Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso por meio de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e órgãos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2017.

As fontes estão citadas no final das notas, com links para os textos integrais. Para ver os dados de 2007 até hoje, consulte as outras páginas desta seção pela barra de navegação à esquerda. Não publicamos estatísticas de previsões.

  Crimes cibernéticos: No Brasil, 30% das vítimas têm relação pessoal com o cibercriminoso. O Brasil ficou na 13ª posição em relação a exposição a riscos digitais, com umÍndice de Cidadania Digital de 71%. Um dos pontos que mais chamaram a atenção foi que em 30% dos casos ocorridos no Brasil, as vítimas de crimes cibernéticos tinham contato pessoal com o responsável, contra 36% no mundo, e 57% das pessoas conheciam o algoz, presencial ou virtualmente. Entre os riscos online mais comuns, 51% dos entrevistados citam os contatos indesejados, seguidos por . solicitações envolvendo sexo (23%), enquanto 21% afirmaram ter sofrido algum tipo de fraude,  21% receberam mensagens sexuais indesejada, 20% sofreram  assédio online (não sexual). No Brasil, o grupo dos jovens com idade entre 18 e 34 anos foi o mais exposto aos riscos (81%), o segundo maior índice no mundo. Uma possível explicação para essa realidade é o fato de que os chamados millenials serem os primeiros a crescer no ambiente digital e por isso não temerem os riscos. Entre os entrevistados, 51% demonstraram extrema ou muita preocupação com riscos digitais, enquanto 23% não se enxergam ameaçados. O estudo considera como assédio os seguintes tipos de comportamento online: assédio (ofensas online, excluindo conteúdo de cunho sexual), contatos indesejados, mensagens sexuais indesejadas, cyberbullying ou misoginia. Entre as mulheres entrevistadas, 65% relataram algum tipo de abuso, em paralelo a 58% dos homens. Os adultos foram os mais afetados por esses casos, relatados por 66% dos entrevistados. Entre os jovens, o índice é de 58%. As consequências das diferentes formas de assédio foram piores para as mulheres: elas são 10% mais propensas a perder a confiança em pessoas no ambiente off-line em comparação aos homens. Dos jovens, 39% enfrentaram depressão após casos de assédio digital, enquanto 59% perderam a confiança nas pessoas no ambiente off-line. Apesar dos problemas, os brasileiros se destacaram no quesito comportamento digital. Entre os entrevistados, 82% demonstraram preocupação em tratar o próximo com respeito e dignidade, contra 71% na média global. 55% dos entrevistados declararam-se confiantes em gerenciar os riscos online. Ainda, 46% afirmou saber onde buscar ajuda quando necessário. A conscientização digital foi maior entre as mulheres – 88% das entrevistadas afirmaram refletir antes de responder a conversas das quais discordam, em comparação a 63% dos homens. O maior índice de civilidade digital ocorreu entre usuários de 50 a 74 anos – 92% afirmaram tratar pessoas com respeito no ambiente online. O estudo, feito em 2017, analisou os comportamentos de risco online em 23 países. (Convergência Digital, dados de estudo do Telecommunications Research Group, para a Microsoft Corporation. Acesso em 22.2.2018)

  4G cresce 70% em 2017 e chega a 102 milhões de acessos. O 4G voltou a apresentar forte crescimento em 2017. Depois de mais de dobrar a base em 2016, esse segmento cresceu 70,1%, com o ingresso líquido de 42,1 milhões de chips LTE na base da telefonia móvel. Como resultado, no fim do ano os aparelhos com 4G representavam 43,2% do total em uso no país. A telefonia celular, porém, voltou a ficar menor do que em 2016. Entre ingressos e desligamentos, o mercado perdeu mais 7,5 milhões de chips, no terceiro ano consecutivo de recuo. Mas há sinais de recuperação. A Vivo terminou 2017 com mais acessos do que em 2016. E a Claro, embora tenha perdido 1,14 milhões de chips ativos, começou a ganhar clientes no segundo semestre. Tim e Oi ainda amargam perdas. A primeira viu sua base encolher em 4,78 milhões de acessos em 2017, enquanto a Oi perdeu 3,19 milhões de chips. E mesmo a Algar, com base menor (1,3 milhões de acessos) perdeu 29 mil deles em 2017. Boa parte da base celular está migrando do 2G e 3G para o 4G. Mais de 15,2 milhões de chips GSM saíram do mercado e o 2G ficou com 13,7% do total. No 3G, 35,4 milhões de chips foram desligados, embora ainda representem 35,3% da base total. A maior parte parece ter migrado para o 4G. Redes de quarta geração operam em 3.823 municípios, onde moram 93% da população, sendo que chegaram a 2.297 novos municípios ao longo do ano. (Convergência Digital, dados da Telebrasil. Acesso em 22.2.2018)

  Pequenos provedores puxam mercado e banda larga fixa cresce 7,15% em 2017. Enquanto a telefonia (fixa e móvel) e a TV por assinatura passaram por aperto, com queda no número de clientes, a banda larga fixa manteve-se como o único serviço com crescimento contínuo no País. O SCM avançou 7,15% ao longo de 2017, com 1,91 milhão de novos acessos. Em dezembro, foram 93,6 mi. Com isso, o Brasil fechou 2017 com 28,67 milhões de conexões ativas de internet fixa, desempenho superior a 2016, quando o crescimento foi de 1,27 milhão (alta de 4,9%). O destaque de 2017 foram os provedores regionais, que responderam por mais de dois terços (67%) dos novos ingressos – ou 1,28 milhão dos 1,91 milhão de crescimento líquido. A alta de 43% nos acessos desse segmento fez os provedores regionais deterem 14,67% do mercado,  mais 10,94% que no final de 2016. Em 2017, a Tim teve aumento de 85,87 mil contratos (+26,37%), a Sky de 54,86 mil (+17,69%), a Claro de 482,89 mil (+5,74%) e a Vivo 108,14 mil (+1,45%). A Oi foi a única prestadora que teve queda, chegou a 108,83 mil (-1,70%) contratos. Quando comparado a 2016, em 2017, a Paraíba foi o estado que registrou o maior crescimento, com 79,74 mil novos contratos de banda larga (+31,11%), seguida do Ceará com 148,99 mil novos clientes (+25,25%) e do Rio Grande do Norte com entrada de 66,35 mil acessos à sua base (+24,76%). Em números absolutos, São Paulo registrou a maior entrada com 313,50 mil novos contratos (+3,27%), seguido de Minas Gerais com 253,76 mil (+9,68%) e do Paraná com 208,88 mil (+11,33%) novos usuários. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 31.1.2018)

  (mundo) Mais de 350 mil incidentes cibernéticos registrados em 2017. Os incidentes cibernéticos dirigidos às empresas quase duplicaram em 2017 – de 82 mil em 2016, para 159,7 mil em 2017. Como a maioria das brechas de segurança não foi relatada, o número real pode exceder os 350 mil. Foram examinadas brechas de dados, ransomware direcionado às empresas,  comprometimento de e-mail corporativo (BEC, sigla em inglês), ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS, sigla em inglês) e aquisição de infraestrutura crítica e sistemas físicos. Foram registrados 134 mil ataques de ransomware nas empresas, duplicando o número de 2016. Em 2017, outro tipo de ataque de resgate passou a ser aplicado – o ataque de negação de serviço do resgate (RDoS, sigla em inglês) –, quando os criminosos enviam um e-mail aos proprietários do domínio ameaçando um ataque DDoS, o qual tornará o site inoperável a menos que seja pago um resgate, na maior parte dos casos via Bitcoin. As empresas devem fazer planejamento para gerenciamento de crises, ter especialistas em forense e aplicar a lei, além estar preparadas para criar uma carteira Bitcoin, caso necessário o pagamento de resgate. Em 2017, 93% dos registros poderiam ter sido evitados com medidas como atualização periódica e regular de software, bloqueio de mensagens falsas de e-mail com autenticação e treinamento de pessoal para reconhecer ataques de phishing. Entre as brechas reportadas em 2017, 52% foram originadas da atuação de hackers, 15% da falta de software de segurança apropriado, 11% do roubo de informações de cartões de crédito, 11% pela falta de controles internos impedindo ações negligentes ou mal-intencionadas de empregados, e 8% devido aos ataques de phishing. Correções regulares de vulnerabilidades de segurança são recomendadas e ignorá-las pode acarretar brechas como a da Equifax, uma das mais notáveis em 2017. (Convergência Digital, dados do Relatório de Tendências de Incidentes e Riscos Cibernéticos, realizado pela Online Trust Alliance – OTA. Acesso em 31.1.2018)

