Em projetos para dispositivos móveis com base nas características do público, projetistas e gestores de mídias digitais precisam conhecer os contextos genéricos de acesso, através de dados demográficos. Informações publicadas em noticiários e órgãos especializados como os citados abaixo, ajudam esta tarefa.

Em um ano, triplica o uso de celulares para fazer pagamentos no Brasil. Os brasileiros triplicaram o uso de pagamentos via dispositivos móveis em um ano: em 2018, apenas 8% dos consumidores declararam ter usado esse meio de pagamento no último mês, porcentual que subiu para 21% em 2019, superando até mesmo países como o Reino Unido. Quando divididos por categorias (Pagamento NFC, QR code dinâmico, QR code estático e Pagamento in-app), é possível ver que os brasileiros têm grande familiaridade com o in-APP – usado por exemplo em aplicativos de transporte e de comida –, indicado por 44% dos entrevistados. Também são relevantes os pagamentos com QR Code, em detrimento dos NFC (comportamento totalmente inverso ao da Europa e mais especificamente, do Reino Unido). Há uma infinidade de players concorrendo para dominar o mrcado, sendo a concorrência mais acirrada entre os fabricantes de dispositivos (29% desse mercado), os bancos (27%) e os meios de pagamento como MercadoPago (27%). O uso de cartões de crédito pela população bancarizada no Brasil aumentou de 2018 para 2019: antes, 47% desse público apontava este como principal meio de pagamento, porcentual que subiu para 52% – ficando acima até mesmo do índice registrado pela América Latina, de 49%. Enquanto isso, o dinheiro físico apresentou queda no mesmo período: em 2018, 40% das pessoas apontavam-no como principal meio de pagamento, porcentual que caiu para 25% no ano seguinte (inferir ao registrado na América Latina em geral, de 31%). Isso pode estar relacionado com a oferta crescente de novas instituições financeiras no país. O Brasil é o país que cresceu de forma mais significativa em termos de multibancarização (em 2018, 47% das pessoas operavam com mais de um banco, percentual que subiu para 62% em 2019). Ou seja, cada vez mais, os brasileiros são menos “fiéis” a uma instituição financeira só. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Minsait Payments, a filial de meios de pagamento da Minsait – uma empresa Indra -, IX Relatório de Tendências de Meios de Pagamento, sobre a evolução dos meios de pagamento em 11 países da Europa e da América Latina que usa dados de mais de 4 mil cidadãos e entrevistas de 45 executivos do setor de meios de pagamento dessas regiões. Acesso em 18.9.20)

Um em cada três brasileiros compartilhou notícia no WhatsApp sem saber se era ou não Fake News. 76% dos usuários de WhatsApp concordam que o aplicativo deveria encaminhar para a justiça os dados de quem compartilha fake news. A grande maioria dos brasileiros que usa o app, 88%, afirmam que já receberam notícias falsas. No grupo entre 30 e 49 anos que responderam a esta questão, esta opção é a escolhida por 91% dos entrevistados, entre os mais velhos, de 50 anos ou mais, o percentual é de 81%. Ao mesmo tempo, um em cada três brasileiros que usa o WhatsApp (33%) admite que já compartilhou notícias sem verificar a veracidade. A proporção cresce com a idade. De 16 a 29 anos, 29% reconhecem ter feito isso. Na faixa de 30 a 49 anos, o percentual é de 34%. E entre os com 50 anos ou mais o percentual é de 44%. Não há diferenças significativas por classe social, gênero ou região. O Telegram está presente em 35% dos smartphones brasileiros e segue crescendo, teve aumento de 16% em um ano e de 8% em seis meses. Sua popularidade é maior entre homens (40%) que entre mulheres (31%). É mais popular nas classes A e B (46%) do que nas classes C, D e E (33%). Sua penetração é maior no grupo de 30 a 49 anos (38%). Na faixa de 16 a 29 anos, 36% dos entrevistados têm o Telegram instalado. E entre os mais velhos, com 50 anos ou mais, o percentual cai para 24%. O WhatsApp registra aumento em voz e vídeo – a proporção de usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês) do aplicativo que trocam vídeos pelo app passou de 67% para 76% em seis meses e a proporção entre os que realizam videochamadas subiu de 55% para 63%. Além disso, 29% dos MAUs do WhatsApp afirmam que fazem videochamadas todo dia ou quase todo dia. Entre os usuários que fazem videochamadas, a proporção subiu de 55% para 63%. Além disso, 29% dos MAUs do WhatsApp afirmam que fazem videochamadas pelo app todo dia ou quase todo dia. Cresce o interesse dos usuários por pagamentos via WhatsApp: dois em cada três usuários querem usar o WhatsApp Pay. 44% são clientes de um dos três bancos e querem experimentar o pagamento pelo app e outros 22% não são correntistas das instituições mas desejam utilizar o serviço. Outros dados da pesquisa: 78% dos usuários do WhatsApp no Brasil se relacionam com marcas e empresas pelo mensageiro. Em seis meses, subiu de 54% para 60% a proporção de MAUs do aplicativo que gostam de ideia de fazer compras com ele. Por outro lado, caiu de 61% para 55% os que acham adequado receber promoções de marcas no WhatsApp. SMS: cai frequência de envio de mensagens pelos consumidores, o WhatsApps se consolida como aplicativo de mensageria preferido. A proporção de internautas com celular que mandam “torpedos” todos os dias ou quase todo dia era de 24% em janeiro e está em 17%. Os que afirmam nunca ou quase nunca escrever um SMS subiram de 45% para 57%, no mesmo intervalo. A frequência de recebimento de SMS continua alta e no mesmo patamar, indicando que o mercado de SMS A2P, como é conhecido o serviço de mensagens de texto enviadas por empresas para seus clientes, continua forte: 59% dos entrevistados declararam receber SMS todo dia ou quase todo dia e apenas 15% dizem que nunca ou quase nunca recebem. Deve haver impacto do lançamento no Brasil do serviço de Rich Business Messaging (RBM), anunciado por Google e pelas quatro maiores operadoras do País (Claro, Oi, TIM e Vivo), nova geração do SMS. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Mensageria no Brasil, realizada entre 7 e 28 de julho de 2020 com 2.046 brasileiros com mais de 16 anos de idade que acessam a Internet e possuem celular. Acesso em 18.9.20)

