Algumas características dos textos online ajudam a valorizá-los e a favorecer a sua leitura:
Direcionar os textos para o público específico do veículo, enfoques temáticos, tratamento e ilustrações adequados para chamar a atenção. O uso de personas ajuda a definir e conhecer leitores tipificados, embora, se levadas ao pé da letra, corram o risco de simplificar o produto. Valorizar o texto situado no alto da página (título, manchete, subtítulos), pois a maioria dos visitantes olha esta área, só usa a barra de rolagem se o conteúdo das chamadas é realmente interessante.
Valorizar a área localizada no alto da página
O sites de jornais procuram situar resumos dos textos no alto da página e prover subtextos para as manchetes principais, para facilitar o leitor que se desloca sem se ater muito tempo em cada assunto. Na tela cima, o quadro “Story highlights” no alto do texto, provê, em itens de leitura rápida, resumos do assunto desenvolvido mais embaixo. Fica a cargo do leitor a decisão de buscar mais informações sobre o assunto
Por isto, é importante localizar a parte mais importante do texto logo no início (pirâmide invertida), que apresenta o assunto e estimula a leitura.
Colocar a parte mais importante do texto logo no início (pirâmide invertida)
O site abaixo já não está mais no ar, mas exemplo abaixo se mantém para ilustrar um texto estruturado com a parte mais importante no início.
Redigir títulos que sintetizem o conteúdo e ajudem o leitor a decidir se vai continuar a leitura, seja na tela onde o texto está publicado, seja na tela de chamada para o texto. Destacar visualmente os títulos, para antecipar o conteúdo da leitura. Redigir títulos compreensíveis fora do contexto do canal, para que fiquem compreensíveis nos resultados das buscas, com uso de palavras-chave que definam o aspecto mais importante da informação.
Redigir títulos compreensíveis mesmo fora do contexto do site
Uma manchete de notícias deve fazer sentido tanto no site próprio do noticiário quanto em sites que reproduzem as manchetes. Em ferramentas de busca, os títulos de noticiários são frequentemente vistos fora de contexto e devem ficar compreensíveis.
Títulos de textos fáceis de contextualizar fora dos textos originais têm mais chances de ser selecionados que títulos incompreensíveis fora do site que os publica.

Manchetes de jornais e revistas online com palavras-chave que apareçam também na marcação “title” das páginas e nos textos das chamadas, são mais facilmente indexadas pelos buscadores. As palavras e expressões coloquiais, usadas pelo público leigo, também são as mais usadas nas buscas e preferíveis a termos e expressões mais eruditas.

