Em projetos para dispositivos móveis com base nas características do público, projetistas e gestores de mídias digitais precisam conhecer os contextos genéricos de acesso, através de dados demográficos. Informações publicadas em noticiários e órgãos especializados como os citados abaixo, ajudam esta tarefa.

Brasil perdeu 22,94 milhões de acessos móveis em 2015, mas 4G deu um salto de 277%. A queda de acessos ativos em 2015 foi de 22,94 milhões,  8,17% em relação a 2014. O Brasil registrou, em dezembro de 2015, 257,79 milhões de linhas ativas na telefonia móvel e teledensidade de 125,66 acessos por 100 habitantes. Em 2014, o mercado contabilizou 280,73 milhões de acessos. No último mês de 2015, os acessos pré-pagos totalizavam 184,54 milhões (71,58% do total) e os pós-pagos, 73,25 milhões (28,42%). Em 2014, o pré-pago respondia por 75,85% do mercado, ou 212,93 milhões. Nesse cenário, o pré-pago perdeu 28,39 milhões de acessos. Parte deles se transferiu para o pós-pago que passou de 67,80 milhões (24,15%) para 73,25 milhões, ou 28,42%, o que significa uma adição de 5,35 milhões de acessos em 2015 à base do pós-pago. Houve quase estagnação nos acessos ativos 3G: em dezembro de 2015 foram 149.118.547 milhões de acessos ativos. Em dezembro de 2014, eram 144, 697,936 milhões, o que implica na adição de apenas 4,42 milhões de novos acessos em 12 meses. O 4G se fortaleceu: o LTE, em dezembro de 2014, contava com apenas 6,76 milhões de acessos ativos. Em dezembro de 2015, esse número saltou 277% e passou para 25,44 milhões.  (Convergência Digital, dados de dezembro de 2015 divulgados pela Anatel  acesso em 30.1.2016)

Acessos 4G ’empatam’ com os de banda larga fixa no Brasil. O número de acessos em banda larga móvel pela tecnologia 4G chegou a 25,4 milhões em todo o Brasil, igualando-se ao número de acessos em banda larga fixa. O crescimento do acesso em banda larga 4G mostrou que o Brasil, assim como o mundo, fez uma opção pelo acesso móvel. O 4G estava em 469 municípios, que concentravam mais da metade da população brasileira (55%). No período de 12 meses, o número de municípios com cobertura da banda larga móvel de quarta geração triplicou, com implantação da tecnologia em 322 novas cidades. A banda larga móvel, considerando os acessos em 3G e 4G, fechou o ano de 2015 com 191,8 milhões de acessos, crescimento de 14% em relação a 2014. As redes de 3G estavam instaladas em 4.420 municípios, que concentravam 95% da população brasileira. Na banda larga total, considerando fixa e móvel, o balanço de 2015 mostrou um total de 217,2 milhões de acessos, crescimento de 13% no ano. (Internet Móvel, dados da Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil -, relativos a dezembro de 2015, acesso em 30.1.2016)

 Brasileiro tem, em média, 20 aplicativos por smartphone. O Brasil foi o maior mercado de Internet móvel da América Latina em 2015. O smartphone tinha a preferência de 90% dos usuários de dispositivos móveis, e 58% dos entrevistados continuavam utilizando planos pré-pagos. Entre os usuários de dispositivos móveis, o smartphone foi o aparelho mais comum (90%). O sistema operacional mais usado foi o Android (78%) e o fabricante mais popular foi a Samsung (34%). Mais da metade dos usuários tinham plano pré-pago (58%), gastavam de R$ 10,00 a R$ 70 com créditos mensalmente, e 60% possuíam planos de dados. 93% dos entrevistados passaram mais tempo conectados em suas residências, onde a conexão era melhor. No entanto, mais da metade das conexões (58%) era feita pelo plano de dados. A categoria millenials foi a mais conectada – média de quatro horas e meia por dia via celular e, a mais exposta à publicidade em dispositivos móveis (57%). Nenhuma das categorias geracionais afirmou que vive sem Internet. Os brasileiros possuíam em média 20 aplicativos instalados, sendo os sete principais utilizados para conversar e socializar. A rede social mais acessada foi o Facebook, com um mínimo de três a quatro acessos diários em todas as idades, também o principal canal de relacionamento das marcas com seus públicos online. Os mais jovens utilizaram o celular para comprar roupas, calçados e acessórios, e foram os principais consumidores de entretenimento (ingressos, filmes, séries e música). Os mais experientes compraram vestuário, itens de tecnologia e passagens aéreas.(Internet Móvel, pesquisa “MMA Mobile Report 2015”, patrocinada pela Zenvia, desenvolvida pela Millward Brown, em parceria com a Mobile Marketing Association (MMA), acesso em 30.1.2016)

