Em projetos para dispositivos móveis com base nas características do público, projetistas e gestores de mídias digitais precisam conhecer os contextos genéricos de acesso, através de dados demográficos. Informações publicadas em noticiários e órgãos especializados como os citados abaixo, ajudam esta tarefa.

4G já representa 47% dos chips de celular no Brasil. As redes de 4G de telefonia celular chegaram a 4.004 municípios brasileiros em maio de 2018, onde moravam 94% da população. Com 112,4 milhões de acessos, o 4G representou 47% das linhas móveis em operação no país. Em abril foram ativados 2,1 milhões de novos chips. E nos últimos 12 meses foram 38 milhões de novos acessos, crescimento de 52%. Os acessos em 3G chegaram a 5.266 municípios, onde moravam 99,2% da população. Desde abril de 2017, 250 novos municípios receberam as redes de 3G. Ao todo, o número de acessos 3G chegou a 75 milhões. O Brasil já contava com 206,4 milhões de acessos à internet pela rede móvel. Considerados os acessos fixos e móveis, os dados de abril de 2018 mostraram um total de 236,3 milhões de acessos no país, 29,9 milhões deles em banda larga fixa, segmento que cresceu 9,6% em 12 meses, com 2,6 milhões de novos acessos. (Internet Móvel/Convergência Digital, dados de levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil. Acesso em 7.6.2018)

4G ganha mais 10 milhões de linhas em quatro meses. Nos primeiros quatro meses de 2018 a base de acessos da telefonia celular com 4G ampliou-se em 10 milhões de linhas ativas, com a tecnologia mais moderna utilizada em 47% dos chips de celular em operação no país. Ao todo foram 112,4 milhões de acessos LTE na base total de 235,7 milhões de chips de celular. Só em abril foram 2 milhões de novos acessos, que passaram de 38 milhões em 12 meses. O perfil do mercado passou a ter predomínio dos serviços de dados. Acompanhada das sucessivas reduções nas tarifas de interconexão, que desestimulavam o uso de mais de um chip, a “modernização” da base teve como preço uma forte redução no total de acessos em funcionamento. Desde seu pico, em meados de 2015, o mercado de telefonia celular no Brasil ficou cerca de 46 milhões de chips menor. Ao longo de 2018, foram 782,5 mil chips a menos, mas o ajuste afetou as operadoras de forma distinta. A redução na base foi mais concentrada na TIM, que de janeiro a abril perdeu 1 milhão de acessos. Na Claro (-30,2 mil nos quatro meses) e na Oi (-116,9 mil), a sangria foi menor – ambas até ganharam clientes em abril. A Vivo tropeçou no mês (-21,7 mil), mas foi a única com mais chips ativos do que no início do ano (+ 136,6 mil) ou há 12 meses (+ 1 milhão). (Internet Móvel/Convergência Digital, Luís Osvaldo Grossmann, origem dos dados não informada. Acesso em 26.5.2018)

Celular é o mais usado para transações bancárias. O aumento do uso do banco por aparelhos celulares puxou o crescimento de 10% nas transações bancárias em 2017, saindo de de 65,4 bilhões em 2016 para 71,8 bilhões. O mobile banking saltou de 18,6 bilhões de transações em 2016 para 25,6 bilhões, enquanto as via desktop foram 15,5 bilhões em 2016 e 15,8 bilhões em 2017. Somadas, as transações pelos canais digitais aumentaram 30%, enquanto os canais tradicionais representaram 58% das transações bancárias no País. O banco pelo celular representou 35% das transações bancárias, à frente da internet (22%), ATMs (14%) e PoS (13%). O número de transações com movimentação bancária aumentou 70% – 1,7 bilhão de transações com movimentação contra 1 bilhão de 2016 — a maior parte das interações (23,9 bilhões) para consultas. Mas os canais tradicionais (agências, ATMs, correspondentes e contact center) foram os mais usados para movimentação financeira: somados, os meios tradicionais fizeram 10,8 bilhões de transações, contra 9,4 bilhões em PoS e 5,3 bilhões nos canais digitais. Houve leve queda nos meios tradicionais e aumento nos canais digitais e nos PoS. Nas transações sem movimentação financeira, os canais digitais lideraram. Pela facilidade em consultar saldos, extratos, cotar financiamentos, o acesso pelo celular ou internet representou 78% do total. Os clientes sacaram menos, fizeram mais transferências, ou usaram o cartão. O crescimento de 85% no pagamento de contas pelo celular e de 25% pela internet, e o aumento de 45% no número de transferências (DOC/TED) pelo canal móvel refletiram a busca por conveniência. As contas 100% mobile somaram 1,6 milhão em 2017, mais que o dobro dos 591 mil de 2016. (Internet Móvel/Convergência Digital, dados de pesquisa Febraban de tecnologia bancária. Acesso em 15.5.2018)

