Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso por meio de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e veículos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2020.

Transações bancárias pelo celular cresceram 35% em 2020, aponta BC. 4 em cada 10 empresas têm mais de 1000 arquivos confidenciais abertos a todos funcionários. 44% das indústrias têm mais de mil contas ativas com usuários fantasmas habilitados, 4 em cada 10 organizações têm cerca de mil arquivos confidenciais abertos para todos os funcionários; mais da metade das empresas possuem 500 contas com senhas que não são atualizadas. Mais de 6 milhões de documentos on-line estão abertos para todos os funcionários, em situação de risco para vazamentos e outros crimes virtuais. Para grandes empresas, esse número dobra. Em organizações com mais de 1.500 trabalhadores, os funcionários podem acessar mais de 12 milhões de arquivos. Um em cada dez arquivos abertos para todos na empresa são confidenciais. Em média, os grupos industriais pesquisados possuem mais de 27 mil arquivos confidenciais com acesso irrestrito aos colaboradores. Esses documentos incluem dados de propriedade intelectual, informações pessoais de funcionários, registros de manufatura, cadeia de suprimentos, desenvolvimento de produtos, planos de marketing, planejamento financeiro, segredos de venda, planos de negócios e uma série de outros elementos comprometedores. No Brasil, houve aumento de 493% de crimes de vazamentos de dados cibernéticos, de acordo com pesquisa do MIT, que apontou mais de 205 milhões de dados de brasileiros vazados de forma criminosa, em 2019. 40 milhões de organizações tiveram vazados seu CNPJ, razão social, nome fantasia e data de constituição. O setor industrial é quinto segmento mais visado para ataques virtuais em 2020, e a violação de dados causou prejuízos de US$ 4,99 milhões, com invasões a cada 220 dias, em média. Quase metade das corporações está despreparada para lidar com crimes cibernéticos, embora alguns setores mais regulamentados como os financeiros e de saúde possuam políticas de segurança cibernética mais desenvolvidas, a maior parte das empresas agem de forma mitigativa. (Veja mais em Convergência Digital. Dados do Manufacturing Data Risk Report, da Varonis, produzido com base em amostra aleatória de relatórios de avaliação de riscos de 50 indústrias globais, e um total de 4 bilhões de arquivos. Acesso em 25.9.21)

Rádio pelo celular é preferência de 25% dos ouvintes no Brasil. Os aparelhos celulares crescem como dispositivo para ouvir rádio no Brasil. O rádio comum (80%) ainda é preferido, mas o consumo pelo celular aumentou em relação ao último ano: passou de 23% para 25% em 2021. Em casa (71%), no carro (24%), durante trajetos (8%) e no trabalho (2%) são os locais citados para o consumo do meio. Cada ouvinte passa, em média, 4 horas e 26 minutos ouvindo rádio. O aumento contínuo do consumo do rádio online mostra o potencial do meio para buscar outros formatos de transmissão: 10% da população declara ter ouvido rádio pela internet nos últimos 30 dias. Esse publicou passou por dia, em média, 2 horas e 44 minutos conectados ao rádio. Entre os ouvintes de rádio web, o celular é o aparelhos favorito para o consumo do meio (66%), seguido pelo computador (37%) e por outros equipamentos (8%). Já o perfil do ouvinte web apresenta características distintas: ligeiramente mais masculino (51%), com uma concentração na classe AB (67%) e mais jovem, com 57% dos ouvintes entre 20 e 39 anos. Entre as pessoas com acesso à internet, música ou outros tipos de áudio no YouTube é o conteúdo mais escutado online (59%), seguido de música em apps de streaming, como Spotify, Deezer e Google Play (37%), podcasts (31%) e rádio online com a mesma programação do dial (18%). Além da música, os podcasts também tem conquistado mais espaço – 31% dos ouvintes com acesso à internet ouviram podcasts nos últimos três meses, um aumento de 32% em relação ao último ano. (Veja mais em Convergência Digital. Dados do Inside Radio 2021, estudo da Kantar Ibope Media. Acesso em 25.9.21)

