Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso por meio de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e veículos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2020.

Brasil é o país mais influenciado por conteúdos de redes sociais. A penetração de conteúdos entre os usuários únicos de redes sociais no Brasil alcança 97%, o índice mais alto do mundo, ultrapassando países como China, Índia e Estados Unidos. Conteúdos relacionados à educação e finanças foram os que mais cresceram em interações, 60% e 47%. E devido ao distanciamento social imposto pela pandemia, menções sobre alimentação (+30%) e cuidados com casa e jardim (+28%) também concentraram mais interações. Já os segmentos de lazer e turismo apresentaram queda de 38% nas respostas dos usuários. As ações sinalizadas com o handshake de “parceria paga por” cresceram 13% no Facebook e 48% no Instagram na relação ano a ano. Já os publiposts sinalizados com hashtags #ad #publi #publipost #promo cresceram 101% na análise cross plataformas. O engajamento nas redes em 2020 foi 25% maior do em 2019. Os conteúdos em vídeo também tiveram alta, com 49 bilhões de visualizações e 4,7 bilhões de interações, crescimento de 35% e 20%, respectivamente, em relação a 2019. Entre os consumidores frequentes desse formato de conteúdo, a análise aponta que a maioria consome até 3 horas de vídeo por semana. Enquanto marcas e publishers conquistaram a audiência no Facebook e produziram mais conteúdo no Twitter, esses formadores de opinião tiveram grande participação no Instagram, concentrando 72% das ações nas redes, com alcance de 55% da audiência em relação às outras plataformas. E o engajamento dos influenciadores cresceu, em média, 31% sobre 2019. Os consumidores brasileiros passaram, em média, mais de 47 horas nas redes durante o mês de dezembro, tempo apenas alguns minutos atrás dos usuários no México. Em números absolutos, o estudo da Comscore contabilizou 24,4 bilhões de interações no Facebook, Instagram e Twitter de marcas, publishers e influenciadores – índice 25% maior do que o que foi registrado em 2019. Além disso, foram somadas 9 milhões de publicações nessas redes em 2020, número 21% maior em relação ao ano anterior. O Instagram foi a plataforma com maior share de ações no último ano; a rede foi responsável por 72% delas em 2020. O Facebook foi a plataforma com maior alcance, com 65% da atenção dos usuários, já o Twitter foi o campeão em conteúdo, com 52% do share de posts. O volume de comentários nas redes também cresceu 5% em relação a 2019. (Veja mais em Convergência Digital. Dados de pesquisa da Comscore. Acesso em 6.6.21)

Mais da metade das empresas não confia nas respostas dos próprios dados. A demanda por dados aumentou durante a pandemia de Covid-19. Localmente, 83% dos participantes fizeram essa afirmação – sendo que 48% observaram este aumento e conseguiram endereçá-lo, enquanto 35% enfrentaram dificuldades para atender à necessidade. A média global é de 84%. Este movimento, impulsionado pela mudança no comportamento dos consumidores – que priorizaram compras e outras experiências online –, fez com que os negócios também se tornassem mais dependentes dos dados. O Brasil se destaca nesta questão. Apesar da maior dependência e da necessidade de insights confiáveis para a tomada de decisão, os negócios ainda enfrentam dificuldades com a qualidade das informações capturadas de consumidores e empresas. 32% das companhias no mundo dizem que esses dados são imprecisos e que 55% dos líderes não confiam nas respostas. Por conta disso, mais da metade dos participantes da pesquisa afirma que melhorar a qualidade é uma prioridade – no Brasil, o número de respondentes chega a 62% nesta questão. Outra falha causada pela falta de segurança nos insights é a falta de agilidade: 54% dos respondentes brasileiros admitiram este problema, o que impactou a resposta às mudanças geradas pela pandemia de Covid-19. O Reino Unido foi o mais afetado, 64% fizeram esta afirmação; nos Estados Unidos 62% concordam, mesmo número da