Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso por meio de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e veículos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2020.

Software brasileiro cresce 10%, puxado por nuvem e internet das coisas. Dominado por micro e pequenas empresas, o mercado brasileiro de software e serviços cresceu 10,5% em 2019, o dobro da média mundial, com um giro de R$ 44,3 bilhões, ou R$ 161,7 bilhões no câmbio de então, na época já com desvalorização de 10% sobre 2018. O câmbio afetou o impacto na posição relativa do Brasil: foi superado pela Austrália e caiu para a 10ª posição no ranking mundial de TI, e desceu dois degraus, para a 11ª posição, ultrapassado por Holanda e Itália, em software e serviços. Houve “crescimentos expressivos” no segmento de computação em nuvem. Em 2019, as soluções SaaS tiveram aumento de 48,7%, ao mesmo tempo que as soluções PaaS cresceram 55,4%. No segmento de IoT, o mercado, incluindo hardware de conectividade, software e serviços, também cresceu, com uma taxa de 18,7% em relação a 2018. Os programas de computador desenvolvidos no Brasil ficam com 28,5% da demanda nacional. Esse mercado envolve 21.020 empresas, sendo 5.519 (26,3%) dedicadas ao desenvolvimento e produção de software, 6.729 (32%) à distribuição e 8.772 (41,7%) aos serviços. Do total, metade (48,2%) são microempresas, 47,1% pequenas, 4,2% medias e 0,5% grandes. O mercado usuário é composto principalmente por empresas dos setores de Finanças (26,4%), Serviços e Telecom (23,2%), Indústria (20%) e Comércio (10,8%). A vertical de Governo mostrou uma recuperação em 2019 em relação aos anos anteriores, passando de uma participação de 3,7% do mercado para 6,3%. Óleo e gás (3,5%) e Agroindústria (1,7%) aparecem depois. Em termos de equipamentos e mobilidade, os smartphones lideram o crescimento do mercado, com taxa de 8,8%, seguidos por noteboks, com 4,5%, e desktops com 3,8%. O Brasil representa 1,8% do mercado mundial de TI e 40,7% do mercado da América Latina. Os investimentos neste segmento foram na ordem de 2,3% do PIB. Dentro do segmento de TI, o mercado de software apresentou crescimento mais acentuado em 2019, da ordem de 16%. Já os softwares e serviços para exportação aumentaram 29%. (Veja mais em Convergência Digital, dados de estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2020, da Associação Brasileira de Empresas de Software, ABES, em parceria com a consultoria IDC. Acesso em 19.9.20)

Brasileiros aceitam vender dados pessoais em troca de vantagens. A maioria dos brasileiros – um total de 80% – declara se sentir confortável ao compartilhar dados pessoais. Desde que em troca de alguma vantagem. As principais conclusões de estudo da Kaspersky em relação aos brasileiros foram: 80% aceitariam expor seus perfis em redes sociais para encontrar velhos amigos; 70% aceitariam compartilhar os dados pessoais desde que fosse para obter descontos em compras online; 65% trocariam por experiências exclusivas; 55% compartilham se isso representar um bom imóvel para alugar; 50% aceitam caso isso represente monitoramento de segurança em viagens; 44% aceitariam em troca de monitoramento do cartão de crédito; 49% aceitam para obter um visto de entrada em outro país; 37% estariam satisfeitos se fosse para um governo para manter os cidadãos seguros, rastreando atividades nas mídias sociais. Todos os entrevistados precisavam ter acesso à internet para participar da pesquisa. Inicialmente usados por instituições financeiras e lojas online como auxílio na aprovação de uma transação ou compra virtual, os sistemas de créditos sociais (ou social ratings) estão sendo aplicados em muitas áreas. Eles trabalham com algoritmos automatizados, construídos para examinar comportamento e influência dos usuários na Internet. Foram usados por muitos governos ao redor do mundo durante a covid-19 para acompanhar a movimentação urbana de pessoas, sua capacidade de comprar mercadorias e o acesso delas a serviços sociais. De acordo com a pesquisa da Kaspersky, 61% dos consumidores brasileiros não sabem (11%) ou nunca ouviram falar (50%) dos sistemas de social rating. Apesar desses sistemas já serem bastante usados e estarem cada vez mais conhecidos, os consumidores não sabem muito bem sobre sua operação e a eficiência com que eles estão sendo implementados. (Veja mais em Convergência Digital, dados de levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky, relatório baseado nas entrevistas feitas com 10.500 pessoas em 20 países, chamado “Créditos sociais e segurança: adotando o mundo das avaliações”. A pesquisa, realizada pela consultoria Toluna, ouviu consumidores na Austrália, Áustria, Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Peru, Portugal, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha, Suíça, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos e Vietnã. A amostra de cada país foi formada por adultos com 17 anos ou mais. Acesso em 19.9.20)

Zoom é isca em 99% dos ataques com ferramentas de ensino online. As plataformas de educação online entraram na mira dos cibercriminosos durante a pandemia e os brasileiros estão entre as principais vítimas. Ao longo do primeiro semestre de 2020, o Brasil foi o quinto país mais atacado por malware disfarçados de aplicativos de conferência ou de ensino. O número de usuários que encontrou esse tipo de ameaça, no mundo, foi 20.000% maior em comparação ao mesmo período de 2019. A publicação atribui a explosão dos ataques disfarçados de plataformas de ensino à popularidade do Zoom. O app de conferências, amplamente usado para ministrar aulas durante a pandemia, foi usado como isca em mais de 99% das ameaças detectadas. Em 2019, a ferramenta havia sido usada em apenas 14% dos ataques dessa categoria no primeiro semestre daquele ano. Em segundo lugar, aparece o Moodle. Apesar do aumento dos malware disfarçados da plataforma de ensino a distância (672, em 2020; contra 497, em 2019), o Moodle representou cerca de 0,4% das ameaças dessa modalidade no primeiro semestre deste ano. Já no mesmo período de 2019, era usado como isca em 60% dos ataques. Dos malware detectados, pouco mais de 90% foram riskware – arquivos que, uma vez instalados nos dispositivos, permitem aos cibercriminosos executar ações sem o consentimento do usuário. Outros 7% foram de adware, enquanto cerca de 1% foi de trojans. (Veja mais em Convergência Digital, dados de levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky, relatório ” Educação Digital: os ciber-riscos das salas de aulas online”. Acesso em 19.9.20)

Quase metade dos dados corporativos já está na nuvem. As organizações na América Latina estão transferindo mais dados para a nuvem, mas estão atrás das outras partes do mundo quando se trata de transformação digital. Um terço (26%) dos entrevistados de pesquisa disse estar promovendo mudanças disruptivas nos mercados onde atua ou incorporando recursos digitais que dão mais agilidade ao negócio, em comparação a 43% dos executivos globalmente. Apesar dessas conclusões, estima-se que a transformação digital se acelere na América Latina, desempenhando papel fundamental ao ajudar as empresas a se ajustarem ao ambiente de trabalho atual, bem como a se prepararem para a recuperação comercial pós-COVID-19. As organizações brasileiras estão próximas de um ponto decisivo do uso da nuvem. Quase metade (47%) de todos os dados já é armazenada nesses ambientes, sendo 47% desse total considerados confidenciais. No entanto, pouco mais da metade desses conteúdos (53%) está protegida por criptografia; e um volume menor ainda (41%), por tokenização. Apesar de 45% dos entrevistados terem indicado que sua organização já sofreu alguma violação, todos disseram que a segurança de dados representa uma parte muito pequena (em média, apenas 15%) do seu orçamento geral de segurança de TI – o mais baixo de qualquer região estudada. Entre as soluções tecnológicas para armazenamento na nuvem, 80% usam dois ou mais provedores de Plataforma como Serviço (PaaS), 74%; dois ou mais provedores de Infraestrutura como Serviço (IaaS); e 84%, mais de 11 provedores de Software como Serviço (SaaS). A adoção da nuvem deve aumentar à medida que as empresas brasileiras continuam se apressando para proteger uma força de trabalho remota. A IDC aponta que 42% das companhias esperam que a demanda por investimentos em tecnologia de segurança de dados aumente em decorrência da COVID-19. (Veja mais em Convergência Digital, dados do Relatório de Ameaças de Dados de 2020, realizado pelo grupo Thales com 100 executivos de TI do Brasil e 100 no Mexico e IDC. Acesso em 19.9.20)

Digital vira vantagem competitiva para 87% das empresas no Brasil. A experiência digital é uma prioridade crescente como vantagem competitiva, com a gestão exigindo uma abordagem mais integrada entre usuários de desenvolvimento, TI e negócios. Com base em 30 perguntas aplicadas a 910 líderes de desenvolvimento, web, marketing e aplicativos de negócios em nove países, Brasil, México, EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica e Holanda, 99% dos entrevistados em pesquisa concorda que coordenar a experiência digital e os esforços de desenvolvimento de aplicativos podem acelerar os resultados da transformação digital mais rapidamente. No Brasil, 59% dos líderes acredita que farão avanços significativos na experiência digital nos próximos meses e que 87% das organizações têm o incentivo de usar a experiência digital como vantagem competitiva. Os canais de trabalho tradicionais, como desktop e web, cresceram: agora incluem portais (70%) e aplicativos móveis (63%), entre outros. Os especialistas de TI também esperam que nos próximos 12 meses sejam adicionadas micro aplicações (88%), realidade aumentada (71%) e realidade virtual (67%) na lista de tecnologias que terão maior adesão empresarial. Entre os resultados globais, um dos principais dados levantados aponta que a coordenação e o alinhamento entre as áreas de TI e de negócios nas empresas são considerados “bons” para 77% dos respondentes, melhora significativa em relação aos resultados anteriores. O senso de urgência em produzir e fornecer experiências digitais também recebeu destaque, com 48% dos entrevistados relatando que suas organizações devem fazer avanços significativos para melhorar as experiências digitais dentro dos próximos 12 meses, a fim de mitigar risco potencial de impacto financeiro negativo. (Veja mais em Convergência Digital, dados da pesquisa “Experiências Digitais: Onde a Indústria está Posicionada”, realizada em parceria da Progress com a consultoria britânica Insight-Avenue. Acesso em 18.9.20)

Incidentes de segurança afetam 61% das empresas, mas só 33% têm contingência. 60% das empresas da América Latina afirmam ter sofrido pelo menos um incidente no último ano, em que a infecção por malware foi o tipo mais frequente. Assim, 1 em cada 3 empresas foi infectada com código malicioso, incluindo ransomware. Em média, apenas 33% das organizações inquiridas têm um plano de continuidade de negócios, sendo em alguns países uma realidade para apenas 16% das empresas. Por outro lado, 39% das organizações não possuem políticas de segurança e apenas 28% classificam suas informações. Em média, 61% das empresas da região afirmam ter uma política de segurança, em alguns países, como o México, esse número chega a 51% das organizações, ou seja, somente 1 em cada 2 empresas implementou esta prática. (Veja mais em Convergência Digital, dados de relatório da empresa de segurança online ESET – ESET Security Report, 3.900 pesquisas de profissionais de segurança de empresas de diversos portes, em 14 países da América Latina. Acesso em 18.9.20)

Faturamento do setor editorial com Conteúdo Digital cresce 140% em três anos. A receita do mercado editorial com a produção e o faturamento de e-books, audiolivros e outras plataformas de distribuição de conteúdoem 2019 foi de R$ 103 milhões, crescimento de 140% em três anos quando comparado com o Censo Digital de 2016. Isso significa um aumento real de 115%, considerada a variação do IPCA no período. O conteúdo digital foi pesquisado em três categorias: Ficção (literatura infantil, juvenil, jovens adultos, literatura geral, poesia, …), Não-ficção (biografias, ensaios, autoajuda negócios, espiritualidade, religião, …) e Científico-Técnico- Profissional (CTP). Do faturamento total, R$ 71 milhões foram de unidades vendidas e R$ 32 milhões de outras plataformas, como assinatura e biblioteca virtual. Nas vendas em unidades, as categorias de Ficção e Não-Ficção representam 60% do total, e CTP 40%. No total, foram vendidas 4,7 milhões de unidades, sendo 96% e-books e 4% audiolivros. Sobre o faturamento de unidades vendidas, 99% foram e-books. O acervo digital total é de 71 mil títulos. Em 2019, foram lançados 8,9 mil novos títulos onde 92% são e-books e 8% audiolivros. (Veja mais em Câmera Brasileira do Livro, dados da A pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e executada pela Nielsen Book. Acesso em 28.8.20)

Covid-19 faz disparar números de sites de comércio eletrônico no Brasil. O Brasil já soma 1,3 milhão de lojas online, crescimento de 40,7% em um ano. O estudo da PayPal e da BigData sugere que o aumento reflete o esforço que negócios de todos os portes têm feito para alcançar os consumidores em meio à pandemia de Covid-19. Os números indicam migração em massa de pequenos negócios para o comércio eletrônico. Se, em 2019, 26,93% dos e-commerces eram de pequeno porte e faturavam até R$ 250 mil por ano, hoje eles passaram a representar perto da metade das lojas online (48,06%). Além disso, 55,68% já adotam meios eletrônicos de pagamento, aumento de 5,4% em relação ao estudo de 2019. Da mesma forma, 76,55% se encontram em uma das 211 plataformas de e-commerce mapeadas, aumento de 2,52 pontos percentuais sobre o resultado de 2019. Outras descobertas da pesquisa: 1) O e-commerce já é responsável por 8,48% do total de sites na internet brasileira (2,65% há cinco anos). 2) 88,77% dos sites de e-commerce no Brasil recebem até 10 mil visitas mensais; no extremo oposto, 8,73% são grandes sites, com mais de meio milhão de visitas mensais. Os 2,5% restantes estão na faixa intermediária: recebem entre 10 mil e meio milhão de visitas por mês. 3) Perto de 3/4 dos e-commerces (76,55%) oferecem até dez produtos em seus sites; 12,17% oferecem de 11 a 100 produtos; enquanto 11,28% apresentam mais de uma centena de produtos. 4) São Paulo concentra a maioria dos sites de vendas online, com 58,95% deles. O Rio de Janeiro, em segundo, tem 6,93%, e Minas Gerais, 6,2%. 5) 76,67% das ofertas de produtos no Brasil custam menos de R$ 100; 10,31% delas situam-se entre R$ 100,01 e R$ 500; em seguida há a faixa dos produtos acima de R$ 1 mil, com participação de 10,07%. A faixa de preços com a menor participação, 2,95%, é a das ofertas entre R$ 500,01 e R$ 1 mil (preços médios). 6) As mídias sociais são adotadas por 68,63% das lojas online. 7) O YouTube cresceu em importância no e-commerce brasileiro: entre as lojas online que se utilizam de mídias sociais, ele está presente em 39,87%, aumentando sua participação em 7,65 pontos percentuais em relação a 2019. A plataforma fica atrás apenas do Facebook, presente em 54,18% dos comércios eletrônicos do País. Na sequência vêm Twitter, com 30,45% de participação; Instagram, com 21,16%; e Pinterest, com 4,81%. 8) Entre as soluções adotadas pelas lojas online, a mais popular é a das plataformas fechadas (63,41%), que vêm conquistando participação gradual e constante desde o início da série histórica. Em seguida, as lojas sem plataforma são o formato preferido de quase um quarto dos e-commerces (23,45%). Plataformas abertas respondem por apenas 13,14% do total de e-commerces. 9) A adesão ao SSL (Secure Sockets Layer), camada de segurança que criptografa os dados transacionados entre consumidor e loja online, voltou a crescer e hoje se encontra em 88,43%. Essa adesão só foi maior em 2017, quando chegou a 91,27%. 10) 81,96% das lojas online já são responsivas, ou seja, já estão preparados para serem acessados em qualquer tela, inclusive a do celular. Já a presença de analytics caiu 6,4 pontos percentuais entre as lojas online este ano, para uma participação de 48,55%. (Veja mais em Convergência Digital, dados da 6ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”divulgada pela PayPal e BigData. Acesso em 28.8.20)

No Brasil, 96% das empresas assumem ter sofrido um ataque cibernético nos últimos 12 meses. A maior parte das organizações brasileiras (96%) sofreu um ataque cibernético que afetou o negócio nos últimos 12 meses, segundo executivos de negócios e de segurança. À medida que os criminosos cibernéticos continuam seus ataques, 67% dos entrevistados no Brasil testemunharam um aumento drástico no número de ataques que afetaram o negócio nos últimos dois anos. As organizações relataram entre os impactos dos ataques, a perda de produtividade (46%), perda ou roubo financeiro (33%) e perda de dados de funcionários (32%). Em torno de 53% dos líderes de segurança no Brasil afirmam que as ações criminosas também atingiram ambientes de tecnologia operacional (OT). Apenas quatro em cada dez líderes locais de segurança afirmaram poder responder à pergunta “Qual é o nosso nível de segurança?” com um alto nível de confiança, apesar da prevalência de ataques cibernéticos que afetaram o negócio. Menos de 50% dos líderes de segurança disseram incluir ameaças de segurança cibernética no contexto de um risco empresarial específico. Por exemplo, embora 96% dos entrevistados tenham desenvolvido estratégias de resposta à pandemia da COVID-19, 75% dos líderes de negócios e de segurança admitiram que suas estratégias de resposta estavam apenas “um pouco” alinhadas. (Veja mais em Convergência Digital, dados do relatório “The Rise of the Business-Aligned Security Executive”, um estudo encomendado à Forrester Consulting pela Tenable, empresa de segurança da informação, com mais de 800 líderes globais de negócios e de segurança cibernética, incluindo 59 entrevistados brasileiros. Acesso em 14.8.20)

No Brasil, 47% indicam comprar mais pela internet após Covid-19. 90% dos brasileiros estão mais propensos a realizar a compra online de produtos essenciais, mesmo depois que diminuir a ameaça da Covid-19. Sobre as compras online, 47% dos brasileiros dizem estar realizando mais compras nesse modelo do que faziam antes da pandemia da Covid-19. Outro ponto de destaque são as compras realizadas com meios de pagamento por aproximação – 47% dos brasileiros responderam que estão utilizando este modelo. O delivery sem contato, em que o entregador deixa o produto na porta do comprador, está sendo utilizado por 46% dos brasileiros entrevistados. As compras por redes sociais também estão entre os pontos de destaque entre os brasileiros. Quando questionados, 31% relataram estar comprando por essas plataformas mais que o habitual antes da pandemia, dado bem acima dos 17% da média global. De acordo com os brasileiros entrevistados, 32% está comprando mais de pequenos negócios e 40% está mantendo a mesma frequência de antes da pandemia. Um reflexo do fechamento das lojas físicas é que 72% dos brasileiros dizem que estão comprando menos que o habitual nesses comércios. A mesma pesquisa diz que 32% dos brasileiros estão utilizando mais os serviços de assinatura. E compra online com retirada na loja está sendo mais habitual para 33% enquanto 25% dizem que estão realizando este tipo de compra na mesma frequência de antes da pandemia. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa da Salesforce com 3.542 trabalhadores no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Austrália, realizada entre 1 e 2 de julho de 2020. Acesso em 14.8.20)

