Especialistas como Jakob Nielsen afirmam que a maioria dos usuários online raramente olha os banners de uma página ou aplicativo. (4) Na verdade, as pessoas estão focadas nos assuntos de seu interesse e tendem a ignorar aquilo que não as atende.
Em maio de 2017, 75% das pessoas achavam que os anúncios online eram irrelevantes (65% no Brasil). Oito entre 10 pessoas consultadas no mundo, assim como no Brasil, disseram acreditar que a publicidade deixava sua navegação mais lenta. E para evitar a propaganda, 57% dos usuários (no mundo) disseram usar bloqueadores de anúncios (64% no Brasil, em sexto lugar). (pesquisa da Ipsos Public Affairs, publicada no jornal Valor Econômico)
Para atenuar a imagem habitual de que banners publicam conteúdo de pouco interesse, pode-se aperfeiçoar a experiência de uso com algumas medidas:  Personalizar ao máximo as mensagens, de modo que sejam do interesse imediato dos leitores, embora nem sempre se aplique ao produto oferecido ou aos recursos disponíveis. Chamada bem clara sobre o que o usuário vai encontrar depois de selecionar o link do banner e, como consequência:

Uma página de chegada (landing page) que corresponda à chamada do banner. Páginas de chegada que mantêm afinidade com a marca presente no banner de origem e que mostram chamadas para ação, procuram motivar o usuário a converter-se em cliente, por meio de um cadastro, de uma compra, de um acesso.

Quanto mais simples os textos e imagens, maiores as chances de conversão.

Diferenciação visual clara entre os anúncios e o conteúdo do site, com fios, tarjas ou fundos coloridos envolvendo cada anúncio ou conjunto de anúncios, especialmente quando a chamada se dirigir a uma oferta – destacar esta oferta na página, para que fique bem visível.
É importante diferenciar os anúncios do conteúdo, para que o leitor tenha certeza se seleciona um ou outro.
É importante diferenciar os anúncios do conteúdo, para que o leitor tenha certeza se seleciona um ou outro. No exemplo acima, os três links acima do título da matéria são relacionados a conteúdo editorial, mas podem ser confundidos com banners. O blog O Cafezinho oferece uma visão independente do contexto político e econômico brasileiro. (acesso em 14.4.2015)
É comum os editores de sites lamentarem: “É incrível como as pessoas escrevem pedindo informações, apesar de ter um banner piscando na página Principal com esta informação”. A queixa dos editores é procedente, muitos banners publicados com grande alarde não são notados pelos usuários (o que Jakob Nielsen chama de banner blindness, cegueira de banner). Diante de muitas informações e opções de percursos na internet, os usuários desenvolveram esta “defesa natural”, ignorando os banners das páginas que visitam. Além do mais, muitos anúncios dificultam a identificação e a leitura, por serem dispersivos, atrapalharem a leitura dos textos e ficarem localizados em lugares que deveriam ser ocupados pelo conteúdo da página.
Em alguns casos, os banners podem impedir a leitura do conteúdo. A publicidade é necessária para a manutenção dos veículos, mas precisa ser aplicada sem atrapalhar o objetivo-fim do veículo.
Em alguns casos, os banners podem impedir a leitura do conteúdo. A publicidade é necessária para a manutenção dos veículos e garantir a sua estrutura funcional, mas precisa ser aplicada sem atrapalhar seu objetivo-fim. (acesso em 15.4.2015)
Segundo pesquisa da LinkedIn Research Network/Harris Poll em 2009, 66% dos usuários achavam frustrantes a anúncios que abrem quando se passa o mouse passa sobre ele. (2)
Identidade visual clara dos banners de uma marca ou empresa, seja para publicar anúncios internamente, no site institucional, seja para publicar em outros websites. A identidade visual permite que, mesmo que os banners não sejam clicados ou lidos, o reconhecimento rápido da sua presença. O nome da marca, embora não esteja em destaque, mantém a identidade do anunciante pela cor. A chamada sintética, a imagem icônica, e o contraste do amarelo dos preços e da chamada para ação (no botão) estimulam a rapidez da resposta. Uso criterioso de abas que abrem quando a página carrega (a abertura automática de pop-ups é bloqueada pela maioria dos usuários), bem como de artifícios como animações e sons que iniciam automaticamente.
A pesquisa da LinkedIn Research Network/Harris Poll citada acima mostra que 80% dos usuários da internet acham frustrantes os anúncios que crescem sobre a página e cobrem o conteúdo, enquanto 79% dizem que não conseguem achar o botão para fechar, ou que estes botões são desagradáveis. (2)
Estabelecimento de regras sobre a publicação de anúncios, como tamanho máximo em kb e o uso de recursos como Flash e GIFs animados. Relação entre a política de publicação de anúncios e o modelo de negócios do canal, associando os anúncios ao conteúdo (anúncios contextualizados), sem saturar as páginas com anúncios demais.
Relação entre banner e linha editorial
O banner verde no da página está identificado com a linha editorial do site. Acesso em 4.2015
Anúncios em formato de texto próximos ao início ou final de um texto, que tenham relação direta com o interesse dos leitores, atraem sua atenção. Valorização, por meio de texto e informação, de anúncios ou de áreas dedicadas a anunciantes. Personalização dos anúncios de acordo com as necessidades, comportamentos e interesses específicos dos usuários (ou segmentos de usuários), baseada no acompanhamento dos hábitos e respostas a questionários de registro (behavioral ads). Pesquisa realizada pela Network Advertising Iniciative (NAI) em 2009 mostra que os anúncios direcionados ao comportamento dos usuários tiveram em média faturamento 2,68 maior que os não direcionados. (3 – PDF) (Atualizado em 10.5.2017)
 

Referências

4) Banner blindness: old and new findings (Alertbox, acesso em 18.2.2012) 7 Tips for landing page greatness, de Erez Barak (Search Engine Watch, acesso em 25.1.2012) 2) Study funds behaviorally-targeted ads more than twice as valuabe, twice as effective as non-targeted online ads, PDF, 3 páginas (Network Advertising Iniciative, acesso em 24.3.2010) 1) More advertisers turning to internet, de Mike Sachoff (WebProNews, acesso em 28.7.2009) Estudo: 25% dos cliques em propagandas online são feitos por robôs (Canaltech Corporate, acesso em 16.12.2014) People hate intrusive ads, so why do publishers love them? de Roberto Eckersdorff (Permission, Mundo.com, 13/ Ano 2)