Depois do lançamento e encerramento oficial do canal online, chega a hora de avaliar o projeto, ocasião em que se faz balanço do planejamento e das melhores práticas do projeto. Embora a rigor um projeto de mídias digitais se mantenha em contínuo aperfeiçoamento.

Em relação às condições estruturais da realização, é importante verificar no encerramento

O que deu certo e o que não deu em relação aos produtos do projeto, aos processos. Não é suficiente enumerar sucessos e insucessos, mas procurar as razões e as circunstâncias em que aconteceram. E as mudanças que o projeto operou no ambiente funcional. Se os problemas aconteceram em função de situações sistêmicas (como a falta de infra-estrutura, por exemplo, que pode revelar um ponto fraco da organização) ou em situações isoladas. No caso da equipe apontar para problemas crônicos da empresa, é importante o gestor do projeto levar a questão para instâncias de decisão que possam evitá-los em projetos futuros. Se a organização tem as ferramentas, treinamento e conhecimento necessários para atualizar, manter e aperfeiçoar o canal ao longo do tempo. É importante considerar como o canal vai evoluir e ir aos poucos preparando os requisitos que vão conduzir seu redesenho. Se a organização vai continuar avaliando o produto regularmente, para mantê-lo em permanente evolução técnica, editorial e comercial. Se os integrantes da equipe que mais se esforçaram ou se destacaram foram reconhecidos. O que é possível melhorar a partir do retorno do cliente sobre os produtos e serviços prestados.

Aspectos a avaliar em relação ao projeto:

Os objetivos do projeto foram alcançados? Que fatores influenciaram este resultado? O produto final ficou semelhante ou muito diferente do escopo inicial? Em caso de mudanças radicais, em que circunstâncias aconteceram e como contribuíram para o sucesso do resultado? Houve necessidade de retrabalho devido às mudanças realizadas? Quantas horas? Os prazos previstos inicialmente corresponderam às expectativas? As etapas foram realizadas no tempo previsto? As estimativas de custos iniciais se mantiveram dentro de limites aceitáveis? Se houve muita diferença entre o orçamento inicial e os custos finais/ Em caso positivo, como evitá-lo no futuro? A equipe de trabalho foi suficiente para realizar as tarefas? A configuração final estava dentro das expectativas iniciais? Houve substituições (foram satisfatórias)? Os processos de comunicação foram satisfatórios? Podem ser aperfeiçoados? As métricas adotadas foram adequadas? O controle da qualidade foi adequado? A quantidade total de riscos enfrentados correspondeu à prevista inicialmente? Quantos se manifestaram e quantos não se manifestaram? Qual seu impacto nos prazos e custos? As ações realizadas para preveni-los foram suficientes e adequadas? Como o projeto se posicionou em relação à cultura corporativa, foi bem recebido ou gerou reações contrárias? O ambiente de trabalho favoreceu a criatividade e a expressão pessoal dos integrantes, para que todos pudessem contribuir para o resultado final? Como o ambiente web projetado foi recebido pelos primeiros usuários finais? Quais foram as melhores e piores práticas de gestão? Como aperfeiçoá-las? Como incorporar as lições aprendidas, incluindo as observações apontadas pela equipe na reunião final, às práticas gerais de projeto? O cliente ficou satisfeito com o resultado?   Indicadores como estes, combinados, estabelecem métricas específicas para cada projeto, que consideram as suas particularidades ambientais e suas prioridades. O resultado desta avaliação deve ser documentado, publicado em local de fácil acesso e aplicado na realização de novos projetos, de modo a evitar a reincidências de erros e mal-entendidos. (Atualizado em 20.4.2013)  

Referências

Don’t neglect retrospective action (Projects@Work, 20.4.2013) Sunrise, sunset (Gantthead, 29.10.2008) Service-oriented project management (Gantthead, 6.6.2008) Livro: Homepage usability – 50 websites deconstructed, de Jakob Nielse e Marie Tahir. Indianapolis, EUA: New Riders Publishing, 2002. Beyond specs, de Matthew Barnett (Projects@Work, acesso em 26.8.2008) Making post-mortems work, de Sri Nagarajan (Gantthead, acesso em 2.1.2009)