  (mundo) Empresas do Brasil estão entre as que menos cuidam dos dados na nuvem. O Brasil está entre os três países com empresas ‘menos cuidadosas no compartilhamento com terceiros de informações sensíveis e confidenciais armazenadas na nuvem’, ao lado do Reino Unido e do Japão. Apenas 40% dos dados armazenados na nuvem estão protegidos com criptografia e soluções de gerenciamento de chave. Na Alemanha 61% das organizações protege informações sensíveis ou confidenciais armazenadas na nuvem, à frente dos EUA (51%) e do Japão (50%). O nível ou a segurança aplicadas aumentam quando são enviadas e recebidas pela empresa, para 67% em relação à Alemanha, seguida pelo Japão (62%) e pela Índia (61%). Mais de três quartos (77%) das organizações mundiais reconhecem a importância de ter a capacidade de implementar soluções criptológicas, como a encriptação. A tendência é que isso aumente, com nove em cada 10 (91%) acreditando que esse movimento será maior nos próximos dois anos – mais 86%  que o aferido em 2017. Metade das organizações globais respondeu que informações de pagamento (54%) e dados de clientes (49%) estão em risco quando armazenados na nuvem. Mais da metade (57%) também acredita que a utilização da nuvem as torna mais propensas a burlar regulamentações de privacidade e proteção de dados, um pouco abaixo dos 62% em 2016. Por isso, quase todas (88%) acreditam que a nova Regulamentação Geral de Proteção de Dados da Europa (GDPR, General Data Protection Regulation), irá exigir mudanças na administração da nuvem, com duas em cinco (37%) afirmando que exigirá mudanças significativas. 75% dos entrevistados globais relataram ser mais complexo gerenciar regulamentações de privacidade e proteção de dados em ambiente de nuvem do que em redes nas instalações do cliente, com a França (97%) e os EUA (87%) liderando a lista, seguidos da Índia (83%). (Cloud Computing, dados do estudo “2018 Global Cloud Data Security Study” do Ponemon Institute, encomendado pela Gemalto. Acesso em 26.1.2018)

  (mundo) Sessenta e dois milhões de brasileiros foram vítimas do cibercrime. Os hackers roubaram US$ 172 bilhões de 978 milhões de consumidores em 20 países em 2016. O Brasil é o segundo país que mais perdeu financeiramente com ataques cibernéticos, atrás apenas da China, e o país em que mais crianças sofrem com bulling, na mesma posição que a Índia. Em 2017, cerca de 62 milhões de brasileiros foram vítimas de cibercrime, 61% da população adulta conectada do país. As perdas totalizaram US$ 22 bilhões tendo cada vítima perdido em média 34 horas em consequência dos ataques. As vítimas têm em comum serem entusiastas de tecnologia que se cercam de dispositivos mobile em casa e fora dela, mas falham na segurança cibernética. Este grupo tende a usar a mesma senha em várias contas ou compartilhá-la com outras pessoas. Entre eles, 84% foram afetadas nos últimos 12 meses. Os millenials são as vítimas mais frequentes, 26% não têm proteção em pelo menos um dispositivo e são mais propensos a compartilhar a senha. Entre os entrevistados brasileiros, 59% admitiram compartilhar as senhas, 34% escrevem a informação em um pedaço de papel e 24% usam a mesma senha para todas as contas. As senhas mais compartilhadas são as dos dispositivos conectados domésticos (38%), seguida de desktops (37%) e laptops (36%). Embora 83% dos entrevistados se preocupem com dados bancários, 18% compartilham a senha online de sua conta com outra pessoa. A proteção contra ameaças maliciosas é a maior preocupação sobre segurança online no Brasil, enquanto proteção de identidade e privacidade ocupam o segundo lugar. A maioria dos consumidores possui algum tipo de segurança, mas 19% não possuem proteção em seus dispositivos. O dispositivo móvel é utilizado por 8 em cada 10 entrevistados para compras online, mas 72% acreditam que apresenta risco moderado, assim como o wi-fi público, indicado por 87% das pessoas. 83% acreditam que o crime cibernético deveria ser considerado ato criminoso. Entretanto, comportamentos questionáveis são aceitos, como ler e-mails de outra pessoa sem consentimento (25%), compartilhar informações falsas nas redes sociais (19%) e se identificar com identidade falsa (22%). (Convergência Digital, dados da Norton Cyber Security Insights Report 2017, divulgado nest pela Norton by Symantec. Acesso em 23.1.2018)

  (mundo) Botnet que infectou mais de 100 mil câmeras IP foi disseminado por hackers de 20 anos de idade. O  Departamento de Justiça dos EUA responsabilizou três hackers por um ataque generalizado que paralisou a internet em vários países no fim de 2016. O ex-estudante de Informática de 21 anos Paras Jha admitiu ter codificado o programa malicioso para disseminar o golpe e, juntamente com Josiah White e Dalton Norman, de 20 e 21 anos, respectivamente, se declarou culpado. O ataque paralisou muitos sites em várias partes do mundo em 21 de outubro, incluindo Twitter e Amazon. Paras Jha admitiu ter codificado o “botnet” Mirai, que lhe permitiu controlar 100 mil objetos conectados para lançar ataques de negação de serviço a vários servidores – milhares de computadores tentam acessar um serviço conectado para saturá-lo com solicitações e tirá-lo do ar. O Mirai contamina câmeras de segurança IP e gravadores digitais de vídeo (DVRs). A firma de segurança Imperva estimou que o Brasil foi o segundo país mais afetado (11,8% dos dispositivos infectados), depois do Vietnã (12,8%). Após o golpe, Paras Jha publicou o código-fonte do malware em um fórum para permitir seu uso por outras pessoas. (Convergência Digital, origem dos dados não publicada. Acesso em 20.12.2017)

  (mundo) Ataques levam a aumento de 8% nos gastos com segurança da informação. As despesas mundiais com segurança da informação chegarão a US$ 96,3 bilhões em 2018, crescimento de 8% em relação a 2017. As organizações estão gastando mais em segurança por conta de regulamentos, mudança de mentalidade do comprador, preocupações com ameaças emergentes e evolução para uma estratégia digital de negócio. Grande parte dos gastos é impulsionada pela reação em relação a falhas à medida que ataques cibernéticos de alto perfil e violações de dados afetam organizações em todo o mundo. Os ataques cibernéticos, como WannaCry, NotPetya e Equifax Breach têm um efeito direto em gastos em segurança porque chegam a durar muitas vezes até três anos. Das 53% das organizações que citaram os riscos de segurança como o Fator n° 1 para as despesas do setor, a maior porcentagem dos entrevistados disse que uma violação de segurança é o principal risco que influencia suas despesas. Como resultado, os testes de segurança, a terceirização de TI e informações de segurança e gerenciamento de eventos (SIEM) estarão entre subsegmentos de segurança de crescimento mais rápidos, gerando crescimento nos segmentos de proteção de infraestrutura e serviços de segurança. O Gartner prevê que até 2020, mais de 60% das organizações irão investir em múltiplas ferramentas de segurança de dados, como prevenção de perda de dados, criptografia e ferramentas de proteção de auditoria centradas em dados, atualmente, em torno de aproximadamente 35%. (Convergência Digital, dados da consultoria Gartner. Acesso em 16.12.2017)

  (mundo) Mundo produz 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico, diz relatório. 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico descartado (materiais com baterias, plugues, como televisões, painéis solares, celulares, computadores) foram geradas em 2016 – crescimento de 8% desde 2014. Até 2021, os especialistas previram aumento de 17% no descarte desses materiais. Apenas apenas 20% dos resíduos eletrônicos de 2016 foram reciclados, mesmo com metais recuperáveis e de alto valor, como ouro, prata, cobre, platina e paládio. Cerca de 4% desses materiais foram jogados em aterros sanitários; 76% deles, ou 34,1 milhões de toneladas, provavelmente acabaram incinerados ou reciclados em operações informais, não necessariamente seguras. A queda dos preços dos eletrônicos aumentou o consumo e o descarte dos dispositivos. O desperdício médio por pessoa no mundo foi de 6,1 kg em 2016, mais 5% em relação aos 5,8 kg de 2014. Os países que mais geraram lixo eletrônico per capita foram a Austrália e a Nova Zelândia – cerca de 17 kg por habitante, taxa semelhante à da Oceania. A Europa, incluindo a Rússia, foi a segunda maior geradora dos resíduos, com média de 16,6 kg por pessoa. As Américas geraram 11,6 kg per capita, a Ásia teve descarte de 4,2 kg e os países da África, 1,9kg por habitante. (G1, dados do Global E-waste Monitor 2017, realizado pela Universidade das Nações Unidas, parte da ONU, e pela União Internacional de Telecomunicações. Acesso em 16.12.2017)