Cobertura 4G alcança 5 mil municípios. A cobertura 4G no Brasil atingiu em julho de 2020 4.997 municípios brasileiros, onde moram 97,5% da população nacional. Considerando também as redes de 3G, a banda larga móvel já está instalada em todos os municípios do país. Entre agosto de 2019 a julho de 2020, as redes de quarta geração foram instaladas em 408 novos municípios, crescimento de 8,9% em 12 meses. Essa cobertura está bem acima do esperado, alcançar 1.079 municípios em dezembro de 2017. A obrigação foi cumprida um ano antes. No período foram ativados 15,2 milhões de novos chips 4G, num total de 161,4 chips de quarta geração no Brasil, ou a ativação de 29 novos chips 4G por minuto. Considerando também as redes de 3G, a banda larga móvel chega a todos os municípios brasileiros. O 3G está em 5.225 municípios, onde mora 99,9% da população brasileira. No total, o Brasil conta com 198,2 milhões de acessos à internet pela rede móvel, em 3G e 4G. Considerados os acessos fixos e móveis, o Brasil fechou o mês de julho com um 232,4 milhões de acessos. Destes, 34,2 milhões em banda larga fixa. (Veja mais em Convergência Digital, dados de levantamento do SindiTelebrasil. Acesso em 18.9.20)

Covid-19: teles desligaram mais do que adicionaram clientes no mês de junho. Em junho, o número de desligamento de linhas ficou em 179.875 mil acessos. No total, o saldo foi negativo em 179.875 linhas ativas desligadas. A TIM foi a empresa que mais desligou acessos, e fechou o mês com 246,87 mil usuários a menos que em maio. O mês de junho, manteve o market share nacional: Vivo em primeiro lugar, Claro na segunda posição, principalmente por conta dos clientes incorporados com a compra da Nextel, TIM e Oi. O impacto da Covid-19 desacelerou a expansão do pós-pago, e onde houve o maior investimento de atração. No pós-pago, que ficou com 49,3% do mercado, foram 111.053.438 milhões de linhas ativas. No pré-pago, que ficou com 50,7%, ficaram 114.095.871 milhões de acessos ativos. No pré-pago, todas as operadoras perderam linhas ativas. A TIM foi a que mais desligou, com 198 mil. Seguida da Vivo, com 135 mil, Claro, com 69 mil, e Oi com 48,6 mil. De acordo com os dados da Anatel, a Vivo lidera no ranking dos clientes pré-pagos, com 31,29 milhões de clientes. Depois vem a TIM, com 30,7 milhões; a Claro, com 26,6 milhões; e a Oi, com 24,2 milhões. (Veja mais em Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 14.8.20)

Brasil realizou 3,58 milhões de trocas de operadora em seis meses. No primeiro semestre deste ano, 3,58 milhões de transferências entre operadoras de telefonia fixa e móvel foram efetivadas no País sem alteração do número de identificação do usuário. Entre os meses de janeiro e junho deste ano, foram efetivadas 565,71 mil (16%) trocas de operadoras de telefonia por solicitação de usuários de serviço fixo e 3,02 milhões (84%) para os do serviço móvel. A portabilidade numérica existe, no Brasil, desde setembro de 2008. Implantada de forma gradativa nos 67 DDDs ativos, permite que o número de identificação dos telefones fixos e móveis sejam mantidos mesmo após a transferência de operadora. A ABR Telecom destaca os meses de abril a junho, trimestre em que foram realizadas 1,43 milhão de migrações entre operadoras. No serviço fixo, 290,29 mil (20%) trocas foram concluídas, neste segundo trimestre, e 1,14 milhão (80%) no serviço móvel. Desde que a portabilidade numérica passou a ser possível no Brasil, em setembro de 2008, até o dia 30 de junho deste ano, 60,01 milhões de transferências foram feitas, sendo 17,61 milhões (29%) no serviço fixo e 42,39 milhões (71%) no serviço móvel. (Veja mais em Convergência Digital, dados do relatório da Entidade Administradora da portabilidade numérica – ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações). Acesso em 14.8.20)

Brasil é o quarto maior mercado global de games no celular. A população digital brasileira conta com 84 milhões de usuários, ou 70% da população on-line estimada em 120 milhões. Esse público é formado 51% por homens e 49% por mulheres. Entre as classes sociais, a maioria dos usuários brasileiros de jogos eletrônicos está entre as classes AB (46%) e C (43%). 11% do público gamer se encontra na classe D. Desse universo, 64,3 milhões utilizam apenas dispositivos móveis, 8,4 milhões acessam os jogos por mais de uma plataforma e 11,6 milhões se conectam pelo desktop. Os gamers são mais engajados no mobile, com média de 8% mais tempo gasto por eles nos dispositivos móveis. O Brasil também é o 4° país no mundo com mais usuários de aplicativos de games, atrás apenas de Índia, Estados Unidos e China. 76% dos gamers brasileiros utilizam algum aplicativo móvel relacionado com a categoria. A grande quantidade de usuários posiciona os games na 13ª colocação entre 29 categorias mais populares da Comscore. Na análise da média de horas gastas por mês em cada uma delas, os jogos on-line ficam entre as top 5 preferências do consumidor – atrás apenas de Social Media, Multi-Category, Entertainment e Services. Esses usuários gastam mais de 9 horas por mês na média e representam 73 milhões de gamers no mobile. O Brasil é o único país da América Latina entre os top 5 no ranking dos com maior número de usuários na categoria de jogos on-line, com uma média mensal de horas consumidas maior que China, Índia e outros líderes no mundo. O Brasil é também o segundo maior consumidor do Twitch, a maior plataforma de streaming de Live Games do mundo, adquirida em 2014 pela Amazon. Na média, o brasileiro gasta 6,37 horas por mês na plataforma e conta com um público predominantemente jovem, com 44% dos acessos entre a faixa etária 15-24 anos e 84% do sexo masculino. O consumo é 28% maior no desktop comparado com mobile. (Veja mais em Convergência Digital, dados de pesquisa sobre mercado de games no Brasil, conduzido usando dados da Comscore, Mobile Metrix e Multiplatform. Acesso em 25.7.20)