Teletrabalho: Brasil somou 8,7 milhões de trabalhadores em home office em junho. O percentual de servidores públicos em trabalho remoto é mais de três vezes a proporção dos empregados no setor privado. Em junho, 24,7% dos trabalhadores do setor público exerciam atividade remota, mas, no setor privado, eram apenas 8%. Em junho, 3 milhões de pessoas ocupadas no setor público estavam nessa condição, ou 200 mil a mais do que em maio. No setor privado eram 5,7 milhões de pessoas, ou 224 mil a menos que o total estimado para maio. Mesmo na comparação da natureza da atividade, o patamar de pessoas ocupadas e não afastadas em trabalho remoto no setor público foi superior aos percentuais do privado, nos setores de serviços, comércio, indústria e agricultura. Para o Ipea, os resultados evidenciam desigualdade com números gerais de trabalho remoto no país com recortes também por idade, gênero, raça/cor e escolaridade. A maioria das pessoas em teletrabalho tem de 30 a 39 anos, é mulher, predominantemente da cor branca e com nível superior. A pesquisa destacou a evolução do trabalho remoto em maio e junho, de maneira geral no país, indicada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, do IBGE. Apesar da estabilidade do número de pessoas trabalhando remotamente nesses meses, as estimativas indicam que, em algumas unidades da federação, os percentuais de pessoas em trabalho remoto aumentaram no Distrito Federal, no Rio Grande do Norte e em Sergipe. No entanto, caíram em outras como Amazonas e Pará. Segundo os pesquisadores, o Amazonas perdeu oito posições no ranking. Saiu da posição de 16º estado em percentual de trabalho remoto em maio (com 9,3%) para 24º (com 6,2%). Alagoas, Amapá e Roraima também perderam posições. Os que mais ganharam foram Rio Grande do Norte, que passou de 13º para 8º, e Sergipe, que foi da 17ª para a 12ª posição. Os serviços contavam com mais pessoas em trabalho remoto entre as atividades no setor privado. Somaram 3,8 milhões tanto em maio quanto em junho. A indústria registrou o mesmo comportamento que o comércio e alcançou 600 mil pessoas naquele mês. Na agricultura estava próximo de 60 mil pessoas e o comércio com 480 mil representou queda na comparação com maio. Sobre o número de pessoas com potencial para realizar teletrabalho, a pesquisa concluiu que, no setor público, o número atingiria 6 milhões, o equivalente a 50,7% do total de ocupados. Já no setor privado seriam 15 milhões, correspondentes a 18,6%. (Veja mais em Convergência Digital, dados do estudo O Teletrabalho no Setor Público e Privado na Pandemia: Potencial Versus Evolução e Desagregação do Efetivo, feito em parceria pelos pesquisadores Geraldo Góes e Felipe Martins, do Ipea, e José Antônio Sena, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Acesso em 14.8.20)

Covid-19 aumentou o uso da internet nas classes C, D e E. Cresceu o acesso internet em todos os meios, celular, computador, tablet ou mesmo TV, e para diferentes demandas de serviços públicos ou privados. O tráfego no Brasil bateu recorde, ao atingir 13,5 Tbps. As atividades relacionadas ao trabalho, ao ensino e mesmo ao acesso a programas sociais emergenciais passaram a se dar de maneira predominantemente remota. Embora o trabalho online seja mais concentrado entre os mais prósperos, os números sugerem que as aulas pela internet, o acesso a serviços como o Auxílio Emergencial ou formas de entretenimento também puxaram os mais pobres para a rede. 83% dos brasileiros das classes AB fizeram compras pela internet no trimestre da pandemia, mas eles já eram 63%, pela TIC Domicílios de 2018. Na mesma comparação, a proporção da classe C fazendo compras online passou de 37% para 64%, enquanto nas classes DE disparou de 18% para 44%. As compras online, praticadas há um ano por 44% dos brasileiros, virou realidade para 66%. O consumo de filmes e música pela internet aumentou de forma generalizada. Mas a exemplo das compras, já era mais comum entre os mais ricos e avançou entre os mais pobres. A proporção de usuários de serviços de filmes e séries online subiu de 50% para 53% nas classes AB, mas o salto foi de 29% para 41% na classe C e de 11% para 32% nas DE. Em serviços de música, as variações foram de 16% para 26% (AB), 8% para 14% (C) e 4% para 8% (DE). No aumento das compras pela internet, o maior salto foi entre as mulheres de 39% para 70%. O percentual dos que fizeram pedidos de refeições via portais ou aplicativos de vendas triplicou, de 15% para 44%. A comunicação direta entre empresas e consumidores, via aplicativos de mensagens instantâneas para mediar a compra de produtos ou serviços, passou de 26% para 46%. Houve um aumento expressivo na utilização de serviços públicos e financeiros pela internet durante a pandemia, com avanço maior nas classes C e DE e entre os usuários de Internet com menor escolaridade. Resumidamente, os dados da pesquisa apontam que: ▪Aumentou a realização de serviços públicos e transações financeiras (especialmente nas classes C e DE). ▪Mais usuários realizaram atividades de trabalho pela Internet, sobretudo nas classes AB. ▪Classes DE realizaram mais atividades ou pesquisas escolares pela Internet durante a pandemia. Mais usuários de Internet passaram a assistir a vídeos, ouvir música e ler notícias on-line. ▪O pagamento por serviços de streaming de filmes e séries aumentou mais nas classes mais baixas e por serviços de música nas classes mais altas. ▪As transmissões on-line de áudio e vídeo em tempo real ganharam projeção, mas seguem predominantes entre usuários de classes mais altas e com maior grau de instrução. ▪A compra de ingressos para eventos pela Internet diminuiu drasticamente. ▪O comércio eletrônico cresceu em todas as regiões e classes, sobretudo entre as mulheres. ▪A compra de comida ou produtos alimentícios foi a atividade de comércio eletrônico que mais se ampliou durante a pandemia. ▪O uso de aplicativos de mensagens instantâneas foi o canal de compra mais usado durante a pandemia. ▪A maioria dos usuários de Internet afirma que está comprando mais pela Internet e consumindo mais de produtores locais e pequenos comerciantes. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Cetic.br, braço de pesquisas do NIC.br. Acesso em 14.8.20)

Reclamações contra oferta de banda larga crescem 40% com a quarentena da Covid-19. Com dependência mais intensa da internet no período de isolamento social, cresceram também as queixas com relação ao serviço. A banda larga puxou o aumento das reclamações da Anatel no primeiro semestre de 2020, com alta de 40% sobre o semestre anterior. As reclamações contra as empresas somaram 393,8 mil registros na agência, contra 281,8 mil do período de julho a dezembro de 2019. Em números absolutos, as reclamações contra a telefonia móvel pós paga foram mais volumosas, 497,1 mil (queda de 2,6% sobre o semestre anterior), mas em universos distintos: são 34 milhões de acessos fixos à internet contra 110 milhões de celulares pós pagos ativos. O reclame foi generalizado entre as maiores operadoras, mas em dimensões distintas. A maior empresa de banda larga fixa do país, a Claro, viu as queixas dobrarem de tamanho (131,9 mil contra 69,1 mil, ou 98,8%). Nos provedores menores, a visão agregada indica que a queixa também cresceu forte (+83,6%). E mesmo Vivo (+16,8%), Oi (+5,3%) e TIM (+33%) registraram crescimento. Depois da banda larga, a telefonia móvel pós paga foi o serviço com maior crescimento nas reclamações, aumento de 20%, para 227,8 mil queixas. Já nos demais serviços, ocorreu queda no volume de reclamações. A telefonia móvel pós-paga continuou sendo o serviço mais reclamado, com 497 mil queixas no primeiro semestre de 2020, mas o número foi 2,6% inferior que o do segundo semestre de 2019. A telefonia fixa teve 241 mil reclamações no primeiro semestre de 2020 e a TV por assinatura, 154 mil. Em relação ao semestre anterior, estes serviços tiveram queda, respectivamente, de 9% e 10% no volume de reclamações. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 14.8.20)

Comércio pela internet dispara e movimenta 12% das vendas no Brasil. Na comparação entre o mês de junho de 2020 e de 2019, o comércio online dobrou, com alta de 110,52%. Na métrica de faturamento, a mesma tendência positiva: 108,84%, no mesmo período. 18,2% de consumidores realizaram ao menos uma compra online entre o trimestre de abril a junho, alta de 5,9pp em relação ao trimestre anterior (12,3%). E há novo recorde no índice de participação do e-commerce no varejo restrito (12,6%), no mês de maio. Em contrapartida, as vendas do e-commerce em junho comparadas ao mês de maio (mês do Dia das Mães) , apresentaram retração de -13,11%. Na avaliação do acumulado do ano, a variação continua positiva: 59,88%. Ao traçar a comparação por região, em junho de 2020, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o cenário ficou: Nordeste (159,49%); Norte (118,65%); Sudeste (112,68%); Sul (79,52%); e Centro-Oeste (68,12%). No acumulado do ano, a configuração ficou da seguinte forma: Nordeste (86,62%); Norte (67,81%); Sudeste (57,59%); Centro-Oeste (56,60%); e Sul (47,74%). Assim como as vendas online de junho frente a maio tiveram queda, o faturamento do setor, nessa mesma base comparativa, também variou negativamente: -6,91%. O acumulado do ano segue positivo: 59,71%. A métrica regional, junho de 2020 ante o mesmo mês do ano passado ficou: Nordeste (165,44%); Norte (132,04%); Sudeste (107,35%); Centro-Oeste (75,72%); e Sul (71,93%). No acumulado do ano, seguindo a mesma configuração, os dados foram: Nordeste (95,24%); Norte (67,90%); Sudeste (55,65%); Centro-Oeste (47,75%); e Sul (43,87%). Com novo recorde, no mês de maio, o e-commerce representou 12,6% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 7,1%. Esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 8 de julho. A composição de compras realizadas pela internet, por segmentos, em maio, ficou: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (39,3%); móveis e eletrodomésticos (23,6%); e tecidos, vestuário e calçados (13,4%). A seguir, outros artigos de usos pessoal e doméstico (10,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,5%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2%). Esse indicador também segue a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. Outra métrica avaliada pelo MCC-ENET revela que de abril a junho de 2020, 18,2% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Houve alta de 5,9pp em relação ao trimestre anterior (12,3%). Na comparação com o mesmo período em 2019 (10,1%), houve crescimento de 8,1pp. (Veja mais em Convergência Digital, dados do índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie. Acesso em 14.8.20)

Trabalho remoto reduziu R$ 466 milhões em despesas de custeio do governo. O governo federal reduziu em R$ 466,4 milhões as despesas em cinco itens de custeio entre abril e junho com o teletrabalho dos servidores públicos. Entre as principais despesas economizadas estão os deslocamentos e viagens a serviço (diárias e passagens) e os serviços de energia elétrica e comunicação. Cerca de 360 mil servidores do Executivo Federal estavam em trabalho, 62% da força de trabalho. Com a ampliação do teletrabalho, o Governo Federal pretende, além de utilizar de maneira mais eficiente os recursos públicos, potencializar a produtividade, acompanhar as mudanças e inovações mundiais e garantir o bom atendimento à população. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Secretaria de Governo Digital, com informações do Ministério da Economia. Acesso em 14.8.20)

Gov.br completa um ano com 72 milhões de cadastros. O portal único do governo federal completa em 31/7 com 3,6 mil serviços e 72 milhões de cadastros no Gov.br. Do total de serviços, 59% são oferecidos em formato 100% digital e somam 65 milhões de solicitações em 12 meses. Desde janeiro de 2019 mais de 830 serviços foram transformados em digitais. A pandemia do novo coronavírus acelerou o processo. De março a julho, mais de 250 novos serviços puderam ser acessados online, como o Auxílio Emergencial de R$ 600 e a solicitação de seguro desemprego para o empregado doméstico. Nas contas do governo, a digitalização dos serviços públicos resulta em economia anual de R$ 2 bilhões. Cerca de 149 milhões de horas serão economizadas anualmente com a transformação digital dos serviços. Até o fim de 2020, as páginas na web dos principais órgãos do Executivo Federal estejam hospedadas no Gov.Br. Atualmente, 50 destes sites estão no portal único. A meta é unir em um único portal os 1,5 mil existentes. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Secretaria de Governo Digital, com informações do Ministério da Economia. Acesso em 14.8.20)

Compras virtuais já fazem parte da rotina de 1,6 milhão de fluminenses, revela pesquisa do Instituto Fecomércio RJ. Desde o início da pandemia do novo coronavírus , as compras online têm sido ferramenta importante para o distanciamento social. A compra pela internet passou a fazer parte da vida de 12,6% da população adulta do estado do Rio de Janeiro durante o isolamento social, o equivalente a 1,6 milhão de pessoas. A lista de produtos mais comprados por meio eletrônico foi o de alimentos e bebidas, com 43%, seguidos por artigos de farmácia e médicos (32,1%); eletrodomésticos (27,5%); vestuário e calçadas para adultos (22,2%); livros e eBooks (22,2%); eletrônicos (21,5%); produtos de saúde e beleza (19,2%); móveis (16,6%); vestuário e calçados infantis (13,2%); artigos de uso pessoal como relógios, óculos, etc. (11,3%); artigos de papelaria (11,3%); brinquedos (7,6%); e materiais de construção (7%). O ingresso no canal de compras online foi resultado exclusivo das necessidades impostas pela pandemia. No pós-pandemia, a conservação desse novo contingente de clientes no canal dependerá da qualidade da experiência que tiveram quando foram praticamente forçados a comprar pela internet. Os comerciantes interessados em manter seus clientes nos seus canais de compra online deverão oferecer experiência pelo menos tão boa à experiência tida no comércio de rua. (Veja mais em Portal Fecomércio, dados da Fecomercio, pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) com mais de 400 consumidores fluminenses. Acesso em 14.8.20)

Covid-19 triplicou uso de serviços públicos digitais. O uso de soluções online cresce com o isolamento, inclusive os serviços governamentais, com o aumento dos acessos ao portal Gov.br, que concentra todos os serviços digitais do governo federal. Foram resgistrados 4,6 milhões acessos individuais em janeiro e o número triplicou para 12,1 milhões em junho. 59% dos 3,3 mil serviços de governo são totalmente digitais – com meta de que sejam alcançados 100% até 2022. A estimativa é de que, devido à digitalização já realizada, 65 milhões de atendimentos anuais deixam de ser presenciais nos órgãos públicos. Os aplicativos mais procurados pela população são a Carteira de Trabalho Digital, com 8.437.557 instalações ativas em celulares, a Carteira Digital de Trânsito, com 7.770.086 instalações ativas, e o Meu INSS – Central de Serviços, com 5.403.080 instalações ativas. Desde março foram digitalizados 251 serviços, caso do aplicativo do Auxílio Emergencial de R$ 600 e o Seguro Desemprego do Empregado Doméstico, que buscam facilitar o acesso da população e reduzir os impactos negativos da pandemia. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Secretaria de Governo Digital, com informações do Ministério da Economia. Acesso em 14.8.20)

Brasil, 4° País com mais internautas, é 54° em governo digital. Nona economia do planeta, quarto país com mais usuários diários conectados à internet, o Brasil é o 54° no ranking da Organização das Nações Unidas na Pesquisa sobre Governo Eletrônico 2020. Embora longe do topo, a maior oferta de serviços públicos pela internet fez o país avançar e ser incluído pela primeira vez no grupo de alto índice de desenvolvimento em e-gov (ou EDGI). “Argentina, Brasil, Chile e Costa Rica melhoraram muito entre 2018 e 2020 e transitaram para o grupo de EDGI muito alto. O índice EDGI é composto por três indicadores que capturam o escopo e a qualidade dos serviços online, o status da infraestrutura de telecomunicações e a capacidade humana disponível. Por esses critérios, Dinamarca, Coreia do Sul, Estônia, Finlândia, Austrália, Suécia, Reino Unido, Nova Zelândia, Estados Unidos, Holanda, Cingapura, Islândia, Noruega e Japão formam a elite global do e-gov. O Brasil aparece melhor na disponibilidade de serviços digitais e de capital humano. Quando avaliados isoladamente os serviços online, o Brasil é o 20° do ranking, tendo subido duas posições desde o levantamento anterior, em 2018. O documento menciona que “treze países (Albânia, Argentina, Brasil, Colômbia, Croácia, Equador, Cazaquistão, México, Omã, Peru, Sérvia, Tailândia e Turquia) têm capital humano altamente desenvolvido, mas o estado de suas infraestruturas pode estar dificultando maiores progressos no desenvolvimento do governo eletrônico”. Em nota, a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia avalia que “esses países estão relativamente bem situados em termos de provisão de serviços on-line e em boa posição para progredir rapidamente no desenvolvimento do governo eletrônico. No entanto, a provisão de serviços on-line deve ser associada a investimentos na melhoria da infraestrutura de telecomunicações e no fortalecimento da alfabetização digital da sua população”. E aponta que “o Brasil ficou em primeiro lugar neste quesito na América do Sul e em segundo nas Américas, à frente de países importantes como Canadá, Chile e Uruguai e atrás somente dos Estados Unidos”. (Veja mais em Convergência Digital, dados divulgados pela Anatel. Acesso em 25.7.20)

Oi respondeu por 53,5% das novas adições em banda larga por fibra entre as teles em maio. A Oi Fibra bateu a marca de um milhão de assinantes em abril e, em maio, entre as grandes operadoras, foi responsável por cerca de 53,5% das novas adições de clientes no serviço de banda larga fixa por fibra. Presente em 127 municípios, a Oi lidera o market share em onze capitais, sendo que no Rio de Janeiro a operadora registrou em maio 48% de participação do mercado local. A agência reguladora registrou no último mês de maio 12,1 milhões de acessos do serviço. E crescimento aproximado de 2 milhões desde o início deste ano. Atualmente, 36% dos acessos de banda larga fixa no país já são realizados por fibra ótica. A Oi também vem registrando uma boa percepção do serviço pelos clientes. Pesquisa encomendada pela operadora ao instituto Ipsos, realizada nos meses de abril e maio deste ano com clientes que adquiriram a Oi Fibra no primeiro trimestre de 2020, revelou notas de 8,7 de satisfação geral com o produto, 9,2 com o processo de instalação e 8,6 em intenção de continuar com a Oi, em uma escala de um a dez. (Veja mais em Convergência Digital, dados divulgados pela Anatel. Acesso em 25.7.20)