  Indústria 4.0 deve atingir 21,8% das empresas brasileiras em uma década. A digitalização do processo produtivo industrial deve atingir 21,8% das empresas brasileiras até 2027. Em 2017, o percentual era de 1,6%. Os números referem-se ao nível mais elevado de conexão da produção – Geração 4 –, com “tecnologias da informação e comunicação (TIC) integradas, fábricas conectadas e processos inteligentes, com capacidade de subsidiar gestores com informações para tomada de decisão”. A pesquisa estabeleceu classificações de quatro gerações de tecnologias digitais: o primeiro nível refere-se a produção pontual de TICs, a segunda geração envolve automação flexível com o uso de TICs sem integração ou parcialmente integradas e a terceira consiste no uso de tecnologias integradas e conectadas em todas as áreas. A expectativa dos empresários é de que os estágios 3 e 4 de uso de tecnologia avancem na próxima década. O nível 3 passará de 20,5% para 36,9%. Os níveis 1 e 2 abririam espaço para empresas mais conectadas. O estudo indicou que 77,8% das empresas brasileiras ainda estavam nas gerações 1 e 2. O maior percentual, em dez anos, estaria concentrado nos níveis 3 e 4, com 58,7% das indústrias. As tecnologias 4.0 deverão influenciar as áreas de relacionamento com fornecedores, desenvolvimento de produto, gestão da produção, relacionamento com clientes e gestão de negócios. No relacionamento com fornecedores, 77,3% dos entrevistados disseram que a probabilidade é alta ou muito alta de as tecnologias digitais serem dominantes nessa relação. (Agência Brasil, dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. Acesso em 16.12.2017)

  Brasil tem 91% dos sistemas autônomos com alocação IPv6. O Brasil tem 91% dos sistemas autônomos com alocação IPv6, bem acima da média mundial de 55%. O País está na terceira fase da política elaborada pelo NIC.br para lidar com o esgotamento dos endereços IPv4. Desde 15 de fevereiro de 2017, estão valendo as alocações iniciais de no máximo /22. No total, cerca de 4 milhões de endereços IPv4 estão reservados, sendo que desde fevereiro aproximadamente 1 milhão de endereços foram alocados. As projeções indicam o esgotamento para o fim de 2019. A política tem beneficiado provedores e organizações que estão entrando. Em agosto, entrou também em vigor a categoria “nano”, que permite alocação de prefixos menores que /22, podendo ser solicitados /24 ou /23. Desde então, 24 alocações (11 blocos /24 e 13 blocos /23) foram feitas, sendo sete no Brasil. Também foi aprovado o aumento do limite superior da categoria small (de 8 mil endereços para 16 mil) e novas categorias a partir de x-large. Quase cem (96) provedores de internet desceram de medium para small. (Convergência Digital, dados divulgados em palestra sobre numeração e alocação de recursos, ministrada por Ricardo Patara, do NIC.br, durante a 7ª Semana da infraestrutura da internet no Brasil. Acesso em 9.12.2017)

Com alta de 15%, Brasil é o segundo maior alvo de ataques web no mundo. No terceiro trimestre de 2017 houve um crescimento global de 69% nos ataques via web, com destaque para o uso de malwares que exploram redes de internet das coisas. O Brasil continuou sendo o segundo principal alvo desses ataques, atrás apenas dos Estados Unidos. A alta nos ataques no Brasil foi de 15% em comparação com o terceiro trimestre de 2016, com 28,6 milhões de ataques registrados pela Akamai. Os EUA lideraram, sendo alvo de 323 milhões de ataques no período, 48% a mais que no trimestre anterior – e contra uma média mundial de 8%. O Brasil foi origem de 6,1% dos ataques em aplicações web, ficando em quinto nesse ranking (era o terceiro no início de 2017), liderado por EUA, Rússia, Holanda e Ucrânia. A indústria de jogos online continua a sofrer a maior parte dos ataques de negação de serviço (DDoS), 86%, acima dos 82% registrados no trimestre anterior. (Convergência digital, dados de relatório da Akamai sobre segurança na internet. Acesso em 29.11.2017)

  Páginas falsas de emprego enganam mais de 300 mil brasileiros. Somente em outubro de 2017, foram identificados mais de 30 golpes que divulgavam falsas vagas de emprego. Até a data de divulgação da pesquisa, mais de 300 mil pessoas haviam curtido, seguido ou seguiam páginas falsas de realocação profissional. Nomes de grandes empresas, como Assaí, Coca Cola, Carrefour, foram usados para aparentar credibilidade e enganar usuários que buscavam por processos seletivos. Muitas pessoas se cadastraram em anúncios sem verificar sua veracidade; as páginas solicitaram que, para avançarem no cadastro na vaga, o usuário compartilhasse o processo seletivo com amigos pelo WhatsApp (para aumentar o efeito viral do anúncio). Após o compartilhamento, o usuário era induzido a se cadastrar em serviços de SMS que efetuavam cobranças indevidas ou a baixar apps falsos, para deixar o smarphone vulnerável a crimes e/ou prejuízo financeiro. (Convergência Digital, dados do DFNDR Lab, laboratório de segurança digital especializado no combate ao cibercrime. Acesso em 29.11.2017)

  Sete entre 10 consumidores acreditam que empresas não levam a sério a segurança dos dados dos clientes. A maioria (70%) dos consumidores deixaria de fazer negócios com uma empresa se esta sofresse violação de dados. Além disso, sete em cada dez consumidores (69%) sentem que as empresas não levam a sério a segurança dos dados dos clientes. Mas os consumidores falham em proteger-se online, com mais da metade (56%) ainda utilizando a mesma senha para várias contas digitais. Mesmo quando as empresas oferecem soluções robustas de segurança, como autenticação de dois fatores, dois quintos (41%) dos consumidores admitem não usá-la para proteger suas contas nas redes sociais. Isso pode ocorrer porque a maioria dos consumidores (62%) acredita que a empresa que detém seus dados é a maior responsável por sua segurança: as empresas são forçadas a adicionar etapas para proteger os consumidores e pôr em prática medidas de segurança, bem como educá-los sobre sua adoção. Varejistas (61%), bancos (59%) e sites de redes sociais (58%) têm bastante trabalho a fazer, sendo os setores que os consumidores deixariam se sofressem uma violação. Mas a preocupação com a segurança dos consumidores é alta, dois terços (67%) têm receio de serem vítimas de violação de dados. Se seus dados forem roubados, a maioria (93%) dos consumidores realizaria ou consideraria realizar medidas jurídicas contra a empresa comprometida.Quando se trata das empresas em que os consumidores menos confiam, mais da metade (58%) aponta os sites de redes sociais e sites de viagens (20%), mas 9% acham que nenhum site oferece risco. Um terço (33%) dos consumidores confia seus dados pessoais mais aos bancos, apesar de serem alvos frequentes e vítimas de violações de dados, seguidos por órgãos reconhecidos do setor (12%), fabricantes de dispositivos (11%) e o governo (10%). (Cloud Computing/Convergência Digital, dados de pesquisa mundial com mais de 10 mil consumidores realizada em nome da Gemalto. Acesso em 29.11.2017)

  Comércio Digital: estudo aponta novas tendências. Nos próximos 10 anos, 90% do crescimento da indústria será impulsionado por companhias que investem no engajamento com seu cliente final. O IDC pediu para fabricantes de produtos que apontassem a tecnologia mais determinante em sua estratégia de relacionamento com o varejo. Analytics foi apontado por 50% como muito importante. Em seguida, a mobilidade para trabalhos em campo, com 9%. Social Business aparece com 5% e Internet das Coisas, com 2%. Em 2016, o IDC perguntou sobre as principais áreas de mudanças nas grandes empresas e a primeira resposta foi a aposta em vendas diretas para o consumidor, que permite ao fabricante uma relação mais próxima com o cliente, pois tem acesso à jornada de compra como um todo. Com o conhecimento necessário, ele pode investir em melhorias para a experiência de compra e visibilidade da marca. A questão, porém, é que ser fabricante ainda não é sinônimo de ter preço menor ou melhor experiência de venda. Por isso, as vendas pelos fabricantes e varejistas ainda devem coexistir por algum tempo. Essa ainda não é uma tendência confirmada. Os consumidores mudaram seus hábitos, então a principal sugestão da pesquisa é que as fabricantes modernizem suas operações e se preparem logo para um mundo omnichannel. A empresa que apenas atender a demanda do cliente vai ficar para trás. Hoje temos consumidores antenados e cientes de sua importância. Por isso, a  missão digital para as empresas é criar experiências de engajamento em grande escala. As expectativas e necessidades dos clientes e revendedores devem orientar as inovações, mas  sua implementação e  eficiência determinarão a lucratividade e competitividade das empresas. (CIO, dados do 8º Relatório Anual de Vendas e Marketing – 8th Annual Sales & Marketing Report 2017 -, produzido pela Consumer Goods Technology – CGT – em parceria com a IDC. Acesso em 29.11.2017)