Brasileiros buscam smartphones entre R$ 700 a R$ 1.220,00. Entre os smartphones mais usados, a liderança do ranking continua com o Smartphone Motorola Moto G G5S , que pode ser encontrado a partir de R$ 763,00 até R$ 1212,00, com variação de preço de 59%. No segundo lugar, outro modelo da Motorola: o Smartphone Motorola Moto G G5S Plus, vendido a partir de R$ 966,90 até R$ 1499,00. Na terceira posição do ranking aparece o Samsung Galaxy J7 Pro, com oscilação de 45% no preço, a menor do levantamento. A maior oscilação de valores do ranking, ficou com o Samsung Galaxy J7 Prime, encontrado a partir de R$ 829,80 até R$ 1299,00, variação de 56%. (Internet Móvel/Convergência Digital, dados de levantamento feito pelo site/app comparador de preços e produtos Zoom. Acesso em 29.4.2018)

Com celular, Internet chegou a 70% dos domicílios no Brasil. A internet era acessível em 70% dos 69 milhões de domicílios brasileiros ao final de 2017, mais 7% em um ano. E em grande medida graças ao crescimento do uso de telefones celulares como instrumento de acesso à rede, para 69% dos lares, além dos novos aparelhos de televisão. A quantidade de domicílios com celulares chegou a 92,7%, sendo que o uso desses aparelhos como forma de conectividade passou de 60,3% para 69% dos lares entre 2016 e 2017. Os microcomputadores, antes modo de acesso à internet em 40,1% dos lares, caíram para 38,8%. E os tablets recuaram de 12,1% para 10,5%, superados pelos aparelhos de TV. Enquanto em 2016 as smart TVs eram usadas para conexão à internet em 7,7% dos domicílios do país, ao fim de 2017 eram forma de acesso em 10,6% dos lares. Um movimento que está ligado ao desligamento dos sinais analógicos e à transição para a TV digital. Em um ano, cresceu em 2,5 milhões o total de domicílios com TVs de tela fina (chegando a 57,1% do total), enquanto caiu em 2,9 milhões a quantidade dos com TV de tubo. O crescimento de lares com celular foi acompanhado pela queda naqueles com telefone fixo, de 34,5% para 32,1%. A redução se deu em todas as regiões, com destaque para o Sudeste (de 50,0% para 47,0%). Já o percentual de domicílios onde havia computador, inclusive portáteis, recuou de 46,2% para 44,0% no período. Todas as regiões tiveram queda nessa proporção. (Internet Móvel/Convergência Digital, dados da PNAD, IBGE. Acesso em 29.4.2018)

Streaming já representa 38% do faturamento da indústria musical. Os serviços de streaming de músicas, como Spotify ou Apple Music, se tornaram a principal fonte de receitas das gravadoras, superando as vendas físicas e os downloads. Em 2017, o mercado da música cresceu 8% e faturou mundialmente US$ 17,3 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões), sendo que as receitas baseadas em assinaturas de serviços de streaming representaram 38% do total, salto dos 29% que essa receita específica representava em 2016. A China e a América Latina foram responsáveis pelos maiores crescimentos no mercado, com altas de 35,3% e 17,7%, respectivamente. Mas as vendas da indústria da música, mesmo com o crescimento, seguem abaixo dos cerca de US$ 20 bilhões que o segmento faturou em 1999, ano do pico em receitas para o setor. (Internet Móvel/Convergência Digital, dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, ou IFPI na sigla em inglês, com informações da Reuters. Acesso em 27.4.2018)

