DRM
Aplicações de DRM
O uso dos DRMs se estende desde aos direitos de autoria intelectual ao uso de determinados dispositivos associados aos arquivos protegidos. Veja abaixo alguns exemplos de aplicação em diferentes tipos de produtos e formatos.
Música pela internet – As indústrias de filmes e as gravadoras de músicas estão entre as que mais recorrem a DRMs, seguidas pelas lojas que vendem músicas a varejo (como a brasileira iMúsica e a loja iTunes), editoras de livros eletrônicos, produtoras de programas de TV.
-> iMúsica - vende arquivos unitários de música para uso pessoal. Os compradores não podem distribuir, trocar, editar, revender e transmitir os arquivos adquiridos para outras pessoas. Não há limites para o número de vezes que cada música pode ser tocada. É permitida a sua transferência para tocadores de MP3 compatíveis como o Windows Media Audio (WMA), e a gravação em CDs para uso pessoal.
-> iTunes – em janeiro de 2009, o Apple anunciou a comercialização de 8 milhões de músicas sem DRM e até o final de abril a libercação de todas as 10 milhões de músicas. A oferta foi possível devido a um acordo da empresa com a indústria fonográfica.
-> Sony – o tacasor PSP, tem as vendas abaixo das expectativas. Analistas atribuem o insucesso aos formatos proprietários dos arquivos, compatíveis com equipamentos do fabricante. A empresa está sendo pressionada para se aproximar da estratégia mais aberta da Apple.
-> Amazon.com – lançou em 2007 um serviço de venda de arquivos MP3 sem DRM. As primeiras músicas oferecidas foram as do catálogo da EMI.
-> Napster – depois de fechar há anos atrás pelo serviço de transferência de arquivos, é atualmente um vendedor legal de música digital. Mediante pagamento mensal de 20 dólares, pode-se baixar ilimitado número de arquivos e por 30 dólares mensais pode-se baixar arquivos com DRM mais flexível, que podem ser transferidos para outros dispositivos.
■ Música nos celulares – É um mercado fragmentado em relação ao uso de DRMs. Apesar da ampliação da base do OMA DRM 2.0, muitos serviços ainda se baseiam no standard OMA DRM 1.0, que tem a maior base de aparelhos em uso (cerca de meio bilhão).
-> A plataforma de distribuição de música Digital World Services (DWS), da suíça SDC, é usada em 100 modelos de aparelhos, um terço da base do OMA DRM 2.0.
A Microsoft oferece serviços de conteúdo baseados no Windows Media para a NTT DoCoMo (serviço móvel da Napster) e para a Verizon Wireless, nos EUA.
A Nokia oferece conteúdo (música, games, vídeos) protegido pela tecnologia PlayReady DRM, da Microsoft, nos celulares que usam o software S60.
■ Download de vídeos – A entrada de grandes sites, combinada ao lento crescimento do mercado, tem permitido a consolidação de marcas importantes como a Amazon e a Apple, que entraram no mercado em setembro 2006.
-> A BBC passa a oferecer em 2007 um serviço de download de programas de TV, disponibilizados depois de 7 dias depois de veiculados. Os arquivos poderão ser vistos por 30 dias, depois dos quais perdem a validade.
-> A Apple oferece uma seleção de filmes da Disney na loja da iTunes sem proteção de direitos - embora a Disney esteja sendo processada pela Starz Entertainment, rede de televisão a cabo que alega ter comprado os direitos de distribuição online de alguns filmes vendidos na loja da Apple.
-> A Amazon lançou nos EUA o Unbox, serviço baseado no DRM do Windows Media.
-> Os sites de compartilhamento de vídeos se consolidaram. O YouTube não usa DRM, mas está sob pressão da indústria de cinema e de TV para proteger os arquivos. Empresas como CBS, BBC, Fox News, National Basketball Association, Sony Pictures Classics, Sony BMG Music Entertainment, Universal Music Group e Warner Music Group fizeram acordos com o site para a publicação de conteúdo em troca de veiculação de publicidade.