Venda de smartphones piratas dispara 135% no 1ºtri no Brasil. A alta do dólar e a falta de componentes pela redução nos embarques chineses com a pandemia de Covid-19, derrubou a venda de celulares no Brasil. No primeiro trimestre houve queda de 8,7%, mais aguda entre os modelos mais simples, os feature phones, que recuaram 22,4%. A depender do tipo de aparelho, houve aumento de até 266% nos preços, o que fez a venda de celulares ‘piratas’ disparar 135%. Em janeiro houve alta de 14%, mas com a proximidade da pandemia de Covid-19 as vendas começaram a cair. Entre janeiro e março foram vendidos no Brasil 10,4 milhões de celulares, 8,7 % a menos do que no mesmo período de 2019. Do total, 9,8 milhões foram smartphones, queda de 7,8%, e 544 mil foram feature phones, menos 22,4% em relação ao primeiro trimestre de 2019. Em fevereiro a queda nas vendas foi de 4%, reflexo do desabastecimento do varejo, e em março de 27%, com o início da quarentena e fechamento do comércio. No mercado oficial, a receita com smartphones foi de R$ 14,5 bilhões e a de feature phones, R$ 96 milhões, respectivamente, 6,2% e 25,9% maior do que no mesmo período do ano passado. Desempenho diretamente associado ao aumento dos preços – a alta foi, em média, de 15,1%, por conta da desvalorização do real. Assim, o preço médio de um aparelho foi de R$1.473. Os mais vendidos, com 5,1 milhões de unidades, foram os intermediários premium, com preço entre R$ 1000 e R$ 1999, alta de 53%, e os da categoria premium, entre R$ 2000 e R$ 2999, com 1,2 milhões de unidades e 266,5% de aumento em relação a janeiro e março de 2019. Os feature phones ficaram 62,1% mais caros, custando em média R$ 177. No mesmo período foram vendidos no mercado cinza 1,1 milhão de smartphones, alta de 135% em relação ao primeiro trimestre de 2019 – ajudados pela queda de 10% nos preços dos ‘piratas’. Mesmo assim os feature phones tiveram vendas de 30 mil unidades, 86% a menos do que o mesmo período de 2019, mesmo com preço médio 31,5% mais baixo. (Convergência digital, dados da IDC Brasi. Acesso em 4.7.2020)

Brasil chega a 100 mil antenas de celular, mas precisa duplicar novas instalações. Com 5.612 novas antenas de celular instaladas nos últimos 12 meses, o Brasil superou a marca de 100 mil estações radio-base instaladas no país, quantidade semelhante a países bem menores territorialmente. No País mais de 300 leis municipais que dificultam e muitas vezes impedem a instalação dessa infraestrutura. A demanda avança em ritmo muitas vezes superior à liberação de novas instalações nas cidades. Segundo as operadoras, a cada minuto 33 novos chips de 4G são ativados no país. Em grandes metrópoles brasileiras, existem mais de 4 mil pedidos de instalação de antenas apresentados pelas operadoras, aguardando licenciamento pelas prefeituras, cerca de R$ 2 bilhões em investimentos. Caso os pedidos tivessem sido aprovados pelas prefeituras de grandes cidades, o ritmo de expansão seria praticamente o dobro. Das antenas instaladas nos últimos 12 meses, o maior avanço se deu na tecnologia 4G, com a instalação das redes em 477 novos municípios, no período de 12 meses. As redes de 4G operam em 4.950 municípios, onde moram 97,3% da população brasileira. Foram ativados 17,3 milhões novos chips 4G em 12 meses, crescimento de 12% entre maio de 2019 a abril de 2020. Ao todo, 157,2 milhões de chips 4G estão em operação. (Convergência digital, dados de recorte feito para retratar as transações nos quatro primeiros meses do ano feito pelo CIAB Febraban 2020. Acesso em 4.7.2020)

Covid-19 fez smartphone virar agência bancária com 41% das transações financeiras. As transações bancárias feitas por pessoas físicas pelos canais digitais – internet e mobile banking – foram responsáveis por 74% do total de operações analisadas em abril de 2020, um mês após o início da quarentena e das medidas de isolamento social para combate ao Covid-19 no país. Foi um aumento de 10% em relação a janeiro, impulsionado pelo uso dos smartphones, que representaram 67% das transações analisadas. O mobile banking registrou crescimento de 41% em transações financeiras. Foram consideradas as operações: saldos, transferências, contratação de crédito, consulta de investimentos, depósitos, pagamentos de contas, saques e recarga de celular. Entre janeiro e abril, o volume de transações feitas por pessoas físicas nos canais digitais cresceu 19%. No mobile banking, a alta foi de 22%. A consulta de investimentos teve alta de 105%; contratação de crédito (+61%); pagamentos (+33%) e transferências (+24%). As operações bancárias caíram 53% nas agências. Nos ATMs, 19%. As interações dos clientes com os bancos por meio de chatbots cresceram 78% e a quantidade de atendimentos nos contact centers cresceu quase 7 milhões – passando de 123,2 milhões para 130 milhões. 72% dos novos investimentos em tecnologia – em 2019, R$ 16 bilhões – foram dedicados à Inteligência Artificial, sendo 50% dos recursos para atendimento ao cliente e 35% para a área de segurança e biometria. O blockchain ficou com 35% e, novidade, a Internet das Coisas com 20% dos aportes. (Convergência digital, dados de recorte feito para retratar as transações nos quatro primeiros meses do ano feito pelo CIAB Febraban 2020. Acesso em 28.6.2020)