  Black Friday dá gás às vendas, mas fica longe do desempenho de 2016. A Black Friday ajudou as vendas online e offline, mas embora tenha levado bastante gente às compras, não teve resultado tão bom como em 2016. Enquanto os negócios pela internet cresceram 10,3%, nas lojas físicas a alta foi de 4,9%, percentuais inferiores ao ano de 2016 nos dois casos. Em 2016 o  crescimento online foi de 17%. Nos comércios de rua e shoppings centers, o crescimento foi bem menor que os 11% de 2016. As vendas online registraram faturamento de R$ 2,1 bilhões nos dias 23 e 24 de novembro, quinta e sexta-feira. O número de pedidos cresceu 14%, de 3,30 milhões para 3,76 milhões, enquanto o tíquete médio caiu 3,1%, de R$ 580 para R$ 562, na comparação entre os períodos. As compras realizadas por meio de dispositivos móveis representaram 26,5% do total, e nesse caso o uso desses aparelhos foi bem maior – 41,5% sobre os números de 2016. Os eletrodomésticos representaram 16% dos pedidos, enquanto a categoria de moda e acessórios representou 12%. (Convergência Digital, dados da Ebit e da Serasa. Acesso em 29.11.2017)

  Black Friday brasileira movimentou R$ 2,48 bi no comércio eletrônico. A Black Friday realizada em 24/11 movimentou R$ 2,48 bilhões nas lojas virtuais do Brasil. De acordo com a ABComm, esse montante cresceu 16% em relação a 2016, considerando as lojas virtuais e os marketplaces de 20 a 24 de novembro. No total, foram feitos 10 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 246. Os produtos mais buscados ficaram nas categorias de Informática, Celulares, Eletrônicos, além de Moda e Casa e Decoração. No varejo tradicional, o fluxo nos shopping centers cresceu 8,13% no dia do evento em relação a 2016. Os lojistas virtuais também recuperaram grande quantia de compras que então seriam alvo de desistência pelos consumidores. 806 lojas virtuais recuperaram R$ 121 milhões entre a noite de quinta-feira (23) até o final da sexta (24) com ações direcionadas. Esse valor representa mais de 283 mil novos pedidos após uma primeira desistência, com tíquete médio de R$ 427. Ações que mais resultaram em recuperação de clientes foram por e-mail, com 29%, seguidas por notificações push, com 26% e por overlays inteligentes (mensagens que aparecem na própria página antes do abandono), com 19% de recuperação. Os segmentos que mais resgataram vendas por esse modelo foram: Eletrodomésticos, Eletrônicos, Moda e Acessórios e Viagens. (Convergência Digital, dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – ABComm -, do Índice de Visitantes em Shopping Centers – IVSC -, realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers em parceria com a FX Retail Analytics, e do Linx+ShopBack. Acesso em 28.11.2017)

   Mais de 63% dos domicílios têm acesso à internet, aponta IBGE. Os celulares foram responsáveis pela expansão do acesso à internet nos domicílios brasileiros. Em 2016, a internet estava presente em 63,6% dos lares e em 94,8% havia celulares conectados à rede. Até 2013, menos da metade dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet. Em 2014 o país passou a ter mais de 50% dos lares com conexão à rede. Em 92,3% dos lares brasileiros pelo menos um morador possuía celular em 2016. Já a presença do telefone fixo convencional se restringia a 34,5% dos domicílios. A Região Centro-Oeste do país apresentou o maior número de celulares – 96,9% dos domicílios -, seguida pela Região Sul, 94,8%, e pelo Sudeste, com 93,7%. Nordeste (88,2%) e no Norte (88,1%) apresentaram os menores percentuais. Em relação à presença de telefone fixo, no Sudeste 50% dos lares tinham o aparelho convencional. Na Região Sul, 37,4%, e no Centro-Oeste, 30,7%. Nordeste e Norte apresentaram respectivamente 14,7% e 11,6%. A pesquisa revelou, ainda, que 98,1% dos domicílios do Brasil possuíam geladeira. Em nenhuma região do país o percentual de geladeiras nos domicílios foi inferior a 90% – o menor percentual foi observado no Norte do país (93%), e o maior no Sudeste (99,4%). Também a televisão está presente em quase todos os lares do país (97,4%), variando de 93,9% no Norte a 98,3% no Sudeste. As TVs de tela fina são maioria: 53,9% dos lares só possuíam este tipo de modelo, e 32,8% tinha apenas os televisores de tubo. (G1, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua -Pnad – divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Acesso em 28.11.2017)

   UIT alerta que apesar de avanços no Brasil, o fosso digital aumentou. Novas tecnologias como ‘internet das coisas’, ‘big data’ ou ‘inteligência artificial’ trazem potencial de avanços sociais e econômicos. Mas o potencial é limitado pelo acesso. E o fosso digital entre pobres e ricos ficou maior – com os avanços generalizados, os mais ricos avançam mais rápido que os mais pobres. A posição do Brasil ficou quase estável em relação à de 2016. No geral, subiu de 67º para 66º, e mesmo nos subíndices a variação foi pequena. O melhor desempenho foi no indicador de habilidades dos usuários em TICs, que passou da 92º para 71º. O desempenho piorou nos indicadores de uso (de 56º para 57º) e de acesso (79º para 80º). Em nota, a Anatel destacou que a UIT apontou para o Brasil como país onde a competitividade entre as empresas está em expansão, sendo “um dos maiores mercados de telecomunicações nas Américas”. A UIT mudou a forma de cálculo da cesta de serviços – o Brasil não mais aparece com a telefonia mais cara do planeta. “Em relação aos preços, a UIT levou em conta a renda nacional bruta dos países. Na telefonia móvel, o gasto do brasileiro representa 1,7% da renda, nas Américas é 3,6% e no mundo é 5,2%. Na banda larga fixa, o gasto do brasileiro representa 2,1% da renda, um terço do gasto nas Américas, de 6,4%, e bem inferior à média mundial de 13,9%. Na banda larga móvel, considerando 1 GB, no Brasil 2,3% da renda, enquanto nas Américas é 5,7% e no mundo 6,8%, em média. (Convergência Digital, dados de relatório anual ‘Medindo a Sociedade da Informação’, da União Internacional das Telecomunicações, que combina indicadores sobre uso e habilidades em tecnologias da informação e comunicações em 176 países. Acesso em 23.11.2017)

   Pesquisa exclusiva revela estágio da adoção de Blockchain no Brasil. O uso e conhecimento das plataformas blockchain no Brasil ainda estão em fase inicial. Os especialistas preveem que a tecnologia blockchain terá tanto impacto no mercado quanto teve a Internet para a sociedade ou o surgimento do Linux para o mercado de software e sistemas. O Brasil ainda engatinha na adoção da tecnologia, pois 48% dos respondentes dizem conhecer superficialmente e 2% desconhecer totalmente, sendo que apenas 8% afirmam que conhecem profundamente. No entanto 40% dos respondentes afirmam que pretendem desenvolver projetos com uso de tecnologia blockchain, sendo que 20,8% deles entre 3 e 6 meses; 26,4% entre 6 e 12 meses; 22,2% entre 12 e 18 meses; 30,6% entre 18 e 24 meses. As aplicações mais conhecidas pelos respondentes foram serviços financeiros, 64%; segurança e gestão de identidades, 48%; gerenciamento de contratos, 46%; registro de documentos e ativos, 42%. Mas o uso para controle da moeda virtual Bitcoin foi disparado (82%) o uso mais conhecido de blockchain. Em relação aos fornecedores conhecidos pelo mercado, a IBM lidera com 70% das menções, seguidas de Microsoft com 42%; Oracle, 22% e SAP com 17%. Ver pesquisa completa. (TiInsideOnline, dados de pesquisa realizada pela TI Inside para mensurar a adesão das empresas à tecnologia e seu uso em diferentes segmentos de negócios. Acesso em 17.11.2017)