-> A distribuidora CinemaNow lançou um recurso de download de vídeos para CD que usa o DRM proprietário fluxDVD, baseado no Windows Media. A Movielink está se preparando para oferecer este recurso com o uso da encriptação por CSS (Content Scrambling System), através de acordo com a DVD Copy Control Association (DVD CCA).
■ DVDs (Blu-ray e HD DVD) – Em dezembro, um hacker acessou a chave do dispositivo usado para se comunicar com as chaves de segurança de diversos discos de filmes, podendo ter colocado em circulação cópias não autorizadas dos filmes. O Advanced Access Content System Licensing Administrator, grupo que inclui IBM, Intel, Microsoft e Panasonic e patrocina o formato de proteção de cópias usado para Blu-ray e HD DVD, anunciou que está desabilitando as chaves comprometidas.
A Corel Software anunciou que os usuários do programa InterVideo WinDVD devem fazer a sua atualização online se querem continuar a ver nos seus PCs filmes em a HD DVD ou Blu-ray.
■ Livros e conteúdo editorial – Embora o e-book esteja demorando a ser aceito pelo mercado, novos dispositivos estão sendo lançados, como o leitor da Sony, baseado em DRM proprietário que suporta downloads permanentes e é compatível com formatos amplamente utilizados, como o PDF.
O Kindle, dispositivo para download e leitura de textos em formato digital lançado pela Amazon.com em novembro de 2007, tem um esquema de DRM proprietário. Cada aparelho está conectado a uma conta na Amazon e os livros só rodam no dispositivo do cliente que o adquiriu. (1)
■ DRM nas empresas – São usados para proteger documentos corporativos sigilosos em formato de texto, imagem, apresentação, vídeo, áudio, através de sistemas proprietários que autenticam os direitos de acesso de usuários autorizados. Neste caso, as restrições se justificam devido a políticas internas e não devido à necessidade de proteção de direitos de autoria, embora em alguns casos os motivos possam se superpor, como no caso da proteção do código-fonte criado por um desenvolvedor de software, por exemplo.
■ As empresas cujos negócios incluem a publicação/comercialização de conteúdo online para público aberto precisam estabelecer políticas claras sobre os modelos comerciais adotados.
Se publicam conteúdo protegido, precisam definir estas políticas de proteção. Se publicam conteúdo aberto, precisam deixar claros seus critérios de publicação, distribuição e reprodução.
Estes compromissos devem ser explicitados nos "Termos de uso" dos web sites, que estabelecem os compromissos de publicação, uso e reprodução do conteúdo publicado e distribuído pelos canais online de diversas naturezas.
■ De qualquer forma, o comprometimento com a multiplicação da inteligência de negócios, bem como com a capacidade de expressão e de inovação são fatores importantes que os gestores e editores de web sites precisam considerar na modelagem de negócios diretamente relacionados à comercialização de capital intelectual no nosso país.
Assuntos relacionados
► Vídeo e áudio
Mais informação sobre o assunto
2) Apple iTunes goes all DRM free, with three price tiers (ZDNet, 12.1.2009)
► The music scene: legal vs. illegal (ZDNet, acesso em 1.11.2008)
► Wal-Mart reverses policy on DRM? (ZDNet, 19.11.2007)
1) Amazon's Kindle: Can it make its technology invisible? (ZDNet, 19.11.2007)
► DRM troubles drive ex-Microsoft employee to Linux (CNet, 26.10.2007)
► Amazon To Sell DRM-Free Music (internetNews.com, 17.5.2007)
► Digital rights management and copy protection schemes (Electronic Frontier Foundation, acesso em 18.3.2007)
Fontes
► DRM is here to stay (Datamation, acesso em 8.5.2007)
► Apple holds upper hand in music negotiations (CNet News.com, acesso em 22.4.2007)