O conteúdo novo de mídias digitais é criado com base nas necessidades institucionais/ comerciais do dia-a-dia do canal ou da organização que o publica. A natureza das informações e seu formato muitas vezes exigem adaptações no veículo, para que mantenha a consistência de sua estrutura de publicação.

De acordo com a necessidade do canal, o conteúdo editorial online pode ser:

Renovado periodicamente, com formato e estrutura editorial definidos.

Renovado sem periodicidade, de acordo com as especificações estabelecidas no projeto.

Criado fora do escopo do projeto ou do canal, como projeto independente, com modelo de layout e editorial próprios (subsite, aplicativo, página em mídia social).

Baseado em componentes de bases de dados (textos, imagens e peças multimídia) renovados em bases regulares.

A estrutura do site precisa ser resiliente para receber, além do conteúdo novo, novas necessidades editoriais e comerciais. Se é incompatível com o conteúdo novo, pode ser necessária uma revisão editorial mais ou menos ampla, bem como a criação de nova arquitetura da informação.

Atividades relacionadas à organização do conteúdo novo:

Criar um conselho editorial, formado por pessoas que conheçam bem o projeto, a organização que o publica e a natureza do conteúdo publicado, para que possam opinar sobre sua qualidade e a das atualizações.

O conselho editorial deve se reunir com periodicidade regular (mensal, bimensal, semestral) e avaliar se o site está alcançande seus objetivos, eventualmente recomendando o redesenho de seções ou mesmo do canal inteiro.

Criar um calendário, com periodicidade programada, para assegurar a criação regular de conteúdo para diversos canais, com os prazos necessários para estabelecer estratégias, criar pautas, bem como para a produção e a publicação. Ferramentas como a Zazzle, ajudam a criar e a gerir um calendário de conteúdo.

Examinar a possibilidade de criar tópicos periódicos mais amplos que possam ser divididos em subcategorias, como eventos, assuntos de pesquisa, desdobramentos de notícias.

Verificar permanentemente as tendências, com a avaliação de demandas do público e variações de interesse/consumo, inclusive de acordo com datas do ano e eventos. Inclui o monitoramento constante dos dados de acesso aos canais digitais.

Criação/ apuração

Estruturar os processos de criação, revisão, aprovação e publicação do conteúdo novo (textos e imagens), para o encadeamento das ações entre os profissionais neles envolvidos.

Planejar páginas, estrutura e processos para cada tipo de atualização, de acordo com a formatação e a edição estabelecidas.

Estabelecer a periodicidade de atualização do conteúdo, com um calendário editorial, que inclui não só a atualização de conteúdo web, como a emissão de releases, posts de blogs e mídias sociais sociais como Facebook, Twitter, LinkedIn , Google+, YouTube, bem como planos de email marketing.

O calendário editorial estabelece um ambiente de publicação temporalmente consistente, que cria a necessidade de preparar o conteúdo para datas determinadas (diárias, semanais, mensais) e facilita a consulta do público, na medida em que este se adapata à regularidade das atualizações.

Solicitar às fontes de conteúdo para produzi-lo já formatado.

Articular as áreas da organização que publicam o conteúdo novo, para evitar a incidência de textos e assuntos redundantes e para manter o encadeamento entre assuntos das diferentes seções (links relacionados, chamadas associadas na página Principal).

Esta articulação é realizada pela centralização do controle de qualidade editorial, bem como no estabelecimento de pautas entre os editores ou responsáveis pela publicação.

Publicação

Estabelecer uma estratégia de publicação em mídias sociais que priorizem os objetivos do negócio, com a escolha eventual dos melhores canais e não apenas publicando chamadas nos principais.

Em junho de 2014, o jornal inglês The Telegraph aumentou em 20% os acessos ao site (chegando a 4 milhões de acessos únicos) publicando chamadas apenas no Facebook, em detrimento de publicações no Twitter. (1)

Criar links entre as áreas de conteúdo já existente com assuntos novos, com informações adicionais ao usuário.