Saúde pública padece de acesso à Internet e de segurança de dados. Em 2019, 92% dos estabelecimentos públicos de saúde tinham computador e 85% possuíam acesso à Internet, enquanto 100% dos privados declararam ter acesso à rede.Haviam diferenças regionais na infraestrutura TIC disponível nos estabelecimentos: nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, 92% e 90% faziam uso do computador e 82% e 83% possuíam acesso à Internet. A presença de computadores e Internet era maior nos estabelecimentos da região Sul (98% tinham computador e 98% acesso à Internet), Sudeste (96% tinham computador e 95% acesso à Internet) e Centro-Oeste (97% tinham computador e 95% acesso à Internet). Entre as UBS conectadas no Brasil, 78% contam com sistemas de registro eletrônico de informação de pacientes, aumento 9% em relação a 2018. No País, 3,5 mil (9%) das UBS ainda não possuiam computadores, e 7,2 mil (18%) não contavam com acesso à Internet. O porcentual de UBS com registros apenas em papel (25%, em 2019) foi reduzido, enquanto o percentual das UBS com registros tanto em papel quanto em formato eletrônico aumentou, passando de 35%, em 2018, para 59%, em 2019. O porcentual de UBSs com acesso à internet e computador não mudou muito em relação à pesquisa anterior e a maior informatização das UBS impactou no tipo de dado do paciente disponibilizado eletronicamente, tais como dados cadastrais, vacinas e principais motivos que levaram à UBS. Com relação aos serviços oferecidos pela internet, apesar do avanço na informatização das UBS conectadas, os serviços online oferecidos aos pacientes tinham espaço para crescer no Brasil. Apenas 23% das UBS disponibilizavam agendamento de consultas pela Internet, 20% a marcação de exames e 22% disponibilizam a visualização de resultados on-line. A TIC Saúde 2019 indicou maior adoção dos sistemas eletrônicos de registro de informação dos pacientes por parte dos estabelecimentos de saúde (82% em 2019, ante 73% em 2018), número que chega a 74% entre os públicos e 88% entre os privados. Também foram verificadas disparidades entre as regiões: Norte (74%), Nordeste (77%) e Centro-Oeste (78%) apresentaram o menor percentual de estabelecimentos com sistemas de registro eletrônico. Esse número sobe para 90% nas regiões Sul e para 83% na Sudeste. Os estabelecimentos públicos realizaram mais serviços de telessaúde. Os que estavam disponíveis em mais estabelecimentos foram: educação a distância em saúde (33% nos públicos contra 8% nos privados) e serviços de teleconsultoria (28% nos públicos contra 3% nos privados). As consultas entre médico e paciente só pela Internet não haviam sido regulamentadas na ocasião da coleta de dados. Sobre políticas de proteção de dados, apenas 16% dos estabelecimentos públicos e 44% dos privados afirmaram possuir política de segurança dos dados. Entre as ferramentas de segurança mais usadas, nos estabelecimentos públicos e privados, estavam: antivírus (83% dos públicos e 98% dos privados), proteção via senha do acesso ao sistema (72% dos públicos e 82% dos privados) e firewall (44% dos públicos e 59% dos privados). Os estabelecimentos públicos apresentaram menos ferramentas de segurança sofisticadas, como a criptografia de dados (27% dos públicos e 44% dos privados), certificado digital (16% dos públicos e 57% dos privados) e assinatura eletrônica (15% dos públicos e 51% dos privados). (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. Acesso em 25.7.20)

Covid-19: brasileiros têm medo de sair de casa e 41% temem pela economia no 2ºsemestre. Apesar da flexibilização das medidas de isolamento social, 50% dos brasileiros ainda têm medo de sair de casa. O estudo, que analisa a expectativa e o comportamento dos brasileiros com a flexibilização das políticas de confinamento, entrevistou pelo celular via SMS mais de 52,5 mil pessoas de todo os Estados do País e mostrou que a maioria tem esperança em conquistar um emprego ainda este ano, mas é menos otimista com a retomada da economia. 47% afirmaram ter perdido o emprego por causa da pandemia. Desses, 61% acreditam que devem voltar a exercer suas atividades ainda este ano. Para 27%, a economia deve melhorar. Já 32% acreditam que as coisas ficarão iguais e 41% acham que vai piorar. 18% dos entrevistados disseram ter pedido empréstimo a bancos ou instituições financeiros e 46% não conseguiram obter crédito. Sobre os cuidados para evitar a contaminação, metade dos brasileiros pretende continuar usando máscaras quando não for mais obrigatório. Outro aspecto investigado é a maneira como as pessoas que mantiveram seus empregos na quarentena devem trabalhar daqui para frente. 27% continuarão somente em home office, 14% devem revezar entre dias de trabalho em casa e na empresa. Pessoas ausentes de suas atividades que devem retornar agora somam 22%. Já 37% trabalharam normalmente durante o isolamento social. O período pós-quarentena também deve vir com uma onda de empreendedorismo. 38% dos entrevistados afirmam já ter montado ou estar pensando em criar o seu próprio negócio. Em relação aos hábitos de consumo, 47% afirmam ter aumentado o volume de compras online durante a pandemia. Destes, 78% devem continuar comprando pela Internet mesmo quando o comércio reabrir. Mas isso não deve afetar o desempenho de estabelecimentos físicos. Com o fim da quarentena, os locais que os brasileiros mais desejam visitar são praias e parques (38%), shopping centers (36%), bares e restaurantes (27%), cinemas e teatros (22%) e casas noturnas (22%). A pesquisa também apresenta recortes regionais com quatro subdivisões. A primeira ganhou o nome de Mapa do Otimismo Pessoal e teve como proposta investigar como estão distribuídos os brasileiros desempregados pela pandemia com expectativa de um novo trabalho ainda este ano. Nos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Santa Catarina as pessoas estão mais esperançosas. O Mapa do Medo revela os estados em que as pessoas continuam com medo de sair de casa, mesmo após a flexibilização das medidas de distanciamento. Amapá, Piauí, Ceará e Pernambuco são os locais onde a população está mais temerosa. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Pesquisa Comportamental Pós-Covid-19, recém-lançada pela Go2Mob, empresa que oferece soluções integradas para o setor mobile com foco em mídia, dados, consultoria e pesquisa. Acesso em 25.7.20)

Com teletrabalho, mais de 70% dos usuários admitem não usar antivírus. Devido ao isolamento social, muitas empresas e organizações implementaram o trabalho remoto para realizar suas atividades. Mas mais de 1.200 usuários, 42% garantiram que a empresa em que trabalham não estava preparada em equipamento e conhecimento de segurança para telecomunicações. 89,9% dos usuários afirmaram que, desde o início do isolamento social, utilizam mais dispositivos eletrônicos. 66% dos participantes disseram que estavam trabalhando remotamente como resultado da pandemia, 61% apontaram que a empresa em que trabalhavam não lhes forneceu as ferramentas de segurança para o teletrabalho. E 65% não receberam informações de sua empresa sobre configurações seguras e boas práticas de segurança. E 84% do público entrevistado trabalha usando seu dispositivo pessoal. Desses, 32% têm solução antivírus, 20% tem conexão VPN e 12,5% possui criptografia das informações. No entanto, 51,6% não possui nenhuma dessas soluções. A necessidade de trabalhar ou estudar remotamente aumentou a exposição a um incidente de segurança. Segundo dados do laboratório da ESET, o aumento na distribuição de malwares que se apresentam como softwares legítimos para videoconferência envolveu o Zoom, o GoToMeeting, Microsoft Teams, entre outras ferramentas. Nesse sentido, de acordo com os dados da pesquisa, mais de 85% dos pesquisados ​​afirmaram ter baixado aplicativos ou ferramentas que não haviam usado antes para fazer suas tarefas. Embora 54% tenham confirmado que o download é seguro, 38% disseram que não o verificaram. Além disso, pelo menos desde março, a ESET observou o aumento nas campanhas de phishing que tiram vantagem da pandemia de Covid-19 como parte de sua engenharia social. Desde e-mails de phishing que tentam infectar vários tipos de malware, até campanhas de engenharia social, através de aplicativos como o WhatsApp, que procuram roubar informações dos usuários ou distribuir publicidade invasiva. De acordo com os pesquisados, 44% afirmaram ter recebido e-mails de phishing que usavam o tema Covid-19 como uma estratégia de engenharia social. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa realizada pela empresa de segurança online ESET. Acesso em 25.7.20)

Com Internet, venda de certificado digital dá um salto na pandemia. As emissões de certificados digitais aumentaram nos últimos meses. Em junho foram emitidos 516.951 mil certificados, crescimento de 25,1%, comparado ao mesmo mês de 2019. A expectativa é que ao longo de 2020 sejam emitidos 6,3 milhões de novos certificados digitais no país. Até aqui, com exceção de abril e maio, houve emissão mensal superior ao registrado em 2019. Para o presidente do ITI, reflexo da nova possibilidade de adquirir um certificado digital sem necessidade de ir fisicamente até uma empresa certificadora. Ainda de acordo com o levantamento do ITI, 53,8% dos certificados em uso no país são de pessoas jurídicas, enquanto 45,9% de pessoas físicas. O certificado tipo A3, que usa armazenamento em token, cartão ou nuvem, é o mais popular, com 59,6% do total. (Veja mais em Convergência Digital, dados de balanço do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Acesso em 25.7.20)

Ataques aumentam, mas gastos com cibersegurança caem por conta da Covid-19. Os impactos econômicos da pandemia de Covid-19 afetaram as projeções de investimentos em segurança cibernética em 2020. Os gastos do ano devem ficar em US$ 115 bilhões (cerca de R$ 630 bilhões). O estudo sugere, no entanto, que os investimentos voltarão. As estimativas indicam que o volume de recursos em cibersegurança vai mais do que dobrar ao longo da próxima década, chegando a 2030 em US$ 238 bilhões (quase R$ 1,3 bilhão). Nas contas do estudo, isso representa um crescimento anual composto de 6,4%, se considerado o movimento ainda a partir de 2019. (Veja mais em Convergência Digital, dados de relatório da GlobalData. Acesso em 4.7.20)

Quase 60% das grandes empresas brasileiras não estão prontas para a LGPD. Cerca de 60% das empresas não atendem as exigências da nova lei, que pode entrar em vigor ainda em 2020 . A plataforma conta com informações de aproximadamente 900 empresas, das quais apenas 40,56% atendem aos requisitos da LGPD. Entre as empresas respondentes, 31,8% já sofreram incidente de violação nos últimos dois anos e 75,5% realizam coleta de dados considerados sensíveis. Somente 38,31% delas estão atualmente em conformidade. Sobre as empresas de pequeno e médio porte, com 20 a 99 empregados, 41,67% delas estão de acordo com a LGPD. Roraima é o estado brasileiro que apresenta melhores índices de conformidade: 72,73%. Em contrapartida, no Rio Grande do Norte o número é de apenas 8,04%. Entre os setores, o destaque é o de Bens de Consumo, com 46,29%. As empresas de Agronegócios apresentam índice de 33,47%. O setor Financeiro aparece com 34,70% de índice de conformidade, sendo que 49,1% das empresas que responderam o questionário sofreram incidente de violação nos últimos 2 anos e 81,1% realizam coleta dos dados sensíveis. (Veja mais em Convergência Digital, dados oriundos da ferramenta de diagnóstico online e gratuita que permite que as empresas verifiquem seu nível de adequação à nova lei de proteção de dados do Índice LGPD ABES, feito em parceira entre a Associação Brasileira das Empresas de Software e a EY. Acesso em 4.7.20)

Governo diz que 70 milhões de brasileiros têm login único para serviços digitais. O governo federal tem 70 milhões de cadastrados no sistema de login único para serviços digitais, para acesso ao que está disponível por meio do portal Gov.Br. De janeiro a junho de 2020, mais de 25 milhões de pessoas criaram suas contas no login único. Atualmente, 1.484 serviços públicos federais, estaduais e municipais estão integrados ao Gov.Br. Os serviços mais solicitados neste momento no login único são a Carteira de Trabalho Digital; o Meu INSS (do Instituto Nacional de Seguro Social); o site da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim); além da Carteira Digital de Trânsito. Além do governo federal, o mesmo login único dá acesso aos serviços do Distrito Federal e de mais nove estados: Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia. As 27 Juntas Comerciais espalhadas pelo país também já estão integradas ao sistema, além de 38 municípios. (Veja mais em Convergência Digital, dados do secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, com informações do Ministério da Economia. Acesso em 4.7.20)

No Brasil, 4,8 milhões de crianças e adolescentes não têm acesso à Internet. Na pandemia, com o distanciamento físico como medida para conter a propagação da Covid-19, a internet passou a ser “a janela para o mundo”. Ressalta-se a importância que a conectividade tem para crianças e adolescentes de 9 a 17 anos no Brasil e a desigualdade no acesso. 89% das crianças entre nove e 17 anos estão conectadas é um aspecto positivo e tem de ser comemorado. Há aumento de participação deles no ambiente online, mas um ponto de atenção é que ainda há diferenças no acesso. A conectividade na classes AB é de 100%, enquanto na DE é de 80%; e têm também diferenças geográficas entre urbana (92%) e rural (75%). No Brasil, 3 milhões de crianças e adolescentes ainda não são usuários de internet, sendo que 1,4 milhão nunca acessou. Sobre o principal motivo para não usarem a internet, 94% dos respondentes disse não ter conexão em casa. 4,8 milhões de crianças e adolescentes de 9-17 anos vivem em domicílios sem acesso à Internet no Brasil (18% dessa população). Embora a popularização dos dispositivos móveis tenha propiciado que mais crianças e adolescente acessassem a internet, o número elevado (58%) de pessoas que acessam a internet exclusivamente pelo celular é alto, o que traz implicações nas habilidades digitais. O acesso exclusivo por computadores é de 2% e o acesso combinado, por meio de computador e celular, é de 37%. Na divisão das classes sociais, o celular é uso exclusivo por 73% na classe DE, 59% na C e 25% AB. Considerando o celular como dispositivo mais usado, tipo de conexão se dá por principalmente por Wi-Fi (87%), sendo 49% por 3G e 4G. (Veja mais em Convergência Digital, dados da 8ª edição da pesquisa TIC Kids Online, realizada em campo antes da propagação do novo coronavírus. Acesso em 28.6.20)

Covid-19: Maio foi o mês de maior consumo de Internet. O mês de maio foi o mais movimentado na América Latina desde o começo da pandemia de Covid-19. Os picos de tráfego na Internet ficaram acima de 150%, em especial, no Brasil, onde três dias se destacaram: 15 de maio – movimentado na internet não só no Brasil, como na América Latina. Primeiro pico registrado no mês e também o maior, com aumento de cerca de 150% da média diária de tráfego. Alguns acontecimentos podem justificar esse fenômeno no país como a saída do ministro Nelson Teich do Ministério da Saúde em meio à pandemia de COVID-19, que gerou um pico nas buscas no Google. Outro acontecimento que gerou buzz online foi a liberação gratuita pela Epic Games do jogo GTA V, um dos games mais populares. E, além disso, foi a estreia do clipe de ‘Rain On Me’, da cantora pop Lady Gaga com participação de Ariana Grande, que bateu o recorde de mais de 31 milhões de streams apenas na primeira semana. 19 de maio – segundo pico de navegação, entre os principais acontecimentos que podem levar a um aumento considerável do uso da internet estão o decreto do uso obrigatório de máscaras em todo o país, o anúncio da antecipação de um feriado prolongado no estado de São Paulo como medida de prevenção ao COVID-19 e também a notícia de que o país havia ultrapassado pela primeira vez a marca das mil mortes diárias em função da pandemia. 27 de maio – terceiro e último pico, quando milhares de brasileiros receberam a notícia de que a Caixa Econômica Federal havia creditado novos lotes do auxílio emergencial oferecido pelo governo. A data também marcou o término do prazo de inscrição para o ENEM 2020. Porém, vale ressaltar que um dos principais acontecimentos internacionais também teve influência no Brasil: o mundo estava com grandes expectativas acerca do lançamento da Crew Dragon, primeira nave tripulada da SpaceX, de Elon Musk. O assunto esteve nos trending topics mundiais do Twitter e também no Brasil. Devido ao mau tempo, o lançamento precisou ser adiado para o dia 30 – quando ocorreu normalmente. (Veja mais em Convergência Digital, dados apurados pela Akamai Technologies, distribuidora de conteúdo de Internet. Acesso em 28.6.20)

Mastercard calcula alta de 75% nas vendas pela internet em maio. Nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2020, o mercado de infraestrutura de TI no Brasil faturou US$ 344,68 milhões, alta de 4,8% em relação ao primeiro trimestre de 2019. O crescimento foi puxado pelo setor de armazenamento, que teve receita de US$ 103,7 milhões, 48,9% a mais do que no mesmo período de 2019. Já o faturamento do setor de servidores ficou 8,1% abaixo, com US$ 113,32 milhões, e o de networking 6% menor, com US$ 127,66 milhões. Em networking o segmento de redes faturou US$ 15,61 milhões, um aumento de 11,7%, switches faturou US$ 67,30 milhões, alta de 9,6%, mas roteadores caiu 26% e faturou US$ 44,75 milhões, na comparação com o primeiro trimestre de 2019. No segundo trimestre de 2020, a IDC estima que a variação do dólar e movimentações do governo levem os números para baixo. Para 2020, a IDC prevê queda de 9,5% no mercado de infraestrutura de TI, 1% maior do que a expectativa inicial para o ano, com início de recuperação em 2021. (Veja mais em Convergência Digital, dados da IDC Brasil. Acesso em 28.6.20)

Brasileiro se irrita com a venda dos seus dados às empresas. O compartilhamento de dados incomoda a mais de 80% dos brasileiros, sendo que a maior parte – 42% – teme o acesso não autorizado ás informações e 32% se ressente do roubo de identidade. A fraude bancária assusta a 53% dos brasileiros, principalmente nessa etapa de isolamento social provocado pela Covid-19. A nuvem, aponta o estudo, conquista a confiança do brasileiro e quase metade- 49% – acredita que os provedores de nuvem tomam as medidas corretas de segurança. Embora as preocupações com a segurança do Brasil tenham aumentado em todas as áreas, o país tem a pontuação mais baixa entre os países em desenvolvimento avaliados, incluindo os da América Latina: México (212), Colômbia (217) e Chile (218). Em geral, a atenção à segurança digital dos mercados emergentes cresce – Filipinas (238) e Índia (223) lideram o ranking -, enquanto a dos mercados desenvolvidos está diminuindo. Em 2020, o índice brasileiro é mais alto que o de Estados Unidos (159), Austrália (157), França (156), Bélgica (144), Reino Unido (144), Nova Zelândia (136) e, os dos últimos, Alemanha (122) e Holanda (100). O índice de segurança financeira, por exemplo, cresceu 12 pontos, atingindo 203 neste ano, a maior apreensão dos brasileiros já identificada. Em segundo lugar, vem a segurança pessoal, com 202 pontos, dois a mais que em 2019. Já a segurança da internet cresceu 6 pontos, chegou a 200 e ficou em terceiro entre as maiores preocupações dos brasileiros. Por último, mas com crescimento de 9 pontos em relação a 2019, ficou a segurança nacional, com 185 pontos, impulsionada pela preocupação com desastres e epidemias. O estudo, mais antigo de preocupações com segurança do consumidor conduzido globalmente, mede as percepções do consumidor em quatro categorias: segurança pessoal, financeira, nacional e na Internet. O Brasil alcançou 197 pontos em um máximo de 300, um crescimento de sete pontos em relação a 2019 – o maior aumento dos 15 países avaliados e a maior pontuação do país desde 2013. Já o índice médio global do USI 2020 é de 175 pontos pelo segundo ano consecutivo, o nível mais alto em 14 anos. Com entrevistas realizadas entre​ 16 de março e 5 de abril de 2020, o USI 2020 identificou as consequentes incertezas econômicas e agitação social decorrentes da crise. (Veja mais em Convergência Digital, dados do Unisys Security Index 2020. Acesso em 28.6.20)