média global. Para aprimorar esta frente, o relatório indica caminhos tomados pelas empresas. A maior parte afirma ter problema com falta de habilidade dos profissionais para lerem os dados (62% no mundo e 59% no Brasil). Por isso, 8 em cada 10 dizem estar contratando pessoas para funções dedicadas aos dados nos próximos seis meses, pela média global. Outro ponto de melhoria é a oferta de mais tecnologia para as equipes, 77% dos líderes no Brasil e 82% no mundo. No Brasil 87% dos entrevistados confirmaram que poderiam usar seus dados para o bem comum, acima da média global de 77%, e 81% disseam que foram capazes de fazer isso nos meses de distanciamento social no país. Localmente, as companhias se mostraram mais dispostas a compartilhar talentos que atuam com dados para desenvolver soluções, aumentar a colaboração entre empresas e fornecer treinamentos e ferramentas para quem perdeu o emprego por conta da pandemia. Entre outros pontos citados estão trabalho voluntário e oferta de informações para organizações não-governamentais e órgãos do governo. (Veja mais em Convergência Digital. Dados de pesquisa Pesquisa Global de Gestão de Dados, realizada pela Experian nos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil. Acesso em 6.6.21)

Brasileiros acham um tédio fazer atualização de segurança em PCs e celulares. Os brasileiros são menos inclinados a realizar atualizações de segurança em dispositivos eletrônicos, a instalação de novos recursos é uma tarefa considerada rotineira e tediosa para 42% dos brasileiros, que muitas vezes adiam as atualizações. 7 em cada 10 usuários não consideram sequer assumir riscos ao optarem por realizar atualizações em uma data posterior. Os números da pesquisa mostram que os brasileiros são os que menos atualizam seus dispositivos em relação aos vizinhos da América Latina. O país campeão neste quesito é o Chile com 54%, seguido de Argentina (52%), Colômbia (52%), Peru (48%) e México (43%). No Brasil, estar ocupado no trabalho (33%), não querer parar de usar seu dispositivo naquele momento (23%) e não querer fechar o programa/aplicativo que está utilizado (20%) estão entre as razões mais citadas para o adiamento. 71% dos brasileiros não enxergam riscos em postergar as atualizações. A amostra incluiu 1 mil participantes da Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido; além de 500 entrevistados na África do Sul, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Chile, China, Colômbia, Emirados Árabes, Estados Unidos, Holanda, Índia, México, Peru, Portugal, Romênia, Rússia e Turquia. Todos os participantes usavam computador, smartphone e/ou tablet para cuidar de assuntos pessoais ou de trabalho, e 76% deles estavam empregados. (Veja mais em Convergência Digital. Dados de pesquisa realizada realizada em abril de 2021, com 15 mil entrevistados online para explorar as tendências de como as pessoas se comportam ao atualizar seus dispositivos pela empresa de cibersegurança Kaspersky e pela consultoria de mercado Savantem em 23 países. Acesso em 6.6.21)

Teletrabalho aumenta produtividade, mas reduz bem-estar. Depois de um ano de intensificação do trabalho remoto, a percepção é de que a produtividade aumentou, mas cobrou seu preço na redução do bem-estar dos profissionais. Mais de 58% dos respondentes da pesquisa afirmaram ser mais produtivos ou significativamente mais produtivos em home office. Em 2020, esse índice ficou em torno de 44%. Considerando somente a opção “significativamente mais produtivo”, as mulheres tiveram uma proporção de respostas de 29,1% contra 18,1% entre os homens. Sobre os cargos hierárquicos, entre profissionais em postos de gerência e/ou liderança, 13% das respostas apontam para patamares menores ou muito menores de produtividade do trabalho remoto. Entre profissionais de nível hierárquico mais elevado, essa proporção atingiu 22,4%. Com relação aos desafios do trabalho remoto, o senso positivo de produtividade nem sempre está alinhado à percepção de equilíbrio e bem-estar do colaborador. Entre as opções oferecidas aos