Brasil soma 424 milhões de dispositivos digitais em uso. Smartphone é o rei. O Brasil soma 424 milhões de dispositivos digitais – desktop de mesa, notebook, tablet e smartphone – em uso no Brasil, ou em média, quase dois dispositivos digitais por pessoa. Em 2019, eram 420 milhões de dispositivos digitais, sempre com destaque nos smartphones. Também vendeu 12 milhões de PCs, número estável em relação a 2018. O Brasil tem 234 milhões de smartphones em uso. Já os computadores são 190 milhões, entre desktop, notebook e tablets. No caso dos computadores, são nove computadores para cada 10 habitantes, mas são mais computadores para as classes A e B, até a C. Nas classes D e E essa não é uma realidade como estamos vendo com a necessidade de aulas remotas. Não há PCs nem internet. Nas classes D e E, o smartphone é o dispositivo mais usado. O smartphone massificou, mas ainda tem muita gente com modelos antigos, sem capacidade, por exemplo, de baixar o aplicativo do auxílio emergencial. Com relação ao consumo de PCs e smartphones este ano, impactado pela Covid-19, em janeiro e fevereiro houve boa venda de PCs e troca de smartphones – para aparelhos e serviços melhores. Um resumo da pesquisa pode ser acessado em: www.fgv.br/cia/pesquisao. (Convergência digital, dados de estudo divulgado nesta quinta-feira, 04/06, pelo FGVcia, Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) sobre o mercado de Tecnologia da Informação. Acesso em 21.6.2020)

Caixa Tem amplia compras pelo celular e alcança 2,1 milhões de transações digitais. A partir de 29/05, os beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 – R$ 1,2 mil para mães solteiras – passaram a poder pagar compras em cerca de 3 milhões de estabelecimentos comerciais em todo o país por meio do celular. A Caixa Econômica Federal liberou uma atualização do aplicativo Caixa Tem que permite o pagamento por meio de QR Code. A novidade ficou disponível nos estabelecimentos com maquininhas da bandeira Elo. mas outras bandeiras que queiram aderir estariam aptas a fazer. Com menos a necessidade de saques em espécie do auxílio emergencial, reduzem-se as filas nas agências. A Caixa apresentou um balanço da movimentação das contas poupança digitais. Até o dia 27 de maio, o aplicativo Caixa Tem registrou 2,1 milhões de transações digitais, num total de R$ 647,4 milhões. O aplicativo permitia o pagamento de boletos bancários, de contas domésticas (água, luz, telefone e gás) e de compras em sites parceiros e permite agora compras em estabelecimentos. Primeiramente, o usuário poderá acessar o aplicativo Caixa Tem, usado para movimentar as contas poupança digitais criadas pelo banco, e escolher a opção pagar na maquininha. Em seguida, a câmera do celular automaticamente abrirá. O usuário deverá apontá-la para o código QR que aparecerá na maquininha, conferir o valor da compra a apertar o botão confirmar na tela do celular. Em seguida, a maquininha do cartão imprimirá o recibo dizendo que a compra foi efetuada. Uma via ficará com o estabelecimento. O cliente só pega a via dele se quiser, porque o aplicativo Caixa Tem armazenará cada compra, permitindo a conferência do saldo. (Convergência digital, dados de pesquisa da Comscore. Acesso em 4.6.2020)

90% dos acessos a bancos online são pelo celular. Transações financeiras e bancos online são cada vez mais importante no dia a dia dos brasileiros. Mais de 90% dos acessos na categoria Serviços Financeiros no Brasil foram feitos por meio de telefones celulares. Com base nos dados Multiplataforma, a categoria Financeira está entre as dez mais procuradas e acessadas, com quase 106,6 milhões de usuários únicos. Essa tendência de comportamento se reflete em todos usuários, quando as pessoas precisam acessar a Internet, preferem o acesso Mobile ao invés de Desktop, em média 82,0 milhões de usuários único são exclusivamente Mobile e apenas 11,1 milhões de Desktop da categoria Financeira. Pagar contas ou verificar saldos, por exemplo, substituiu outras atividades, quando o consumidor tem um smartphone ou tablet. Manter a vida financeira atualizada ficou à frente de Esportes, Estilos de Vida, Viagens, Notícias e Pesquisa, com 9.600 milhões de minutos de navegação, superando outras categorias. (Convergência digital, dados de pesquisa da Comscore. Acesso em 28.5.2018)

No Brasil, 58% dos usuários usam apenas o celular para acessar a Internet. O celular é o principal meio de acesso à Internet de 58% dos usuários da Internet no País. É o único meio de acesso à Internet de 85% dos usuários das classes D e E e de 70% dos usuários nas áreas rurais. Se somar os acessos das classes A, B e C, o celular é usado por 99% da população para ter algum tipo de acesso à rede mundial. O uso exclusivo do telefone celular também predomina entre a população preta (65%) e parda (61%), frente a 51% da população branca. Houve redução da presença de computadores nos domicílios, passando de 50% em 2016 para 39% em 2019. Estão presentes em 95% dos lares da classe A, mas aparecem em menos da metade – 44% – dos lares da classe C e em 14% dos domicílios das classes D e E. A massificação do streaming e do consumo de vídeos e as TVs inteligentes colocam TVs quase no mesmo patamar dos PCs nas classes mais abastadas – 42% a 37%. Assistir a vídeos (74%) e ouvir música (72%) também estão entre as atividades mais realizadas pelos usuários de Internet brasileiros. Isso corresponde a pouco mais da metade da população acima dos 10 anos que realiza tais atividades (56%). O pagamento para assistir a filmes e séries na Internet ocorre em quase a metade dos indivíduos da classe A, e cerca de um terço da classe B, sendo pouco comum entre usuários das classes C, D e E. A desigualdade digital se mantém. Se no Sudeste, é de 75%, no Nordeste, o percentual cai para 65%. O Brasil conta com 134 milhões de usuários de Internet, ou 74% da população com 10 anos ou mais. Apesar do aumento significativo, cerca de um quarto dos indivíduos (47 milhões de pessoas) seguem desconectadas. (Convergência digital, dados da TIC Domicílios 2019, divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Acesso em 28.5.2020)