Experiência do cliente exige bem mais do que equilíbrio. Os clientes de hoje esperam que as empresas os encontrem onde eles estiverem e quando quiserem. Primeiro ponto é colocar profissionais preparados e capacitados para trabalhar com a experiência do cliente (CX). Estudo recente da Pega descobriu que os departamentos de TI estão liderando mais de um quarto (26%) dos projetos globais sobre experiência do consumidor versus 13% daqueles profissionais com experiência dedicados a funções CX. 68% das empresas dizem que seus clientes determinam seu foco de marketing, mas essas organizações nomearam o e-mail (43%) e os anúncios digitais (42%) como seus dois principais canais, apesar das taxas de resposta cada vez mais baixas. Por outro lado, apenas 28% das companhias disseram ter planos de investir em chatbots e 26% planejavam investir em inbound contact centers, sugerindo um foco em ganhos outbound de curto prazo, ao invés de canais de entrada (inbound) pelos os quais os clientes costumam se comunicar. Da mesma forma, enquanto o software de análises evolui rapidamente, muitas organizações confiam em soluções de análises desatualizadas. Por exemplo, 1/4 ou acima disso, ainda depende do mapeamento de jornada do cliente (27%) ou microssegmentação (25%), enquanto que quase 1 em cada 5 (19%) ainda realiza árduos testes A/B. Ainda mais revelador é que as análises centradas no cliente que podem alavancar a CX, como modelagem de propensão (37%), projeção do valor da vida útil do cliente (34%) ou simulação de performance (33%) – ainda estão longe de prevalecer. As organizações precisam perceber que implementar novas tecnologias sem o devido preparo é como dar um salto gigantesco no desconhecido. Elas precisam de uma abordagem holística e estratégica, na qual as empresas olhem para seus clientes de uma outra maneira – como indivíduos com necessidades e preferências únicas e que têm um relacionamento complexo e em tempo real com todas as marcas com as quais interagem. (Veja mais em Convergência Digital, trecho de artigo de Maurício Prado Silva, diretor-geral da Pegasystems para América Latina. Acesso em 21.6.20)

Em maio, compras online cresceram 126%, para R$ 9,4 bilhões. O isolamento social continua a turbinar o comércio eletrônico. As compras online movimentaram R$ 9,4 bilhões durante o mês de maio (1 a 24/5), aumento de 126,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O incremento está relacionado ao volume de pedidos realizados: ao todo, foram 23,8 milhões – 132,8% mais do que no mesmo intervalo de tempo em 2019. As categorias que apresentaram maior crescimento em vendas foram: cartão-presente (+1041% em relação ao mesmo intervalo do ano passado), Alimentos e Bebidas (+339%), Papelaria (+303%), Brinquedos (+246%) e Móveis (+228%). Já entre os produtos mais vendidos: Toalha infantil (+15373%), roupas de baixo infantis (+12903%), Gel Antisséptico (+12165%), Toalha de Mesa (+9524%) e Pijamas (+9362%). O crescimento expressivo destas categorias podem ser facilmente explicados pela necessidade das pessoas permaneceram em suas casas após o início da pandemia no Brasil . Com as compras concentradas em itens de menor valor, consumidores gastaram menos: o tíquete médio apurado foi de R$ 393,40, 2,6% a menos do que o registrado em 2019. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado . Acesso em 21.6.20)

Brasil dá um salto e entra no top 20 em ranking mundial de ecossistemas para startups. O Brasil entrou na lista dos 20 principais países em um ranking mundial de ecossistemas de pequenas empresas de tecnologia (startups). O país subiu 17 posições e figurou na elite mundial no levantamento que leva em conta a quantidade e qualidade de startups, as instituições de apoio e o ecossistema de inovação como um todo, envolvendo o ambiente de negócios. Na análise de 1 mil empresas em 100 cidades de todo o mundo, os países mais bem colocados no ranking foram EUA, Reino Unido, Israel, Canadá e Alemanha. Os EUA permanecem bem a frente das demais nações por seu robusto ecossistema de inovação. Figuram também no topo dos 10 primeiros a Holanda, a Austrália, a Suíça, a Espanha e a Suécia. Juntamente com o Brasil, outro país que galgou posições e entrou no ranking foi Cingapura, ocupando a 16ª posição. Além de entrar no top 20, o Brasil ficou na melhor colocação da América Latina, a frente de Argentina (40º), México (41º) e Colômbia (46º). O Brasil teve melhor desempenho nos critérios de qualidade daªs startups e ambiente de negócios. Mas na quantidade, ainda fica bastante atrás dos países mais bem colocados. São Paulo é o principal centro de inovação, ficando na 18a posição no ranking por cidades. Além da capital paulista, outras cidades listadas foram o Rio de Janeiro (93a posição), Belo Horizonte (101a posição) e Curitiba (183º posição). (Veja mais em Convergência Digital, dados de levantamento é realizado pela empresa StartupBlink, com informação da Agência Brasil . Acesso em 21.6.20)

Google identifica 18 milhões de mensagens diárias de malware e phising. O Google Cloud identificou no Brasil um crescimento no volume de malware, phishing e e-mails com spam, o que também vem acontecendo na Índia e no Reino Unid. Em abril, globalmente o Gmail chegou a contabilizar 18 milhões de mensagens diárias com malware ou phishing e mais de 240 milhões de e-mails de spam que usavam a COVID-19 para chamar a atenção. A companhia diz que está trabalhando para reforçar a segurança de suas ferramentas. Embora o Gmail bloqueie mais de 99,9% das tentativas de spam, phishing e malware que chegam aos usuários, por conta das novas proteções que utilizam inteligência artificial, anunciadas no começo do ano, a empresa desenvolveu um sistema proativo para monitorar golpes relacionados à COVID-19. As proteções ajudam a reagir rapidamente contra ameaças relacionadas ao coronavírus, com ajustes ágeis à medida em que outros perigos apareçam. Conforme novas ameaças são descobertas, são acrescentadas à infraestrutura do Navegação Segura (Safe Browsing). Dessa forma, qualquer pessoa que use essa API do Google Cloud poderá automaticamente bloquear tentativas de ataque. O G Suite possui por padrão controles avançados de phishing e malware. Os modelos de combates a golpes do Google Cloud vasculham sinais de segurança em anexos, links e imagens externas, para continuar bloqueando novas ameaças. Mesmo com as próprias ferramentas para assegurar suas plataformas, como as do Gmail, os e-mails em geral fazem parte de uma rede gigante e complexa. (Veja mais em Convergência Digital, dados do Google Cloud. Acesso em 21.6.20)

Com Covid-19, transformação digital acelera e exige atualização dos ERPs no Brasil. A transformação digital foi acelerada no Brasil em função da pandemia de Covid-19. Uma das medidas imediatas foi a decisão de migrar os pacotes de gestão empresarial. Na análise do mercado usuário de Sistemas Integrados de Gestão (ERP) da pesquisa, TOTVS, SAP e Oracle detêm 77% do mercado. A TOTVS ocupa a liderança no total e nas empresas menores. Nas grandes corporações, a SAP vira o jogo e abre frente diante dos rivais. Os gastos com tecnologia das empresas ficaram em 8% em 2019, mesmo com a crise econômica, mantendo uma equivalência com 2017 e 2018. O setor de TIC respondeu no mesmo período, por algo em torno de 6% a 8% no Produto Interno Bruto do Brasil. A pandemia de Covid-19, pontuou, vai dar impulso aos gastos em 2020. As grandes corporações estão dedicando mais recursos para a Governança de TI, Inteligência Artificial e IoT (Internet das Coisas). Os bancos seguem como os maiores investidores em tecnologia com 15,7% em média. A novidade foi o setor de serviços aportar 11,4% do faturamento líquido em tecnologia. Mas há segmentos que têm muito por fazer, como o de indústrias, com 4,8% e o comércio, com 3,8%. (Veja mais em Convergência Digital, dados da 31ª Edição da Pesquisa Anual do Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada pelo FGVcia, Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), que ouviu 2.622 médias e grandes empresas em 2019. Acesso em 21.6.20)

Ensino a distância está muito longe de ser realidade no Brasil. Apenas 28% das escolas localizadas em áreas urbanas contavam com um ambiente ou plataforma de aprendizagem a distância. Esse tipo de plataforma voltada para o ensino a distância estava presente em apenas 14% das escolas públicas urbanas, e que se manteve nos últimos três anos, sem investimento. Já nas particulares, em 2018, eram 47% com algum tipo de plataforma de ensino a distância. Em 2019, esse percentual subiu para 64% das particulares urbanas. Com relação às escolas rurais, não há ensino a distância, pois apenas 40% delas têm um PC ou uma conexão à Internet. “O que temos hoje por conta da pandemia é um ensino remoto de emergência. As escolas não estavam preparadas para levar o conteúdo para o remoto. O ensino a distância exige planejamento, o que não aconteceu com a Covid-19, mas é fato, também, que esse ensino remoto deve mudar o modelo daqui pra frente”, afirma Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação 2019. Sobre os professores: 93% fizeram atualização sobre o uso de tecnologia sozinhos, sem apoio institucional. 81% dos professores assumem que fazem uso de vídeos e tutoriais online para aprendizado, na escola pública ou na particular e 51% deles participaram de algum tipo de curso de educação a distância, antes da elaboração do estudo. 39% dos alunos de escolas públicas não têm PCs, notebook ou tablet em casa para estudar. A maior parte usa celulares, mas não se conhece se esses dispositivos são os ideais para armazenar conteúdos e permitir o desenvolvimento das habilidades digitais. 98% dos alunos nas escolas urbanas usam o celular para ter acesso à internet nas escolas, mas não há informações sobre a velocidade nem sobre o tipo de acesso feito à internet. Em 2019 aumentou a presença em redes sociais das escolas em áreas urbanas: 79% possuem perfil ou página em redes sociais, sendo 73% entre as públicas e 94% entre as particulares – números que eram de 67% e 76% em 2018, respectivamente. As redes sociais são um dos principais canais de interação entre a escola e a família: na rede pública, 54% dessas instituições afirmam utilizá-las como meio de comunicação com os pais ou responsáveis, enquanto na rede privada, este percentual foi de 79%. Por outro lado, o e-mail institucional é utilizado por apenas 16% das escolas públicas e de 63% das particulares. (Veja mais em Convergência Digital, dados da décima edição da pesquisa TIC Educação 2019, divulgada pelo Cetic.br, que apurou dados de agosto a dezembro de 2019, ouvindo 11.361 alunos; 1.868 professores;954 coordenadores pedagógicos;1.012 diretores de escolas urbanas. Nas escolas rurais, a pesquisa ouviu, por telefone 1.403 diretores ou responsáveis por escolas rurais. Acesso em 21.6.20)

No Brasil, 39% dos alunos das escolas públicas não têm PCs, notebook ou tablet para estudar. No Brasil, 39% dos alunos das escolas públicas não têm PCs, notebook ou tablet para estudar, o que acentua o fosso digital e social entre os alunos de escolas públicas e particulares no Brasil. Apenas 14 % das escolas públicas urbanas tinham algum tipo de plataforma virtual de ensino em 2019, e esse percentual se manteve estável nos últimos três anos. Nas particulares, o percentual subiu de 47% em 2018 para 64% em 2019. Nacionalmente, 58% dos alunos das escolas urbanas usam apenas o celular para realizar atividades escolares, sendo que nas regiões Norte e Nordeste, o celular aparece como o único meio de ensino a distância, com 21%. Esse percentual cai para apenas 3% nas escolas particulares. 98% dos alunos das escolas urbanas usam o celular. 39% dos alunos das escolas públicas não têm PCs, notebooks ou tablets para estudarem em casa. Pode ser que um dia, o celular venha a ter interfaces mais favoráveis à criação de conteúdo, mas hoje não é assim”, observa o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa. Os alunos usam as redes sociais e e preferem o WhatsApp para realizar as atividades escolares. A OTT de mensagem é usada por 61% dos alunos. O Facebook aparece com 11% e o Instagram com 9%. A maior parte dos alunos que usa as redes sociais são os do Ensino Fundamental, até por conta da idade e da disponibilidade do celular – próprio ou familiar. Nas escolas rurais, 60% das escolas não têm PC nem Internet. O estudo constatou que 40% das escolas rurais possuem um PC ou um acesso à Internet, e por conta disso, 24% abrem o acesso da escola à comunidade. Outros 9% disseram acessar à internet por outros dispositivos. Em muitas escolas rurais, esse PC e essa conexão Internet é a única existente e, acaba funcionado com o local de acesso comunitário, ou seja, a escola vira um telecentro. (Veja mais em Convergência Digital, dados da décima edição da pesquisa TIC Educação 2019, divulgada pelo Cetic.br, que apurou dados de agosto a dezembro de 2019, ouvindo 11.361 alunos; 1.868 professores;954 coordenadores pedagógicos;1.012 diretores de escolas urbanas. Nas escolas rurais, a pesquisa ouviu, por telefone 1.403 diretores ou responsáveis por escolas rurais. Acesso em 21.6.20)

Quatro em 10 brasileiros compartilham dados para obter benefícios e descontos. Quatro em cada dez consumidores brasileiros estão dispostos a compartilhar dados particulares sigilosos para obter descontos, serviços customizados ou melhores classificações em sistemas de social rating. No Brasil, 43% responderam estar confortáveis com o compartilhamento em troca de benefícios. A pesquisa perguntou ainda se os entrevistados estariam satisfeitos caso um governo monitorasse suas atividades nas mídias sociais para manter os cidadãos seguros e 37% dos pesquisados disseram concordar com isso, 33% discordaram e 30% não souberam responder. Mais de 60% dos consumidores brasileiros não sabem ou nunca ouviram falar em social rating (ou sistemas de classificação social). Inicialmente usados por instituições financeiras e lojas online para auxiliar na tomada de decisão na aprovação de uma transação ou compra virtual, os sistemas de social rating tiveram grande expansão e passaram a ser aplicados em várias áreas. Esses sistemas trabalham com algoritmos automatizados que se baseiam no comportamento e na influência dos usuários na Internet. De acordo com o relatório, 61% dos consumidores brasileiros não sabem (11%) ou nunca ouviram falar (50%) dos sistemas de social rating. Apesar de já serem bastante usados e estarem cada vez mais conhecidos, os consumidores não sabem muito bem sobre sua operação e sua eficiência. Tanto que, dos brasileiros que os conhecem, 39% tiveram dificuldades para entender como funcionam. Entre as principais dúvidas estão como descobrir sua pontuação, como ela é calculada e como pode ser corrigida em caso de imprevisto. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa global ‘Créditos sociais e segurança: adotando o mundo das avaliações’ realizada pela Kaspersky para entender a percepção das pessoas sobre as avaliações sociais e se estão preparadas para participar destes sistemas. Acesso em 28.5.20)

Vendas online têm primeiro recuo desde início do isolamento. As vendas online no Brasil registraram retração de 5,1% na terceira semana de maio, na comparação com a semana anterior, com menor número de pedidos. Foi o primeiro recuo desde o início da fase de isolamento social em março. Entre os segmentos com baixa performance na semana estão Eletrodomésticos (-10,7%), Eletrônicos (-5,4%), Informática (-8,8%), Moda & Acessórios (-7,1%) e Perfumaria & Cosméticos (-6,9%). Apenas Telefonia & Celular registrou desempenho positivo, com leve alta de 1,9%. Apesar de um resultado negativo na semana, as vendas online no país seguem em um dos maiores patamares desde o início de fevereiro deste ano. Na compararação da semana de 19 a 25 de maio com o período de 25 de janeiro a 3 de fevereiro de 2020, houve aumento de 42,9% nas vendas. Entre os destaques para a tendência de crescimento, está a categoria de giro rápido (FMCG). Com ênfase nas vendas e crescimento desde o início da fase de restrições para contenção do coronavírus, a categoria FMCG teve comportamento estável entre 19 e 25 de maio, em relação à semana anterior, com variação de -0,7%. Observou-se o aumento do prazo de entrega dos pedidos, saltando de 15 para 17 dias, depois de duas semanas com períodos de entrega menores. Em FMCG, os produtos com maior crescimento no período analisado foram: Bebidas Alcoólicas (+65%), Tratamento para Mãos e Pés (+3,1%) e Papinhas para Bebê (+2,8%). Entre os itens com maior retração estão Bronzeadores (-32%), Cesta Básica (-31%) e Água de Colônia (-29%). (Veja mais em Convergência Digital, dados de levantamento da Ebit|Nielsen. Acesso em 28.5.20)

Teletrabalho: medo de perder emprego cria obrigação de ficar 100% online. 62% das pessoas estavam mais ansiosas e estressadas com o trabalho do que antes da pandemia do novo coronavírus. Para o brasileiro, a falta de interação com os colegas de trabalho tinha sido impactante: 39% dos entrevistados se sentiam solitários, 30% afirmaram estar estressados pela ausência de descontração no trabalho e 20% sentiam-se inseguros por ter dificuldades em saber o queacontecia com seus colegas de trabalho e a empresa. Mas a falta de interação com os colegas e a redução das interrupções, fez com que 33% se considerassem mais produtivos. A saúde física também sofreu impacto com a quarentena: 43% dos entrevistados estavam se exercitando menos e 33% disseram ter o sono afetado negativamente. O regime de teletrabalho significou horas extras para muitos profissionais: 68% dos brasileiros trabalhando de casa trabalhavam pelo menos 1 hora a mais por dia, com profissionais chegando a trabalhar até 4 horas a mais/dia (21%). E a pesquisa revelou que 24% se sentiam pressionados a responder rapidamente e estar online por mais tempo do que o normal. A preocupação de se mostrar ocupado com o trabalho tinha relação com o medo de perder o emprego, destacado por 18% dos entrevistados. A pressão também faz com que os profissionais adotassem posturas para mostrar, que mesmo em casa, estava trabalhando muito, levando 27% a enviar e-mails fora do horário do expediente. Quanto ao retorno ao trabalho, 52% acreditavam que os contatos com os colegas seriam mais frequentes, 41% apostavam no uso mais intenso da tecnologia e 28% acreditavam que a ansiedade ia diminuir por poderem interagir com outras pessoas. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa do Linkedin que ouviu 2 mil profissionais em regime de home office na segunda quinzena de abril. Acesso em 28.5.20)

Brasileiro usa pouco a Internet para fazer compras e teletrabalho. O brasileiro usa muito a Internet, mas pouco para transações e trabalho. Só 39% dos usuários no Brasil fizeram compras online em 2019. No trabalho remoto, 33%, centrado nas classes A e B. A pesquisa foi feita de outubro a março de 2019, e acabou antes da pandemia de Covid-19. 41% dos usuários de Internet afirmavam efetuar atividades ou pesquisas escolares na rede, sendo que 40% estudavam por conta própria e 12% realizavam cursos à distância. 33% faziam trabalho pela Internet, menos da metade da força de trabalho (45%). O teletrabalho – massificado pela pandemia de Covid-19 – era realidade apenas para as classes A e B. Nas classes D e E, o índice ficou em 18%. As atividades de comunicação foram as mais comuns no uso da rede, sendo o envio de mensagens instantâneas realizado por 92% dos usuários de Internet, seguido pelo uso de redes sociais (76%) e chamadas por voz ou vídeo (73%), em crescimento nos últimos anos. A busca por informações esteve entre as principais atividades, sobretudo por produtos e serviços (59%), seguida por assuntos relacionados a saúde ou a serviços de saúde (47%). Essa última apresentou uma proporção menor entre pessoas de 60 anos ou mais (39%) e nas classes DE (31%). 41% dos usuários afirmaram efetuar atividades ou pesquisas escolares na rede, sendo que 40% estudavam por conta própria e 12% realizavam cursos à distância. Assistir a vídeos (74%) e ouvir música (72%) também estavam entre as atividades mais realizadas. Isso correspondeu a pouco mais da metade da população acima dos 10 anos que realiza tais atividades (56%), havendo, nos últimos anos, uma ampliação do consumo via streaming. Os vídeos, programas, filmes ou séries são mais assistidos em sítios ou por aplicativos de compartilhamento de vídeos (46%), por aplicativos de mensagens instantâneas (44%), seguidos pelas redes sociais (38%) e por serviços por assinatura (33%). O pagamento para assistir a filmes e séries na Internet ocorre em quase a metade dos indivíduos da classe A, e cerca de um terço da classe B, sendo pouco comum entre usuários das classes C e DE. Em relação às atividades culturais, a proporção dos usuários que escutava podcasts (13%) predominou entre usuários da classe A (37%) e que possuíam ensino superior (26%). O Brasil contava com 134 milhões de usuários de Internet, 74% da população com 10 anos ou mais. Apesar do aumento nos últimos anos na proporção da população brasileira que usa a Internet, cerca de um quarto dos indivíduos (47 milhões de pessoas) seguem desconectados. (Veja mais em Convergência Digital, dados da TIC Domicílios 2019, divulgada pelo CETIC.br. Acesso em 28.5.20)