  Uso dos aplicativos móveis cresceu 58% em 2015. O uso dos apps móveis cresceu de 58% em 2015 em relação a 2014, sendo que 40% deles foram feitos por usuários antigos. O número de usuários que passaram a consumir mais aplicativos foi de 20% em 2014 e 10% em 2013. Das áreas que mais cresceram, os apps de “personalização” se destacaram com aumento de 332% em 2015. De acordo com a análise, os usuários aderiram mais aos aplicativos de emojis e configurações de tela uso em conversas no WhatsApp, Facebook Messenger, Line e Snapchat. O setor dos aplicativos de “notícias e revistas” teve aumento de 141% em relação a 2014, apontando uma mudança do consumo de conteúdo e notícias das TVs e PCs para smartphones e phablets. Os aplicativos de produtividade tiveram 119% de crescimento em 2015 ante 2014. Já o consumo de jogos em dispositivos móveis recuou 1% quando comparado ao do ano anterior. A categoria de celular com telas acima de 5,5 polegadas foi a que mais cresceu em tempo de uso entre os dispositivos móveis, 334%, bem superior a média de 117% de tablets e smartphones de telas pequenas, médias e grandes;  além de responder por 27% dos handsets vendidos no período de festas. O phablet deve se tornar dominante da indústria mobile a partir do 1º trimestre de 2017, com 52% dos aparelhos no setor, seguido por 29% dos smartphones de tela média e pequena. (Mobile Time, pesquisa da Flurry, de âmbito mundial, sobre o consumo de apps, acesso em 8.1.2016)

  Brasileiro usa o celular para pagar contas básicas como água e luz. Pesquisa mostra que 45% dos entrevistados já realizavam algum tipo de operação de pagamentos via smartphones – mais do que o dobro (21%) do registrado em 2014. Entre os pagamentos mais realizados pelos 450 usuários de internet no Brasil entrevistados, foram para aquisição de roupas e acessórios (59%), celulares (56%), eletrônicos em geral (49%) e pagamentos de contas de casa (água, luz, etc) (45%). Entre as categorias que os entrevistados ainda desejavam passar a pagar de forma móvel estavam Alimentos e Bebidas (23%), Turismo (20%) e Educação (19%). (Internet Móvel, pesquisa encomendada pelo Mercado Pago, em parceria com o Instituto Ipsos, acesso em 8.1.2016)

  Tablet perde o ‘charme’ e com dólar alto, venda despenca 35% no 2º trimestre no Brasil. Pesquisa mostra que de 450 usuários de internet ouvidos, 45% já haviam realizado algum tipo de operação de pagamentos via smartphones – mais do que o dobro (21%) do registrado em 2014 pela mesma pesquisa. Roupas e acessórios (59%), celulares (56%), eletrônicos em geral (49%) e pagamentos de contas de casa (água, luz, etc) (45%), foram os itens com maior volume de pagamentos realizados através dos dispositivos móveis. Entre as categorias que os entrevistados ainda desejavam passar a pagar de forma mobile estavam Alimentos e Bebidas (23%), Turismo (20%) e Educação (19%).  (ComputerWorld, pesquisa encomendada pelo MercadoPago ao Instituto Ipsos, acesso em 5.1.2016)

