A organização dos arquivos de mídias digitais entre eles os de imagem, é especialmente crítica depois do lançamento, quando os responsáveis por sua atualização precisam lidar com arquivos que podem não ter sido criados por eles. O estabelecimento de uma política de nomenclatura facilita muito a localização dos arquivos.
Para a configuração de nomenclaturas consistentes, é importante criar normas que tenham relação com as taxonomias do projeto e com as áreas de conteúdo em que as imagens estão publicadas. Pode-se assim evitar o emprego de nomes “cifrados”, de difícil compreensão para outras pessoas que não os seus autores, como termos abreviados (“retr_henr.jpg”) ou conjuntos de nomes diferenciados apenas por números ou letras. O uso de seriação (sequência de números) na nomenclatura de conjuntos de imagens relacionadas (imagem1.jpg, imagem2.jpg, imagem3.jpg) dificulta a identificação do conteúdo exigindo a abertura de cada uma em programa editor de imagens ou em um browser de imagens para sua visualização. Embora pareça óbvio, é sempre necessário lembrar que o nome deve ajudar a identificar o conteúdo. Sugestão de composição de nomenclatura:
Um identificador de assunto + A área do site onde a imagem está publicada + O nome da instituição Exemplo: tela800dpi_conteudo_Avellareduarte.jpg
No exemplo acima, foi utilizada uma ordem invertida de abrangência para criar a nomenclatura, ou seja: O primeiro nome (“tela800dpi”) é a identificação única da imagem. O segundo nome (“conteudo”) é a área do site onde está publicada. O terceiro nome (Avellareduarte) é o nome do site ou portal do canal que publica a imagem. Esta ordem tem um motivo muito prático:

Nas pastas onde as imagens se encontram é melhor procurar pelo nome único (no caso “tela800dpi”) do que pelos nomes que se repetem (como “conteudo” e “Avellareduarte”), que são nomes genéricos, presentes nos nomes de outras imagens.

Se procuramos por ordem alfabética, a palavra “tela800dpi” é facilmente encontrada digitando a letra “t” no diretório onde o arquivo se encontra enquanto “Avellareduarte”, como está presente em todos os arquivos do site, não facilita a procura dentro de um diretório, apenas nas ferramentas de busca externas.

Por este motivo, arquivos nomeados em ordem sequencial só devem ser usados se a ordem fizer sentido para a publicação (no caso de imagens divididas em fatias ou de imagens que compõem um slideshow, como

sequencia_conteudo_Avellareduarte.jpg,

sequencia1_conteudo_Avellareduarte.jpg,

sequencia2_conteudo_Avellareduarte.jpg etc.

Deve-se evitar incluir espaços nos nomes. Na verdade, como são convertidos para %20 pelo servidor web os espaços não causam problemas para a funcionalidade do site, mas podem deixar os nomes muito difíceis de identificar. Não se deve também usar nomes com acentos ou caracteres especiais, como &, ou #, ou ?, na medida em que o servidor pode interpretá-las de maneira equivocada. Também caracteres especiais como ”ç” ou letras acentuadas não são reconhecidos. Além de orientar as equipes internas, a nomenclatura das imagens deve também fornecer informações para o visitante do site que arquivar a imagem em seu disco local, reforçando o sentido de marca ou de origem do arquivo. E devem também incluir informações úteis para as ferramentas de busca que os indexam, pois estas levam em consideração os nomes dos arquivos para sua classificação (ou para sua inserção no índice de busca de imagens). Se tiverem características editoriais diferentes, os arquivos em formato JPEG e GIF que compõem a maior parte dos websites devem ficar localizadas em diretórios diferenciados, onde seja fácil sua localização. As seções de um site que tenham cada uma muitas páginas e muitas imagens, bem como relativa independência editorial em relação a outras seções, também devem ter diretórios especiais para o arquivamento de suas imagens, de modo a evitar a longa rolagem da tela por uma lista interminável de arquivos nos programas de gestão. (Atualizado em 9.3.2006)