Vinte milhões de domicílios brasileiros não têm conexão a Internet. Vinte milhões de domicílios brasileiros (28%) seguem sem conexão à Internet. O Brasil soma 134 milhões de usuários de Internet, 74% da população com 10 anos ou mais. Mas ainda assim há 47 milhões de brasileiros (25%) desconectados. No caso, das classes C, D e E, muitos têm o acesso à Internet no celular, mas não têm habilidade para acessar a um aplicativo do governo, como aconteceu com o auxílio emergencial em 2020. 53% da população vivendo em áreas rurais declarou ser usuária de Internet, menos que nas áreas urbanas (77%). Mas houve avanço no percentual de usuários das classes D e E, que passou de 30% em 2015 para 57% em 2019, a maioria usando o celular. Mas 35 milhões de pessoas em áreas urbanas (23%) e 12 milhões em áreas rurais (47%) seguem desconectadas. Entre a população da classe DE, há quase 26 milhões (43%) de não-usuários. O acesso via cabo ou fibra ótica passou de 24% (2015) para 44% (2019), a conexão DSL caiu de 26% para 6%. As atividades de comunicação e envio de mensagens são as mais comuns no uso da rede (92% dos usuários), seguido pelo uso de redes sociais (76%) e chamadas por voz ou vídeo (73%), em crescimento nos últimos anos. A busca por informações está entre as principais atividades realizadas, sobretudo a busca por produtos e serviços (59%), seguida por assuntos sobre saúde ou serviços de saúde (47%). Essa última apresenta uma proporção menor entre pessoas de 60 anos ou mais (39%) e nas classes DE (31%). 41% dos usuários afirmam efetuar atividades ou pesquisas escolares na rede, sendo que 40% estudam por conta própria e 12% realizam cursos à distância. Apenas um terço dos usuários (33%) fazem trabalho pela Internet, menos da metade da força de trabalho (45%). Em 2019, 39% dos usuários compraram produtos e serviços online nos doze meses anteriores à pesquisa. A proporção chega a 79% na classe A e 16% nas classes DE. Diferenças regionais: 45% dos usuários da região Sudeste e 26% da região Norte realizaram alguma atividade de comércio eletrônico no período. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa TIC Domicílios 2019, feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Acesso em 28.5.20)

Menos de 1% dos sites no Brasil passou nos testes de acessibilidade. Menos de 1% dos sites existentes no Brasil – 28 milhões, embora apenas 50% estão ativos – passou em um teste de acessibilidade para pessoas com deficiência feito em uma. Foram verificados recursos para garantir a acessibilidade, como a descrição de imagens, identificação para leitores de tela, apontando quando há formulários e formas de preencher os campos destes. Também são considerados os links e se estes possuem os padrões exigidos. Dos sites analisados em 2020, somente 0,74% passaram em todos os testes. No ano passado, o percentual foi de 0,61%. Entre os que apresentaram pelo menos um problema, destacam-se falhas nos testes do w3c ( 97,72%) (que abrangem parte das outras categorias) e problemas nos links (93.5%), imagens (83,6%) e formulários (55%). Nos sites do governo, as falhas foram identificadas em 96,7%, contra 99,66% no ano passado. O estudo avaliou tipos específicos de sites. Neste recorte, os que tiveram maior percentual de páginas aprovadas nos testes foram os educacionais (96.12%), corporativos (97,19%) e notícias (97,9%), de comércio eletrônico (98,7%) e blogs (98,76%). “Não é porque o site apresentou falha nos testes que é totalmente inacessível. Não necessariamente é um impeditivo, mas é um indicador de diferença de experiência. Quando tem muito problema, pode, sim, ser um impeditivo”, avalia Thoran Rodrigues, diretor executivo da BigDataCorp, que executou a análise. Ele registra que os números melhoraram, mas ainda são muito baixos. Para mudar isso, é preciso “ter mais conhecimento, principalmente para quem trabalha com desenvolvimento, e cobrar das pessoas que isso seja feito”. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa promovida pelo movimento Web para Todos, em parceria com a empresa BigDataCorp e com Núcleo de Informação e Coordenação do .br, vinculado ao Comitê Gestor da Internet (CGI.Br). Acesso em 20.5.20)

eGov digital: atendimento em tempo real fica abaixo de 10% no Brasil. A maior parte dos órgãos públicos federais e estaduais, além das prefeituras possui websites, mas a maioria é para divulgar informações e não para fazer um atendimento efetivo de serviço ao cidadão, divulgada 12/05. Os websites são pouco responsivos – ou seja, não permitem uma interação efetiva com o cidadão. Eles massificam informações, mas oferecem poucas opções de serviços efetivos. Apenas 9% dos órgãos federais admitiram ter atendimento virtual ou por chatbots à população. Nos estados, esse percentual cai para 6%. No caso do atendimento em tempo real o percentual fica ainda menor: cai para 8% nos órgãos federais e 5% nos estaduais. Nas prefeituras, entre as grandes com mais de 500 mil habitantes, apenas 38% admitiram ter alguma forma de atendimento em tempo real. O atendimento online por meio de atendentes em tempo real teve pouca evolução nas prefeituras. Em 2017, respondia por 10%. Em 2019, o percentual ficou, em média, em 13%. O levantamento TIC Governo Eletrônico 2019 corroborou que o acesso à Internet é uma realidade na maioria dos órgãos e a boa surpresa é a massificação da fibra ótica como meio de conexão à Internet. Nas prefeituras, afirma Manuella Ribeiro coordenadora do TIC Governo Eletrônico 2019, o serviço mais disponibilizado é a emissão de nota fiscal eletrônica. Em 2017, as NFes eram emitidas pela Internet em 51% das prefeituras, em 2019, esse percentual subiu para 69%.Mas apenas uma em cada quatro prefeituras permite fazer agendamento de serviços. O uso das redes sociais também está massificado. Tanto que 99% dos órgãos federais usaram as redes sociais, em especial, Facebook, Yahoo Profile e Google +, até já descontinuada pelo Google. Há uma tendência forte: o maior uso do Instagram e do Snapschat, com 64%. Interessante detectar que as OTTs – WhatsApp e Telegram são pouco disseminadas para serviços, ficando em 28% nos órgãos federais e 25% nos Estados. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa TIC Governo Eletrônico 2019, realizada pelo CETIC.br, com dados apurados entre julho e dezembro de 2019. Acesso em 16.5.20)

Dia das Mães com isolamento social faz vendas pela internet saltarem 123%. 14,4 milhões de compras foram realizadas para a data, mais 123% que no mesmo período do ano passado. O estudo considerou o período de 25 de abril a 9 de maio e mostrou que os consumidores foram em busca de economia e conseguiram aproveitar as promoções do período. O tíquete médio das compras foi de R$ 396,70, valor 3% inferior ao registrado em 2019. O volume, no entanto, garantiu receitas de R$ 5,7 bilhões com a data, aumento nominal de 116% sobre o ano passado. As categorias mais vendidas em volume foram: Moda & Acessórios, Beleza & Perfumaria, Telefonia, Esporte & Lazer e Informática. Na análise de faturamento, as que mais contribuíram foram: Telefonia, Eletrônicos, Eletrodomésticos, Informática e Moda & Acessórios. Os consumidores de 36 a 50 anos foram os que mais compraram em volume durante a data (responsáveis por 34% dos pedidos realizados). Em seguida, estão os entre 26 e 35 anos (32,3%) e, em terceiro lugar, os que têm até 25 anos (18,6%). Por último, os com mais de 51 anos (15,1%). Em relação ao gênero, as mulheres compraram mais do que os homens: 56,2% dos pedidos feitos, enquanto eles fizeram 43,8% do total. (Veja mais em Convergência Digital, dados de levantamento do Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce. Acesso em 16.5.20)

Dispara número de estados e municípios que usam dados celulares na Covid-19. Até 11/5, 12 Estados e 14 prefeituras aderiram à plataforma criada pelas operadoras de telefonia móvel Claro, Oi, Tim e Vivo para auxiliar governos estaduais e municipais nas medições dos índices de isolamento para o combate à pandemia do novo coronavírus. Estavam acessando a plataforma os estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. E as prefeituras de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Campos dos Goytacazes (RJ), Florianópolis (SC), Juiz de Fora (MG), Macapá (AP), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de janeiro (RJ), Salvador (BA), Santo André (SP) e Teresina (PI). Os dados foram organizados de forma agregada e anônima, não identificando pessoas, mas a quantidade de celulares por antena. Os mapas de calor mostram os índices de concentração de massas evidenciados por cores. São dados estatísticos do dia anterior, que não podem ser manipuladas nem ter revertido seu caráter anônimo. A plataforma está disponível para administrações públicas que assinarem com as operadoras Acordo de Cooperação Técnica (ATC) e Termo de Responsabilidade e Confiabilidade (TRC), com critérios técnicos e legais. Podem se habilitar para acessar a plataforma o governo federal, estados, capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes. O governo ou prefeitura que quiser ter acesso à plataforma deverá primeiramente se cadastrar e encaminhar ofício padrão assinado pelo governador ou prefeito com a solicitação. (Veja mais em Convergência Digital, dados da ferramenta Big Data de Mapas de Calor, desenvolvida pelas operadoras em conjunto com a ABR Telecom, e sob a coordenação do SindiTelebrasil, que fornece de forma gratuita dados estatísticos de concentração de massas. Acesso em 16.5.20)

Compras pela internet serão novo normal pós Covid-19. A experiência digital vivenciada pelos consumidores durante o isolamento social deverá manter elevada a intenção de compra on-line nos próximos seis meses. Nos canais físicos, se mantém a resiliência do comércio de vizinhança, que se destaca entre concorrentes na pandemia por não registrar retração de hábitos. As compras on-line vieram para ficar, tendência entre as famílias com médio e alto nível de renda, uma vez que parcelas da população da baixa renda devem apresentar maior dificuldade de acesso aos canais digitais. O desafio para esses canais é oferecer boa experiência de compras para fidelizar o cliente. Os consumidores de todas as classes sociais estão preocupados em cortar gastos e, para evitar deslocamentos, preferem canais próximos de casa. No entanto, as classes A, B e C estão também preocupadas com saúde, ao passo que as classes D e E priorizam menos este fator em razão da maior restrição de caixa. O otimismo do e-commerce não é percebido em outros segmentos de varejo, com forte queda no consumo em meios físicos. Entre os setores mais afetados, está o de vestuário, com queda de 82% nas vendas em março e abril. Farmácias, lojas de departamentos e de artigos eletrônicos, porém, podem se beneficiar no médio prazo. Há intenção do brasileiro de aumentar seus gastos com alimentos frescos. Ao lado de produtos de limpeza e desinfetantes, essa categoria é a mais beneficiada no cenário de coronavírus, com crescimento de 38% na intenção de compra. Por subcategoria, o maior crescimento é o de frutas, com expansão de 17% em relação a dezembro de 2019, cenário pré-crise. A intenção, porém, não é consistente em todas as subcategorias; algumas verificam retração, como a carne bovina e os alimentos orgânicos, com redução, respectivamente, de 8 e 21 pontos percentuais em função de itens de preço mais elevado. Há ainda maior preocupação em poupar e reduzir o comprometimento da renda com dívidas. 65,5% afirmaram estar inseguros com sua situação financeira. Além disso, o avanço da pandemia associado ao isolamento social sustentado e a perspectiva de cenário recessivo afetou o sentimento das pessoas. Nas últimas semanas, os brasileiros demonstram maior tristeza e preocupação com a saúde e o emprego, embora mantenham a esperança em uma vacina. O sentimento de tristeza subiu 15 posições no ranking de palavras relacionadas ao coronavírus em comparação à primeira sondagem. Há um maior ceticismo do brasileiro em relação à crise, o que se reflete na intenção do consumidor de normalizar gastos em três a quatro meses, embora a percepção seja de que a economia pode demorar mais para se recuperar. Para apenas 7% dos entrevistados a situação estará melhor nos próximos seis meses, índice que sobe para 11% no cenário de um ano e para 23% nos próximos dois anos. (Veja mais em Convergência Digital, dados da pesquisa Consumer Sentiment Brasil, realizada pelo Boston Consulting Grou, BCG. Acesso em 8.5.20)

Banda larga fixa: ISPs fecham março com 10,582 milhões de acessos ativos. Os acessos de banda larga fixa fecharam março em 32,998 milhões, mas a venda foi atingida pela pandemia de Covid-19, com queda de 0,5% em relação a fevereiro. Mas, no comparativo de 12 meses, a base do serviço cresceu 3,7%. As prestadoras de serviços de internet- classificadas como provedores de pequeno porte (PPPs) – fecharam março com 10,582 milhões de contratos ativos, com o registro de um recuo de 1,1% em relação a fevereiro. Mas, em 12 meses, o número é significativo já que teve impulso de 29,5%, mas ainda há a possibilidade de ser maior, pois há subnotificação das informações. Os provedores de Internet tiveram 6,762 milhões de acessos habilitados via fibra ótica, em alta de 1,1%. O montante corresponde a 63,9% dos acessos fornecidos pelas empresas regionais e 59,6% de todos os contratos em fibra ótica existentes no País. Entre as grandes empresas, a Claro encerrou março com 9,680 milhões de contratos ativos, ou alta mensal de 0,5% após 43,7 mil adições líquidas. Em um ano, a evolução da base da empresa é de 2,5%. A Vivo encerrou o terceiro mês de 2020 com 6,857 milhões de clientes, em queda mensal de 0,7% saldo negativo de 46,6 mil acessos. Em um ano, o recuo na base é de 8,7%. A operadora possui 2,767 milhões de clientes usando fibra ótica. A Oi fechou o terceiro mês do ano com 5.048 milhões de clientes, com recuo de 0,8% na base. A operadora, porém, chegou a 1,266 milhão de acessos de fibra em março. A TIM encerrou março com 601,9 mil contratos após 6,3 mil adições (aumento mensal de 1,1%). Em um ano, a base da empresa cresceu 19,6%. Do total, 211,9 mil são contratos habilitados pela fibra ótica; no terceiro mês do ano, houve 10,3 mil adições líquidas, ou salto de 5,1%. A fibra ótica tem sido impulsionadora da banda larga fibra e os dados da Anatel comprovam, uma vez que em março o montante chegou a 11,29 milhões, um crescimento de 2,3%. No comparativo de 12 meses, o percentual é ainda mais significativo já que o avanço chega a 70,4%. A tecnologia xDSL ficou em 9,433 milhões e perdeu vez para o cabo coaxial, com 9,639 milhões. Os acessos via rádio representam 2,078 milhões, mas também estão em queda. Em março a redução ficou em 5,8%. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 8.5.20)

No Brasil, 45,9 milhões de pessoas ainda não acessam a Internet. E 14,9 milhões de domícilios seguem sem acesso à Internet. Três fatores justificam o não acesso à Internet – falta de conhecimento para saber usar; desinteresse e serviço indisponível, especialmente na região Norte. “Os principais motivos para não ter Internet foram falta de interesse (34,7%), serviço caro (25,4%) e nenhum morador sabe usar (24,3%)”, elenca a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Maria Lucia Vieira. O levantamento aponta que o rendimento médio per capita dos domicílios que utilizavam a internet foi de R$ 1.769 em 2018, quase o dobro da parcela que não utilizava a rede (R$ 940). A renda das famílias impacta também o meio de acesso, já que entre os lares que utilizaram tablet e televisão para acessar à internet, os ganhos eram de R$ 3.538 (tablet) e R$ de 3.111 (TV), enquanto naqueles que usaram microcomputador e celular os rendimentos foram de, respectivamente, R$ 2.569 e R$ 1.765. O número de domicílios com acesso à internet subiu de 74,9% em 2017, para 79,1%, em 2018 – na área urbana, o percentual cresceu de 80,2% para 83,8%, e na rural, saltou de 41% para 49,2%. Foram estimadas 181,9 milhões de pessoas, das quais para 74,7%, ou 3/4 da população, acessavam à internet – ante 69,8% em 2017. O percentual varia de acordo com as regiões: na Norte são 69,7%; na, Nordeste, 74%; na, Centro-Oeste 81,5%; e na, Sudeste 81,1%. Do ponto de vista social, as mulheres são as que mais acessam e passaram de 70,7% para 75,7%, enquanto entre os homens, o percentual aumentou de 68,8% para 73,6%. “As faixas etárias de 18 a 19 anos (90,3%), 20 a 24 (91%), e 25 a 29 anos (90,7%), têm os maiores percentuais de utilização. Mas o maior crescimento se deu entre os idosos, acima de 60 anos, cujo percentual saltou 7,5 p.p. passando de 31,2% para 38,7%. Isso pode ser resultado pelo aumento do acesso pelo celular”, analisa Maria Lucia Vieira, do IBGE. Em relação à escolaridade, 97,4% das pessoas com nível superior e 98,3% com nível superior incompleto acessavam à internet; enquanto apenas 12,1% das pessoas sem instrução acessavam essa rede. “Há uma correlação entre escolaridade e uso da internet. Quanto maior a escolaridade, maior o acesso à internet”, resume a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE. Segundo o relatório, individualmente, 98,1% das pessoas utilizam celular, 50,7% usam microcomputador, 23,1% a TV, e 12%, usam tablet. A maior parte usa a internet para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagem por aplicativos, número que se manteve estável entre 2017 (95,5%) e 2018 (95,7%). As conversas por chamada de vídeo cresceram de 83,8% para 88,1%, assim como a prática de assistir a vídeos incluindo programas e séries que passou de 81,8% para 86,1%. Por outro lado, reduziu o hábito de enviar ou receber e-mail, caindo de 66,2% para 63,2%. (Veja mais em Convergência Digital, dados da PNAD Contínua IBGE, divulgada em 29/04, com dados apurados no final de 2018. Acesso em 8.5.20)