   Robôs respondem por 60% do tráfego na internet brasileira. Cerca de 60% do tráfego de dados que atinge a estrutura dos provedores no Brasil são constituídos por mensagens e interações geradas por códigos robóticos (bots), incluindo desde e-mails e solicitações de acesso originadas a partir de bots “benignos”, a redes de máquinas escravizadas (botnets), que transformam computadores de usuários inocentes em estruturas zumbis para a propagação de malwares ou links de propaganda invasiva. Do tráfego gerado por robôs, cerca de 45% constituem eventos lícitos, como gerenciadores de busca por palavras-chave ou verificadores de versões de software para atualização. Mas a maioria (55%), resulta de eventos maliciosos, como a disseminação de spam ou a geração de links em cascata, para atrair descuidados ou influenciar sistemas analíticos e inflar a audiência de sites. A presença de interações robóticas tende a crescer e a predominar no tráfego da Internet, em relação às ações humanas. Contribuem para isso o crescimento das redes sociais, os games robotizados e o avanço de sistemas de atendimento por “chatbots” ou bots de instrução, que emulam a linguagem humana para substituir atendentes (ou tutores) em áreas como vendas, suporte técnico, roteirização urbana e ensino à distância. O uso de software analítico começa a impulsionar nova classe de aplicações cognitivas: cresce o movimento de comunicações bot2bot (de bot para bot), que ficará mais visível com a proliferação da Internet das Coisas (IoT). O reconhecimento de robôs envolve diferentes recursos, como a análise dos padrões de comportamento, que considera a frequência de acessos a sites ou a qualquer outro dispositivo de rede. A coleta e o processamento, por robôs, de informações para os mais diversos fins nem sempre tem conhecimento prévio do usuário. As modalidades de bots que mais causam danos na rede são os que realizam data mining para mapear contas de usuários e clonar identidades para fraudes. Há também os que empregam computação em cluster (apoiada em máquinas zumbis) para violar chaves de acesso por “stress”, com uso de milhões de combinações por segundo até a quebra da senha. Para manterem o controle do tráfego e se protegerem contra ameaças, as empresas associadas à Abrahosting investem cerca de 35% de seus investimentos em soluções de segurança. Entre os itens em constante upgrade estão analisadores de fluxo e de comportamento de uso da banda, farejadores de conteúdo e firewalls de aplicação, capazes de monitorar eventos de segurança tanto em nível local (on premise) quanto na nuvem. (Cloud Computing/Convergência Digital, dados de estudo feito pela Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet, Abrahosting. Acesso em 7.11.2017)

  Agosto registrou uma tentativa de fraude a cada 14,5 segundos no Brasil. As tentativas de fraude no Brasil aumentaram e, em agosto de 2017, foram registradas 184.664 tentativas,  7,0% a mais que em relação a julho de 2016 (172.649 tentativas). Foi a quarta alta mensal consecutiva. Em agosto, o índice registrou uma tentativa a cada 14,5 segundos, a menor frequência mensal desde outubro de 2014. Na comparação de agosto/17 com agosto/16 houve crescimento de 16,5% nas tentativas. No acumulado de janeiro a agosto de 2017  foram cerca de 1,307 milhão de tentativas de fraudes, 9,8% maior que o mesmo período de 2016 (1,191 milhão). O segmento de telefonia foi o mais afetado, sendo responsável por 38,4% do total, com 502.179 tentativas. Neste tipo de golpe, dados de consumidores são utilizados por criminosos para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos, por exemplo. Caso a fraude em telefonia seja bem sucedida, funciona como “porta de entrada” para golpes de maior valor em outros setores da economia. Os golpistas costumam comprar telefones para ganhar comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas. O setor de Serviços vem em seguida no ranking de segmentos com mais tentativas de fraude identificadas de janeiro a agosto de 2017 (399.628, 30,6% do total). Em terceiro lugar estão bancos e financeiras com 23,3%, 304.734 tentativas. O quarto setor mais afetado foi o de Varejo, com 79.971 tentativas, 6,1%. Os demais segmentos representaram 1,6% do total. Segundo os economistas da Serasa Experian, a volta dos consumidores para o mercado de crédito pode ter incentivado o fraudador a aplicar golpes, já que muitas vezes os mesmos consideram esses períodos de maior fluxo de pessoas como um ambiente propício. (Convergência Digital, dados do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude. Acesso em 29.10.2017)

  Primeiro ataque de DDoS infecta com malware em 35% dos casos. Ataques de negação de serviço (DDoS) são cada vez mais usados como distração para infecções mais sérias de redes corporativas. O levantamento ouviu de 1.021 executivos de empresas na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico que em 52% dos ataques de DDoS houve infecção por vírus, em 21% ‘ransomware’ e em 18% dados foram perdidos. A comparação com 2016 mostra que em 75% dos casos as empresas tiveram que lidar com múltiplos ataques depois do primeiro. Mas mesmo o primeiro ataque é um problema, uma vez que o relatório aponta maior taxa de sucesso em encontrar brechas. Segundo o relatório, em pelo menos 35% dos casos houve ativação de malware após um primeiro ataque. Das 1.021 organizações consultadas, 772 sofreram ataque de DDoS pelo menos uma vez nos últimos 12 meses, 588 mais de uma vez e 271 mais de cinco vezes cada. A taxa média de sucesso em invasões nas empresas atacadas com DDoS cresceu:  roubos de qualquer tipo coordenados com esses ataques subiram de 49% para 58% em um ano. Pior, 70% dos incidentes relatados se deram em organizações que precisaram de 3 a 5 horas para determinar que um ataque de DDoS estava em curso, diz a pesquisa. Nesse quesito, no geral 46% das empresas precisaram de pelo menos três horas para detectar um ataque, contra 39% no final de 2016. Aumentou também, de 38% para 43%, o número de organizações que precisaram de pelo menos seis horas para responder ao ataque. E em 31% dos casos, os ataques foram detectados primeiro pelos clientes. (Convergência Digital, dados de pesquisa divulgada em  11/10, pela empresa de segurança Neustar. Acesso em 17.10.2017)

  IPEA: Cada 1% a mais de acesso à internet aumenta o PIB em até 0,19%. O Ipea analisou dados de 5.564 municípios, dividiu-os em grupos com perfis semelhantes e chegou a projeções específicas para o Brasil: cada 1% de aumento no acesso à internet gera um crescimento adicional de até 0,19% do PIB. Na média, a ampliação de 1% do acesso à banda larga acarreta um aumento de 0,077% no PIB. O maior impacto ocorre nos municípios de maior renda per capita e alta concentração urbana. Logo em seguida, aparecem os municípios em que a economia se concentra nos setores de serviço, comércio e construção. Em tais regiões, o efeito da expansão da banda larga pode alcançar um crescimento de 0,19% do PIB. Além do efeito mais notável em municípios de maior renda e com alta concentração urbana, “o impacto da banda larga é também expressivo nos municípios ligados à parcela mais dinâmica do setor agrícola. Nos municípios mais pobres, o efeito da expansão da banda larga, embora seja positivo, acontece com menor intensidade”. Nas áreas onde esse impacto é menor, municípios em na sua maior parte situados nas regiões Norte e Nordeste, a maior parte deles (58%) “possuem infraestrutura de banda larga bastante precária”. “As regiões Norte e Nordeste também apresentam as mais baixas velocidades de banda larga, o que naturalmente implica uma menor qualidade. Assim, o menor efeito da banda larga sobre a economia das regiões Norte e Nordeste possivelmente seja explicado pela baixa eficiência desse serviço.” (Convergência Digital, dados do estudo  ‘Avaliando o Efeito dos Investimentos em Telecomunicações sobre o PIB’, realizado por Alexandre Ywata de Carvalho, Mário Jorge Mendonça e José Jaime da Silva, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que usou dados entre 2007 e 2015, com informações de bases distintas, como o Censo do IBGE, registros administrativos dos municípios e variáveis de infraestrutura cedidas pela Anatel. Acesso em 17.10.2017)

   E-commerce fatura R$21 bilhões no 1º semestre de 2017, diz e-bit. O e-commerce faturou R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017, crescimento nominal de 7,5% ante o mesmo período de 2016, quando foram registrados R$19,6 bilhões. O número de pedidos aumentou 3,9%, de 48,5 milhões para 50,3 milhões, e o tíquete médio registrou expansão de 3,5%, de R$ 403 para R$ 418,00. (Blog Porta 23, dados do relatório Webshoppers 36, divulgado a 23/8 pela e-bit. Acesso em 9.9.2017)