  Tablet perde o ‘charme’ e com dólar alto, venda despenca 35% no 2º trimestre no Brasil. No segundo trimestre de 2015 foram vendidos 1.271 milhão de tablets no país, sendo aproximadamente 34 mil notebooks com tela destacável, contabilizados nesta categoria. O volume representa queda de 35% na comparação com o mesmo período de 2014 e de 29% quando comparado ao primeiro trimestre. Foram vendidos 401 mil tablets em abril, 421 mil em maio e 446 mil em junho, o que representa 3% do total de vendas no mundo e 8ª posição no ranking mundial. 68% dos produtos vendidos custam até R$ 500. (Convergência Digital, dados da IDC Brasil, acesso em 18.10.2015)

  Brasileiro não tem medo de usar o celular para fazer compras online. O número de linhas de telefones celulares no Brasil caiu 0,35% em julho, 1 milhão de linhas a menos, comparado a junho. O país fechou com 281,45 milhões de acessos móveis — 137,65 celulares por 100 habitantes. Os celulares pré-pagos somaram 209,98 milhões em julho (74,61% do total), recuo de 0,68% comparado a junho e de 1,6% ante janeiro. O pós-pago subiu pouco (0,62%) em julho, para 71,46 milhões de celulares (participação de 25,39%), e cresceu 4,63% em relação a janeiro, resultado do empenho das operadoras em focar nos serviços de maior valor. A tecnologia de segunda geração continua a perder espaço, na medida em que os consumidores migram para a 3G e a 4G. O mês fechou com 88,7 milhões de usuários em 2G (CDMA e GSM), enquanto 3G (WCDMA) alcançou 161,96 milhões, e 4G (LTE), 14,65 milhões. (Valor Econômico, dados da Anatel, acesso em 26.8.2015)

  Brasileiro não tem medo de usar o celular para fazer compras online. Pesquisa mostrou que o preço menor, apesar do medo de ser furtado, foi o principal motivo para o consumidor a comprar online, no Brasil, México, Argentina, Colômbia ou Chile. O uso de telefones celulares para compras online foi maior no Brasil (21%) e no México (20%), e menos comum na Colômbia (17%), Chile (13%) e especialmente na Argentina (8%). A compra de alimentos e passeios foram as mais comuns em geral, mas no Brasil elas ficaram ao lado de produtos eletrônicos, menos procurados nos demais. Como regra geral, porém, todos listaram preço como item mais importante para a compra online, seguido por descontos e qualidade. E enquanto preços mais baixos (60%) e facilidade (66%) foram as principais qualidades da internet para os entrevistados (77% e 63% no Brasil), segurança estava no fim da fila das prioridades (23%). A pesquisa também mostrou que 79% (72% no Brasil) das pessoas entrevistadas compraram mais em 2015 do que há cinco anos, apesar de 68% temerem o uso do cartão de crédito ou débito por terceiros e 55% (61% no Brasil) que os dados bancários fossem roubados. (Convergência Digital, dados da Groupon, acesso em 11.8.2015)

  Mundo tem 7,1 bilhões de celulares ativos. Em agosto de 2015, em todo o mundo havia 7,1 bilhões de linhas móveis, sendo que mais da metade, 3,7 bilhões, se concentrava na Ásia, onde ainda haveria 270 milhões de pessoas sem um telefone celular. Com exceção dos países mais ricos como Estados Unidos, Canadá e na Europa ocidental, o 2G predominava com folga. Na Índia, chegava a representar 90% dos acessos. Na África, região com a menor penetração de telefonia móvel (81%), o 2G era o serviço em 3 de cada 4 linhas ativas. Na Europa, com 1 bilhão de acessos móveis – e maior taxa de penetração, 138% – o 2G respondia por 61% deles nos países do leste. Já os Estados Unidos eram o país mais avançado na migração tecnológica. Nos 12 meses encerrados no primeiro trimestre de 2015, a proporção de acessos LTE passou de 35% par 50% – ao mesmo tempo em que a fatia de usuários com 2G caiu de 15% para 7%. (Convergência Digital, dados da TeleGeography em sua base de dados global sobre telecomunicações, acesso em 11.8.2015)