Cai o número de lares no Brasil com PC, tablet e telefone fixo. Houve uma redução no número de domicílios com microcomputador, tablet e telefone fixo. O percentual de domicílios com computador caiu de 43,4%, em 2017 para 41,7%, em 2018. O percentual de domicílios com tablet representa apenas 30% dos que têm computador, e caiu de 13,8% para 12,5%. O levantamento ressalta que o rendimento médio per capita dos que utilizavam tablet – mesmo com os dispositivos em baixa- para navegar na internet era o dobro do recebido por aqueles que acessavam a rede pelo celular e 37,7% superior ao dos que usavam computador. Há uma diferença de renda per capita nos domicílios sem computador e sem tablet – menos de um salário mínimo (R$ 957)- para os que tinham pelo menos um deles (R$ 2.404). O rendimento médio dos domicílios somente com tablet (R$ 1.305) ficou perto de 2/3 daquele dos que tinham só microcomputador (R$ 2.046) e alcançou R$ 3.798 nos que tinham ambos os equipamentos. Em 2018, não havia telefone – fixo ou móvel – em 5,1% dos domicílios pesquisados. O percentual é mais elevado nos domicílios nas Regiões Norte (10,0%) e Nordeste (9,6%), e nas demais não ultrapassou 3%. O rendimento real médio per capita desses domicílios (R$ 728) representou menos da metade dos que tinham telefone (R$ 1 643). Houve queda de 31,6% para 28,4% dos domicílios com telefone fixo e os que tinham celular ficou estabilizado em mais de 90%, passando para 93,2% em 2018. No meio de conexão à Internet, a banda larga móvel (3G ou 4G) mantém liderança (80,2%), mas o percentual de usuários da fixa (75,9%) se aproxima, o que prova o impacto da presença dos provedores de acesso à Internet no interior do País. No período de 2016 a 2018, constatou-se tendência de crescimento dos domicílios com os dois tipos de banda larga e leve retração do uso de somente um tipo de conexão. Entre 2017 e 2018, o percentual de pessoas que tinham celular próprio subiu de 78,2% para 79,3%, chegando a 82,9% nas áreas urbanas e a 57,3% nas rurais. Já a proporção de domicílios com telefone fixo caiu de 31,6% para 28,4%. A parcela passou de 0,6%, em 2016, para 0,4%, em 2017, e baixado para 0,2%, em 2018. Já o nível da banda larga móvel (3G ou 4G) manteve-se mais elevado que o da fixa, passando de 77,3%, em 2016 para 78,6% e para 80,2% em 2018; enquanto a proporção dos domicílios que utilizavam a banda larga fixa estava em 71,4%, em 2016, e evoluiu de 73,5% para 75,9%, de 2017 para 2018. O percentual dos domicílios que tinham os dois tipos de conexão subiu de 52,3% para 56,3%. Já os que tinham apenas conexão por banda larga móvel caiu de 25,2% para 23,3% e naqueles em que havia somente o uso de conexão por banda larga fixa, de 20,2% para 19,0%. A posse do celular para uso pessoal atingiu 79,3% das pessoas. Os maiores percentuais estão no Centro-Oeste, 86,2%; no Sul, 84,3%; e no Sudestes, 84,1%. Norte, com 60,4% e Nordeste, com 60,7%, foram as regiões com menores percentuais. Em relação ao perfil, 80,7% das mulheres têm celular e entre os homens o percentual é de 77,8%. Em termos etários, o perfil não é tão jovem quanto os que acessam à internet (maior percentual entre 18 a 29 anos). Os grupos etários de maior utilização concentraram-se na faixa de 25 a 39 anos. Nos grupos de 25 a 29 anos o percentual é de 89,7%; de 30 a 34 anos, o índice é de 90,3% e de 35 a 39 anos, 89,5%. Além disso, quanto maior a escolaridade maior o percentual de pessoas com posse de celular. Mas enquanto no acesso à internet 12% das pessoas sem instrução usavam a rede; no caso da posse de celular, o percentual é maior. Entre os que não têm instrução, 37,3% possuem celular, lembrando que muitas vezes o celular é um meio de contato para as pessoas conseguirem trabalho, principalmente entre os informais. Entre os 37,6 milhões de pessoas que não têm celular (20,7%), 28,0% alegaram que o aparelho é caro; 24,2% porque não têm interesse; 19,8% porque não sabiam usar; e 16,6% porque utilizava o celular de outra pessoa. (Veja mais em Convergência Digital, dados da PNAD Contínua IBGE, divulgada em 29/04. Acesso em 8.5.20)

Apenas 4% das empresas usam big data nos negócios no Brasil. Robôs, impressão 3D e, especialmente o Big Data fazem parte de uma pequena parte dos negócios no país. Apenas 2% das empresas realizaram impressão 3D, mas essencialmente para uso interno, ainda sem escala. As ferramentas mais “populares” entre as tecnologias avançadas envolvem a mineração de grandes volumes de dados, ou Big Data, utilizado por 4% das pequenas, médias e grandes empresas. No caso das grandes empresas, o percentual chega a 20% daquelas que possuem departamento de TI próprio – o que segundo a pesquisa representa 35% das organizações com mais de 250 funcionários. Entre as médias, 15% das que possuem TI própria usam Big Data. A maioria dos serviços de Big Data são feitos com dados da própria empresa, através de sensores, criados e gerados internamente. Mas a mineração de dados de geolocalização ou pesquisas em redes sociais não ficam muito atrás. Se o uso de dados próprios ou sensores chega a dois terços daquelas que se valem de ferramentas de Big Data, 60% admitem minerar dados de geolocalização provenientes dispositivos móveis, notadamente aparelhos celulares, conexões sem fio ou GPS. Também nesse grupo é prática analisar dados gerados a partir de redes sociais, blogs ou sites de compartilhamento de conteúdo multimídia. E nesse caso, a pesquisa indica que informações de redes sociais são especialmente usadas por empresa menores, 59% das pequenas que usam Big Data, enquanto o percentual cai para 55% das médias e 49% das grandes. (Veja mais em Convergência Digital, dados da pesquisa TIC Empresas 2019, divulgada pelo Cetic.br, o braço de estudos do NIC.br em 28/4. Acesso em 8.5.20)

Empresas deixam de lado sites e preferem usar redes sociais. As redes sociais, muito mais do que websites, são o principal canal de contato e negócios de pequenas, médias e grandes empresas no Brasil. Segundo a pesquisa, enquanto sites são usados por 54% das PMEs, a presença em alguma rede social é muito maior e chega a 78%. A pesquisa foi feita em 2019, antes do impacto da pandemia de Covid-19, que impôs os negócios online como meio de sobrevivência. “Dentre as empresas que possuem websites, a maioria deles é estáticos. Portanto, vemos ainda obstáculos à maior presença online, com uso de websites que conversem com os clientes e usem todos os recursos possíveis hoje. Por outro lado, as empresas estão presentes nas redes sociais”, aponta o gerente da pesquisa, Leonardo Lins. Redes como Facebook ou Google+ são usadas por 62% das PMEs, acima dos 59% medidos em 2017. Também cresceu o uso de aplicativos de mensagens como Whatsapp ou Telegram, de 42% para 54%. Avançou o uso de redes sociais de imagens, como Instagram, Flickr ou Snapchat, cujo uso dobrou de 22%, em 2017, para 44%. “Contrastando um pouco com os números de websites, essas plataformas oferecem experiência de uso mais fácil. Um website precisa de maior especialização. E tem o efeito rede em si, pois grande número dos clientes está nas redes sociais”, avalia Lins. (Veja mais em Convergência Digital, dados da pesquisa TIC Empresas 2019, divulgada pelo Cetic.br, o braço de estudos do NIC.br em 28/4. Acesso em 8.5.20)

Ultra banda larga: 17% das companhias nacionais têm velocidades acima de 100 Mbps. As empresas brasileiras estão conectadas à internet e a maioria possui acesso por meio da fibra ótica, o que levou a um aumento na velocidade de conexão. Em 2019, 67% das pesquisadas para a 13ª edição da TIC Empresas afirmaram contar com conexão por fibra ótica, frente a 49% em 2017, quando o acesso DSL, conexão via linha telefônica, predominava. Assim, o porcentual de empresas com velocidades entre 10 Mbps e 100 Mbps passou de 44%, em 2017, para 53%, em 2019, quando as velocidades acima de 100 Mbps chegaram a 17% (frente a 7% da pesquisa anterior). Com relação ao porte, 91% das de grande porte possuem conexão via fibra ótica. A pesquisa questionou sobre a adoção de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação. Quando questionadas sobre se pagaram por serviços em nuvem, os porcentuais que disseram que sim, fazem o pagamento, não alcançam mais de 40%. (Veja mais em Convergência Digital, dados da TIC Empresas, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Acesso em 8.5.20)

Uso de nuvem cresce em empresas de todos os portes no Brasil. Diferentes serviços providos por meio de computação em nuvem vão se espalhando por diversos portes de empresas no Brasil. Indicadores de 2019 mostram aumento no uso de diversas ferramentas na comparação com o levantamento de 2017. O uso de email em nuvem passou de 27% para 39% das empresas, enquanto o armazenamento de arquivos ou bancos de dados cresceu de 25% para 38%. O uso de software de escritório em nuvem ampliou-se de 20% para 27% entre 2017 e 2019. Também cresceu o uso de capacidade de processamento em nuvem, de 16% para 23% na mesma comparação. A pesquisa entrevistou 7 mil empresas com 10 ou mais empregados – portanto, abrangendo pequenas, médias e grandes empresas. E de fato os percentuais de utilização de nuvem são maiores quanto maior o porte da organização entrevistada. Mas mesmo nas pequenas o uso da nuvem vai sendo disseminado. Assim, se o email em nuvem está em 63% das grandes empresas, é um serviço que faz parte de 54% das médias mas também é realidade para 36% das pequenas. No caso de armazenamento de arquivos, a nuvem é usada por 54% das grandes, 48% das médias e por 36% das pequenas empresas. Cenário semelhante para software de escritório – 39%, 32% e 26% – e para capacidade de processamento, presente em 37%, 29% e 22% das empresas, respectivamente.(Veja mais em Convergência Digital, dados da pesquisa TIC Empresas, divulgada em 28/4, pelo Cetic.br. Acesso em 8.5.20)

Covid-19 fez consumo online no Brasil crescer 73% em março. Por conta dos acontecimentos recentes relacionados ao coronavírus, o comportamento de compra dos consumidores se alterou e os marketplaces se destacaram nas vendas pelas plataformas no mês de março, representando aumento de 242% das vendas nessa categoria. Segundo o levantamento que compara os resultados de fevereiro e março de 2020, o Brasil teve aumento nas compras online de 73%. Entre as categorias de maior destaque em aumento de vendas na plataforma, estão: Pets (209%), Saúde & Beleza (91%), Alimentos & Bebidas (28%), Eletrônicos (14%) e Farmácias (10%). As categorias que apresentaram as maiores quedas foram: Moda (-91%), Casa (-61%) e Viagem (-62%). O aumento de itens para Crianças e Bebês não surpreende mas é importante manter a atenção nas próximas movimentações. O recorte da América engloba os Estados Unidos, Canadá, Brasil, México e Colômbia e mostra uma tendência parecida com a do Brasil, com os marketplaces liderando as vendas, seguidos pelas categorias Crianças e bebês (177%), Casa (99%), Saúde & Beleza (99%), Farmácia (61%), Alimentos & Bebidas (23%), entre outras. A maior retração apareceu nas categorias: Presentes/Flores (-81%), Carros e Acessórios (-70%) e Viagem (-37%). Essa movimentação é nova e está em ajuste. O comércio online sente a pressão da alta demanda e da necessidade cada vez maior de estruturação e tecnologia, principalmente, no tocante a logística. Houve um aumento de 119% de novas Empresas Parcerias na categoria marketplace, na comparação entre fevereiro e março no Brasil. Isso demonstra maior procura das empresas para entrarem no comércio online e oferecerem mais vantagens para os seus clientes, garantindo a sobrevivência do negócio. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Cashback World, comunidade global de compras, que levantou dados de consumo online na sua plataforma que está presente em 49 países do mundo. Acesso em 23.4.20)

Serviços com login único no Gov.br chegam a 809 durante a pandemia de Covid-19. O portal único Gov.br concentra 1.952 serviços digitais do governo federal. A procura por serviços públicos e informações foi crescente: de 1º a 15 de abril, 9,4 milhões de pessoas acessaram o portal. Além disso, 218 novos serviços foram inseridos em março pela Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia na ferramenta do login único do governo federal, aumento de 37%. Há no início de abril 809 serviços em âmbito federal, estadual e municipal disponíveis, acessíveis com uma só senha e o mesmo login. Mais de um quarto da população brasileira tem cadastro no login único – 58,5 milhões de pessoas – e faz uso dessa facilidade. No 1º trimestre de 2020, 3,66 milhões de pessoas a cada mês, em média, criaram novas contas. Somente em março, 54 novos serviços federais, 73 estaduais e 91 municipais foram integrados ao login único. O de maior impacto é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que na primeira fase possibilitou a mais de 500 mil estudantes visualizarem o espelho de redação e resultados dos ‘treineiros’ de 2019 (quem testou o exame sem ter concluído o Ensino Médio). Esse é o cadastro que possibilitará a inscrição no Enem 2020, prevista para maio. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também concluiu a migração de seus serviços digitais para o login único. Acessos ao portal Gov.br: janeiro/2020: 4,6 milhões de pessoas; fevereiro/2020: 4,1 milhões de pessoas; março/2020: 6,7 milhões de pessoas; abril/2020 (1 a 15/4) 9,4 milhões de pessoas. (Veja mais em Convergência Digital, dados do Ministério da Economia. Acesso em 21.4.20)

Teletrabalho já alcança 43% dos servidores públicos federais. Na situação motivada pela pandemia do coronavírus, a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia realiza a coleta de dados sobre o trabalho remoto e casos confirmados da doença no Poder Executivo Federal. Até o momento, 9/4, 43,74% dos servidores estavam em trabalho remoto. Já tinham sido confirmados 98 casos de coronavírus entre os servidores federais, aponta o levantamento – que não incluiu nesse total as Instituições Federais de Ensino (IFES) – uma vez que o Ministério da Educação divulgou o retrato da situação dessas instituições em seu portal. A SGP disponibilizou uma ferramenta online aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal para preenchimento semanal das informações. Excetuando-se as IFES, mais da metade (57,10%) das unidades administrativas de gestão de pessoas encaminharam os dados da semana passada até a sexta-feira, 3/4. Essa parcela representava 175.949 mil servidores ativos, ou 31,04% do total. Desse montante, o levantamento revelou que 43,74% da força de trabalho estava em trabalho remoto. (Veja mais em Convergência Digital, dados do Ministério da Economia. Acesso em 21.4.20)

Microsoft revela aumento de 1000% no uso da videoconferência. Nunca se consumiu tanta videoconferência no mundo como em função da pandemia de Covid-19. A Microsoft revelou que as chamadas de vídeo e o uso educacional de seu software de produtividade para equipes cresceram 1000% apenas no mês de março. A empresa admitiu que a proporção de reuniões e ligações com vídeo mais que dobrou, passando de 21% para 43% em março. Ainda de acordo com a Microsoft, 183.000 organizações educacionais, cada uma das quais pode incluir várias escolas, em 175 países estão usando a plataforma Teams. Os minutos totais gastos em reuniões por todos os usuários do Teams no mundo atingiram 2,7 bilhões em 31 de março, triplicando os 900 milhões de minutos registrados em 19 de março. O Slack, outra ferramenta de vídeo, afirmou que os usuários conectados simultaneamente aumentaram para 12,5 milhões em 25 de março, dos 10 milhões em 10 de março. Os participantes de reuniões por dia do Zoom aumentaram para mais de 200 milhões em março, ante um total máximo anterior de 10 milhões. Nenhum dos números é diretamente comparável entre si ou com os da Microsoft. Mas a ascensão da plataforma Zoom provocou uma reação global a questões de segurança e privacidade. A Google, da Alphabet, proibiu o uso de seu aplicativo para desktop por seus funcionários. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Microsoft, com Agência Reuters. Acesso em 21.4.20)

Isolamento social muda perfil e compras online focam em higiene e limpeza. O comércio eletrônico faturou 26,7% a mais durante os primeiros três meses de 2020, na comparação com o primeiro trimestre de 2019, e chegou a R$ 20,4 bilhões. Reflexo do forte crescimento no volume de vendas pela internet, que bateu em 49,8 milhões de transações, 32,6% acima do mesmo período no ano passado. Apesar da alta significativa, consumidores estão gastando menos nas compras online. O tíquete médio dos pedidos no primeiro trimestre foi de R$ 409,50 – valor 4,5% abaixo do que o registrado em 2019. Esse desempenho deve ser ainda mais expressivo desde o fim de março, por conta das medidas de isolamento para evitar a disseminação da Covid-19. O isolamento leva ao aumento das compras online de itens de necessidade básica, como produtos de supermercado ou de farmácia, de menor valor. Além do aumento nas vendas de produtos de higiene e saúde, especialmente no mês de março, outras categorias ligadas ao momento de quarentena também apresentaram crescimento, como artigos para casa, eletrodomésticos e ventilação, suplementos/esporte e lazer, móveis/construção e decoração. Outro fator que destoa das tendências observadas é a redução do valor do frete, mesmo em meio ao aumento significativo do número de compras. O preço médio do serviço teve redução de aproximadamente 6% em relação ao mesmo período de 2019, totalizando R$ 21,06. Ainda de acordo com a pesquisa, foram registradas 59,5 milhões de compras de sites estrangeiros, o que resultou em faturamento de R$ 6,1 bilhões. O tíquete médio foi de R$ 102. São números bem menores que as compras nacionais, que movimentaram R$ 75,1 bilhões em mais de 178 milhões de pedidos de compra. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Compre&Confie, que ouviu 2.397 consumidores. Acesso em 21.4.20)

Internet das Coisas: Quase 30% das empresas sofreram incidentes de segurança. Quase dois terços (61%) das empresas no mundo implementaram aplicações corporativas de Internet das Coisas (IoT) em 2019. A tecnologia traz benefícios para as empresas, com economias, novas receitas e maior eficiência operacional, pelo menos 28% das organizações sofreram incidentes de cibersegurança em suas redes IoT. O uso de plataformas da IoT aumentou em quase todos os setores, crescimento mais significativo nos segmentos de hospitalidade (de 53% em 2018 para 63% em 2019), serviços de saúde (de 56% para 66%) e financeiro (de 60% para 68%). Em 2019, os setores de TI & telecomunicações (71%) e financeiro (68%) adotaram a IoT mais do que todos os outros segmentos. Do total, 28% das empresas que usam plataformas de IoT afirmaram ter sofrido incidentes envolvendo dispositivos conectados no último ano. As consequências de tais incidentes podem ser graves, uma vez que sensores e dispositivos inteligentes coletam terabytes de dados e algumas informações são sigilosas. Além disso, as plataformas de IoT podem estar conectadas a sistemas críticos, como controle de tráfego – ou transporte – ou abastecimento elétrico. (Veja mais em Convergência Digital, dados da relatório da empresa de segurança Kaspersky. Acesso em 21.4.20)

Coronavírus empurrou brasileiros para as primeiras compras online. Muitos consumidores querem que as marcas tenham um impacto social maior e já estão migrando seu consumo para o digital, o que exige preparo das empresas para um e-commerce mais robusto. Nessa segunda onda já é possível confirmar o crescimento das compras online no período de crise: o número de pessoas que aumentaram compras pela internet subiu de 19% para 34%. Enquanto isso, o de pessoas que reduziram as compras em lojas físicas passou de 32% para 46%. 72% compram online para economizar tempo e 71% acreditam que o e-commerce é mais conveniente do que ir a lojas físicas. Muitos brasileiros usaram o período de pandemia para fazer suas primeiras compras online: 17% alimentos e bebidas, 15% remédios sem prescrição médica, 12% cosméticos e produtos de cuidado pessoal, 12% serviços, 8% roupas e acessórios, 7% eletrônicos. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Kantar, em estudo Barômetro COVID-19, levantamento realizado online com 500 brasileiros com 18 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março de 2020. Acesso em 21.4.20)