Telefonia móvel: diferença do pós-pago para o pré-pago chega a 1%. A pandemia de Covid-19 retardou, mas o empate técnico entre o pós-pago e o pré-pago pode acontecer em abril, uma vez que a distância entre eles está de apenas 1% – o pós-pago com 49,5%¨e o pré-pago com 50,5%. De fevereiro para março, o pré-pago perdeu 844 mil acessos e o pós-pago adicionou 564 mil acessos, mesmo com queda de acessos ativos em todas as regiões do país no mês de março. No primeiro trimestre do ano, o desligamento do pré-pago ficou em 1,508 milhão. O pós-pago virou estratégico para todas as teles móveis, especialmente, nos pacotes do 4G, que atingiram 69,6% do market share da telefonia móvel. Os acessos móveis ativos no mês de março chegaram a 226,3 milhões. No ranking nacional, a Vivo manteve a liderança com 33%. A Claro apareceu na segunda posição com 24,4%. A TIM ficou na terceira posição com 23,3%. A Oi despontou na quarta posição com 16,2%, percentual que prova a diferença que ela fará para quem assumir o seu controle – TIM e Vivo de um lado e Claro do outro já revelaram interesse em comprar a participação móvel da Oi. (Convergência Digital. Dados da Anatel divulgados em 30/4. Acesso em 9.5.2020)

Compras por aplicativos crescem 30% com isolamento social. Durante o primeiro mês de isolamento social devido à pandemia de covid-19, as compras feitas por meio de aplicativos cresceram 30%, no Brasil. A alta foi significativa entre pessoas com mais de 50 anos de idade e nas classes C, D e E, que, somadas, representam mais da metade dos consumidores do país. Quase metade (49%) das pessoas declarou que pretende ampliar as compras por aplicativos, após o fim do isolamento social. Além disso, cerca de um terço (32%) pontuou que planeja reduzir as idas a lojas físicas. A mudança de padrão no consumo também se refere aos produtos colocados nos carrinhos. Enquanto 39% dos entrevistados disseram estar comprando mais alimentos, 53% afirmaram ter diminuído a aquisição de itens de lojas de departamento. Uma parcela das pessoas passou a lançar mão de plataformas online para obter produtos básicos, como alimentos, os de higiene pessoal e de limpeza. No total, 15% informaram que não costumavam solicitar entrega de alimentos. Com a pandemia, porém, começaram a fazer pedidos de produtos dessa categoria. A taxa é a mesma em relação a medicamentos. Por outro lado, os percentuais de pessoas que ainda preferem ir a mercados e farmácias permanecem elevados, de 60% e 45%, respectivamente. A expansão do mercado online era prevista para antes mesmo da pandemia, contudo esse movimento demoraria mais não fosse o contexto da covid-19. Por isso as circunstâncias atuais acabaram se tornando propulsoras do fortalecimento dos aplicativos. De acordo com a pesquisa, 10% dos entrevistados não faziam pedidos de delivery de comida, mas passaram a fazer com a pandemia; 25% já eram clientes, mas intensificaram os pedidos e 21% mantiveram o mesmo nível de encomendas. Apenas 15% reduziram o uso dos aplicativos de refeições, o que pode ter ligação com a preocupação com a desproteção dos entregadores. A pesquisa mostra a tendência de parte dos consumidores em gastar menos dinheiro. Para economizar, 55% dos entrevistados afirmaram que irão comparar mais os preços dos produtos antes de fechar uma compra. Reduzir o volume de produtos em relação ao que adquiriam antes da pandemia é o objetivo de 45% das pessoas questionadas. Outros 55% comentaram que voltarão a comprar aquilo que já consumiam. A atenção ao valor dos produtos é fator importante. De acordo com relatório da Fundação Procon SP, 84,6% dos 1.813 consumidores participantes da sondagem se depararam com preços abusivos em estabelecimentos comerciais. A prática predominou entre produtos com maior demanda durante a pandemia, como álcool em gel e máscaras hospitalares. Os produtos alimentícios, de higiene pessoal e de limpeza apareceram em menor número, mas a percepção de elevação do custo foi a mesma. Até 24/4, o Procon SP havia recebido 4.061 denúncias de preços abusivos ou injustificados. Em nota, acrescenta que 25,2% dos entrevistados relataram problemas nas compras feitas pela internet. As queixas mais comuns foramdemora na entrega (45%) e entrega não efetuada (27,1%), o que sinaliza que as empresas de transporte têm tido dificuldades na logística, que devem ser sanadas, para que os consumidores não tenham direitos violados. (Convergência Digital. Dados de levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado em 29/4, com 1.131 consumidores com idade igual ou superior a 16 anos, aplicado em 72 cidades de todos os estados brasileiros, nos dias 14 e 15 de abril. Acesso em 9.5.2020)

Celular é o meio de acessar à Internet em 99,2% dos domícilios. O celular é o dispositivo mais usado para acessar a Internet no Brasil e foi encontrado em 99,2% dos domicílios com serviço. O percentual de domicílios que utilizavam a Internet subiu de 74,9% para 79,1%, de 2017 para 2018. O rendimento médio per capita dos que utilizavam tablet para navegar na internet era o dobro do recebido pelos que acessavam a rede pelo celular e 37,7% superior ao dos que usavam computador. A conexão por banda larga móvel (3G ou 4G) manteve a liderança (80,2%), mas o percentual de usuários da fixa (75,9%) se aproximou. Entre 2016 e 2018, houve tendência de crescimento dos domicílios em que eram usados os dois tipos de banda larga e leve retração do uso de somente um tipo de conexão. Entre 2017 e 2018, o percentual de pessoas com celular próprio subiu de 78,2% para 79,3%, chegando a 82,9% nas áreas urbanas e a 57,3% nas rurais. A proporção de domicílios com telefone fixo caiu de 31,6% para 28,4%. O percentual de pessoas que fizeram chamadas de voz via Internet subiu de 83,8% em 2017 para 88,1% em 2018. A proporção de pessoas que acessaram à rede para assistir vídeos subiu de 81,8% para 86,1%. Individualmente 98,1% das pessoas usavam celular, 50,7% usavam microcomputador, 23,1% a TV, e 12%, usavam tablet. A maior parte usava a internet para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagem por aplicativos, número que se manteve estável entre 2017 (95,5%) e 2018 (95,7%). As chamadas de vídeo cresceram de 83,8% para 88,1%, assim como a prática de assistir a vídeos passou de 81,8% para 86,1%. Mas caiu o hábito de enviar ou receber e-mail, de 66,2% para 63,2%. De 2017 para 2018, o percentual de domicílios com TV por assinatura variou de 32,9% para 31,8%. Na área urbana, esse percentual caiu de 35,6% para 34,3% e, na rural, subiu de 14,1% para 14,9%. Cerca de 51,8% dos que não tinham o serviço o consideravam caro. Entre 2017 e 2018, a proporção dos domicílios que não tinham TV por assinatura e o substituíram por programação na Internet cresceu de 2,4% para 3,5%. O percentual de uso da Internet nos domicílios subiu de 74,9% para 79,1%. O crescimento mais acelerado da utilização da Internet nos domicílios rurais, em todas as regiões – de 41,0% em 2017 para 49,2% em 2018 – ajudou a reduzir a diferença em relação à área urbana, onde a utilização da internet subiu de 80,2% para 83,8%. Também foi observado que o rendimento real médio per capita dos domicílios em que havia uso da Internet (R$ 1.769) foi quase o dobro do rendimento dos que não usavam a rede (R$ 940). A diferença entre esses dois rendimentos foi observada em todas as regiões do país. Nos 14.991 mil domicílios do País sem uso da Internet, os três motivos que mais se destacaram (84,4%) foram: falta de interesse em acessar (34,7%), acesso caro (25,4%) e desconhecimento do uso (24,3%). Em 7,5% das residências os moradores disseram que não ter disponibilidade de rede na área do domicílio e 4,7% deram como justificativa o alto custo do equipamento para conexão. (Convergência Digital. Dados da PNAD Contínua do IBGE, divulgada em 29/04, com dados apurados no quarto trimestre de 2018. Acesso em 9.5.2020)