Incluir chamadas na página Principal para o conteúdo atualizado.

Em site de vendas, criar ofertas de acordo com o calendário ou planos regulares de promoções.

Em um site com usuários regulares, criar e atualizar página ou seção “O que há de novo,” para facilitar a localização dos textos novos.

Integrar o conteúdo novo à estrutura do site ou adaptar a estrutura ao conteúdo, com a criação de tags, tópico, seções, páginas especiais ou subsites.

Estabelecer conexões entre o conteúdo online e conteúdo impresso, incluindo publicidade.

Manutenção

Verificar a compatibilidade do conteúdo novo com as funcionalidades do canal, se necessário inserir novos recursos. O conteúdo novo pode trazer inconsistências para o design e o conceito em geral. O excesso de funcionalidades periféricas pode atrapalhar o uso e a experiência do usuário.

Integrar e acrescentar informações relacionadas através de pesquisa em outros sites e tecnologias de atualização.

Manter a URL das páginas arquivadas. A mudança e o desaparecimento de URLs dificulta o posicionamento das páginas nos resultados das buscas, especialmente se os links antigos para a página não forem atualizados. Os usuários que arquivarem o endereço nos seus favoritos não poderão mais encontrar a página.

Atualizar o conteúdo antigo, para que se mantenha relevante. A conversão em discussões web 2.0 ou wikis, dependendo da audiência, clientes e assunto, pode ajudar na atualização.

Remover conteúdo ou páginas antigos que possam não ser de interesse do público ou atualizados.

Remover conteúdo ou páginas antigos que possam não ser de interesse do público ou atualizados. Também as páginas com pouco conteúdo, conteúdo duplicado, ou pouco acessado pelo público, devem ser monitoradas e retiradas regularmente. Ferramentas como Screaming Frog e Google Analytics podem ajudar nesta tarefa.

Dados como a taxa de abandono de uma página sem visitar outras (bouce rate), tempo médio de permanência nas páginas, número de páginas vistas por visita (pageview) e objetivos alcançados (goal completions), ajudam a verificar o interesse do público no conteúdo.

Verificar em ferramentas como Google Analytics e Webmaster as páginas com mais acessos e de melhor performance, de acordo com os objetivos do site. Outros indicativos incluem a qualidade dos links que apontam para o canal, o volume de tráfego oriundo de buscas orânicas, compartilhamentos em mídias sociais, visitantes únicos. E verificar as palavras-chave utilizadas para acessá-las, se as principais palavras-chave e expressões utilizadas nos textos mantêm sua relevância nos buscadores ao longo do tempo.

Manter o conteúdo sempre facilmente encontrável na internet, pelo público e pelas ferramentas de busca.

A relevância das palavras-chave muda sempre, tanto devido à atualização dos algoritmos dos buscadores e devido ao conteúdo novo publicado por outros sites. A verificação da relevância pode levar a mudanças/atualizações no conteúdo e, eventualmente, na arquitetura da informação.

(Atualizado em 3.8.2014)

 

Referências

How to detect and deal with toxic content (that could poison your entire site), de Lisa Buyer (SearchEngineWatch, acesso em 16.7.2014)

How to create a social media editorial calendar, de Lisa Buyer (SearchEngineWatch, acesso em 12.1.2012)

Use old words when writing for findability (Alertbox, acesso em 1.9.2006)

Want to increase your readership? Forget about Twitter and stop posting so many stories, says the Telegraph, Mathew Ingram (GigaOm, acesso em 3.8.2014)

Wordtracker – Programa que gera palavras-chaves relacionadas às que os usuários submetem (acesso em 17.1.2007)

Search experiments, large and small (The Official Google Blog, acesso em 27.7.2009, publicado em 26.8.2008)

Formulário para registro de sites que copiam conteúdo de outros e os prejudicam no ranking de buscas

Report Scraper Pages (acesso em 30.8.2011)