pesquisados, para identificar os principais obstáculos do home office, as três que mais se destacaram foram “maior volume de horas trabalhadas”, apontado por 24%; “dificuldade de relacionamento” e “dificuldade de comunicação”, ambas com 16%. Para 14% dos respondentes, o “equilíbrio com demandas pessoais” é também uma das questões presentes. Sobre os receios quanto à continuidade do trabalho remoto, para 20,6% o maior é a perda de convívio social, seguida de maior carga de trabalho no modelo remoto (15,5%) e piora de comportamento por ausência de convívio (13,5%). Ou seja, teme-se pela continuação de uma carga de trabalho elevada que cause ou reflita a dificuldade de equilibrar a vida pessoal e profissional. Além disso, a continuidade da situação que impõe o trabalho remoto faz com que a perda do convívio, e seus consequentes prejuízos, perdurem. Os comentários dos respondentes apontam para um esgotamento mental que envolve tanto a situação crítica da pandemia quanto os desafios já mencionados. Por isso, não podemos nos deixar seduzir pela alta produtividade. A maior parte dos respondentes (87,3%) iniciou suas atividades de trabalho remoto como medida de contenção da disseminação da Covid-19. O perfil se caracteriza pela localização predominante na região Sudeste do país, especialmente em São Paulo (48,3%) e Minas Gerais (16,8%). (Veja mais em Convergência Digital. Dados da egunda edição da pesquisa Novas Formas de Trabalhar: as adequações ao home office em tempos de crise, realizada pela Fundação Dom Cabral em parceria com Grant Thornton Brasil e Emlyon Business School. Acesso em 28.5.21)

Consumo de Internet dobrou no Brasil por conta da Covid-19. A quantidade de horas que os brasileiros passam na internet trabalhando de casa praticamente dobrou em decorrência da pandemia da Covid-19. O incremento do uso da internet implica em desafios para os provedores. No caso do Brasil, o número de horas de uso da internet para trabalho de casa — que a pesquisa denominou WFH, do inglês working for home — passou de 3h41m por dia antes da Covid-19 para 6h44m por dia. Comportamento semelhante foi observado no México. O volume de aumento é maior que o identificado globalmente, de cerca de duas horas diárias — passando de 3h4m para 4h59m. A pesquisa considerou tanto uso de redes fixas quanto móveis. Durante a pandemia, os consumidores passaram a ficar mais exigentes com relação à velocidade da internet em casa, além da cobertura do Wi-Fi e estabilidade de conexão. No Brasil, a maior preocupação no período foi a desconexão dos serviços de internet (50%), perda de informação (28%) e ataques cibernéticos (19%). Questionados sobre os cenários de internet para trabalhar em casa passada a pandemia, brasileiros e mexicanos afirmaram que o cenário WFH deve permanecer. Com relação a serviços agregados que poderiam ter em casa, após a Covid-19, 56% dos brasileiros responderam serviços de segurança, 47% de nuvem e 38% controle da casa pela internet. Essas demandas representam oportunidade para as empresas prestadoras de serviço de internet. A pesquisa confirmam a necessidade da conectividade de boa qualidade e de ISPs comr segurança. O consumo de streaming também aumentou durante a pandemia, mas não chegou a dobrar no Brasil: foi de 2,5 horas para 3h43m. Nesse quesito, o Brasil ficou abaixo do aumento médio global de quase duas horas. Já com relação à compra de conteúdo online, como filmes, músicas e jogos, o Brasil e o México registraram aumentos fortes — 71% e 76%, considerando melhorias de contratos e novas compras —, acima da média global de 53%. (Veja mais em Convergência Digital. Dados da Amdocs para América Latina e Caribe. Acesso em 28.5.21)

