Estudo do Stanford Poynter que acompanhou o movimento de olhos de usuários de páginas web mostra que 64% olharam as fotos por, em média, um segundo e um quarto. (2) Nesse breve relance, as pessoas reconheceram o conteúdo, mas não apreciaram suas sutilezas e detalhes. Devido à rapidez dos acessos, as imagens de mídias digitais precisam chamar a atenção quase instantaneamente e valorizar a experiência de uso.

Algumas práticas facilitam sua recepção pelos usuários:

Inserir legendas nas imagens, se não estiver imediatamente claro seu sentido em contexto.

Inserir informações “alt e “title” em cada imagem, para facilitar a a indexação, como no exemplo:

<img class="estilo" 
title="Legenda da fotos" src="http://www.exemplo.com.br/imagens/
nomedaimagem.jpg" alt="Descrição do conteúdo da imagem" 
width="300" height="225" />

Editar fotos e gráficos em tamanho e formato adequados para o canal de saída, inclusive com o uso de tamanhos para diversas resoluções de tela.

A medida de fotos em pixels baseados em CSS pixels, que se adapta a resoluções de tela de diversos dispositivos, aumenta as chances de serem vistas adequadamente. Em dispositivos com alta resolução, com retina display (Apple, 326 ppi), por exemplo, um pixel é muito menor do que em computadores desktop. Uma imagem otimizada para um dispositivo com 96ppi fica muito menor nesses dispositivos, e se for ampliada no smartphone para ficar no mesmo tamanho que no PC, aparecerá embaçada. Em sites de vendas de produtos, pode-se contornar este problema com o código detectando o dispositivo do usuário e a plataforma oferecendo imagens para cada resolução de tela.

Evitar imagens de pano de fundo com texto sobreposto nas áreas mais ocupadas, para não atrapalhar a leitura.

 Manter bom contraste entre a imagem em primeiro plano e o fundo, para valorizar o sentido de profundidade e a informação mais importante na parte da frente.

Enquadrar as informações de cada imagem publicada (como em “close-ups”), para manter pequenos os tamanhos dos arquivos. O enquadramento se adapta às necessidades editoriais: um rosto pode ilustrar as qualidades intelectuais de uma pessoas, enquanto uma foto de corpo inteiro pode evocar associações às suas características físicas.

Restringir o uso de fotos iguais ou semelhantes, para evitar redundâncias e o aumento do tempo de carregação.

Avaliar a importância informativa de cada imagem. As imagens devem ser úteis à compreensão do conteúdo, incluindo as publicadas em banners ou na composição da marca editorial-comercial.

As imagens devem ser úteis à compreensão do conteúdo, incuindo as dos banners e da identidade visual do site

Esta imagem da antiga revista do New York Times, na segunda camada de informações do site, apresenta mais imagens do que a página Principal. Somente no segmento de tela acima há 14 imagens editoriais aplicadas (não publicitárias nem institucionais), que ilustram chamadas para textos internos. A chamada principal é ilustrada com um desenho tipo cartoon e as secundárias com thumbnails. As imagens têm função editorial e funcional: ◊ Sinalizam o conteúdo principal e secundário. ◊ Ajudam a criar envolvimento afetivo com o conteúdo, por meio do retrato do autor ou da interpretação visual do texto. ◊ São botões, mais fáceis de selecionar que os títulos, e assim têm um papel funcional que compensa o tempo de download da tela.

Em sites de comércio, por exemplo, é indispensável publicar fotos dos produtos oferecidos de cada marca, para identificá-los e diferenciá-los de outros produtos semelhantes. As imagens devem ser adaptadas para diversas resoluções de tela, em desktop e dispositivos móveis.

Pesquisa global sobre os hábitos de usuários de programas leitores de tela por pessoas com deficiência visual mostrou que, se uma imagem precisasse ser publicada para melhorar o layout e a percepção de uma página, 59% gostariam que a imagem fosse descrita também em texto e 31% prefeririam que o programa simplesmente as ignorasse. (1)

Publicar imagens na mesma página em quantidade e tamanhos que não prejudiquem o download. O número de imagens e seu tamanho influencia o tempo de carregação das telas, que devem conter em situação ideal, um tamanho em Kb que evite que os usuários fiquem esperando muito sua carregação.