Compras pelo celular crescem 30% na pandemia de Covid-19. Globalmente, as compras feitas por aparelhos celulares cresceram 30,1% entre janeiro e maio de 2021 (crescendo de 15,3% para 19,9%). O tamanho das compras também cresceu significativamente, com o ticket médio das compras pela internet atingindo US$ 88 em junho de 2021 (R$ 460), em comparação com US$ 74 em janeiro (R$ 390), um aumento de 15,8%. Usuários de dispositivos móveis gastaram 49% mais tempo nesses aplicativos desde janeiro de 2020, chegando a quase 18 milhões de horas semanais em abril de 2021. A região APAC (Ásia-Pacífico) teve o crescimento mais significativo no tempo gasto in-app (54%), seguida pelas Américas (40%) e Europa e Oriente Médio (38%). Com a maioria dos aparelhos em uso, pessoas com dispositivos com sistema operacional Android gastaram um total de 2 bilhões de horas por semana nesses aplicativos em maio de 2021, um aumento de 51% na comparação anual. O custo por instalação (CPI), ou seja, o custo total do anúncio dividido pelo número de novos downloads de um app, de US$ 2,13 do Android era 55% mais barato do que os US$3,85 do iOS, ao mesmo tempo que oferecia maior taxa de conversão da instalação para ação: 16,5%, em comparação com 11,3% do iOS. (Veja mais em Convergência Digital. Dados do Relatório de compras mobile 2021, da plataforma de marketing para apps Liftoff. Acesso em 25.9.21)

Acesso à internet apenas pelo celular prejudicou educação durante pandemia. A pandemia de Covid-19 evidenciou que os celulares não são os dispositivos ideais para a oferta de conteúdos pedagógicos a distância. A falta de dispositivo adequado foi um dos principais problemas enfrentados ao longo de 2020. Essa carência só não foi mais grave do que a dificuldade enfrentada por pais e responsáveis para acompanhar e ajudar nas atividades escolares das crianças (93%). Tal dificuldade pode ser medida com outro resultado: a principal estratégia para fazer chegar conteúdo educacional aos estudantes foi a impressão em papel (93%). Entre os estudantes de mais de 16 anos das classes D e E, diminui muito a proporção dos que têm computador. E na faixa de 10 a 15 anos, só 29% o utilizam. Nas faixas mais vulneráveis, o acesso é principalmente pelo celular, então há disparidades importantes ainda. Com a transposição das aulas para os domicílios, houve uma sobrecarga no uso das tecnologias. No caso da educação, isso foi crítico. Muitos alunos não tinham dispositivos, nem acesso à rede para acompanhar as aulas remotas. Em 2019 muitos estudantes não possuíam computadores e acessavam exclusivamente pelo celular. Essa situação se tornou ainda mais evidente durante a pandemia. Para além dessa nova forma de disparidade social, constatou-se que a existência de ferramentas digitais de ensino aliviou pelo menos parte do problema do fechamento das escolas. Aulas em vídeo gravadas e disponibilizadas aos alunos, foram usadas em 79% das escolas. Plataformas virtuais de aprendizagem foram usadas em 58% dos estabelecimentos (especialmente particulares, 75%). No geral, aulas remotas (via Zoom, Meet ou Teams) foram a saída para 65% das escolas. A imensa maioria (91%) se valeu de aplicativos de mensagens para se comunicar com os estudantes e suas famílias. E pelo menos 60% dos estabelecimentos de ensino também enviaram atividades por email. (Veja mais em Convergência Digital. Dados da pesquisa TIC Educação 2020, realizada pelo Cetic.br. Acesso em 3.9.21)

Zero rating faz diferença e 58% dos brasileiros acessam à Internet apenas pelo celular. O zero rating (concessão de uso de aplicativos sem a perda do pacote de dados contratado junto à operadora por parte do assinante) segue fazendo a diferença no acesso à Internet no Brasil. Milhões de brasileiros usam somente esses aplicativos gratuitos. 58% dos brasileiros acessam a Internet apenas pelo celular. As mensagens instantâneas, como WhatsApp, foram acessadas por 93% dos brasileiros, mas as chamadas de voz e vídeo – tão necessárias no período de isolamento social da pandemia de Covid-19 – foram limitadas por conta da qualidade de conexão à Internet. Além da qualidade da internet, há também a questão dos dispositivos usados, o que só acentuou as desigualdades no aproveitamento das oportunidades online. Usuários da Classe C, por exemplo, realizaram mais cursos a distância e estudaram mais por conta própria em 2020 em relação a 2019, mas ainda em proporções inferiores aos usuários da classe A. Mais usuários procuraram (42%), ou realizaram (37%) serviços públicos online em 2020. Essas atividades concentraram-se mais entre moradores de áreas urbanas, com mais escolaridade e das classes A e B. Até porque os usuários das classes C, D e E não têm PCs em casa: a maior parte usa o celular como o único meio. A diferença entre a classe A, com quase 100% de uso do PC, nas classes D e E, os PCs estão presentes em apenas 13% dos lares. Por conta do isolamento social, também houve um impulso na realização de transações financeiras no ambiente digital (43%, contra 33% em 2019), com aumento mais expressivo entre aqueles das classes C e DE, por conta da massificação dos aplicativos nos celulares e do próprio Auxílio Emergencial, que levou milhões de brasileiros para o celular. A desigualdade digital até reduziu, mas ainda se mostram muito alta no Brasil, com mais de três dígitos de diferença entre as classes A e as classes C, D e E. A proporção de acesso à Internet pela TV apareceu pela primeira vez na série histórica da pesquisa acima da proporção de acesso pelo computador, alcançando 44% dos usuários brasileiros (7% acima do registrado em 2019). As maiores diferenças na utilização de Internet pela TV em relação a 2019 foram observadas entre usuários de 16 a 24 anos e especialmente nas classes A e B. (Veja mais em Convergência Digital. Dados da mostra a TIC Domicílios 2020, divulgada pelo CETIC.br. Acesso em 28.8.21)