Pequenos provedores lideram oferta de banda larga em 20 estados. Os pequenos provedores somados lideram o mercado de oferta de banda larga no Brasil em 20 estados, concentram velocidades mais altas e uma maior proporção de conexões em fibra óptica. É um desempenho e tanto em um segmento que, embora menos que na telefonia celular, também é concentrado no topo. Três empresas não PPPs – Claro, Vivo e Oi – detêm 58% do mercado, com 21,3 milhões dos 36,2 milhões de acessos ativos de banda larga fixa. As demais 5,9 mil empresas com menos de 5% do mercado total – regra da agência que caracteriza quem é PPP, menos de 1,8 milhão de acessos – respondem por 14,9 milhões de contratos ativos. Nesse universo há empresas como Algar, Brisanet e TIM, com cerca de 700 mil clientes cada, mas também pelo menos 1 mil provedores com menos de 80 acessos em serviço. Heterogêneo, esse grupo das PPPs puxa o crescimento das conexões internet no país. Em 2020, elas somaram 4 milhões de novos acessos, em um ano cujo crescimento líquido foi de 3,3 milhões de conexões (Vivo e Oi perderam mais clientes do que ganharam em 2020). A fibra óptica representa 47% de todas as conexões fixas à internet no país. Mas enquanto essa é a tecnologia de cerca de um terço das conexões das grandes empresas, no conjunto das PPPs a fibra responde por mais de 70% das conexões – ou 10 milhões dos mais de 14 milhões de acessos desse grupo. Como resultado, é maior a proporção das conexões das PPPs com as maiores velocidades. Mesmo considerando-se as conexões de fibra, as grandes empresas têm 46,6% de acessos com mais de 34 Mbps. Entre as PPPs, as velocidades mais altas representam 53,4% do total. (Veja mais em Convergência Digital. Dados da Anatel. Acesso em 28.5.21)

Instagram já tem 35% mais audiência que Facebook. O público no Instagram já é 34,7% maior que do Facebook, ante a vantagem de 28% no primeiro trimestre de 2020. A rede social de imagens também teve 22 vezes mais interações do que o Facebook, contra 16 vezes no primeiro trimestre de 2020. Apesar de o Instagram ser a rede com maior público e melhor engajamento, 61,9% das postagens dos perfis de marcas ainda são no Facebook, mesmo o número sendo menor em comparação com o segundo trimestre de 2020, quando a concentração de posts na rede representava 70,1%. Sobre a quantidade de posts no Brasil, é possível perceber que o montante de publicações é quase o mesmo, mas, ao contrário do que acontece no mundo, a audiência das marcas é menor no Instagram, mesmo o engajamento sendo muito maior. Ainda segundo o estudo, a quantidade de tempo que usuários passam no Facebook voltou aos níveis anteriores à pandemia, tendência que começou no segundo trimestre de 2020. (Veja mais em Convergência Digital. Dados de estudo mundial da Socialbakers. Acesso em 28.5.21)

Receitas com software crescem 30% em 2020 e ultrapassam R$ 42 bilhões. Com a maior demanda por soluções digitais como resposta às dificuldades trazidas pela pandemia de Covid-19, provedores de software no Brasil tiveram alta de 30% nas receitas em 2020, que alcançaram US$ 8,15 bilhões, cerca de R$ 42 bilhões. A receita do mercado de cloud pública em 2020 foi de US$ 3,02 bilhões, [cerca de R$ 15 bilhões], incluindo IaaS, PaaS e SaaS.” Plataformas de colaboração também foram alvo de investimentos, e o ERP, que apesar de já ser uma plataforma consolidada, cresceu acima de 25% em 2020. Em 2021 o crescimento do mercado de software no país não será tão acelerado como em 2020, quando as organizações correram para resolver gargalos e atender a demanda, mas deve ficar no patamar dos dois dígitos. (Veja mais em Convergência Digital. Dados da consultoria IDC Brasil, a partir de dados que incluem, entre outras, as vendas de software para infraestrutura de TI, gerenciamento de dados, endpoint, rede, CRM, ERM, SCM, ferramentas colaborativas e de inteligência artificial. Acesso em 28.5.21)

