Em projetos para dispositivos móveis com base nas características do público, projetistas e gestores de mídias digitais precisam conhecer os contextos genéricos de acesso, através de dados demográficos. Informações publicadas em noticiários e órgãos especializados como os citados abaixo, ajudam esta tarefa.
Em projetos para dispositivos móveis com base nas características do público, projetistas e gestores de mídias digitais precisam conhecer os contextos genéricos de acesso, através de dados demográficos. Informações publicadas em noticiários e órgãos especializados como os citados abaixo, ajudam esta tarefa.

Rede 4G chega a 3861 municípios do Brasil. O Brasil ativou em fevereiro de 2018 2 milhões de novos chips de 4G. Ao todo, o País tinha 107,6 milhões de acessos 4G. No período de 12 meses, entre fevereiro de 2017 e fevereiro deste ano, foram ativados 41 milhões de novos acessos, crescimento de 61% no período. As redes de quarta geração também continuaram em expansão, com crescimento de 127% em 12 meses. O 4G já estava em operação em 3.861 municípios, onde moravam 93% da população brasileira. Essa cobertura é mais de três vezes superior à obrigação estabelecida nos leilões das licenças de serviços móveis, de 1.079 municípios. A cobertura de 3G , por sua vez, estava em 5.151 municípios, onde moravam 98,9% da população brasileira. Desde fevereiro de 2017, 157 novos municípios receberam as redes de 3G. Ao todo, o número de acessos 3G chegou a 79 milhões no País. A cobertura 3G ultrapassou em muito a obrigação atual, de 3.917 municípios. No total, o Brasil contava com 205 milhões de acessos à internet pela rede móvel. Considerados os acessos fixos e móveis, os dados de fevereiro de 2018 mostraram total de 234 milhões de acessos no País. Destes, 29,3 milhões em banda larga fixa, segmento que cresceu 9% em 12 meses, com 2,4 milhão de novos acessos. (Internet Móvel, dados da Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil. Acesso em 7.4.2018)

Telefonia móvel perde 574 mil linhas em fevereiro com ‘limpeza’ do pré-pago. A estratégia das operadoras móveis de incentivar a migração dos usuários para serviços 3G e 4G e ao consumo de dados seguiu mudando o mercado nacional de telefonia móvel. O pré-pago perdeu espaço, mas ainda foi a grande base. O pós-pago ganhou fôlego, com a adesão ao 4G. A TIM foi a operadora que mais perdeu linhas em 2017. Havia 235.655.505 linhas móveis em fevereiro de 2018. Em relação a janeiro, o serviço móvel pessoal teve queda de 574.379 mil linhas (-0,24%). Em comparação a fevereiro de 2017, houve redução de 7.263.466 linhas de telefonia móvel (-2,99 %). Do total de linhas móveis do país, 146.041.021 foram pré-pagas e 89.614.484 pós-pagas. Em fevereiro de 2018, quando comparado a janeiro, as linhas móveis pré-pagas tiveram queda de 1.402.445 unidades (-0,95 %) e as pós-pagas crescimento de 828.066 (+0,93%). Em 12 meses, o pré-pago teve diminuição de 16.767.728 linhas (-10,30%) e o pós-pago, aumento de 9.504.262 linhas (+11,86%). Em fevereiro, as empresas com mais linhas móveis foram: Vivo (74.896.701), Claro (58.726.546), Tim (58.006.380) e Oi (38.900.114). Em relação a janeiro, as prestadoras Algar, Oi, Sercomtel, Claro e TIM tiveram redução. Datora, Nextel, Porto Seguro e Vivo tiveram crescimento. Nos últimos 12 meses, apresentaram redução: Oi com 3.127.726 (-7,44%), TIM com 4.125.852 (-6,64%), Sercomtel com 4.223 (-5,89%), Algar 37.625 (-2,80%) e Claro com 1.489.872 (-2,47%). Tiveram aumento: Datora com 115.230 linhas móveis (+111,28 %), Porto Seguro com 139.539 linhas (+ 29,30 %), Nextel com 248.009 (+9,44%) e Telefônica (Vivo) com mais 984.130 linhas (+1,33%). Na comparação com janeiro de 2018, houve crescimento das linhas 4G de 2.072.500 unidades (+ 1,96 %) em fevereiro, e aumento da tecnologia utilizada em aplicações Machine to Machine (M2M), como telealarmes, automação residencial e rastreamento de automóveis, com mais 277.233 linhas. As outras tecnologias: CDMA (2G), GSM (2G), dados banda larga (3G) e WCDMA (3G) tiveram redução. Na comparação de 12 meses, as linhas 4G (LTE) tiveram crescimento de 40.963.592 unidades (+61,50%) e também houve ampliação da tecnologia M2M, com mais 2.685.632 linhas. Na comparação com janeiro, seis estados da Região Norte tiveram crescimento no número de linhas móveis em fevereiro: Amazonas, Amapá, Maranhão, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Os demais registraram queda. Em 12 meses, tiveram crescimento nas linhas móveis São Paulo com + 232.965 linhas (+0,38 %), Amazonas com + 32.233 linhas (+0,93%), e Roraima com + 7.148 linhas (+1,49%). Os demais tiveram redução. (Convergência digital, dados da Anatel. Acesso em 7.4.2018)

Brasileiros trocam navegadores por apps na compra pelo smartphone. 78% dos consumidores móveis do Brasil preferem fazer o download de app de empresa ou marca conhecida ao invés de navegadores, devido principalmente à velocidade e à simplicidade. O percentual é superior à média global, de 71%. Em relação ao uso de ferramentas de segurança como a biometria, 63% dos consumidores móveis brasileiros disseram se sentir confortáveis com impressões digitais ou reconhecimento facial, ante 50% da média mundial. 56% dos consumidores no Brasil estão propensos a comprar pelo smartphone após receber uma notificação personalizada de loja próxima, enquanto a média mundial é de 35%. E 53% dos brasileiros pagariam mais caro por um produto ou serviço se o pagamento fosse melhor, enquanto a média mundial é de 41%. Os consumidores brasileiros têm confiança em deixar seus números de cartões em sites de e-commerce (tokenização), desde que com ferramentas de PCI-DSS, SSL. Chineses e brasileiros estão mais propensos a pagar mais por conteúdo digital que os consumidores no Reino Unido, Japão, EUA, Austrália e Alemanha. Brasil e China também lideram em números de aplicativos de m-commerce instalados: 3,5 em média. Britânicos (2,3) e japoneses (1,9) têm menos apps. (Convergência digital, dados de pesquisa da Opinium, encomendada pela Worldpay. Acesso em 14.3.2018)