Brasil vende quatro celulares para cada aparelho de TV. O Brasil tem 440 milhões de dispositivos digitais (computador, notebook, tablet e smartphone) em uso, ou dois por habitante . É a primeira vez que o estudo cria a categoria dispositivo digital unindo computador, notebook, tablet e smartphone. O estudo revela ainda que são quatro celulares vendidos para um aparelho de TV no País. Sobre o número de computadores, em 2021 o Brasil vai ultrapassar 200 milhões de computadores (desktop, notebook e tablet) em uso, ou seja, 9,4 para cada 10 habitantes (94% per capita). Entretanto, a venda desses aparelhos, que totalizaram 11 milhões, foi 8% menor em 2020 ante ao ano anterior. Em relação aos smartphones, a estimativa é de 242 milhões de unidades em uso no Brasil em junho de 2021, ou seja, mais de um por habitante. Nas empresas, os principais projetos de TI são: Inteligência Analítica (Analytics) e “o novo” ERP (Migração, Implementação e Integração). Nas empresas de grande porte, aparece: Busca de Talentos, Governança de TI, Inteligência Artificial, IoT (Internet das Coisas) e Nuvem. (Veja mais em Convergência Digital. Dados da 32ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas divulgada nesta quinta-feira, 20/05, pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcia). Acesso em 22.4.21)

Um em cada cinco usuários do 5G reduz o uso do Wi-Fi nos ambientes fechados. Um em cada cinco usuários 5G já está reduzindo o uso do Wi-Fi por conta da cobertura maior da tecnologia móvel nos ambientes fechados.Uma descoberta importante do estudo foi que, no final de 2020, uma maior conscientização sobre os benefícios do serviço e valor poderiam ter resultado em 22% mais usuários de smartphones com aparelhos prontos para o 5G. A nova tecnologia já está começando a desencadear novos comportamentos de uso. Além de reduzir o uso de Wi-Fi, os primeiros usuários 5G também gastam em média duas horas a mais em jogos na nuvem e uma hora a mais em aplicativos de realidade aumentada (AR) por semana, em comparação aos usuários 4G. No entanto, apesar de estarem satisfeitos com a velocidade, cerca de 70% dos usuários de 5G estão insatisfeitos com a disponibilidade de serviços inovadores e novos aplicativos. Os consumidores dizem que estão dispostos a pagar 20 a 30% a mais por planos 5G integrados a casos de uso de serviço digital. As restrições de circulação impostas pela Covid-19 também impactaram no resultado do estudo, mostrando que a grande maioria das experiências regulares dos primeiros usuários 5G com a tecnologia foi em ambientes fechados. Como resultado, os primeiros usuários indicam que a cobertura interna é duas vezes mais importante do que a velocidade ou a duração da bateria para fornecer experiências 5G satisfatórias. Cinco maneiras para os provedores de serviços de comunicação (CSPs) atenderem às expectativas do consumidor em termos imediatos e de longo prazo: • Sanar uma lacuna de conhecimento, oferecendo esclarecimentos sobre o melhor o valor do 5G para os consumidores; • Garantir qualidade consistente de cobertura 5G interna e externa; • Adaptar-se aos requisitos de rede para novos serviços 5G; • Focar na intenção do consumidor de imaginar novos casos de uso 5G; • Acelerar a disponibilidade de casos de uso novos e existentes por meio de parcerias ecossistêmicas. (Veja mais em Convergência Digital. Dados de relatório da Eriscsson ConsumerLab resultado da maior pesquisa global sobre consumidores da tecnologia de quinta geração realizada até o momento, cobrindo o sentimento e a percepção dos consumidores em 26 mercados – incluindo os EUA, China, Coreia do Sul e Reino Unido -, a metodologia representa 1,3 bilhão de usuários de smartphones em todo o mundo, incluindo 220 milhões de assinantes 5G. Acesso em 22.4.21)