IBGE: Internet chega a 82% dos domicílios, mas 40 milhões de brasileiros seguem sem acesso. Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua e números de 2019, o IBGE que cresceu a proporção de domicílios brasileiros com acesso à internet – o índice subiu de 79,1% para 82,7%, na comparação com 2018, aumento de 3,6%. No entanto, o Instituto aponta que 40 milhões de pessoas não têm acesso no país. Em 2019, em 12,6 milhões domicílios do país não havia internet, devido à falta de interesse (32,9%), ao serviço de acesso ser considerado caro (26,2%) ou por nenhum morador saber usar a internet (25,7%). O peso financeiro é apontado pelo fato de que o rendimento médio per capita dos domicílios com utilização da internet (R$ 1.527) era o dobro da renda dos que não utilizavam a rede (R$ 728). O rendimento médio per capita dos que utilizavam tablet para navegar na internet (R$ 3.223) era mais que o dobro do recebido por aqueles que acessavam a rede pelo celular (R$ 1.526). Sendo que o telefone móvel continuou o principal equipamento de conectividade – está em 99,5% dos domicílios que acessavam a rede. Em seguida aparece o microcomputador (45,1%); a televisão (31,7%) e o tablet (12,0%). Houve redução de 3%. no uso do microcomputador e de 1,4%. no de tablet, mas alta de 8,4% no uso da televisão. O uso da conexão por banda larga móvel passou de 80,2% em 2018 para 81,2% em 2019; já o da banda larga fixa cresceu de 75,9% para 77,9%. Apenas na região Nordeste o uso da banda larga móvel (63,8%) foi menor que o da fixa (80,4%). Entre 2018 e 2019, cresceu a proporção de domicílios com os dois tipos de banda larga (de 56,3% para 59,2%) e caiu de 23,3% para 21,4% o percentual dos que só usam conexão móvel, assim como o dos que usam só a banda larga fixa (de 19,0% para 18,1%).Com base nos dados de 2019, o Brasil tem 40 milhões de pessoas que não usam a rede. Entre as 183,3 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade no país, 143,5 milhões (78,3%) utilizaram a internet nos últimos três meses. Jovens adultos entre 20 e 29 anos foram os que mais acessaram. O uso é maior entre estudantes (88,1%) do que entre não estudantes (75,8%). Os estudantes da rede privada (98,4%) usam mais do que os da rede pública (83,7%).Em 2019, 81,8% dos estudantes da rede privada acessavam a internet pelo computador, contra 43,0% da rede pública. O uso da televisão para acesso à internet ocorria para 51,1% dos estudantes da rede privada, o dobro do apresentado entre estudantes da rede pública (26,8%). No uso do tablet, a diferença chega a quase três vezes. O celular foi o principal equipamento utilizado para acessar a internet pelos estudantes nas redes pública (96,8%) e privada (98,5%). O percentual dos que fizeram chamadas de voz ou vídeo via internet subiu de 88,1% para 91,2%. O acesso para assistir a vídeos, filmes e séries cresceu de 86,1% para 88,4%. No período analisado, o percentual de utilização da internet nos domicílios subiu de 79,1% para 82,7%. O crescimento mais acelerado da utilização da internet nos domicílios rurais – de 49,2% em 2018 para 55,6%, em 2019 – ajudou a reduzir a diferença em relação à área urbana, onde a utilização da internet subiu de 83,8% para 86,7%. Este crescimento ocorreu em todas as grandes regiões, sobretudo na região Nordeste, que, apesar do aumento de 5,2 pontos percentuais no período, se manteve como a região com menor percentual de domicílios com acesso à internet (74,3%). Nos 12,6 milhões de domicílios do país em que não havia utilização da internet, os três motivos que mais se destacaram (84,8%) foram: falta de interesse em acessar a internet (32,9%), serviço de acesso à internet era caro (26,2%) e nenhum morador sabia usar a internet (25,7%). Em outros 6,8% das residências os moradores disseram que não havia disponibilidade de rede na área do domicílio e 5,0% alegaram o alto custo do equipamento eletrônico para conexão. Em área urbana, o percentual de domicílios sem utilização da internet que alegaram esses três motivos chegou a 91,9%. Nas áreas rurais, 19,2% dos domicílios não utilizavam internet porque não dispunham do serviço na localidade, contra apenas 0,6% em área urbana. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Em 2020, com Covid-19, 13 milhões passaram a comprar pela internet no Brasil. O comércio eletrônico conquistou 13 milhões novos consumidores no Brasil em 2020, elevando em 29% o total de clientes online em relação a 2019. Os dados são do Webshoppers 43 Ebit/Nielsen & Bexs Banco. As medidas de restrição de circulação e o fechamento de lojas físicas durante a pandemia foram os principais fatores para o crescimento da primeira compra em sites. No varejo offline, 20% das lojas tiveram de fechar as portas, sendo as regiões Norte e Nordeste as mais impactadas. No entanto, em 2020, a região Norte foi a que mais ganhou novos consumidores online, com crescimento de 4% em relação ao ano anterior. 