  Apps já respondem por quase a metade das receitas das vendas móveis. Os aplicativos foram os principais responsáveis pelas compras móveis do Brasil no segundo trimestre de 2015, com performance melhor que qualquer outro canal, incluindo o desktop. Quase 50% das transações móveis ocorreram por meio dos apps. Dados de 1,4 bilhões de transações online que movimentaram US$ 160 bilhões de vendas mundiais no período mostraram que mais de 13% do comércio eletrônico brasileiro foi feito por meio de dispositivos móveis. Os principais varejistas online conseguiram uma média de 25% de suas compras feitas por meio de smartphones ou tablets. Uma em cada cinco transações das categorias de “Home” e “Saúde e Beleza” foram feitas via mobile. Já as categorias de “Esportes” e “Moda e Luxo” apresentaram crescimento consistente, principalmente em relação aos smartphones. Quanto aos sistemas operacionais, no Brasil, ao contrário do que acontece nos EUA, o Android tem 25,9%. Para os varejistas que haviam aderido a essa plataforma, os apps geraram aproximadamente 47% da receita mobile. No setor de turismo, cerca de 42% das transações desta plataforma vieram por meio de apps. No varejo, os comerciantes que optaram por oferecer a opção de aplicativo tiveram uma taxa de conversão três vezes maior que o browser mobile. No setor de turismo, a taxa de conversão dos apps foi quase duas vezes maior que a do browser mobile. Os consumidores visualizam três vezes mais produtos no aplicativo do que no browser mobile. No setor de varejo, o valor do pedido por transação no app, browser mobile e desktop foi quase o mesmo: US$ 98 no browser mobile e US$ 95 no app. Já em relação a viagens, o mobile teve menor procura,  mais usado para reservas de última hora. Os valores de browser mobile e apps foram bem próximos nesta área, com US$ 78 e US$ 77 respectivamente. (Convergência Digital, dados da Criteo, acesso em 24.7.2015)

■  Na América Latina, redes 4G são apenas 2,4% das conexões ativas. Das 683 milhões de conexões móveis na América Latina, 16.392 milhões são 4G, ou 2,4% das conexões, atrás da média mundial que está em 8,4%. Uma das razões para o ritmo mais lento de migração do 3G para o 4G está o uso de frequências na América Latina. No Brasil, o serviço está sendo ofertado em 2,5GHz, considerada uma frequência alta e cara. Em 2014, as conexões M2M estavam em 16,1 milhões na região, sendo que 9,9 milhões no Brasil. (Convergência Digital, dados da GSMA, acesso em 13.5.2015)

  Em 2013, 7,2 milhões de brasileiros entraram na internet somente por meio de tablet e celular. 7,2 milhões de pessoas — ou 4,1% da população do país — utilizaram somente aparelhos como smartphones e tablets para se conectar à internet em 2013 (quando 45,3% dos brasileiros usavam o computador para entrar na internet – em 2011, eram 46,5%).  O acesso por celular esteve presente em mais da metade (53,6%) dos lares brasileiros. Já o tablet existia em 17,2% dos domicílios. Entre as residências com internet, 97,7% tinham banda larga (24,1 milhões conectavam-se por banda larga fixa e 13,6 milhões, por banda larga móvel). 11,6% dos domicílios (3,6 milhões) acessavam a internet somente por dispositivos como celular e tablet. O microcomputador foi o principal meio de acesso na maioria dos lares (88,6%), mas no Norte, 8,7% da população usava apenas equipamentos como tablets e celulares para se conectar à internet. A região tinha 38,6% de sua população com acesso à internet, dos quais 29,9% usavam o computador. No Centro-Oeste 4,4% das pessoas utilizavam apenas esses outros aparelhos. O percentual da população que utilizava somente telefone celular ou tablet para se conectar já superava a fatia dos usuários do computador no Sergipe, Pará, Roraima, Amapá e Amazonas. Neste último, o percentual que usava exclusivamente dispositivos móveis chegava a 39,6%, contra 11,1% que preferem o computador. Já no Rio de Janeiro, a proporção era inversa: 43% utilizavam somente o computador, enquanto 7,7% escolheram acessar a rede por dispositivos móveis. (O Globo, dados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), acesso em 30.4.2015)