Publicar “teasers” (chamadas nas páginas principais para textos internos) diferentes do lead da matéria, que inclui o trecho mais importante do texto nos dois primeiros parágrafos. Assim o leitor não precisa ler o mesmo texto duas vezes, caso procure a versão completa nas páginas internas. Redigir uma introdução, com uma ou duas frases que resumam o assunto tratado no texto. Além disso, as informações mais importantes devem ficar localizadas no início do texto, para ajudar a capturar a atenção do leitor. Enfatizar visualmente os trechos mais importantes, com uso de <em> e <strong>, quando for preciso atrair a atenção do leitor. Usar palavras bem conhecidas do público, fáceis de entender e de lembrar, para a leitura ficar mais fluente. Reduzir os textos priorizando a informação mais útil para o leitor, em detrimento da informação mais útil para quem o publica. O leitor procura textos que atendam às suas necessidades, não quer “comprar” ideias alheias aos seus interesses. Dividir o texto em itens e subitens sempre que possível, apresentando as ideias mais genéricas importantes primeiro, entrando em detalhes a seguir.
Subdividir o texto em itens e subitens
Os elementos dos textos acima estão claramente diferenciados e sinalizados pelo uso de tipologias. Embora o título não esteja claramente explicitado na área de texto (o nome em cor lilás, caixa alta, é o logotipo da empresa; o título da seção é “Philosophy”, assinalado também em lilás na barra de navegação no alto), vemos o lead em corpo maior, tipologia Georgia e o texto em corpo menor, tipologia Arial, divididos em subitens cujos títulos estão em negrito.
Marcar a divisão dos textos com subtítulos, para conduzir a leitura de acordo com os assuntos principais. Redigir parágrafos curtos, objetivos, com uma ideia principal em cada um, o que se aplica ainda com mais rigor em textos para dispositivos móveis. Compor frases na voz ativa, pois ficam mais concisas e fortalecem a ação. Assim, o conteúdo sintético obtém melhores resultados. Evitar palavras e frases supérfluas ou repetidas em títulos e textos, substituindo muitas por poucas palavras. Se este texto está sendo lido online, deve-se evitar palavras e frases supérfluas. Incluir nos textos palavras ou termos-chave indexáveis pelas ferramentas de busca, para que os leitores os encontrem facilmente. Consultar, nas estatísticas de acesso, os termos mais usados pelos leitores para chegar a seu site e inseri-los nas páginas. Ver no Google uma ferramenta que ajuda a gerar palavras-chave e variações, que opera em português e facilita a criação de anúncios para buscas. Redigir links com indicações claras sobre o que os usuários vão encontrar ao selecioná-los. Evitar expressões como “Clique aqui” ou “Veja o próximo texto”, ou “Veja mais”. Prestar atenção às especificidades de leitura da tela. O usuário deve facilmente localizar o que procura. Se os textos são atualizados frequentemente, incluir a data de atualização de cada um, assim os visitantes que retornam podem saber quando foi feita a última mudança. É importante comunicar se uma informação está atualizada ou não, para que eles mesmos verifiquem em outros sites, as inconsistências causadas pela desatualização. Gerir a temporalidade dos textos, para que o canal não se torne um arquivo com informações desatualizadas, esquecidas pela equipe editorial. Se necessário, atualizar e revalorizar informações antigas, situadas em áreas escondidas do canal. Favorecer o cruzamento de informações, com links dentro dos textos e nas áreas em volta, sem saturar as páginas de informações. Escrever instruções em tom afirmativo. Em mídias sociais, valorizar o tom coloquial, os usuários procuram estes canais para se divertir, trocar ideias com os amigos, saber o que há de novo. A última coisa que esperam é uma marca que procure interagir com os usuários de maneira fria e impessoal. Tirar partido dos recursos interativos para facilitar a localização das informações e seu contato com os usuários, valorizando soluções criativas e originais. Evitar o uso de textos animados, difíceis de acompanhar e ler. Corrigir os erros de gramática e de digitação, se possível com ajuda de um redator ou revisor profissional especializado. Também a variação no uso de expressões deve ser evitada (website? Web site? web site? sítio?) Manter a consistência das soluções adotadas, como o tamanho de títulos, subtítulos, leads. Se os itens com marcadores (bullets) não têm ponto no final, devem ficar assim em todo o canal. Verificar a qualidade dos textos em versão para impressão e dispositivos móveis, se necessário criar layouts/canais diferentes de layouts para monitor. Concluir claramente o texto, especialmente um artigo, com frases de fechamento, como: “Você viu acima alguns procedimentos para a redação de textos para leitura online, adaptáveis a cada tipo de conteúdo e condições de publicação mídias digitais”. (Atualizado em 19.2.2017)
 

Referências

10 ferramentas para captação e gestão de conteúdos (Professor TIC, acesso em 31.5.2012) Mobile content: If in doubt, leave it out (Alertbox, acesso em 12.10.2011) Cartilha de usabilidade – e-Gov (acesso em 2.11.2010) Velocity of media consumption: TV vs. the Web (Alertbox, acesso em 25.11.2009) World’s best headlines: BBC news (Alertbox, acesso em 28.4.2009) How little do users read? (Alertbox, 6.8.2008)

Sobre a proteção de direitos de autoria

How to put the kibosh on content scrapers & thieves (Famous Bloggers, acesso em 19.3.2010)