Em 12 meses, telefonia celular perdeu 7 milhões de linhas. O mês de março terminou com 235.786.195 linhas móveis em operação. O mercado seguiu em ajuste, tendo registrado no mês recuo de 130,6 mil linhas. Em 12 meses, foram 7 milhões de acessos ativos a menos, queda de 2,88%.  Do total de março, 145.149.859 linhas móveis eram pré-pagas e 90.636.336 pós-pagas. O perfil de contratos também se em alterou. Em 12 meses houve recuo de 17,1 milhão de linhas pré-pagas (-10,5%), e crescimento de 10,1 milhões de pós pagas (+12,6%), com migração para planos melhores. Os acessos em 4G somavam 110,3 milhões, ou 46% do mercado total, enquanto o 3G respondia por outros 76,6 milhões (32% do mercado). As linhas 2G, em queda constante, somaram 29,9 milhões, ou 12,7% do total. Participação de mercado das prestadoras móveis: Vivo com 75.098.239 linhas (31,85%), Claro com 58.808.972 (24,94%), Tim com 57.894.072 (24,55%), Oi com 38.782.463 (16,45%), Nextel com 2.940.504 (1,25%), Algar Telecom com 1.304.383 (0,55%), Porto Seguro com 619.324 (0,26%), Datora com 227.782 (0,10%), Sercomtel com 66.916 (0,03%) e outras com 43.540 (0,02%). (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 27.4.2018)

Brasil já contabiliza mais de 1 smartphone ativo por habitante. O Brasil superou a marca de um smartphone por habitante e conta com 220 milhões de celulares inteligentes ativos. Até maio de 2018, o país terá 306 milhões de dispositivos portáteis em uso e 174 milhões de computadores, entre computadores de mesa, notebooks e tablets – o número inclui smartphones, notebooks e tablets, estes em queda na preferência dos brasileiros. A expectativa para 2017 – muito em função da crise econômica e política – era de queda nas vendas de equipamentos, mas a média ficou equivalente a 2016, com 12 milhões de PCs vendidos. As vendas de desktops e notebooks registraram ligeira alta em relação a 2016. Já os tablets viraram produto de nicho e tiveram queda nas vendas. Embora não se possa afirmar que os 220 milhões de smartphones sejam usados também para a Internet, 70% dos dispositivos portáveis conectados à internet em uso no País são celulares inteligentes. Os aparelhos impulsionam novo comportamento digital e impõem transformações. Em 2019, projeta o estudo, o Brasil terá 2 dispositivos por habitante, a partir do uso de computador, notebook, tablet e smartphone. (Convergência Digital, dados da 29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), resumo acessável em www.fgv.br/cia/pesquisa. Acesso em 27.4.2018)

Rede 4G chega a 3861 municípios do Brasil. O Brasil ativou em fevereiro de 2018 2 milhões de novos chips de 4G. Ao todo, o País tinha 107,6 milhões de acessos 4G. No período de 12 meses, entre fevereiro de 2017 e fevereiro deste ano, foram ativados 41 milhões de novos acessos, crescimento de 61% no período. As redes de quarta geração também continuaram em expansão, com crescimento de 127% em 12 meses. O 4G já estava em operação em 3.861 municípios, onde moravam 93% da população brasileira. Essa cobertura é mais de três vezes superior à obrigação estabelecida nos leilões das licenças de serviços móveis, de 1.079 municípios. A cobertura de 3G , por sua vez, estava em 5.151 municípios, onde moravam 98,9% da população brasileira. Desde fevereiro de 2017, 157 novos municípios receberam as redes de 3G. Ao todo, o número de acessos 3G chegou a 79 milhões no País. A cobertura 3G ultrapassou em muito a obrigação atual, de 3.917 municípios. No total, o Brasil contava com 205 milhões de acessos à internet pela rede móvel. Considerados os acessos fixos e móveis, os dados de fevereiro de 2018 mostraram total de 234 milhões de acessos no País. Destes, 29,3 milhões em banda larga fixa, segmento que cresceu 9% em 12 meses, com 2,4 milhão de novos acessos. (Internet Móvel, dados da Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil. Acesso em 7.4.2018)