Em abril de 2012, quase 50% dos usuários da internet no Brasil tinham conexões com velocidades entre 128KB e 2MB, o que alertava os desenvolvedores web que ainda precisavam se preocupar com a velocidade de carregação da páginas nos browsers. (Convergência Digital)

Nos EUA, a velocidade média de acesso à internet no primeiro semestre de 2012 era 6.7 Mbps. Na Coreia do Sul, país que liderava o ranking mundial, o acesso médio tinha velocidade de 15.7 Mbps. Mesmo conexões mais rápidas não impediam páginas carregadas de imagens de baixarem em velocidades relativamente lentas. (WebProNews)

Embora não haja regras específicas para o tamanho das imagens em diferentes  canais, é preciso criar um equilíbrio entre o tamanho da tela e o tamanho das imagens, especialmente na otimização para dispositivos móveis. De acordo com httpArchive, o tamanho médio de arquivos em JPG é de 29KB e em PNG, 16KB. (3)

Páginas mais leves e menos carregadas em camadas superficiais  ajudam os visitantes a se deslocar mais rapidamente. Quando é preciso publicar muitas imagens em uma mesma página, esta deve ficar em níveis mais profundos do canal, onde os usuários mais interessados no assunto (ou nas fotos) vão procurá-las.

 Habilitar a renderização progressiva (progressive rendering) sem muitas etapas, para que se possa ver a imagem carregando e seja possível saber que “alguma coisa está acontecendo”. E para que se possa ter uma sugestão do conteúdo da imagem.

Para evitar a recompressão, usar o código no header HTTP “Cache-Control: no-transform”. Muitas operadoras de telefonia móvel fazem a gestão do tráfego HTTP pelas estações mais próximas, e comprimem as imagems JPG além da sua compressão nativa, o que prejudica sua qualidade. Também os GIFs ficam prejudicados (este formato deve ser evitado). Para evitar que isto aconteça, pode-se preferir usar imagens em PNGs, que não são recomprimidas no display. Neste caso, diminuir os PNGs com encoders como ImageAlpha ou TinyPNG.

Se usar imagens JPG, procure compactar uma a uma, de acordo com a aparência, sem usar padrões de redução, que simplificam o tratamento e podem prejudicar a imagem no monitor de saída.

 Em conjuntos de thumbnails, cortar as imagens para realçar os detalhes, mesmo que fiquem diferentes das versões ampliadas. De qualquer modo, é importante mantê-las em tamanho não muito pequeno, para que o usuário faça uma ideia do conteúdo e queira vê-las ampliadas.

É comum em canais de demonstração de produtos, a publicação de pequenas imagens (thumbnails) agrupadas que, ao serem selecionadas, mostram uma versão ampliada. O problema é que às vezes as imagens ficam tão reduzidas que é impossível o leitor entender se vale a pena ampliá-las.

De acordo com o estudo do Stanford Poynter citado acima, “64% das fotos são vistas durante apenas 1,25 segundos.” Ou seja, em rápido relance reconhece a foto e identifica seu sentido, mas não se atém a detalhes ou nuances.

Como as imagens ampliadas em muitos casos são carregadas com a página e ficam escondidas, podem aumentar seu tempo de carregação. Nesse caso, é necessário reduzir o número de imagens por página.

A publicação de uma imagem maior em uma página separada tem a desvantagem de fazer com que o usuário inexperiente deixe muitas janelas abertas e sobrecarregue o browser e o dispositivo.

A conveniência de cada solução depende do número de imagens publicadas e da funcionalidade do desenho da interface.

No exemplo abaixo, a demonstração dos recursos da geladeira aparece em uma página limpa, com poucas imagens e um enquadramento das imagens menores que permite sua antecipação antes da seleção.

Cortar as imagens melhores para realçar seus detalhes

Acima, num detalhe, a demonstração dos recursos da geladeira aparece em uma página limpa, com poucas imagens, e um enquadramento das imagens menores que permite sua antecipação antes da seleção.

(Atualizado em 24.6.2017)

 

Referências

3) How to optimize for Google’s featured snippetsMarcela De Vivo (Search Engine Watch, acesso em 24.6.2017)

Rethinking the pixel: It’s all relative now, Conrad Chavez (Creative Pro, acesso em 2.10.2014)

2) Eyetracking the news – a study of print and online reading (Poynter, acesso em 20.2.2009)

→Livro: Designing web usability, de Jakob Nielsen. New Riders Publishing, 2000

1) Survey of preferences of screen readers users (acesso em 20.2.2009)

→ Livro: Designing web usability, de Jakob Nielsen. New Riders Publishing, 2000 (Edição traduzida: Projetando websites. Editora Campus, 2000)

Shooting photographs for the web, de Jay Kinghorn (Creative Pro, acesso em 20.2.2009)

Visual-Blast Media, ferramenta que permite a visualização de detalhes de imagens de produtos à venda.

→ Alguns órgãos de governo no Brasil estabelecem regras para a criação, armazenamento e publicação de documentos, como o governo do Estado do Paraná – Lei Estadual nº 15.472, de 18/12/2007 – DOE de 18/12/2007 (sugestão de André Luiz P. Domarques de Menezes, da http://www.dmd2.com.br)

 

Sobre o proteção de direitos de autoria (link externo)

How to put the kibosh on content scrapers & thieves (Famous Bloggers, acesso em 19.3.2010)