  Acesso à Internet está presente em 54% dos domicílios do Brasil. O acesso à internet se mostrou bastante desigual no Brasil, sendo o valor cobrado pela conexão a principal razão pela qual as pessoas não tinham acesso. 36,7 milhões de domicílios (54% do total) possuíam acesso, mas, na avaliação da proporção por classes sociais, áreas e regiões, a desigualdade permaneceu: enquanto a classe A tinha 98% dos lares com internet e a B, 91%, a classe C tinha 60% dos domicílios com internet e a D/E 23%. A desigualdade valeu também entre as áreas rurais e urbanas: em 2016, 59% dos lares nos perímetros urbanos contavam com internet, em relação a 26% dos lares rurais. A discrepância se manteve nas regiões: no Sudeste 64% (18,8 milhões) estavam conectados, no Centro-Oeste, 56% (2,9 milhões), no Sul (52% ou 5,4 milhões), no Norte, eram 46% (2,4 milhões de domicílios) e no Nordeste, 40% dos domicílios (7,2 milhões). 26% dos entrevistados apontaram o preço alto como principal motivo para não terem acesso, seguido de falta de interesse (18%) e falta de necessidade (8%). De abrangência nacional, a pesquisa TIC Domicílios visa a medir o acesso e os usos de domicílios brasileiros e de cidadãos com dez anos ou mais em relação às TIC. Os dados foram coletados entre novembro de 2016 e junho de 2017 em 23.721 entrevistas domiciliares realizadas face a face a partir de questionário estruturado, em 350 municípios. (Convergência Digital, dados da 12ª edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada em 05/09/2017 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br – , por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação – Cetic.br –  do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br. Acesso em 9.9.2017)

 Maior parte das empresas nacionais não têm 25% dos seus serviços na nuvem. 82% das organizações nacionais tinham alguma aplicação em nuvem, porém, apenas 15% delas com 75% ou mais do seu ambiente nesse modelo. 51% das organizações acreditavam que, tanto elas quanto os concorrentes, tinham nível de maturidade intermediário. No entanto, 42% dos participantes afirmaram não estar no patamar ideal e se cobravam para alcançar um nível de excelência. A exigência foi maior no segmento financeiro, onde não havia espaço para erros – 62% dos gestores de TIC entrevistados entendiam que o ideal era chegar à excelência. A computação em nuvem se consolidou como uma realidade e as decisões nas empresas deixaram de ser sobre a possibilidade de migrar para cloud e passaram a ser sobre quando e quais aplicações migrar. No entanto, apesar da alta taxa de adoção entre os respondentes da pesquisa, a maior parte (66%) ainda não tinham  nem 25% dos serviços em cloud – e a principal barreira para adoção continuava sendo a tecnologia (40%). Além de ser o ano de consolidação da tecnologia, 2016 registrou o fortalecimento da cloud híbrida, utilizada por 40% das empresas brasileiras. A nuvem privada, por sua vez, passou de 46%, em 2013, para apenas 25% no ano passado – comprovando a mudança no perfil de contratação de cloud pelas organizações. Já a nuvem pública permaneceu estável desde a primeira edição da pesquisa, sendo usada por cerca de 7% das organizações. O crescimento do uso de nuvem possibilita a migração gradual da aquisição de equipamentos (CAPEX) para a contratação de serviços (OPEX). Em 2016, 41% dos gastos com TI foram destinados a equipamentos e 59% a serviços, sendo aplicações e softwares o principal foco desses investimentos (22%), seguido por prestação de serviços (19%), data center (16%) e telefonia/conectividade (11%).  A adoção de soluções móveis visava, principalmente, a automação de força de vendas (36%) e o aprimoramento de ferramentas de gestão/ERP (24%), permitindo aos executivos acesso a informações e tomada de decisões a qualquer hora e de qualquer lugar. (Convergência Digital, dados do IT Brazil Snapshot, estudo realizado pela Logicalis realizada em parceria com a Somatório Pesquisa e Informação. Acesso em 9.9.2017)

 Escolas têm computador, mas internet é desafio. Apesar da incorporação básica de equipamentos TIC nas escolas em áreas urbanas, a velocidade de conexão ainda era um desafio. A presença de algum tipo de computador (de mesa, portátil ou tablet) estava universalizada entre as escolas públicas localizadas em áreas urbanas: 95% delas possuíam ao menos um desses dispositivos conectados à internet. Entretanto, 45% das escolas públicas ainda não ultrapassavam 4Mbps de velocidade de conexão à internet, enquanto 33% delas possuíam velocidades de até 2Mbps. Enquanto nas escolas particulares a regra era ter mais de 5 Mbps (53%), sendo mais de 11 Mbps em 25%, nas públicas apenas uma em cada quatro tinha mais de 5 Mbps (e apenas 6% com mais de 11 Mbps). Daí que 40% dos docentes de escolas públicas afirmaram usar o computador em sala de aula para atividades com os alunos, mas não mais de 26% se conectavam à internet quando realizavam essas atividades. Nas escolas particulares, os percentuais caminharam juntos: 58% e 54%, respectivamente. Os laboratórios de informática estavam presentes em 81% das escolas públicas, mas em apenas 59% esse espaço encontrava-se em uso em 2016, segundo os diretores. Além disso, somente 31% dos professores de escolas públicas afirmaram usar computadores no laboratório atividades com os alunos. O celular como dispositivo de acesso foi citado por 52% dos alunos de escolas com turmas de 5º ano, 9º ano, do Ensino Fundamental, e/ou 2º ano, do Ensino Médio, localizadas em áreas urbanas, chegando a 74% entre os estudantes do Ensino Médio. A pesquisa apontou que 91% dos professores utilizaram a internet pelo celular para uso pessoal (em 2011, eram 15%). E 49% deles utilizavam o celular em atividades com os alunos (39% no ano anterior). 31% dos estudantes afirmaram utilizar a internet pelo telefone celular na escola, sendo 30% entre os alunos de escolas públicas e 36% nas instituições privadas. As restrições ao acesso de estudantes à rede WiFi da escola estavam entre os aspectos que explicavam a baixa utilização do equipamento no ambiente escolar: enquanto 92% das escolas possuíam rede WiFi, 61% dos diretores afirmaram que o uso dessa conexão não era permitido aos alunos.  (Convergência Digital, dados da pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação – Cetic.br – sobre o acesso e uso da rede nas escolas, a TIC Educação 2016, divulgada em 3/8/17. Acesso em 9.9.2017)

 LinkedIn ultrapassa Facebook na busca por vagas de estágio. O site LinkedIn, adquirido pela Microsoft em 2016, cresceu na preferência de quem procura colocação no mercado de trabalho. A plataforma ultrapassou o Facebook, primeiro lugar em 2016. As redes sociais ganharam maior relevância para manter networking profissional e a tendência era que se fortalecessem ainda mais. 70% dos pesquisados tinham entre 18 e 23 anos e nove em cada dez entrevistados realizavam curso superior; 3,4% frequentavam o ensino médio. A pesquisa mostrou que os jovens estudantes buscavam programas de estágio para desenvolverem suas carreiras (74%). O número dos que conseguiram vaga por meio dessas ferramentas quase dobrou, passando de 5% em 2016 para 9% em 2017.  Já os sites das próprias empresas perderam relevância nesse quesito – de 10,4% em 2016 para 8,3% em 2017. Em 2016, o Facebook estava em primeiro lugar entre redes sociais para busca de trabalho, mas em 2017 caiu de 35% para 24%, e o LinkedIn foi o canal mais usado, por 31,8% dos estudantes. Este site foi reformulado no início de 2017 e adotou layout mais simplificado, próximo ao do Facebook e de outras plataformas de interação social. Assim como as redes sociais, as plataformas especializadas também se destacaram. Dentre os que especificaram o principal meio até a vaga, 16,6% afirmaram que conseguiram a oportunidade via sites de consultoria especializados e 29,6% por plataformas de divulgação de vagas. (Convergência Digital, dados da Companhia de Estágios | PPM Human Resources. Acesso em 4.9.2017)