■  Já há mais smartphones do que PCs em uso no Brasil. Pela primeira vez em 30 anos, a venda de PCs caiu no Brasil. Foram comercializadas 20,4 milhões de unidades – incluindo tablets, uma redução de 10% em relação a 2013. Já os smartphones superaram, num curto prazo, a base instalada de PCs. Na época da pesquisa, o país contava com 306 milhões de dispositivos conectáveis a internet, sendo 152 milhões de computadores e 154 milhões de smartphones, ou três dispositivos para cada dois habitantes. O Brasil estava acima da média mundial por habitante em computadores, TVs e telefones, com 75%. A média mundial era de 56%. Mas muito atrás dos EUA que chegavam a 134%. Em TVs, o Brasil alcançou 104% per capita, mais de 1 por habitante (36% acima da média mundial). E nos telefones, o Brasil ficou com 162%, quando o mundo ficou em 117%. A pesquisa ouviu 2340 empresas, sendo 68% pertencentes as 500 maiores do país. Os bancos continuaram na liderança investindo 13,8% das receitas em TI, seguido por Serviços com 10,8%, Indústria 4,6% e Varejo com 3,4%.  O levantamento mostrou também que, nos últimos 10 anos, os investimentos das empresas brasileiras na área de TI triplicaram, passando de 2,5% do faturamento para 7,6%, em 2014. (Convergência Digital, dados da 26ª pesquisa sobre o Mercado Brasileiro de TI do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada – GVcia – da Fundação Getúlio Vargas, acesso em 17.4.2015)

■  Apenas 4% dos correntistas brasileiros fazem operações financeiras no banco móvel. O número de movimentações bancárias feitas de smartphones e tablets aumentou 127% entre 2013 e 2014 (5,3 bilhões de transações). Do total, 4% das interações tiveram  operações financeiras. O internet banking seguiu sendo o canal responsável por mais transações bancárias, cerca de 19 bilhões (41% do total), à frente do ATM (21%), POS (13%) e das agências (8%). 24% das 108 milhões de contas correntes tinham mobile banking (eram 11% em 2013, para 12 milhões de contas). 47% das contas ativas tinham internet banking. A maior adoção do mobile banking esteve ligada ao crescimento da base de smartphones e à aceleração do acesso à internet em todas as classes sociais. Além disso, os bancos desenvolveram aplicações com melhor usabilidade e aumentaram o número de transações efetuáveis pelo aparelho móvel. O mobile banking cresceu bastante no Brasil em relação a outros mercados. Enquanto 41% dos brasileiros navegaram na internet, 41% usaram redes sociais e 16% compraram eletronicamente, só 7% usaram mobile banking. Nos EUA, o porcentual chegou a 26%, acima dos 23% de comércio eletrônico, mas inferior aos 69% de navegação na internet e aos 65% que usaram mídias sociais. Somadas, transações online e aparelhos móveis representaram 52% do total, 5% a mais do que em 2013. Ainda prevaleceram as transações sem movimentações financeiras em ambos os canais — 82% no caso da internet e 96% em mobile. Em 2014, 51 milhões de contas tinham internet banking, 22% a mais que os 42 milhões de 2013. Foram efetuadas 19 milhões de transações pelo canal, mais que os 17 milhões de 2013. Houve convergência e complementaridade das plataformas de internet e aparelhos móveis, e assim, espera-se que os bancos adaptem as funções de cada um para diferentes perfis de uso. (Convergência Digital, dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2014, acesso em 15.4.2015)

