Antes de se ater a qualquer conteúdo, a maioria dos leitores online faz uma varredura geral da tela à procura das informações mais interessantes, por isto os textos devem ser redigidos de forma a facilitar a leitura e a rápida varredura dos olhos.

Processos relacionados à redação dos textos online incluem detalhes como:

Corrigir erros de gramática e de digitação.

Os pesquisadores Rayner, White, Johnson e Liversedge (2006) realizaram testes para verificar as reações dos usuários à leitura de palavras com letras trocadas. Os testes levaram em conta os estudos de Rayner e Kaiser, realizados em 1975, que avaliaram a dificuldade de leitura de frases, sem erros de grafia, com letras fora do lugar, com letras substituídas.

O trabalho mostra que:

Alguns modelos de palavras com letras fora do lugar são mais fáceis de ler que outros, como os com as letras trocadas situadas no final da palavras ou no final de frases.

As palavras com substituição de letras são mais fáceis de ler do que as palavras com letras fora do lugar.

A leitura de texto com letras trocadas exige sempre maior esforço cognitivo que a leitura de texto grafado corretamente.

De modo geral, os leitores até conseguem ler as letras trocadas ou fora do lugar, mas a leitura em tela fica mais lenta e, quando os erros são muito frequentes, o site pode perder a credibilidade.

Em sites para público amplo (não especializado) explicar as expressões em inglês ou os jargões comuns a uma área de atividade (como FAQ, CRM, SAC, login, newsletter, home page, home, bytes, megabytes). Em sites para público especializado termos como estes são usados desde que sejam reconhecidamente empregados pela maioria. De qualquer forma, a publicação de um glossário ajuda a compreensão das pessoas leigas que possam ter interesse ocasional no assunto.

Em sites institucionais na internet aberta, não empregar palavras de compreensão restrita a um ambiente institucional, como siglas de departamentos, pessoas sem identificação de função, apelidos de colaboradores sem relação com o assunto do texto.

Em contextos, amplos, é importante também evitar termos de uso restrito, a não ser que o canal se destine a um público fechado, ou direcionado a uma área de atividade. Para profissionais de tecnologia, termos como renderização (ou rendering), player, touchscreen, swapable, são comuns e facilmente identificáveis, o que não acontence em ambientes em que o público não está familiarizado com estes recursos.

Empregar numerais em vez de números por extenso, na medida em que são mais fáceis de ler e tendem a chamar a atenção dos leitores. Números muito grandes, no entanto, como 2.000.000, ficam mais compreensíveis grafados como “2 milhões”.

Ao associar diretamente uma marca ao conteúdo publicado, o processo criativo editorial deve estar assimilado pela cultura da organização. Se a atividade-fim não está relacionada a processos editoriais, estes devem começar a fazer parte do dia a dia das equipes internas, para se manterem antenadas com possibilidades de publicação e o interesse do público.

No Twitter

Destacar as informações mais importantes com maiúsculas e inseri-las logo no início, de forma que os olhos possam facilmente encontrá-las.

Enviar as mensagens em horas em que o público tende a estar conectado à plataforma e por isto é importante conhecer os hábitos da maioria das pessoas, sejam amigos, sejam parceiros de negócios ou público em geral.

Em outras mídias sociais

Adotar um tom semelhante ao de uma conversão presencial, sem expressões especializadas ou “burocratiquês”, para que os leitores se sintam envolvidos especialmente quando estão lendo instruções para realizar tarefas, mensagens de erro, mensagens do sistema. Além disso o tom coloquial estimula as respostas e os contatos interpessoais.

Não usar gírias restritas a pequenos grupos, ou grupos localizados, a não ser que os leitores tenham familiaridade com os termos e consigam identificar seu significado.

Em sites/aplicativos de comércio

Verificar o conteúdo necessário para cada camada, com linhas-mestras primárias e secundárias.

Em uma plataforma sobre material escolar, as linhas primárias podem incluir a comparação e seleção de produtos e as secundárias a consulta a listas de produtos pedidos por algumas escolas da cidade ou de um bairro. Pode-se também oferecer guias de compras, ferramentas de compartilhamento em redes sociais, vídeos com passo a passo para instalação de equipamentos ou instruções de uso.

O conjunto de linhas-mestras de conteúdo de todas as camadas segue uma matriz estratégica que ajuda a seleção do conteúdo, a ser desenvolvida ou sugerida (através de links) em cada camada. Essas diretrizes ajudam a criar os templates de páginas.

Aproveitar o conteúdo já existente de forma original e criativa. Caso o site já tenha um blog, ou listas de casamento, ou página no Facebook, o conteúdo publicado pode alimentar o site principal com assuntos de maior interesse do público (de acordo com as estatísticas de acesso).

Aproveitar o conteúdo já existente de forma original e criativa
O site acima oferece páginas com detalhamento dos produtos, criando relacionamentos entre eles e sugerindo (na coluna da direita), combinações de produtos de acordo com diferentes pontos de vista – ‘o que está na moda’ ou ‘o que toca especialmente seu coração’, por exemplo. http://www.crateandbarrel.com/Resource-Guide/Dinnerware.aspx, acesso em 7abr13
Aproveitar o conteúdo já existente de forma original e criativa
O site acima oferece vídeos demostrativos de produtos feitos pela própria equipe interna, planilhas com dados comparativos sobre produtos semelhantes. http://www.crutchfield.com/p_472APPLTV/Apple-TV.html, acesso em 2set14

Um comentário de consumidor no Facebook pode ser considerado uma recomendação (autorizada) no site. Ou gerar um link direto do site para o comentário.

Links cruzados entre um blog e um site de varejo ajudam os consumidores a encontrar conteúdo de interesse específico no momento da compra.

Sites de comércio, produzem conteúdo relacionado aos seus produtos para atender ao público interessado por detalhes e características contextuais dos produtos.

■ Utilizar palavras-chaves que tenham afinidade com a estratégia de conteúdo e vendas, e facilitem a localização dos produtos nas buscas. A pesquisa das palavras-chave mais importantes para o negócio examina não só os termos que o público reconhece, como os mais utilizados pelo mercado. O uso desses termos nas páginas alavanca o acesso por buscas orgânicas e fortalece o relacionamento com os consumidores que acessam o site através de campanhas de anúncios.

Procurar a diferenciação editorial em relação aos sites da concorrência, oferecendo conteúdo único (não copiado dos catálogos dos produtos) e ferramentas para os usuários inserirem comentários e avaliações (especialmente nos produtos principais).

Inserir tags semânticas nas marcações dos produtos, para facilitar a indexação pelos buscadores, como as do site Schema.org, por exemplo.

Criar recursos para chamar a atenção sobre as informações que os consumidores ignoram, como recibos, tempo de validade para trocas e devoluções, validade do tempo de garantia de um produto. Estas informações muitas vezes passam desapercebidas e só são procuradas quando necessárias.

(Atualizado em 2.9.2014)

Referências

Pleasure, flow, and meaning – The 3 approaches to designing for delight, Jared Spool (User Interface Engeneering, acesso em 2.9.2014)

The usability error you don’t know you’re making, de David Travis (User Focus, acesso em 8.4.2013)

A 4-step approach to ecommerce content: Focus on the experience, de Jessica Lee, (Search Engine Watch, acesso em 7.4.2013)

Core Principles – Patterns in this category (Yahoo Developer Network, acesso em 28.3.2010)