O conceito de “Arquitetura da informação” se aplica a vários tipos de projetos e situações em que é necessária a utilização de padrões para localizar dados complexos e estruturar ou mapear informações para a criação de conhecimento. No projeto de mídias digitais, a expressão “arquitetura de conteúdo” é mais precisa.
É comum o emprego da expressão na estruturação de um portal online, na modelagem de um banco de dados, no inventário do patrimônio de bens, livros e arquivos de uma organização.
A especialista Samantha Bailey define arquitetura da informação como “a arte e ciência de organizar informações de forma a que sejam fáceis de encontrar, gerir e utilizar. É uma disciplina desenvolvida em torno do usuário e a facilidade de uso é o aspecto mais importante da interação com as informações”. (Christina Wotke entrevista Samantha Bailey – Unraveling the mysteries of metadata and taxonomies. Boxes and Arrows – acesso em 31.7.2005)
A palavra “arquitetura” é bastante conveniente para a especificação de coordenadas conceituais, porque aceita não só uma visão plana, topográfica, do conjunto de informações e possíveis caminhos entre elas, como a visão multidimensional de vários pontos de vista e percursos simultâneos. Mas pode-se pensar em utilizar a expressão “arquitetura de conteúdo”, ao invés de “Arquitetura da informação”, na medida em que os objetos examinados em um projeto de website, não aderem com precisão à definição técnica da palavra “informação”. Mais do que dados contextualizados, os textos, imagens, layouts e a estrutura de um website são informações que passam por processos de edição e organização que os ligam ao conceito de “conteúdo” – entendido aqui como conjunto de informações articuladas para veiculação em um ou mais formatos de acordo com objetivos de comunicação definidos, sujeito a proteção de direitos de autoria intelectual. A expressão “arquitetura de conteúdo” nos ajuda a dimensionar a complexidade de um ambiente para entender melhor sua gestão: em uma organização que se estrutura para a aprendizagem coletiva e para a influência dinâmica entre entidades (pessoas, sistemas), a gestão e a arquitetura de conteúdos condicionam por exemplo, a escolha das soluções tecnológicas para a estratégia informacional. Estes referenciais ajudam a delinear o ambiente e as condições de uso dos conteúdos, as maneiras como se relacionam com os cenários internos e externos, bem como arquétipos criados pelo ambiente cultural corporativo. (Atualizado em 24.11.2008)

Referências

Unraveling the mysteries of metadata and taxonomies (acesso em 18.6.2005, não mais disponível no endereço acessado)