  Brasil fica para trás no consumo de apps na América Latina. O México foi o país com maior número de aplicativos utilizados em smartphones e tablets na América Latina, respectivamente 20 e 22. A seguir, vieram Colômbia (19 e 21), Chile (19 e 20), Argentina (18 e 21) e Peru (18 e 20). O Brasil ficou, em média, com 16 aplicativos em smartphones e tablets. 56% dos brasileiros tinham laptop ou desktop e usavam smartphones e tablets – acima da média latino-americana (54%), mas superados pelos mexicanos (64%). 2% dos usuários brasileiros eram usuários únicos de tablets ou somente de desktops (5%). O sistema Android foi usado por 82% dos brasileiros em smartphones e por 71% em tablets (respectivamente de 78% e 68% na América Latina). A média de uso do Android em smartphones no país foi maior do que a de todos os outros países. Em tablets, foi superada pela Argentina (74%) e Peru (72%). Na forma de acesso à internet, 81% dos usuários de smartphones recorreram ao WiFi, 19% acessaram com o 4G, abaixo da média para os latino-americanos (23%). O país com maior acesso 4G em smartphones foi a Colômbia (41%) e o menor a Argentina (9%). Nos tablets, 36% dos brasileiros usavam os 3G, acima da média latino-americana (29%) e das encontradas nos outros cinco países. No uso de tablets 4G, a percentagem do país ficou em 12%, igual à do México, superada pelas da Colômbia e do Peru (18%) e acima do Chile (8%) e da Argentina (7%). No Brasil, tanto quanto na América Latina, 9 entre 10 brasileiros online possuíam dispositivo móvel. O hábito de comprar online na América Latina mudou no último ano: houve mais compras via smartphones (50%) do que via tablets (41%). No ano anterior, além dos consumidores comprarem menos via dispositivos móveis o percentual de uso era igual para smartphones e tablets. (Convergência Digital, dados da ComScore, em parceria com a IMS Internet Media Services, acesso em 10.4.2015)

  O Brasil registrou, em janeiro de 2015, 281,70 milhões de linhas ativas na telefonia móvel e teledensidade de 138,34 acessos por 100 habitantes. Em janeiro de 2015, os acessos pré-pagos totalizaram 213,40 milhões (75,75% do total) e os pós-pagos 68,30 milhões (24,25%). O 4G continuou crescendo: 7.752.310 de acessos. Em dezembro, eram 6.765.646, ritmo de quase um milhão de novas adições no mês. Os acessos GSM perderam cerca de 3,7 milhões de linhas de dezembro a janeiro, fechando o mês com 108,6 milhões. Já as conexões WCDMA, o 3G, aumentaram 4,2 milhões no período, com 148,8 milhões de acessos. O mercado de comunicação máquina-a-máquina (M2M) continuou a crescer lentamente, com menos de 100 mil adições no mês no M2M padrão (total de 8,665 milhões) e cerca de 130 mil adições líquidas no M2M especial (sem intervenção humana e beneficiados pela desoneração do Fistel), com 1,419 milhão. A Vivo permaneceu na liderança do mercado, com participação de 28,65% (frente a 28,47% em dezembro). A TIM ficou em segundo, com 26,90% (comparados a 26,97%). Em terceiro ficou a Claro, com 25,34% (frente a 25,33%), seguida por Oi, com 17,98% (comparados a 18,14 %). (Convergência Digital, dados da Anatel, acesso em 9.3.2015)

  Na América Latina, usuários de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, possuíam em média 18 aplicativos, entre os quais os de redes sociais e GPS eram considerados fundamentais e os preferidos eram o Twitter, Linkedin, Spotify e o Waze, para evitar caminhos congestionados. O estudo, realizado em países como Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, México e Peru, mostrou que 9 em cada 10 latino-americanos possuíam ou usavam com regularidade um dispositivo móvel, smartphone ou tablet. 99% dos entrevistados possuíam aplicativos instalados em seus dispositivos, sendo que os usuários de smartphones mantinham, em média, 18 aplicativos. A análise do comportamento dos usuários frequentes de dispositivos móveis apontou ainda que os aplicativos de táxi estavam entre os mais populares, devido à praticidade e à rapidez no atendimento. (Convergência Digital, dados comSore em parceria com Internet Media Services (IMS), acesso em 17.4.2015)