Nuvem em alta, celulares em baixa derrubam vendas de memórias. Ano fraco para a venda de smartphones misturado com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, e uma grande oferta de serviços de computação em nuvem criou a tempestade perfeita para o mercado de memórias em 2019. No geral, a queda foi de 32,7%, puxado pelo segmento de memórias NAND flash, no qual o tombo nas receitas bateu em 26,4%. “Entre os segmentos de memória, NAND flash sofreu a pior contração nas vendas de sua história em 2019, com as receitas declinando 26,4% por conta do alto nível dos inventários ao final de 2018 e de uma demanda sofrível na primeira metade de 2019. Demanda fraca dos smartphones e hiper escala dos provedores de serviços de nuvem derrubou os preços e forçou os fornecedores a cancelarem planos de fabricação”, aponta um levantamento da consultoria Gartner. Os dados fazem parte do relatório sobre semicondutores, uma vez que o mercado de memórias representa mais de um quarto da demanda total – e a queda dos semicondutores foi de 12% em 2019. A Gartner aponta excesso de suprimento e a disputa comercial entre EUA e China que distorceu os números. 2020 não parece trazer grandes melhorias. Especialmente porque os riscos associados à guerra comercial se tornaram pequenos comparados com os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. (Convergência Digital. Dados de levantamento do Gartner. Acesso em 23.4.2020)

Três de cada quatro apps financeiros instalados no Brasil sofrem fraudes. O Brasil se tornou o terceiro maior mercado mundial de fintechs. Entre 2017 e 2019 o ritmo de downloads de aplicativos de serviços financeiros cresceu 4,5 vezes, chegando a 800 milhões, 8,5% de das instalações aplicativos no país, mais do que o dobro da taxa global. O levantamento inclui 350 aplicativos, contemplando pagamentos, investimentos, gestão financeira, transferência de recursos e seguros, entre outros. Apesar do número de downloads, o total de usuários ativos de serviços financeiros por esses apps está em aproximadamente 60 milhões de pessoas, assim considerados aqueles que fizeram ao menos uma transação num período de 60 dias. Os números também mostram que cerca de 40% dos downloads de aplicativos financeiros executados foram fruto de anúncios em redes sociais que já tinham um link para baixar o aplicativo. A pesquisa também chama atenção para o alto índice de fraudes: três de cada quatro aplicativos financeiros instalados no Brasil têm taxa de fraude de instalação superior a 30%. (Convergência Digital. Dados de pesquisa da empresa de medição de performance de marketing digital AppsFlyer, com dados da Reuters. Acesso em 21.4.2020)

Um em cada três smartphones no Brasil está ‘infectado’ por malware. Cerca de um terço dos smartphones com Android no Brasil, em torno de 23 milhões de aparelhos, estão infectados com malware responsáveis por fraudes em grande escala. Esses malware estão escondidos em aplicativos populares e cometem fraudes que miram anunciantes, operadoras e consumidores. São aplicativos que parecem se comportar normalmente na tela do smartphone, mas disfarçadamente clicam em links e anúncios, inscrevem usuários em serviços e consomem grande volume de dados em planos pré-pagos. Não apenas anunciantes pagam desenvolvedores por cliques falsos, esses apps fraudulentos coletam dados pessoais sem sinal visível. Com base nesses resultados, os apps mais ofensores do ano passado foram: 1 – 4Shared: 166 milhões de transações bloqueadas. Esse aplicativo permite armazemento e compartilhamento de arquivos. Às escondidas, no entanto, também gera anúncios e cria falsos cliques, visualizações e até compras. Chegou a ser removido da Google Play, mas já retornou. 2 – Weather Forecast: 45 milhões de transações bloqueadas. O aplicativo World Weather Accurate Radar faz mais que previsão do tempo. Também abusa e coleta dados de identidade do usuário e clica em centenas de anúncios. Ele também continua disponível na Google Play. 3 – VidMate: 43 milhões de transações bloqueadas. Fraudadores reconhecem que usuários de smartphones assistem e compartilham vídeos e assim escondem atividades maliciosas. VidMate, baixado mais de 500 milhões de vezes, também gera falsos cliques, compras e downloads de outros apps suspeitos sem o conhecimento do usuário. Ele foi removido da Google Play. 4 – Videoder: 36 milhões de transações bloqueadas. Esse aplicativo permite download de vídeos em WiFi grátis para serem assistidos mais tarde. Mas às escondidas realiza atividades maliciosas semelhantes às do VidMate. 5 – Snaptube: 32 milhões de transações bloqueadas. Esse app infectou 4,4 milhões de aparelhos e gerou mais de 70 milhões de transações fraudulentas, com cerca de metade delas originadas no Brasil. A plataforma da Upstream roda em 31 operadoras móveis em 20 países, 93% das transações móveis foram bloqueadas globalmente como fraudulentas em 2019. (Convergência Digital. Dados de estudo da empresa Upstream. Acesso em 21.4.2020)