83% dos consumidores que compraram online pela primeira vez em 2020 repetiriam a operação. 69,5% afirmaram que promoveriam a loja onde realizaram a compra. Já a quantidade de detratores – passíveis de registros negativos – representa 15,2% dos entrevistados. Entre os insatisfeitos com a experiência online, 28% apontam o prazo de entrega como o principal motivo. Outras razões para a insatisfação registradas pelos consumidores que não indicariam o site onde realizaram a compra são a qualidade do atendimento e dos produtos enviados. O frete também é decisivo no momento da compra. De acordo com a pesquisa, 5,9% dos consumidores que não precisaram pagar pelo transporte apresentaram queixas. Já 15,7% dos clientes que desembolsaram acima de R$ 199,99 para o envio, a experiência de compra não foi satisfatória. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Com Covid-19, telecom volta a ser campeã de reclamações. As telecomunicações voltaram ao topo do ranking de reclamações dos consumidores em 2020. Os dados da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça mostram que 3,2 milhões de brasileiros se queixaram nos Procons de todo o país e na plataforma Consumidor.gov.br. Mais de dois em cada cinco, contra serviços e empresas de telecom. Boa parte dos brasileiros permaneceu em casa e fez bastante uso de telefonia, de pacotes de serviços, banda larga, internet. De um lado, o ano foi atípico porque os próprios Procons tiveram que suspender atendimento – e o resultado foi uma queda de 2,59 milhões para 2,06 milhões de reclamações nas unidades estaduais ou municipais de atendimento ao consumidor. Já no portal Consumidor.gov.br, cresceram 35%, para 1,19 milhão. Telecom se destacou em ambos os caminhos, representando 18,3% das queixas nos Procons e 26,6% no portal de mediação consumerista. De 3,2 milhões de reclamações, telecom concentrou 693 mil. Telefonia celular, telefonia fixa, aparelho celular, telefonia pós paga, pacotes de serviços (combo) e internet fixa são os temas mais comuns. Problemas de cobrança envolvem 4 de cada queixas, seguidos de problemas em contratos, má qualidade e atendimento. O setor também manteve-se como aquele com melhores índices de resolução de conflitos, seja nos Procons (88%) ou pelo portal Consumidor.gov.br (90%) – bem acima das médias de ambos, 74,8% e 78,4%, respectivamente. Considerando-se os Procons, o setor de telecomunicações também concentra as empresas mais reclamadas do país. A exceção em 2020 foi o topo do ranking, com a distribuidora de energia paulista Enel figurando em primeiro lugar por conta dos erros nas cobranças ocorridas em meados do ano passado. As quatro posições seguintes, porém, foram ocupadas, respectivamente, por Oi (com 89.602 reclamações), Vivo (88.046), Claro (88.274) e TIM (68.465). Juntas, representam 28% das 1,19 milhão de queixas nas unidades. “É um setor extremamente demandado porque é o tipo de serviço que usamos a todo momento. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Queixas sobre comércio eletrônico disparam 86% e alertam para proteção de dados. A dependência maior da internet em 2020 fez dispararem 86,8% as reclamações relacionadas a comércio eletrônico no portal Consumidor.gov.br. E se as broncas relacionadas a compra e venda pela web acompanham a maior intensidade do canal, o ambiente online salienta um problema adicional: a proteção de dados. Temos problemas relacionados à proteção de dados dos consumidores. Bancos de dados e cadastros de consumidores aparecem com destaque na nossa plataforma Consumidor.gov.br. Sabemos que muitos consumidores ficaram sujeitos a alguns golpes cometidos em ambiente virtual, ainda se adaptando à nova realidade do comércio eletrônico, de