 Um em cada quatro internautas brasileiros fez graduação online. A pesquisa do CONECTAi Express mostra que 44% dos entrevistados haviam feito algum curso online, a maioria cursos livres (55%). 35% haviam realizado graduação ou pós-graduação à distância, sendo 24% cursos de graduação e 11% de pós-graduação. Os cursos mais procurado foram os de idiomas (19%), superando os cursos técnicos (16%). Cursos a distância se mostraram mais comuns entres os internautas das regiões Norte e Centro-Oeste e das classes A e B. Já um estudo divulgado em maio, durante o 10º Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular (Cbesp), revelou que educação superior a distância cresceu no país em ritmo mais acelerado que a educação presencial. Os dados do último Censo da Educação Superior (2015) mostraram que enquanto o ensino presencial teve crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância (EaD) teve expansão de 3,9%. Mas pesquisa da Educa Insights para ver como agiam as instituições que ofertavam EaD mostrou que a falta de contato foi um dos fatores que leva à evasão dos estudantes. A rede privada concentrou a maior parte das matrículas na modalidade – 1.265.359 – 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Apesar do aumento do número de concluintes, que cresceu 23,1%, índice maior que nos presenciais (9,4%), muitos estudantes ainda deixaram o curso sem concluí-lo. Nas instituições privadas, a taxa de evasão nos cursos a distância foi de 35,2%, superior à evasão nos presenciais, 27,9%. (Convergência Digital, dados de pesquisa online nacional realizada no CONECTAi Express, do Censo da Educação Superior de 2015 e da Educa Insights. Acesso em 4.9.2017)

 (Mundo) Internet das Coisas cresce quase três dígitos e impulsiona o software. O mercado mundial de software e serviços atingiu, em 2016, o valor de US$ 1.096 bilhões. Os investimentos em software e serviços no Brasil alcançaram US$ 19 bilhões, colocando o país na 9ª posição no ranking mundial. Quando avaliados separadamente, o mercado doméstico de software cresceu 0,2%, em relação a 2015 (US$ 8,475 bilhões). Já o mercado de serviços registrou aumento de 2%, com um total de US$ 10,227 bilhões. A Internet das Coisas (IoT), cresceu 27,8% e atingiu investimentos de US$ 6 bilhões, ou R$ 18 bilhões sendo que, no Brasil, os principais casos de uso estão em monitoramento de frota, que investiu US$856 milhões, seguido por smart grid, com US$ 631 milhões. Big data e analytics aumentaram mais lentamente, 3,2%, US$ 809 milhões, em 2016. Em 2016, o mercado de computação em nuvem aumentou 47,4%, tendo como base os dois principais serviços do setor (SaaS e PaaS). Os investimentos nesse tipo de licenciamento passaram de US$ 506 milhões, em 2015, para US$ 746 milhões em 2106. O modelo de utilização que mais cresceu foi o de aplicações colaborativas, onde a utilização em nuvem ultrapassou o licenciamento tradicional representando em 2016, 53,3% do mercado – aumento de 133% em comparação com 2013. As aplicações que apresentaram segundo maior crescimento foram as de CRM, onde, apesar do licenciamento tradicional representar a maioria do mercado, a utilização em nuvem saltou de uma participação de 20,8%, em 2015, para 27,5%, em 2016. O setor da economia que mais investiu em software, em 2016, foi de serviços e telecomunicações (US$2,5 bilhões e crescimento de 3,6%, em relação ao ano anterior), enquanto o que mais reduziu investimentos foi o de finanças, com queda de 2,9%, mas ainda tem 24,5% da participação do mercado frente a 26,6% de serviços e telecomunicações. Em terceiro lugar, vem a indústria que, com investimentos na ordem de US$ 2 bilhões, tem participação de 21%, seguida por comércio, governo e óleo/gás, 11,9%, 4,5% e 3,9%, respectivamente. Agroindústria teve redução de 1,5% nos investimentos em software, mas a coleta recorde de grãos prevista para 2017 deve reverter esse quadro no ano. O Mercado de Software e Serviços conta com 15.707 empresas, sendo 11.237 dedicadas ao desenvolvimento e à comercialização de software e 4.470 dedicadas aos serviços de TI. Dentre as 4.872 dedicadas ao desenvolvimento de software, mais de 95% são micro ou de pequeno porte, ou seja, com menos de 99 colaboradores. (Convergência Digital, dados de estudo anual “Mercado Brasileiro de Software – Panoramas e Tendências” da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software –  em parceria com o IDC – International Data Corporation. Acesso em 3.9.2017)

Estudo diz que 73% pesquisam na internet antes de comprar. 64% dos entrevistados de pesquisa que acessaram a internet nos últimos 7 dias acreditavam que consultar as opiniões de outras pessoas na internet ajudava a tomar decisões sobre compras importantes. Antes de comprar algo, por exemplo, 73% dos internautas afirmaram que recorriam à internet para se informar e 71% concordaram que a rede oferece informações sobre produtos ou marcas não disponíveis em outro lugar. 38% dos entrevistados acharam que a conveniência da internet era mais importante que o preço. 49% dos usuários de internet entrevistados baixaram apps nos últimos 30 dias. Entre os mais usados estavam os de mensagens instantâneas, mídias sociais e internet banking. Entre os que acessaram as mídias sociais no último mês, 43% checaram seus perfis cinco vezes por dia ou mais. Quase metade dos entrevistados afirmaram que se sentiam perdidos sem seus smartphones e celulares (49%). A internet foi utilizada por 71% das pessoas nas principais regiões metropolitanas. Para os internautas, além das compras (65%), a internet foi importante para o entretenimento (71%) e a comunicação (54%). Entre os usuários de internet, as mulheres eram maioria (53%). Os jovens adultos, entre 25 e 34 anos, eram os mais conectados. Segundo o Ibope Media.  (Convergência Digital, dados de pesquisa online da Kantar Ibope Media, pesquisa TG.net no Brasil, feita por questionário online, com amostra de cerca de 3.000 casos, que contempla usuários de internet – considerando-se os últimos 30 dias –  entre 15 e 75 anos. Acesso em 3.9.2017)

Mais da metade dos consumidores do Rio e São Paulo aprovam atendimento por robôs. Desde 2014, o uso do celular ultrapassa o computador. 93% das pessoas entrevistadas pela pesquisa utilizavam o smartphone para acessar a internet. Em 2008, só 14% das classes D e E acessavam a rede. E, 2017, 92% da classe D e 88% da classe E possuíam acesso. Sobre as formas de acesso: 67% usavam computador em casa, 51% acessavam do trabalho e 20% utilizam tablet. Sobre o uso, 87% dos entrevistados pesquisavam e produtos e serviços (apenas 42% faziam compras). Para 66% o fator decisivo na aquisição de produtos ou contratação de serviços eram detalhes sobre os itens. Receber e enviar e-mails e acessar redes sociais teve a segunda posição na rotina dos consumidores, ficando o uso do internet banking em terceiro lugar  e em quarto o acesso a notícias, ler livros e revistas. Sobre o atendimento via robôs, a aprovação dos entrevistados foi de 51%, especialmente na faixa dos 36 a 45 anos, (54%). 29% preferiam negociar uma dívida com um assistente virtual. Embora o telefone fosse o principal canal usado para contato por empresas, mídias sociais (71%), portal online de autosserviço (63%), assistente virtual (38%) e aplicativo/WhatsApp (33%) foram novas formas de comunicação. 95% das empresas entrevistadas se preparavam para investir portais de autosserviço e assistentes virtuais (bots). Quanto ao volume, 81% acreditavam que o atendimento digital ultrapassaria o de voz. 90% deles disseram que em até 5 anos. 83% das empresas não acreditavam que a queda da chamada telefônica eliminaria o atendimento humano. 67% apontaram que os contact centers não estavam preparados para o atendimento digital. Sobre as expectativas em relação ao atendimento ao cliente, 76% dos empresários esperavam proporcionar uma jornada ideal para o cliente e facilitar o acesso digital. 62% dos executivos se preocupavam sobre integração dos canais. As empresas consultadas esperavam que os contact centers oferecessem tecnologias de inteligência artificial (71%), atendimento digital (57%), análises avançadas com visão 360º de seus clientes (54%), bots (52%), omnichannel (48%), estratégias de engajamento baseadas em análises do comportamento e experiências da jornada do cliente (43%). (ComputerWorld, dados de pesquisa  realizada em junho/2017 pelo Núcleo de Estudos e Tendências da Atento. Acesso em 16.7.2017)

Algar Telecom: “Não podemos nos dar ao luxo de rasgar dinheiro e estamos fazendo isso hoje”.  Menos de 40% utilizam a Internet com a frequência desejada para fazer negócios. Há 33 milhões de domicílios desconectados no país e apenas 12% com velocidade de acesso acima de 10 Mbps. (Convergência Digital, dados da Algar Telecom. Acesso em 16.7.2017)