Telefonia móvel perde 574 mil linhas em fevereiro com ‘limpeza’ do pré-pago. A estratégia das operadoras móveis de incentivar a migração dos usuários para serviços 3G e 4G e ao consumo de dados seguiu mudando o mercado nacional de telefonia móvel. O pré-pago perdeu espaço, mas ainda foi a grande base. O pós-pago ganhou fôlego, com a adesão ao 4G. A TIM foi a operadora que mais perdeu linhas em 2017. Havia 235.655.505 linhas móveis em fevereiro de 2018. Em relação a janeiro, o serviço móvel pessoal teve queda de 574.379 mil linhas (-0,24%). Em comparação a fevereiro de 2017, houve redução de 7.263.466 linhas de telefonia móvel (-2,99 %). Do total de linhas móveis do país, 146.041.021 foram pré-pagas e 89.614.484 pós-pagas. Em fevereiro de 2018, quando comparado a janeiro, as linhas móveis pré-pagas tiveram queda de 1.402.445 unidades (-0,95 %) e as pós-pagas crescimento de 828.066 (+0,93%). Em 12 meses, o pré-pago teve diminuição de 16.767.728 linhas (-10,30%) e o pós-pago, aumento de 9.504.262 linhas (+11,86%). Em fevereiro, as empresas com mais linhas móveis foram: Vivo (74.896.701), Claro (58.726.546), Tim (58.006.380) e Oi (38.900.114). Em relação a janeiro, as prestadoras Algar, Oi, Sercomtel, Claro e TIM tiveram redução. Datora, Nextel, Porto Seguro e Vivo tiveram crescimento. Nos últimos 12 meses, apresentaram redução: Oi com 3.127.726 (-7,44%), TIM com 4.125.852 (-6,64%), Sercomtel com 4.223 (-5,89%), Algar 37.625 (-2,80%) e Claro com 1.489.872 (-2,47%). Tiveram aumento: Datora com 115.230 linhas móveis (+111,28 %), Porto Seguro com 139.539 linhas (+ 29,30 %), Nextel com 248.009 (+9,44%) e Telefônica (Vivo) com mais 984.130 linhas (+1,33%). Na comparação com janeiro de 2018, houve crescimento das linhas 4G de 2.072.500 unidades (+ 1,96 %) em fevereiro, e aumento da tecnologia utilizada em aplicações Machine to Machine (M2M), como telealarmes, automação residencial e rastreamento de automóveis, com mais 277.233 linhas. As outras tecnologias: CDMA (2G), GSM (2G), dados banda larga (3G) e WCDMA (3G) tiveram redução. Na comparação de 12 meses, as linhas 4G (LTE) tiveram crescimento de 40.963.592 unidades (+61,50%) e também houve ampliação da tecnologia M2M, com mais 2.685.632 linhas. Na comparação com janeiro, seis estados da Região Norte tiveram crescimento no número de linhas móveis em fevereiro: Amazonas, Amapá, Maranhão, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Os demais registraram queda. Em 12 meses, tiveram crescimento nas linhas móveis São Paulo com + 232.965 linhas (+0,38 %), Amazonas com + 32.233 linhas (+0,93%), e Roraima com + 7.148 linhas (+1,49%). Os demais tiveram redução. (Convergência digital, dados da Anatel. Acesso em 7.4.2018)

Brasileiros trocam navegadores por apps na compra pelo smartphone. 78% dos consumidores móveis do Brasil preferem fazer o download de app de empresa ou marca conhecida ao invés de navegadores, devido principalmente à velocidade e à simplicidade. O percentual é superior à média global, de 71%. Em relação ao uso de ferramentas de segurança como a biometria, 63% dos consumidores móveis brasileiros disseram se sentir confortáveis com impressões digitais ou reconhecimento facial, ante 50% da média mundial. 56% dos consumidores no Brasil estão propensos a comprar pelo smartphone após receber uma notificação personalizada de loja próxima, enquanto a média mundial é de 35%. E 53% dos brasileiros pagariam mais caro por um produto ou serviço se o pagamento fosse melhor, enquanto a média mundial é de 41%. Os consumidores brasileiros têm confiança em deixar seus números de cartões em sites de e-commerce (tokenização), desde que com ferramentas de PCI-DSS, SSL. Chineses e brasileiros estão mais propensos a pagar mais por conteúdo digital que os consumidores no Reino Unido, Japão, EUA, Austrália e Alemanha. Brasil e China também lideram em números de aplicativos de m-commerce instalados: 3,5 em média. Britânicos (2,3) e japoneses (1,9) têm menos apps. (Convergência digital, dados de pesquisa da Opinium, encomendada pela Worldpay. Acesso em 14.3.2018)