utilizar mecanismos digitais. Segundo números divulgados pela Senacon, problemas com “bancos de dados e cadastros de consumidores” foram o segundo assunto que isoladamente mais levou a queixas no portal de mediação do Ministério da Justiça, 6,5% de 1,19 milhão que reclamações, atrás apenas de demandas sobre cartão de crédito ou débito (7,6% do total). Estamos fazendo todo um trabalho de educação para o consumo, alertando sobre esses riscos. Proteção de dados do consumidor é um dos focos dos trabalhos da Senacon em 2021. Ainda neste mês vamos assinar um acordo de cooperação técnica com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados nesse sentido. Já temos um núcleo tratando desse tema no Conselho nacional de Defesa do Consumidor. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Internet bate recorde no Brasil e PTT de São Paulo é maior do mundo em tráfego. O IX.br, um dos maiores conjuntos de Pontos de Troca de Tráfego Internet (PTT) do mundo, bateu novo recorde histórico em 7 de março, ao atingir pico de troca de tráfego de 16 Tb/s. A marca, única no planeta, representa crescimento de 60% na comparação com 2020. Iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o IX.br (Brasil Internet Exchange) cria e promove infraestrutura necessária para a interconexão direta entre as redes que compõem a Internet no Brasil. Em 2020, o tráfego agregado das 33 localidades em que o IX.br está presente chegava a 10Tb/s, e em março alcançou 16 Tb/s. Essa elevação expressiva também foi observada no PTT de São Paulo, que dia 9/3, atingiu 12 Tb/s, 50% a mais do que em março de 2020. Em relação aos maiores IX da Europa, o IX.br de São Paulo teve um crescimento anual superior, passando a ser o líder mundial em pico de tráfego e número de redes conectadas. Esses números se justificam, em parte, pelo aumento na procura por conexão aos nossos IXPs (Internet Exchange Points ou PTTs), com 924 novas conexões no período e 527 novos participantes, sendo 377 em São Paulo. Também houve entrada de novos provedores de conteúdo e o aumento do número de acessos ativos. Essa elevação não se deve necessariamente à pandemia Covid-19, que, em função do distanciamento social e das restrições de mobilidade, ajudou a alavancar o uso da Internet. Houve um acréscimo em março de 2020, no início da pandemia na ordem de 15%, juntamente com uma mudança no perfil do tráfego diário, que ficou mais semelhante ao dos domingos. A partir de junho de 2020, o perfil de tráfego retornou ao padrão normal, sendo que o aumento no tráfego continuou muito consistente. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Governo já tem 4,8 milhões de cadastros com biometria facial no Gov.br. O cadastro unificado para atendimento online no serviço público federal contava com 96 milhões de brasileiros registrados em março de 2021, sendo 4,8 milhões deles com identificação por biometria facial, agora batizada como nível ‘ouro’ no novo modelo de classificação. O nível bronze, prata e ouro – diretamente relacionados às assinaturas digitais simples e avançada – implica no tipo de serviço público viável pela internet. Doss 96 milhões, 6,6 milhões estão identificados no cadastro governamental como nível prata, em grande medida oriundos da adesão de bancos públicos e privados ao login único do governo federal. Os demais 84,6 milhões têm assinaturas simples, ou bronze. Prata e ouro equivalem à assinatura avançada. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Banda larga fixa é o serviço pior avaliado pelos consumidores. Único serviço em crescimento contínuo de clientes nos últimos anos, a banda larga fixa é também o único que os consumidores avaliam estar piorando, pelo menos desde 2015, quando a Anatel começou a fazer pesquisas anuais de satisfação. Enquanto a telefonia fixa, a móvel pós e pré paga, e a TV por assinatura têm notas crescentes, a internet fixa regrediu. Segundo dados divulgados pela Anatel, em 2015 os brasileiros davam nota 6,58 para a banda larga fixa, em escala de 0 a 10. Esse número encerrou 2020 em 6,51. Todos