Operadoras já enviaram 246 milhões de SMS com mensagens para o enfrentamento do novo coronavírus. As operadoras de telefonia móvel enviaram, desde o dia 13 de março, 246 milhões de SMS com mensagens para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, além de alertas para os sintomas da doença. As mensagens, enviadas de forma massiva, seguem orientação do Ministério da Saúde, da Defesa Civil e da Anatel e abordam temas como a importância de as pessoas permanecerem em suas residências, só saírem de casa em caso de urgência ou emergência, evitar prática de atividades físicas ao ar livre e outras medidas para o controle da Covid-19. Também estão sendo atendidos pedidos de governos estaduais e municipais para envio de SMS informativos pelas prestadoras, que já somam 95,7 milhões de mensagens, dentro do total de 246 milhões. Para os usuários dos serviços que transitam por aeroportos internacionais do País, foram enviados 763 mil SMS com mensagem de alerta para os sintomas do novo coronavírus. As mensagens são gratuitas e todo o custo do envio fica a cargo das prestadoras. A medida faz parte dos esforços feitos pelas prestadoras no auxílio ao combate da doença, como ações para ampliar o acesso aos serviços para os usuários, campanhas de informação à sociedade e medidas para garantir a conectividade. Desde quando o serviço foi criado, em 2017, quase um 1 bilhão (855 milhões) de mensagens já foram enviadas aos usuários cadastrados para receber os alertas. (Convergência Digital. Acesso em 21.4.2020)

WhatsApp é principal rede de disseminação de fake news sobre covid-19. A partir de 17 de março, o aplicativo registrou aumento significativo de denúncias de fake news relacionadas à área de saúde. “Recebemos denúncias de diversas fake news circuladas no WhatsApp, principalmente, mas também no Facebook e no Instagram. São publicações pessoais, como “não acredite no coronavírus”, coisas assim.” A pesquisadora disse que contabilizou cerca de 30 notificações relacionadas à covid-19. “As mídias digitais têm sido muito utilizadas. Circulam muitas notícias falsas sobre receitas caseiras, álcool produzido em casa, inclusive usando o nome da Fiocruz como fonte da informação, como se a orientação fosse da fundação ou de outras instituições”, afirmou. Do total de notícias falsas sobre o coronavírus que circularam pelo WhatsApp, 71,4% citam a Fiocruz como fonte. No Facebook, as atribuições à instituição de pesquisa caem para 26,6%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) somam 2% das instituições citadas como fonte das informações falsas. (Convergência Digital – Internet Móvel. Os dados fazem parte de trabalho das pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública – Ensp/Fiocruz – Claudia Galhardi e Maria Cecília de Souza Minayo, com base nas notificações recebidas entre os dias 17 de março e 10 de abril pelo aplicativo Eu Fiscalizo, com dados Agência Brasil. Acesso em 21.4.2020)

Vivo acelera transformação digital e faz mais de 210 mil reuniões virtuais em 15 dias. Somente na segunda quinzena de março, considerado o ápice da quarentena, a área de Tecnologia da Informação da Vivo contabilizou mais de 210 mil reuniões via Teams, hub de colaboração e chat interno para empresas, do Office 365, aumento de 40 % em relação ao volume registrado em fevereiro. Foram trocadas 8 milhões de mensagens de bate-papo por meio da ferramenta entre seus colaboradores. O chat já era usado três vezes mais do que o e-mail quando se tratava de abordagens corporativas internas. Em apenas três dias, a Vivo ampliou de 10 mil para 25 mil o número de colaboradores com acesso remoto às redes da empresa, sendo que mais de 18 mil já utilizam o Teams com regularidade. (Convergência Digital – Internet Móvel. Acesso em 21.4.2020)

Chamadas de voz ressurgem com quarentena do coronavírus. As chamadas de voz-por telefonia fixa ou Wi-Fi que nos últimos tempos registravam forte declínio – estão crescendo de forma considerável por conta das restrições impostas à circulação no combate ao coronavírus. Nos Estados Unidos, as operadoras AT&T, Verizon e Sprint relataram picos nas chamadas de voz tradicional – móvel e fixa dia 22 de março. Crescimento de 44% em relação a um domingo normal. As ligações Wi-Fi aumentaram 88%. A Verizon registrou um aumento de 10% nas ligações entre 12 e 19 de março, com uma duração 15% maior. O CTO da operadora, Kyle Malady, diz que a quarententa imposta pelo Covid-19 reacendeu a vontade das pessoas de se comunicarem voz a voz. Em um blog, a Sprint relatou um aumento na voz como parte de um salto mais amplo no uso da rede: sem especificar um período, relatou aumento de 20% nas chamadas e aumento de 25% nas mensagens. A Verizon, a AT&T e a T-Mobile US receberam infusões temporárias de espectro para ajudá-las a aumentar a capacidade da rede durante a pandemia. (Convergência Digital – Internet Móvel. Acesso em 29.3.2020)

Bloqueio de celular pirata não impediu disparada de 344% no mercado cinza. Iniciado em 2018 e estendido a todo o país em 2019, o bloqueio dos celulares piratas não parece ter inibido os brasileiro de comprarem aparelhos falsificados. Enquanto a venda de celulares cresceu 3,3%, para 48,6 milhões de unidades ao longo de 2019, o crescimento do mercado cinza foi de 344%, ou 3,8 milhões de aparelhos. Os sinais são de que o preço se tornou um fator fundamental na decisão de troca de equipamentos. Enquanto os 45,5 milhões de smartphones vendidos representam crescimento de 2,2% nesse tipo de aparelho, os 3,1 milhões de ‘feature phones’, os modelos mais simples e mais baratos, tiveram crescimento de 23,5% sobre os números de 2018. Em contraponto ao forte crescimento dos celulares “piratas” em 2019, os feature phone podem não ter escapado das falsificações, mas os 677,8 mil desses aparelhos vendidos no mercado cinza representaram queda de 42,3% na comparação com o 2018. Outro sinal de que os preços dos aparelhos foram determinantes para os compradores: metade das vendas de smartphones no ano passado, 22,1 milhões deles, envolveram os modelos intermediários de entrada, que custam entre R$ 700 e R$ 1099, ou 33% acima da participação desse segmento em 2018. Mas vale registrar que os smartphones super premium, acima de R$3 mil, também se destacaram e tiveram a segunda maior alta em 2019, de 17,2%, com 3 milhões de unidades vendidas. O bom desempenho está ligado às promoções de final de ano. O melhor desempenho do mercado de celulares foi registrado no segundo e no quarto trimestres de 2019. O 2º tri se destacou porque operou normalmente, enquanto em 2018 sofreu os impactos da greve dos caminhoneiros. Já no 4º tri, houve um avanço por conta de uma Black Friday que bateu recordes de vendas pela segunda vez consecutiva. Como resultado das vendas maiores em 2019, a receita foi 5,6% superior ao registrado em 2018, chegando a R$ 56,7 bilhões, sendo R$ 56,3 bilhões pela venda de smartphones e R$ 376,8 milhões de feature phones. (Convergência Digital, dados da IDC Brasil. Acesso em 14.3.2020)