Brasil é top 5 em ataques hackers usando o coronavírus. À medida que o número de casos de Covid-19 continua a crescer no mundo, as campanhas que usam a doença como isca também aumentam. Campanhas maliciosas relacionadas ao vírus, incluindo países como Estados Unidos, Japão, Rússia, China, Itália e Brasil afirmaram conter atualizações e recomendações relacionadas à doença. Como a maioria das campanhas de spam, eles incluem anexos maliciosos. Um exemplo é uma campanha de spam supostamente enviada pelo Ministério da Saúde no Reino Unido, com recomendações sobre como prevenir infecções com um anexo que supostamente contém as últimas atualizações sobre a Covid-19. No entanto, ele contém um malware, “Corona Virus Últimas Atualizações” como assunto. Outros e-mails utilizados nessas campanhas estão relacionados às entregas de produtos, que supostamente foram adiadas ou modificadas por causa da propagação da doença. Há ainda uma mensagem em português que promete notícias sobre uma suposta vacina para a Covid-19. Os cibercriminosos aproveitam ainda os mapas de monitoramento de coronavírus online, substituindo-os por sites falsos que facilitam o download e a instalação de malware. Uma variante do ransomware CoronaVirus usa um site falso de otimização de sistema para se espalhar. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisadores do Panda Security. Acesso em 21.4.20)

Isolamento turbina vendas pela Internet na Páscoa 2020. As medidas de isolamento turbinaram as vendas pela internet na Páscoa em 2020. O faturamento cresceu 64%, atingindo R$ 3,2 bilhões. Foram 8,8 milhões de compras online, 89% acima de 2019 – comparação das compras feitas nos 10 dias anteriores à data. As compras online de “última hora”, na semana da Páscoa, foi baseada em ovos de Páscoa, que representaram 77% das vendas do período. O serviço de entrega rápida e retirada em lojas ofertado aos consumidores foi essencial. “Isoladamente, os ovos de páscoa tiveram aumento de 501% no número de pedidos realizados, o que se traduziu num incremento de 685% no faturamento atingido pela categoria. Os brasileiros gastaram 31% a mais com cada compra feita dentro desse segmento esse ano”, afirma André Dias, diretor executivo do Compre&Confie. A idade média dos compradores foi de 37 anos, sendo os principais consumidores os com entre 36 e 50 anos (34,7% dos pedidos). Em segundo lugar, estavam os de 26 a 35 anos (32,2%), seguidos por aqueles de até 25 anos (18,5%). Por último, estavam os com mais de 51 anos (14,7%). O Sudeste teve 67,3% dos pedidos. Em segundo lugar, o Sul (13,2%) e, em terceiro, o Nordeste (11,6%). Centro-Oeste (6%) e Norte (1,9%) ocuparam as últimas posições. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa do Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce. Acesso em 21.4.20)

Um em cada três smartphones no Brasil está ‘infectado’ por malware. Cerca de um terço dos smartphones com Android no Brasil, em torno de 23 milhões de aparelhos, estão infectados com malware responsáveis por fraudes em grande escala. Esses malware estão escondidos em aplicativos populares e cometem fraudes que miram anunciantes, operadoras e consumidores. Os aplicativos parecem se comportar normalmente na tela do smartphone, mas disfarçadamente clicam em links e anúncios, inscrevem usuários em serviços e consomem dados em planos pré-pagos. Não apenas anunciantes pagam desenvolvedores por cliques falsos, esses apps fraudulentos coletam dados pessoais sem sinal visível. Há trabalhos em curso com várias operadoras no Brasil na tentativa de proteger consumidores e negócios desse tipo de fraude. A empresa monitora e bloqueia transações suspeitas e segundo o relatório de 2019, isso resultou em quase 1 bilhão de transações em aparelhos com Android, com sucesso em bloquear 91% delas. Com base nesses resultados, os apps mais ofensores do ano passado foram: 1 – 4Shared: 166 milhões de transações bloqueadas – permite armazenamento e compartilhamento de arquivos. Gera anúncios e cria falsos cliques, visualizações e até compras. Chegou a ser removido da Google Play, mas retornou. 2 – Weather Forecast: 45 milhões de transações bloqueadas – abusa e coleta dados de identidade do usuário e clica em centenas de anúncios. Continua disponível na Google Play. 3 – VidMate: 43 milhões de transações bloqueadas. Fraudadores reconhecem que usuários de smartphones assistem e compartilham vídeos e assim escondem atividades maliciosas. Baixado mais de 500 milhões de vezes, também gera falsos cliques, compras e downloads de outros apps suspeitos sem o conhecimento do usuário. Foi removido da Google Play. 4 – Videoder: 36 milhões de transações bloqueadas – permite download de vídeos em WiFi grátis para serem assistidos mais tarde. Às escondidas realiza atividades maliciosas semelhantes às do VidMate. 5 – Snaptube: 32 milhões de transações bloqueadas – infectou 4,4 milhões de aparelhos e gerou mais de 70 milhões de transações fraudulentas, cerca de metade originada no Brasil. Revelado em outubro de 2019, continua disponível. 93% das transações móveis foram bloqueadas globalmente como fraudulentas em 2019. (Veja mais em Convergência Digital, dados de estudo da empresa Upstream. Acesso em 9.4.20)

Hackers elegem WhatsApp e ataques de phishing sobem 124% no mês de março. Os ataques phishing contra dispositivos móveis mais que dobraram em março no Brasil, aponta levantamento da Kaspersky. De fevereiro a março, a empresa de cibersegurança detectou aumento de 124% neste tipo de golpe – crescimento está diretamente ligado às inúmeras mensagens maliciosas circulando no WhatsApp se aproveitando da pandemia. Entre as principais formas para ganhar dinheiro, essas mensagens fazem a vítima baixar apps legítimos (sendo remunerado via programas de afiliação) ou roubam os dados pessoais do usuário para usá-los em outros ataques. (Veja mais em Convergência Digital, dados de Pesquisa Global de Fraude e Identidade, realizada pela Experian. Acesso em 7.4.20)

Sete em cada 10 empresas brasileiras investem em Inteligência Artificial. O uso de tecnologias avançadas para combater fraudes cresceu no mundo, com as empresas participantes da pesquisa indicando que entendem as ferramentas de analytics como uma prioridade estratégica. No Brasil, 66% afirmam que consideram ou em implementação do uso de inteligência artificial nos processos de prevenção à fraude, mesma porcentagem daquelas que relatam usar machine learning. Nas duas opções, os brasileiros estão à frente da média global, de 55% e 51%, respectivamente. O levantamento mostra ainda que pelo terceiro ano consecutivo, os usuários ao redor do mundo citaram a segurança como o elemento mais importante das experiências online – 74% disseram que a segurança ainda é a prioridade. O levantamento reforça que a conveniência, como facilidade de acesso à conta e instruções claras para login, aparece como segundo item de importância, à frente da personalização. Localmente, o índice é ainda maior, com 80% das pessoas apontando que ter a garantia da proteção dos dados é mais importante do que conveniência ou experiência personalizada. 39% dos usuários brasileiros não se sentem identificados pelas empresas quando fazem transações digitais, ou seja, precisam incluir informações pessoais repetidas vezes durante as interações no ambiente eletrônico, prejudicando a sua experiência. Posição distinta das empresas. Ficou evidenciado que 95% das organizações entrevistadas em todo o mundo estão confiantes na habilidade que têm de identificar os usuários no ambiente digital, número que no Brasil é de 100% entre as empresas entrevistadas. Apesar de estarem convictos do sucesso de seus processos, 70% dos negócios online afirmam ter tido aumento dos prejuízos com fraude. Íntegra da pesquisa: ww.serasaexperian.com.br/pesquisafraude2020. (Veja mais em Convergência Digital, dados de Pesquisa Global de Fraude e Identidade, realizada pela Experian. Acesso em 7.4.20)

Com isolamento social, Wi-Fi é usado 70% do tempo no Brasil. Houve um crescimento generalizado no uso de conexões Wi-Fi nos mais diversos países nos cinco continentes. No Brasil, a julgar pelo período avaliado, a partir de janeiro até a terceira semana de março, quando medidas de isolamento social já estavam implantadas para evitar a disseminação do coronavírus, o crescimento foi de 8,1% no tempo em que os dispositivos ficam conectados pela rede fixa. O Brasil já é normalmente um país onde mesmo os dispositivos móveis passam a maior parte do tempo conectadas via WiFi – 66% era a média de tempo nessas conexões segundo o levantamento da Opensignal antes das medidas de contenção da pandemia. Agora, segundo a empresa britânica, os aparelhos passam mais de 70% no WiFi. O mesmo movimento foi percebido pelo levantamento em muitos países. Na América do Sul, onde a Opensignal também monitora as redes na Argentina e no Peru, o crescimento foi de 11,9% e 20%, respectivamente. Na Espanha, o tempo médio no WiFi subiu de 61,9% para 73,1%. O país com maior percentual é o Canadá, onde o uso da rede fixa passou de 69.9% para 76,3% do tempo. (Veja mais em Convergência Digital, dados de levantamento da Opensignal. Acesso em 7.4.20)

Brasil investe menos que o mundo em proteção de dados na nuvem. 47% dos entrevistados de um estudo (ver abaixo) caracterizam o estado atual da infraestrutura de suas empresas como uma divisão uniforme entre nuvem pública e data center. No Brasil, são 58%. O cenário futuro é de que mais de 70% gostariam de executar a maioria ou todos os seus aplicativos na infraestrutura de nuvem pública – entre os brasileiros, o número é de 68%. No Brasil, 56% das empresas alocaram verba em novas soluções para lidar com a proteção de dados em nuvem nos próximos 12 meses. Embora o resultado seja positivo, é menor do que a média global: de acordo com a pesquisa, 70% afirmam destinar verba para isso, e a maioria ainda espera que seu orçamento para backup e recuperação de dados aumente muito nos próximos três anos. Além disso, no Brasil, mais de 38% das companhias usam soluções de terceiros para fazer o backup de dados hospedados na nuvem – menos que a média global de 50%. No entanto, onde os entrevistados são responsáveis tanto pelos workloads on-premise quanto pelos baseados na nuvem, quase metade prefere fazê-lo com uma única solução de backup. (Veja mais em Cloud Computing, dados de estudo divulgado pela Veritas Technologies, especializada em proteção de dados corporativos e infraestrutura definida por software. Em parceria com a Cascade Insights, a Veritas ouviu 1.645 arquitetos e administradores de nuvem de 15 países para entender suas opiniões e visões sobre a infraestrutura de backup, além de suas ideias sobre o futuro da proteção de dados na nuvem. Acesso em 7.4.20)

Mesmo maioria, mulheres ganham menos que homens como influenciadoras digitais no Brasil. Pesquisa mostra que os homens ganham, em média, 20,8% a mais que as mulheres, embora elas sejam maioria no segmento. A pesquisa ouviu 2,8 mil influenciadores digitais de diversas categorias e regiões do país. As categorias que mostram maior discrepância nos valores pagos aos influenciadores homens e mulheres são de cultura nerd/geek e tecnologia. Os criadores de conteúdo do gênero masculino recebem, em média, o dobro do que as influenciadoras. Há poucos segmentos em que as mulheres se destacam, como saúde e medicina. Nesses casos, elas recebem, em média, 123% mais que os homens. Quando analisado o recorte geografico, as mulheres ganham mais no Norte e Nordeste, e os homens ganham mais em todas as demais regiões. A maior discrepância ocorre no Sudeste, onde os homens ganham, em média, 33,4% a mais que as mulheres. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa, chamada “Machismo, Sexismo & Equidade no Marketing de Influência”, realizada pelas empresas Squid e Youpix. Acesso em 7.4.20)

Maior parte das empresas do Brasil ainda não usa vendas pela internet. 39% das empresas utilizam a internet para negócios e apenas 38% possuem site próprio. Para 42% das empresas brasileiras o comércio on-line ainda representa até 10% do faturamento total. 22% das empresas afirmam que faturam de 10% a 30% do faturamento total com vendas na web, enquanto 36% têm de 30% a 100% do seu faturamento a partir do comércio online. Das empresas entrevistadas, 39% afirmam que realizam negócios on-line e 38% possuem site próprio. Dentre os que afirmam realizar negócios, 47% fazem vendas, 12% compras e 41% vendas e compras. Ainda dentro desta parcela das empresas, 39% realizam negócios por meio de veículos próprios (e-mail + site próprio), e 61% utilizam sites de terceiros. Entre as principais dificuldades para fazer negócios on-line, 18% apontam a falta de conhecimento sobre o comércio digital, 16% sentem dificuldades de comunicação para atingir seu público-alvo, além da escassez de mão de obra qualificada (15%). (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa com 350 empresas de todo o Brasil realizada entre janeiro e fevereiro sobre a representatividade das vendas on-line, pela empresa de soluções de comércio eletrônico Boa Vista. Acesso em 2.4.20)

Mais de 3 bilhões de pessoas seguem sem acesso à Internet. A exclusão digital segue sendo uma realidade para mais de 3 bilhões de pessoas no mundo, em tempos de pandemia do Coronavírus e onde os serviços online passam a ter um papel relevante no desenvolvimento social e econômico global. Dados são de estudo que mostra que mais de 50% dos usuários da Internet estão na Ásia, com 2,3 bilhões de internautas. Em segundo lugar vem a Europa com 727 milhões de usuários. A África aparece com 522 milhões de usuários. A América Latina e Caribe têm 453 milhões de usuários. A América do Norte aparece com 327 milhões de usuários. Com relação à penetração da Internet, os Estados Unidos aparecem na frente com 94,6%. A Europa com 87,2%. A América Latina e o Caribe aparecem com 70,5%. Ásia e África seguem sendo as regiões com menor índice de penetração da internet- com 53,6% e 39,3% respectivamente. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Learnbonds.com. Acesso em 2.4.20)

Brasil contabiliza 19% dos projetos de IoT em produção na América Latina. O tema Internet das Coisas é cada vez mais relevante no Brasil e na América Latina. No Brasil, para 42% das empresas analisadas, o tema é de alta, com times diversos conduzindo a IoT nas empresas. No Brasil, em 26% das companhias, as iniciativas ficam sob responsabilidade de times multidisciplinares. 35% das empresas brasileiras e 24% das latino-americanas contam com iniciativa de IoT e os principais benefícios do uso do IoT são: redução de custos, agilidade e eficiência operacional. Cultura organizacional e custo são os principais inibidores para adoção de IoT atualmente. No mercado brasileiro, 42% dos executivos avaliam a IoT como uma tecnologia de “alta” ou “muito alta” importância para os negócios atuais. O aumento de relevância é pouco maior que os 40% apontados na pesquisa de 2019. Entretanto, a expectativa criada em 2016 ainda não foi atingida, quando 62% dos executivos acreditavam que entre 3 a 5 anos (ou seja, entre 2019 e 2021) a IoT teria “alta” ou “muito alta” importância para os negócios. 76% dos executivos avaliam que, no médio prazo – entre 2022 a 2024 -, a IoT terá importância “alta” ou “muito alta” para os negócios. A expectativa caiu se comparada a 2019, em que 82% dos executivos acreditavam na alta importância da IoT para os 3 a 5 anos seguintes. Nos demais países latino-americanos, com excessão do Chile, entrevistados aumentaram suas opiniões sobre a importância da tecnologia quando comparados com 2019. No Chile 37% dos executivos avaliam a IoT como de “alta” ou “muito alta” importância para os negócios, 5% menos que em 2019, mas, no médio prazo, a importância segue a tendência de aumento. Uma evolução que acompanha a da IoT é em relação à composição dos times que a conduzem. Agora, a tendência é de serem cada vez mais diversos. De modo geral, a área de TI está envolvida, deixando de ser uma área de apoio e infra e se tornando fundamental para melhoria do negócio. Na maioria dos casos, a gestão e implementação de projetos de IoT ainda está sob a responsabilidade da área de TI (60%), número pouco menor quando comparado com o ano anterior (68%). Mas é possível notar mudança em relação aos projetos conduzidos por times multidisciplinares – especialmente no Brasil. Enquanto em 2019 3% da responsabilidade e gestão era feita por equipes compostas por profissionais de TI, negócios e inovação, esse porcentual cresceu para 26%. Nos demais países estudados, 9% dos respondentes afirmaram que iniciativas de IoT são de equipes multidisciplinares. No Brasil, 35% das empresas contam com o uso da tecnologia, enquanto na América Latina o número é 24%. O mercado brasileiro desponta mais maduro, ao ter a maior parte das iniciativas – 19% – já em produção. Nos demais países analisados, a maior parte das empresas (10%) está em fase de Prova de Conceito (PoC), mas o cenário é equilibrado. Já os planos de investimento em IoT ao longo dos próximos 18 meses se mostram mais contidos que em 2018. Argentina, Chile, Colômbia e México apresentam visão um pouco mais otimista. No Brasil, em 2018, 44% dos entrevistados afirmavam ter planos concretos de investir em novas iniciativas de internet das coisas; em 2019, apenas 34%. No mercado brasileiro, o segmento em que mais há planos de investimentos em novos projetos de IoT nos próximos 18 meses é manufatura. Em segundo lugar, vem o setor de serviços, em que 33% dos executivos afirmam ter planos de investir em IoT. O número é pouco mais alto que em 2019, quando os respondentes eram 30%. Já o agronegócio, que aparecia em segundo lugar no último estudo com 43% das empresas planejando investir em IoT, caiu para a terceira posição entre os mais interessados, com 20% dos executivos tendo planos concretos. Justificar investimentos de IoT levaram 38% dos respondentes brasileiros e dos demais países a colocar o custo como principal inibidor para a adoção da tecnologia. Em segundo lugar, aparece a questão da cultura organizacional, apontada por 28% dos executivos brasileiros e por 20% dos latino-americanos como principal barreira para adoção completa. No tema de capacitação e preparo de equipe, os itens que aparecem como principais dificuldades enfrentadas pelos executivos brasileiros são: inteligência artificial e machine learning. 12% dos entrevistados acreditam que suas equipes estão preparadas ou muito preparadas para usar essas tecnologias, enquanto 37% acreditam que seus times não estão preparados. Nos outros países analisados ocorre o mesmo. Já em relação a temas confortáveis para os executivos estão: redes e segurança. No Brasil, 82% e 68% afirmam que seus times estão preparados ou muito preparados para essas questões. Na América Latina rede e conectividade aparecem como principais itens do quesito. O estudo completo pode ser conferido aqui. (Veja mais em Convergência Digital, dados da quarta edição do IoT Snapshot, produzido pela Logicalis. Acesso em 29.3.20)

