o DRM 2.0 do OMA (Open Mobile Alliance), fórum que reúne mais de 200 organizações da indústria de telefonia móvel, cujos standards apontam para a criação de dispositivos e arquivos compatíveis entre si. (Veja exemplos de aplicações de DRMs) Assuntos relacionados ► Vídeo e áudio Assuntos relacionados Mais informação sobre o assunto: Fontes: |
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