Telecom continua a liderar com 40% das reclamações no Consumidor.gov.br. O portal Consumidor.gov.br registrou 780 mil reclamações ao longo de 2019 – bem acima das 609 mil de 2018. E mais uma vez, os clientes das operadoras de telecomunicações foram os mais descontentes, 10/3. As teles concentraram 40% das queixas levadas à plataforma de mediação de conflitos. Mas foi o segmento com maior taxa de resolução de demandas, 89,9%, acima da média de 81%. Assim como as 4 em cada 10 reclamações, o índice de solução também manteve em 2019 o mesmo percentual de 2018. Além dos indicadores do portal os Procons integrados ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor realizaram mais de 2,5 milhões de atendimentos em 2019, com índice médio de solução de 76,5%. Nos Procons, o setor de telecom também apresentou resolutividade acima da média, 85,8%. A concentração de queixas já foi maior. Nos primeiros 12 meses do Consumidor.gov.br, entre 2014 e 2015, quando foram registradas 103 mil queixas, o setor chegou a concentrar mais de 56% das demandas no portal. Embora as teles aleguem ser natural a forte presença nesse tipo de análise de um segmento com mais de 300 milhões de acessos em serviço, a participação foi praticamente o dobro do segundo setor mais reclamado, os serviços financeiros, que detém 22% das reclamações e 76,95 de resolutividade. Em funcionamento desde 2014, a plataforma Consumidor.gov.br viabiliza que queixas de consumidores registradas no portal sejam respondidas pelas empresas. Na média, o prazo de resposta no ano passado foi de 6,5 dias. Ela conta com mais de 2,5 milhões de reclamações registradas e 637 empresas participantes. (Convergência Digital, dados de balanço do portal Consumidor.gv.br. Acesso em 14.3.2020)

Telecom continua a liderar com 40% das reclamações no Consumidor.gov.br. O portal Consumidor.gov.br registrou 780 mil reclamações ao longo de 2019 – bem acima das 609 mil de 2018. E mais uma vez, os clientes das operadoras de telecomunicações foram os mais descontentes, 10/3. As teles concentraram 40% das queixas levadas à plataforma de mediação de conflitos. Mas foi o segmento com maior taxa de resolução de demandas, 89,9%, acima da média de 81%. Assim como as 4 em cada 10 reclamações, o índice de solução também manteve em 2019 o mesmo percentual de 2018. Além dos indicadores do portal os Procons integrados ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor realizaram mais de 2,5 milhões de atendimentos em 2019, com índice médio de solução de 76,5%. Nos Procons, o setor de telecom também apresentou resolutividade acima da média, 85,8%. A concentração de queixas já foi maior. Nos primeiros 12 meses do Consumidor.gov.br, entre 2014 e 2015, quando foram registradas 103 mil queixas, o setor chegou a concentrar mais de 56% das demandas no portal. Embora as teles aleguem ser natural a forte presença nesse tipo de análise de um segmento com mais de 300 milhões de acessos em serviço, a participação foi praticamente o dobro do segundo setor mais reclamado, os serviços financeiros, que detém 22% das reclamações e 76,95 de resolutividade. Em funcionamento desde 2014, a plataforma Consumidor.gov.br viabiliza que queixas de consumidores registradas no portal sejam respondidas pelas empresas. Na média, o prazo de resposta no ano passado foi de 6,5 dias. Ela conta com mais de 2,5 milhões de reclamações registradas e 637 empresas participantes. (Convergência Digital, dados de balanço do portal Consumidor.gv.br . Acesso em 14.3.2020)

Brasileiro cada vez mais abandona a telefonia fixa. O brasileiro está desistindo de vez da telefonia fixa. De janeiro de 2019 a janeiro de 2020 foram desativadas 4,13 milhões de linhas fixas. A região Nordeste foi onde houve o maior porcentual, 12,5%. Na região Sudeste, o porcentual ficou em 10,4%. Ao final do mês havia no país 32,95 milhões de assinantes, 553 mil a menos que em dezembro de 2019 – retração de 1,65%. A queda da telefonia fixa começou em 2014, quando chegou a pouco mais de 44 milhões de linhas ativas. A substituição da linha fixa pela móvel – com a massificação do 3G e depois do 4G – é uma realidade, principalmente, entre a população de menor renda econômica. A queda atinge tanto as concessionárias quanto as autorizadas. Nas áreas de concessão, houve 293,4 mil desligamentos em janeiro. Em relação ao primeiro mês do ano em 2019, houve retração de 14% nas linhas das concessionárias, ou 2,8 milhões de desligamentos. As concessionárias somaram 17,8 milhões de clientes. Já as autorizadas desligaram 259,6 mil usuários em janeiro. Em relação a janeiro de 2019, foram 1,24 milhão de cancelamentos. Ao final de janeiro de 2020, as autorizadas tinham 15,13 milhões de clientes. No market share, as concessões responderam por 54,1% do mercado e as autorizadas por 45,9%. A Vivo detinha 32% do mercado (10,53 milhões de clientes), a Oi ,30,6% (10,08 milhões) e a Claro, 29,4% (9,69 milhões). A Algar possuía 3,9% (1,27 milhão), e a TIM, 3,2% (1,06 milhão). (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 7.3.2020)