Brasileiros são os que mais aceitam rastreamento na atualização do iPhone.A AppsFlyer levantou os resultados da primeira semana da nova versão do sistema operacional da Apple, iOS14, de 26 de abril a 2 de maio deste 2021. O resultado mostra que no Brasil a adoção da nova atualização é de 7%. Nessa parcela, a maioria autorizou o rastreamento por aplicativos. Dentro do cenário inicial, 51% dos usuários de apps no Brasil deram opt-in – aceitaram os rastreamentos quando perguntados durante sua navegação, número acima do esperado. É a taxa mais alta entre todos os países avaliados. Os EUA apresentaram apenas 29% de opt-in, Reino Unido 33%, Japão 31% e França chegou mais perto do Brasil com 48%. Para a AppsFlyer, já se pode afirmar que o ecossistema dos apps, das adtechs e martechs vai sentir a diferença em gastos com publicidade. Na primeira semana de iOS14 já houve queda, mas de apenas 1,14% no Brasil, enquanto foi de 1,75% globalmente. A categoria de games apresentou maior impacto, com queda de 82,3% de gastos com publicidade no Brasil, enquanto globalmente foi de somente 3%. Foram analisados 15 milhões de usuários que deram opt-in globalmente e 950 aplicativos. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

O mundo é móvel, mas 75% dos testes de aplicações ainda são feitos manualmente. Uma pesquisa com 350 testadores de software e desenvolvedores de aplicações móveis em empresas de médio e grande porte de vários países, realizada pela Kobiton, descobriu que 75% dos testes ainda não são automatizados e que 73% dos profissionais ainda realizam pelo menos 100 testes manualmente antes de cada lançamento de um aplicativo, o que atrapalha a agilidade dos negócios. 70% dos entrevistados afirmam que o mobile é um fator crítico ou estratégico para seus negócios, mas as iniciativas de automação ainda estão em sua infância: 58% do pessoal de testes revelou que os projetos são relativamente novos ou que possuem menos de seis meses; outros 76% estão automatizando menos da metade dos testes. Segundo 55% dos profissionais ouvidos, a automação melhoraria a qualidade do software a ser oferecido aos clientes. Outra descoberta é sobre o que está impedindo as empresas de migrarem para a automação de testes: 26% disseram que estão tendo dificuldades com o processo de avaliação e escolha das ferramentas de automação de teste adequadas, e outros 17% consideram um desafio treinar e contratar engenheiros de automação qualificados para os desafios da agilidade. Outra conclusão da pesquisa é que a automação de testes solidificou seu papel crítico no processo de garantia de qualidade à medida que as empresas buscam melhorar o novo produto de software e acelerar o processo pelo qual ele é entregue. De acordo com os organizadores do estudo da Kobiton, os números apurados também servem de alerta para os responsáveis pelo desenvolvimento de aplicações e de negócios, uma vez que o estudo reforça a necessidade de se garantir a agilidade nos testes para que os resultados na entrega de novos produtos de software sejam melhores. Seguindo este raciocínio, 85% dos entrevistados disseram que gostariam de automatizar pelo menos um quarto de todos os casos de teste eventualmente. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Brasil é segundo país no mundo com mais celulares espionados. Levantamento da Kaspersky mostrou que os brasileiros estão (março 2021) em segundo lugar no ranking global de vítimas de stalkerware (programas espiões) que, apesar de comercializados, estão diretamente associados ao abuso e à violência doméstica. Em 2020, mais de 6,5 mil usuários no País foram vigiados por esses softwares (cerca de 12% do total de ataques no mundo). Com isso, o Brasil ficou apenas atrás da Rússia (com mais de 12,3 mil casos). De acordo com a organização Coalition Against Stalkerware (CAS), esses programas são muito usados, em todo o mundo, como forma de perseguição e ciberviolência entre casais – e as maiores vítimas são as mulheres. A maioria dos usuários afetados não sabem que estão sendo vigiados, e nem mesmo que esse tipo de software existe, o que causa impotência por parte da vítima. O levantamento da Kaspersky mostra que a violência pelo stalkerware afeta os países independentemente de tamanho, sociedade ou cultura: além de Rússia e Brasil, Estados Unidos (4.745 casos), Índia (4.627), México (1.570), Alemanha (1.547) também estão no topo da lista com mais internautas afetados. Em comparação com 2019, o Brasil teve queda de 17% na quantidade de ataques de stalkerware. A diminuição dos casos foi uma tendência mundial, e está ligado ao período de isolamento devido à pandemia (com mais pessoas em casa, houve menor necessidade de vigilância pelos perpetradores). Porém, a partir dos meses em que houve o afrouxamento das medidas de restrição em diversos países, os casos foram retomando o ritmo anterior. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Mais da metade dos apps instalados em 2020 foi desinstalado em 30 dias. Da mesma forma que o consumidor aderiu aos aplicativos, ele desiste e desinstala do seu celular. A taxa média de desinstalações chegou a 53% no ano passado, gerando uma perda de US$57 mil por mês para aplicativos médios, 70% mais do que 2019, de acordo com novos dados da AppsFlyer. Mais da metade dos aplicativos baixados em 2020 termina desinstalados em 30 dias. Esses números representam um comportamento global e mostram que os aplicativos não estão proporcionando uma boa experiência e não possuem ativos importantes para os usuários. Os tipos de aplicativos que mais perderam com desinstalações foram Compras e Alimentos, com um aplicativo de tamanho médio perdendo uma média de US$118.000 e US$114.000 dólares mensais, respectivamente, entre setembro e novembro de 2020. Os aplicativos de saúde e condicionamento físico apresentam uma melhor performance na retenção de usuários, com um aplicativo de tamanho médio perdendo em média US$46.000, o que pode ser explicado pela busca real por um estilo de vida mais saudável durante a pandemia e o isolamento social. Em uma pesquisa concluída no final do ano passado, a Digital Turbine, uma plataforma de aplicativos pré-instalados em novos dispositivos, descobriu que os brasileiros são grandes instaladores de aplicativos. Mais de 37% dos brasileiros baixaram mais de 20 novos aplicativos entre julho e setembro de 2020, e 38% dos brasileiros afirmaram que instalam aplicativos com frequência. Mas a maneira como os usuários descobrem aplicativos pagos ou orgânicos também influencia a taxa de desinstalações. Para aplicativos de redes sociais, de compras, jogos, utilitários e financeiros, que vieram pré-instalados no celular, as taxas de desinstalação são de 5% a 45% mais baixas, do que quando os apps são baixados por lojas ou anúncios. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Cobertura 4G chegou a 85% da população mundial, mas metade dela seguiu sem acesso à Internet em 2020. Os altos custos de acesso à Internet em relação à receita continuam a ser uma das principais barreiras ao uso de serviços de tecnologia da TIC mundial. Considerando as diferenças de renda, uma assinatura de banda larga móvel com pelo menos 1,5 GB de dados custa cerca de quatro vezes mais nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos, revela estudo da União Internacional de Telecomunicações. Embora as redes 4G cubram áreas com cerca de 85% da população mundial, quase 50% estava offline em 2020, mesmo com a pandemia de Covid-19, aumentando a desigualdade digital entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. De acordo com a Meta 2 da Comissão de Banda Larga das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável para 2025, o serviço de banda larga de nível básico nos países em desenvolvimento não deve custar mais do que 2% da Renda Nacional Bruta per capita. O preço médio global para serviços básicos de banda larga móvel em 2020 ficou dentro dessa meta, em 1,7%. No entanto, o preço médio para serviços de banda larga fixa de nível básico (ou seja, pelo menos 5 GB) estava acima da meta, em 2,9% do RNB per capita. A banda larga nos países em desenvolvimento teve um preço médio de 2,5% do RNB per capita, em comparação com apenas 0,6% nos países desenvolvidos. Em 2020, o número de economias que cumpriram a meta de acessibilidade de 2% aumentou em seis: das 190 economias cobertas no relatório, 106 alcançaram a meta, enquanto 84 economias têm preços acima da meta. Apesar da constatação do declínio médio dos preços no ano passado, a cesta de banda larga móvel apenas de dados era inacessível em 39 dos 43 LDCs, enquanto a cesta de banda larga fixa era inacessível em 32 dos 33 LDCs para os quais há dados disponíveis. Para um serviço de banda larga fixa, o preço médio nos países desenvolvidos era de 1,2% do RNB mensal per capita, enquanto nos países em desenvolvimento o preço médio era mais alto, 4,7%. Das 178 economias para as quais esses dados foram coletados, o preço estava abaixo de 2% em 67 economias e acima desse limite nas outras 111. Os serviços de banda larga fixa, de acordo com o estudo da UIT, tiveram a menor mudança no ano passado. Esta aparente estabilidade de preços, no entanto, não refletiu melhorias de qualidade recentes e variáveis. Nas economias desenvolvidas, a velocidade média das conexões básicas aumentou de 30 para 40 megabitsem 2020. Nos países em desenvolvimento, aumentou de 3 para 5 Mbits. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)