os demais evoluíram: a banda larga fixa cresceu em mais de 5 milhões de acessos – encerrando 2020 com 36 milhões de conexões ativas. Mas enquanto as queixas de telefonia e TV estão mais relacionadas à cobranças e atendimento, o acesso à internet é o serviço com mais queixas sobre funcionamento, reparos e religamentos. Essa percepção de qualidade está relacionada à própria importância das conexões fixas no dia a dia, particularmente a partir do isolamento a partir da pandemia de Covid-19. Apesar da percepção negativa, os indicadores sugerem que a qualidade do serviço melhorou, ao menos do ponto de vista técnico. Mas o consumidor reclamou mais. Para a Anatel, dois pontos merecem atenção aí: há um maior estresse pela dependência da internet no cotidiano, seja escolar ou profissional, e com várias conexões simultâneas na mesma residência; por outro lado, falta clareza das operadoras na hora de ofertar os planos. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

Brasileiros admitem vazar dados em troca de benefícios pessoais. 60% dos profissionais ouvidos em pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental admitiram não dar tratamento adequado às informações confidenciais da organização em que trabalham e desses, 13% apresentam baixa resiliência no tema, indicando que tendem a vazar informações em troca de benefícios pessoais diretos, como dinheiro ou presentes. 47% não guardam sigilo das informações da sua organização por não perceberem a sua importância, ou ainda, por receberem benefícios indiretos no seu vazamento, como status social ao demonstrarem possuir esse conhecimento para outras pessoas. Apenas 35% denotam saber lidar adequadamente com tais informações, tendo consciência de que se trata de um bem, mesmo que intangível, da organização. Foram analisadas respostas de 2.435 funcionários de diferentes níveis hierárquicos (estratégico, tático e operacional) de 24 empresas privadas situadas no Brasil. O objetivo era compreender a visão do indivíduo frente a hipóteses de conflitos éticos e seu nível de resiliência a estes dilemas que poderão estar expostos no ambiente organizacional. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 22.4.21)

No Brasil, 75% confiam mais em robôs que em humanos em questões financeiras. A pandemia Covid-19 aumentou a ansiedade financeira e mudou as atitudes e a maneira de como administrar as finanças. Segundo a pesquisa da Oracle com mais de 9 mil consumidores e líderes empresariais em 14 países, 75% dos 500 brasileiros entrevistados confiam mais em robôs do que em humanos em relação ao dinheiro. Isso não significa que os profissionais de finanças estão saindo ou sendo substituídos totalmente, mas sugere que devam se concentrar no desenvolvimento de habilidades sociais adicionais à medida que seu papel evolui. 69% dos entrevistados deles confiam mais em um robô do que em si mesmos para gerenciar as finanças; 76% confiam em robôs em vez de em suas próprias equipes financeiras. E 93% acreditam que os robôs podem melhorar o trabalho detectando fraudes (55%), criando notas fiscais (24%) e realizando análises de custo-benefício (30%). Além disso, 74% confiam mais em robôs em vez de consultores financeiros pessoais, enquanto 84% dos consumidores acreditam que os robôs podem ajudar na gestão financeira, ajudando a reduzir gastos (43%) e fazendo investimentos em bolsa (28%). No caso dos líderes empresariais, 61% deles acreditam que os robôs substituirão os profissionais de finanças corporativas nos próximos cinco anos. E 92% deles querem a ajuda de robôs para tarefas financeiras, incluindo aprovações financeiras (53%), orçamento e previsão (33%), relatórios (52%) e gerenciamento de conformidade e risco (46%). 91% dos consumidores afirmam que os acontecimentos de 2020 mudaram como se sentem em relação ao dinheiro, com as pessoas se sentindo ansiosas (34%), com medo (42%) e sujas (8%). Quase metade (49%) dos consumidores afirmou que apenas o dinheiro é um obstáculo para fazer negócios. (Veja mais em Convergência Digital. Acesso em 13.2.21)