Coronavírus: Corporações aportam 30% dos orçamentos de TI no home office. O investimento global em Tecnologia da Informação em 2020 ficou estagnado por conta da pandemia do Coronavírus. As empresas planejavam reduzir o investimento em TI em torno de 4,1%. O crescimento previsto para o ano ficava entre 3,7% a 4,1%. Se a queda se comprovar, 2020 teria um desempenho semelhante a 2019. As organizações impactadas pela pandemia foram obrigadas a acelerar os investimentos para permitir que seus funcionários trabalhem remotamente diante das quarentenas decretadas ao redor do mundo. Muitas corporações aportaram até 30% dos seus orçamentos anuais voltados para TI para melhorar suas infraestruturas de trabalho remoto e atender a necessidade de colocar seus funcionários em home office. Outro ponto relevante do estudo: cerca de 21% das empresas consultadas na pesquisa indicaram que vão aumentar investimento especificamente por conta do vírus. As que trabalham com saúde, educação e finanças figuraram entre as que tiveram de ampliar os gastos com TI, mas esbarraram na falta de dispositivos, especialmente, de notebooks e tablets para seus funcionários, por conta da paralisação da produção de componentes e produtos na China nos dois primeiros meses do ano. (Veja mais em Convergência Digital, dados de estudo feito pela norte-americana Enterprise Technology Research (ETR) que ouviu 1300 executivos entre diretores de TI e de outros áreas de alto escalão e Reuters. Acesso em 2.4.20)

Facebook: Com o Coronavírus, videochamadas em grupo subiram mais de 1000% no mundo. O total de mensagens trafegadas pelas empresas do grupo – WhatsApp, Instagram e Facebook – dobrou nos últimos 30 dias. As chamadas de voz e vídeo mais que dobraram no Messenger e no WhatsApp. Na Itália, país mais atingido pelo coronavírus depois da China, o tempo gasto nos aplicativos do Facebook aumentou em mais de 70%. Não há uma referência com relação ao movimento no Brasil. Ao mesmo tempo, as trocas de mensagens aumentaram mais de 50% e o tempo em videochamadas em grupo (três ou mais participantes) aumentou por volta de 1.000% no último mês. Ao mesmo tempo vê-se aumento exponencial da demanda. Os serviços do Facebook foram desenvolvidos para suportar picos de uso durante eventos como as Olimpíadas ou Ano Novo. No entanto, esses eventos acontecem com pouca frequência e temos tempo de sobra para nos preparar. O crescimento do uso de aplicativos diante do COVID-19 é sem precedentes em todo o setor e estamos registrando novos recordes de uso quase todos os dias.Os executivos assumem que manter a estabilidade dos serviços durante esses picos de uso é mais desafiador do que o habitual, agora que a maioria dos funcionários trabalha remotamente. (Veja mais em Convergência Digital, dados do Facebook. Acesso em 29.3.20)

Internet bate recorde e PTT de São Paulo é o maior do mundo em redes interligadas. Quinto país do mundo em usuários de internet, o Brasil bateu novo recorde de tráfego ao atingir 10 Tbps entre as 21h e 22h da quarta-feira, 18/3. Os pontos de troca de tráfego do IX.br – são 33 espalhados pelo país – vêm registrando forte crescimento. O IX.br tem registrado crescimento expressivo nos últimos meses. O tráfego agregado cresceu 60% em um ano, aumento de 43% em seis meses, e 25% nos três últimos. Apesar do novo pico se dar em meio à epidemia de coronavírus e uma certa mudança no padrão de consumo, com as recomendações para que as pessoas não saiam de casa, o crescimento é orgânico e verificado antes da crise da Covid-19. O pico de 10Tb/s eventualmente acontece num momento em que, devido à pandemia do Covid-19, mais pessoas passaram a acessar a Internet para fins como trabalho remoto, estudo a distância, além da busca por entretenimento, como streaming de vídeos e jogos. Esse contexto reforça um marco importante para o IX.br, mas não deve ser visto de forma isolada, pois têm-se observado um crescimento uniforme e significativo na curva de aumento do tráfego Internet nos PTTs. Um dos motivos é o número crescente de provedores conectados aos PTTs do NIC.br – hoje são cerca de 2,5 mil participantes, entre ISPs, operadoras de telecomunicações, provedores de conteúdo, CDNs, redes acadêmicas, de pesquisa, de governo e empresas. O investimento que muitos Sistemas Autônomos têm feito para ampliar sua participação no IX.br também se destaca. A popularização de TVs inteligentes, com conexão à Internet e resolução 4K, também contribui para o aumento do tráfego, já que são equipamentos que consomem mais banda e promovem uma melhor experiência para o consumidor, o que muitas vezes resulta em mais tempo de conexão”, completa o diretor do NIC.br. (Veja mais em Convergência Digital, dados do NIC.br. Acesso em 29.3.20)

Embrapa: Só 28% do campo tem conectividade para dar salto de produção. Em cinco décadas, o Brasil foi capaz de criar um modelo sustentável e competitivo de agricultura tropical, sem paralelo no mundo, e totalmente baseado em ciência. Mas hoje 72% do campo brasileiro ainda não tem conectividade. (Veja mais em Convergência Digital, dados do presidente da Embrapa, Celso Moretti, ao participar do evento Conectividade no Campo, em Brasília, e do IBGE. Acesso em 14.3.20)

Pirataria de software cai pelo segundo ano, aponta ABES. Pelo segundo ano consecutivo, caiu o número de softwares ilegais disponibilizados via internet no Brasil. Em 2019 a ABES removeu 83.060 conteúdos ilegais da internet categorizados em 49.190 anúncios, 33.778 links e 92 sites para download. Em 2018, o total foi de 84.399, quase 1,6% a mais que em 2019, sendo 43.378 anúncios, 40.944 links e 77 sites derrubados. O principal tipo de software removido da internet foi de edição de imagens e/ou som (35,5%), seguido por aplicações de escritório (33,7%), softwares administrativos (24,3%), antivírus e outras aplicações de segurança (3%) e sistemas operacionais (2,2%). A remoção de anúncios de softwares em sites de leilão aumentou 13% e a de websites próprios 19,5% em 2019 na comparação com o ano anterior. A estes canais de vendas somam-se redes sociais, blogs e domínios próprios, sendo que esses últimos não se mostram monetariamente tão relevantes quanto os outros, onde a oferta de software ilegal também é gratuita, via download. A remoção de links de acesso a softwares ilegais caiu 17,5% em relação a 2018. (Convergência Digital, dados de Levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software. Acesso em 14.3.20)

Investimentos em fintechs disparam para R$ 7,6 bilhões no Brasil. Os investimentos nas fintechs brasileiras quase triplicaram em 2019, chegando a US$ 1,6 bilhões, cerca de R$ 7,6 bilhões. O país ocupa o quinto lugar entre os maiores centros de captação de fundos de fintechs. O crescimento foi puxado pela injeção de R$ 1,9 bilhão no Nubank e R$ 1,6 bilhão no Banco Inter. O valor nos EUA aumentou 54%, chegando a 26,1 bilhões de dólares, com aumento de 6,9% nas transações. Nos EUA, a maior fatia dos financiamentos foi para as startups e empresas de pagamentos líderes de mercado – cada uma responsável por 26% do total. 18% foram para as insurtechs. No Reino Unido, os investimentos em fintechs cresceram 63%, chegando a 6,3 bilhões de dólares – quase o mesmo registrado em 2018 e 2017. Na Europa, os investimentos nas fintechs alemãs chegaram a 1,5 bilhões de dólares em 2019 – mais 83%. Na Suécia, a captação de fundos aumentou mais de sete vezes, passando de quase 175 milhões para 1,3 bilhões de dólares. Já na China, houve queda de 92% nas transações em 2019, com total de 1,9 bilhões de dólares. A maior transação do país foi registrada em junho, no valor de 145 milhões de dólares. Em 2018 a captação de fundos na China foi recorde, apenas quatro transações garantiram a entrada de aproximadamente 20 bilhões de dólares. Mas houve captação significativa de fundos em outros países da Ásia. Na Índia, terceiro lugar entre os maiores mercados para fintechs, os investimentos quase dobraram, chegando a 3,7 bilhões de dólares. Em Singapura, o valor de transações mais que dobrou, chegando a 861 milhões de dólares, contra 1,1 bilhão de dólares na Austrália, onde o crescimento foi de quase 50%. (Convergência Digital, dados de levantamento divulgado pela Accenture, com dados da CB Insights e da Reuters. Acesso em 14.3.20)

Fibra ótica já é o principal meio de acesso de banda larga fixa no Brasil. A fibra ótica ultrapassou o XDSL nos acessos banda larga fixo no Brasil. Foram ativados 10,347 milhões de acessos via fibra em janeiro de 2020. Os xDSL somaram 9,568 milhões. O crescimento da fibra está ligado a contratos das prestadoras de pequeno porte (PPPs), 6,133 milhões, ou 59% da base. As operadoras estão investindo e houve alta de 3,8% nos acessos ativados no primeiro mês de 2020. O mercado brasileiro de banda larga fechou janeiro com 32,468 milhões de acessos ativados. Seguindo tendência, os contratos de banda larga com velocidades acima de 34 Mbps continuaram crescendo em janeiro: 14 milhões de clientes contam com o nível de serviço, ou alta de 4,5% ante dezembro e de 64,7% em um ano. Mas a maior parte dos usuários – 7,597 milhões de consumidores – possuem contratos com velocidades entre 2 Mbps e 12 Mbps. As empresas de Internet, ou prestadoras de pequeno porte, chegaram a 10 milhões de acessos, com crescimento semelhante nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, onde há impulso de três dígitos em relação ao mesmo período de 2019. Já as operadoras responderam por 22,5 milhões dos acessos ativos. A Claro manteve a liderança com 9,602 milhões de acessos ativos em todas as tecnologias, com alta na base de clientes fibra óptica. A Vivo fica na segunda posição, mas teve queda de 1,1% em janeiro e de 8,2% na comparação anual. A Oi fechou janeiro com 5,135 milhões de contratos, com queda anual de 13,6%, e como a Vivo, contabilizou um resultado positivo com a fibra ótica, com crescimento de 8,1% na base anual chegando a 1.100 milhão de acessos ativos. A base da TIM cresceu 1,3% em janeiro, para 591 mil acessos: na fibra ótica, houve adição de cerca de 10 mil clientes, para 191 mil (mais 5,6%). A Algar somou quase 15 mil novos acessos de fibra ótica em janeiro, alta de 4,3%, para 362 mil clientes. (Convergência Digital, dados divulgados pela Anatel . Acesso em 7.3.20)

Brasil teve quase dois bilhões de ameaças cibernéticas de e-mail em 2019. O Brasil foi o terceiro país com maior número de ameaças disseminadas por e-mail, com quase dois bilhões, ficando atrás dos EUA (10 bilhões) e da China (quatro bilhões). Os outros países que compõem o top 5 são a Rússia e o Japão. O Brasil foi também o segundo país com maior quantidade de ataques ransomware em 2019, com a 31,97% dos ataques globais, quase 10% de diferença da Índia, que ocupa a terceira posição. Os EUA também foram líderes nessa categoria, concentrando 34,36% das ameaças. A Trend Micro identificou mais de 1,8 bilhão de ameaças ransomware globalmente de 2016 a 2019, valor calculado combinando as ameaças de e-mails, arquivos e URLs relacionadas a ransomware. Cada URL maliciosa no Brasil teve potencial de atingir 16,7 usuários, situando o país na 17º posição do ranking de vítimas de endereços maliciosos bloqueados pela Trend Micro. Ao todo em 2019 houve mais de 12 milhões de acessos a URLs maliciosas no Brasil. O Brasil também se destacou em número de apps maliciosos disponíveis. Dos mais de cinco milhões de aplicativos analisados pela Trend Micro, 38.056 deles eram maliciosos, trazendo ameaças como o adware, que exibe propagandas difíceis ou impossíveis de fechar. Isso colocou o Brasil no top 15 da categoria. Com quase 13 milhões de ameaças, o país ocupa a 10º posição no ranking de países com maior número de malware detectados, além de estar no top 15 em quantidade de ameaças bancárias, com mais de seis mil identificadas pela companhia. (Convergência Digital, dados de estudo global realizado pela Trend Micro, empresa especializada em soluções de cibersegurança. Acesso em 7.3.20)

Brasil despenca 17 posições em ranking global de segurança cibernética. O Brasil despencou 17 posições no ranking global de segurança cibernética. O país estava na 30ª posição no ranking em 2019 e, em 2020, aparece na 13ª posição, ficando atrás de países como Argélia, Síria, Irã, Turquia e Egito. O Brasil é apontado como o pior país da América Latina em controle da segurança cibernética. O levantamento levou em conta taxas de infecção por malware, ataques de malware financeiro, preparação para ataques cibernéticos e legislação de segurança cibernética. O índice de infecção por malware no Brasil chegou a 10,53% e o número de PCs infectados chegou a 11,40%. Os ataques de porta Telnet a dispositivos conectados ficaram em 8,56%. Em comparação com a Dinamarca, país mais bem preparado do ranking, esses ataques a dispositivos ficaram em 0,05%. O Irã é o país com maior porcentagem de infecções por malware móvel, com 52,68%. A Bielorrússia tem o maior número de ataques financeiros de malware, 2,9%. A Tunísia aparece com maior porcentagem de infecções por malware de computador, com 23,26%. A China tem a maior porcentagem de ataques por porta telnet, por país de origem, com 13,78%. O Japão perdeu espaço para a Dinamarca e caiu quatro posições. A Dinamarca deu um salto e ‘roubou’ a posição do Japão, mesmo sem leis específicas para crimes cibernéticos. Suécia, Alemanha e Irlanda também tiveram melhora no desempenho. Já França, Canadá e EUA saíram do top 5 dos países mais seguros ciberneticamente. Os EUA despencaram para a décima posição com maior número de infecções por malware e ataques Telnet. (Convergência Digital, dados de estudo feito com 76 países, pela Comparatech. Acesso em 7.3.20)

Na guerra do streaming, YouTube reina absoluto com 70% da atenção nos celulares. Netflix e cada vez mais serviços de streaming de vídeos, sem falar no novo Tik Tok ainda não chegam nem perto do domínio do YouTube. O serviço de vídeos da Google reina com folga e concentra 70% do tempo que as pessoas dedicam aos principais aplicativos nos celulares. Entre os top 5 aplicativos de streaming de vídeo em 2019, 7 de cada 10 minutos foram gastos no YouTube de forma global em aparelhos Android. O tempo no YouTube não inclui a China, onde não funciona, sendo que os outros quatro dos top 5 são chineses. O ranking considera apenas aparelhos com sistema operacional Android, que representam 75% do total global. Depois do YouTube, com os já mencionados 70% da atenção aparece Tencent News (10%), Tencent Video (7%), iQiyi (7%) e Xingua Video (6%). O Netlix vem em sexto, seguido por MX Player, Youku, Baidu Haokan e Hotstar. (Convergência Digital, dados da empresa de análise de tráfego móvel App Annie. Acesso em 24.2.20)

Brasil é um ‘atacante’ digital e sete corporações nacionais estão no top 50 dos disparos criminosos. 37% de todo o tráfego malicioso do mundo é gerado por países da América Latina. O Brasil sai na frente como ponto de origem de ataques digitais contra a América Latina; em segundo lugar vêm a Venezuela, seguida pela Itália. Os outros países da região que se destacaram no levantamento da F5 são Costa Rica (sétima posição), a Argentina (décima primeira posição) e Colômbia (décima sexta posição). O Brasil ataca tanto a América Latina como outros continentes. Tráfego malicioso disparado de endereços IP do Brasil foi identificado nas redes de todos os países do mundo. Venezuela e Argentina, por outro lado, somente atacam a América Latina. A pesquisa identificou o nome e o país de origem das empresas donas dos endereços IPs que são a fonte dos ataques digitais. As operadoras de Telecom, presentes em todo o contexto mapeado pelo F5 Labs, informam a razão social das empresas para quem entregam endereços IP. Essa regra traz visibilidade sobre qual seria a empresa de onde surge o ataque. Na lista das 50 maiores fontes de ataques digitais (empresas), o Brasil tem sete organizações identificadas. A Coréia do Sul apresenta o mesmo número de empresas. Todas as empresas brasileiras da lista são identificadas como LTDA (limitada), ME ou Eirelli. Dentro da legislação brasileira, essas classificações costumam identificar empresas pequenas ou que pertencem a apenas uma pessoa. Os gestores das empresas onde se originam esses ataques nem sempre possuem ciência dessas atividades. É possível que a fonte de ataques seja um equipamento comprometido, sob controle de hackers. (Convergência Digital, dados do relatório – “Regional Threat Perspectives, Fall 2019: Latin America” – produzido pela empresa de segurança F5 Networks . Acesso em 24.2.20)

Consumidores: Banda larga é o serviço com menor satisfação, celular o melhor. Pela quinta edição da pesquisa de qualidade percebida dos serviços de telecomunicações, divulgada pela Anatel, os indicadores apresentam curva de melhoria ao longo dos anos, ainda que com distinções por tipo e prestadora. E conclui que os consumidores estão satisfeitos com a qualidade dos serviços, mas apontam que atendimento e resolução de problemas continua sendo o ponto fraco das teles. A maioria dos indicadores consolidados para os serviços teve melhora na passagem de 2018 para 2019. E para as 89.063 entrevistadas ao longo do ano passado, a maior satisfação foi com a telefonia móvel pós paga, seguida pela pré paga, telefonia fixa, TV por assinatura e banda larga fixa. Embora com a melhoria mais discreta, a TV paga perdeu terreno – já foi o serviço mais bem avaliado, sendo primeiro superada pelo celular pós pago e, agora, também pelo pré pago e pela telefonia fixa. E ainda que tenha ficado em último, a banda larga foi a que mais evoluiu na percepção dos consumidores. Na ponta oposta, TV por assinatura teve avanço em dois indicadores, com os demais permanecendo estáveis, inclusive o de Satisfação Geral”, aponta o relatório que analisa os dados. Para a Anatel, a lanterna da banda larga está diretamente relacionada ao padrão de consumo. O serviço de banda larga é o que mais leva os clientes a procurarem as empresas. “O consumidor da banda larga fixa é o que mais precisa falar com a operadora, especialmente para falar de problemas de funcionamento. Nos seis meses anteriores à pesquisa, 60,5% dos consumidores precisaram falar com sua prestadora, muito acima dos demais serviços, que ficam na casa dos 30%”, emenda Koleski. Os dados por operadora e por estado podem ser conferidos em www.anatel.gov.br/consumidor. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 24.2.20)

Internet é meio de renda extra para 62% de empreendedores. A internet se tornou um caminho para os brasileiros garantirem uma renda extra. 62% dos empreendedores digitais no Brasil usam seus empreendimentos como opção de renda extra, complemento a trabalhos ditos tradicionais. 37% dos empreendedores ainda não estão regularizados, mas muitos deles devem buscar a formalização em um futuro próximo. Um dos atrativos da internet como negócio estaria no fato de que “não é necessário ter dinheiro para começar um negócio”. 34% dos empreendedores digitais não investiram mais do que R$1 mil. E pelo menos 25% não investiram nada no início. Além disso, 39% apontam o Instagram como principal canal de divulgação. Quanto ao retorno, ou seja, qual o valor que esses empreendedores digitais conseguem como “média salarial” com a atividade online, 44% responderam estar abaixo de R$1,5 mil, enquanto outros 35% apontaram entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, e 17% até R$ 5 mil. (Convergência Digital, dados de pesquisa realizada pela plataforma HeroSpark, que mostra o Panorama de Negócios Digitais Brasil 2020. A pesquisa foi realizada com 579 participantes, sendo 413 donos do próprio negócio, 81 colaboradores e 70 em cargos de diretoria ou gerência. Acesso em 24.2.20)