Número de executivos brasileiros engajados em segurança é baixo. 41% dos executivos brasileiros se mostraram engajados com as diretrizes de melhores práticas de cibersegurança em seus departamentos de TI (nos EUA, 33%). 47% manifestaram envolvimento médio quanto à ciência e tratamento da gestão de vulnerabilidades (37% nos EUA). 6% dos brasileiros e 18% dos estrangeiros disseram não saber lidar com vulnerabilidades e riscos cibernéticos. O levantamento também apontou que apenas 7% das empresas brasileiras e globais eram capazes de monitorar, detectar e impedir potenciais incidentes de segurança por invasor qualificado, como o WannaCry, que afetou mais de 300 mil computadores do mundo no último dia 12 de maio. Apesar do aumento do envolvimento dos diretores e da administração das empresas, a maioria precisava aprimorar o entendimento sobre seus sistemas críticos e, consequentemente, a classificação e gerenciamento de seus dados e informações. Em empresas nas quais o conselho tinha alto nível de engajamento com segurança da informação, os níveis de segurança e o uso de boas práticas apresentaram níveis consideravelmente melhores em relação às que têm baixo engajamento do conselho. O mesmo valeu para as organizações que definiam todas as políticas essenciais de segurança da informação. Quando se tratou de segurança, essas características ajudaram a atingir melhores resultados com o apoio e embasamento da governança de tecnologia e segurança da informação. (ComputerWorld, dados da Protiviti, consultoria especializada em gestão de riscos e compliance. Acesso em 16.7.2017)

Brasileiros temem golpes pelas redes sociais. O uso das redes sociais para objetivos criminosos foi uma grande preocupação dos brasileiros: 97% tinham alguma preocupação, e 77% estavam muito ou extremamente apreensivos. O índice da Unisys Security serve de referência mundial sobre o tema segurança e considera as Segurança Pessoal, Segurança Pública, Segurança na Internet e Segurança Financeira, o que determina um indicador de cada país pesquisado e um global, em uma escala de 0 a 300, na qual 300 é a maior taxa de preocupação com o tema segurança e 0 a menor. No Brasil, o índice apresentado foi de 189 pontos, enquanto a média mundial foi de 173 pontos. Entre os brasileiros, a preocupação com a questão foi elevada entre homens (96%) e mulheres (98%), sendo muito alta (99%) entre adultos de 25 a 34 anos e de 45 a 54 anos (98%). Houve leve diminuição do percentual (93%) entre os jovens de 18 a 24 anos, um grupo no qual 7% apontou ainda não se preocupar com o tema. Como Brasil era um dos principais países no uso de redes sociais, os brasileiros ficaram mais expostos e muitas pessoas tiveram contas invadidas e clonadas, e dados utilizados para fins ilegais. (Convergência Digital, dados da edição de 2017 da Unisys Security Index, que entrevistou 1 mil brasileiros em abril de 2017. Acesso em 16.7.2017)

Pequenos provedores têm mais fibra óptica do que as grandes operadoras. Os pequenos provedores de acesso à internet representaram a maior parte das adições líquidas de assinantes, que lideraram mesmo em investimentos em fibras ópticas. Os pequenos tiveram mais de 16% da sua infraestrutura em fibra, enquanto nos grandes não passaram de 7%. Eles tinham 10% do mercado em 2010, em 2017 representavam 15%. 6 mil provedores atenderam a mais de 4 milhões de pessoas, crescimento em relação aos 2,5 milhões de três anos atrás. Em 2016 as empresas menores de conexão adicionaram 500 mil novos acessos, mais de 45% do total das adições. Em 2017, segundo números do primeiro trimestre, 80% dos novos acessos se deram por meio de provedores regionais. De cada cinco novas residências, quatro foram atendidas por provedores regionais. E 73% dos operadores atenderam até 1 mil assinantes, sinal de que a multiplicação dos pequenos fez diferença. Em estados do Nordeste e do Sul, a participação foi significativa. Em 30% dos municípios do Nordeste os pequenos foram os principais fornecedores de internet de alta velocidade, sendo que 80% dos provedores regionais estavam em municípios com menos de 30 mil habitantes. Nos municípios desse porte, a participação dos pequenos foi de 38% em média. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 16.7.2017)

 Crise redesenha o comércio eletrônico no Brasil. O número de lojas online cresceu 9,23% no Brasil entre 2016 e 2017, ante aumentos de 21,52% (2016) e 24,67% (2015). Sites do varejo online com mais de 500 mil visitantes por mês eram 0,76% do total em 2016, e passaram a 14,77%. Páginas de comércio eletrônico representaram 5,46% dos sites brasileiros (3,54% em 2016) – 600 mil sites de vendas. O aumento do índice de sites de grande visitação foi explicado pelo crescimento do uso de mídias sociais alternativas, como o Instagram e o YouTube. Sites de nichos, com até 10 mil visitas mensais, que vendiam até 10 produtos, representaram a maioria do comércio online brasileiro, mas sua participação caiu 17,18%, com 76,72% das lojas virtuais do país (em 2016, eram 92,64%). Sites médios (entre 10 mil e 500 mil visitantes/mês) passaram de 6,61% em 2016 para 8,51% em 2017. Já os sites grandes (com mais de 500 mil visitas/mês), passaram de 0,76% em 2016 para 14,77% em 2017. Também aumentou a proporção de sites responsivos: 24,20% do total (16,12% em 2016). 3,47% tinham aplicativos mobile (0,27% em 2016). O uso das mídias sociais aumentou, 72,43% (60,71% em 2016). O Facebook liderou, com 53,65% (54,96% em 2016), seguido pelo Twitter, 36,21% (35,87% em 2016), YouTube, 21,59% (20,80% em 2016) e Instagram,12,73% (9,32% em 2016). Em 2017, 70,57% das lojas virtuais adotaram recursos de analytics (59,02% em 2016). O percentual de lojas online sem lojas físicas aumentou, 95,07% (86,54% em 2016 e 85,47% em 2015). 45,67% das lojas online disponibilizaram carteira virtual para pagamentos (41,21% em 2016 e 38,09% em 2015). A proporção de sites que usavam SSL passou de 20,68% em 2015 para 73,85% em 2016 e 91,27% em 2017. 58,48% das lojas virtuais usavam plataformas fechadas (45,38% em 2016); 13,28% usavam plataformas abertas (16,86% em 2016); e 28,24% não tinham plataforma, criadas por desenvolvedores independentes (37,76% em 2016). (Convergência Digital, dados de pesquisa da BigData Corp, encomendada pela PayPal. Acesso em 30.6.2017)

 (Mundo) Ataques DDoS crescem 172% e ameaça do 100% offline perturba as corporações. O tamanho médio dos ataques DDoS (Distributed Denial of Service) teve crescimento estável e se aproximou de 1,2 Gpbs, o suficiente para deixar a maioria das organizações offline. O tamanho médio dos ataques DDoS aumentou 22%, e durante seus picos o aumento chegou a 60% na relação ano a ano. Isso representaria até 18% do tráfego total de um país durante a ocorrência. Os ataques DDoS cresceram 172% em 2016 e devem crescer 2,5 vezes, totalizando 3,1 milhões globalmente até 2021. Em função da transformação digital, haveria um incremento dos usuários da Internet de 3,3 bilhões para 4,6 bilhões, 58% da população mundial, com maior adoção de dispositivos pessoais e conexões máquina-máquina (M2M) – de 17,1 bilhões para 27,1 bilhões, avanços médios de velocidade de banda larga – de 27,5 Mbps a 53,0 Mbps e mais visualização de vídeo – de 73% para 82% do tráfego IP total.  (Convergência Digital, dados do Cisco Visual Networking Index (VNI). Acesso em 25.6.2017)

 (Mundo) Criptomoedas triplicam em um ano e são usadas por 5 milhões no mundo. A tecnologia de criptomoedas triplicou em 2016, chegando a abril de 2017 em estimados US$ 27 bilhões, ou cerca de R$ 90 bilhões. No momento da pesquisa, existiam no mundo entre 2,9 milhões a 5,8 milhões de pessoas que faziam uso das diversas criptomoedas. A Bitcoin ainda era a principal, respondendo por cerca de 72% do mercado, mas havia outras, como Ether (16%), Dash (3%), Monero, Ripple e Litecoin, cada uma com cerca de 1% do total. Embora a participação da Bitcoin tivesse caído (era 86% do total em 2015), ainda era a mais aceita por quase uma centena e meia de organizações globais envolvidas com essa tecnologia. Havia pelo menos 1.876 pessoas trabalhando em tempo integral na indústria de criptomoedas – mas o número poderia superar os 2 mil uma vez que grandes organizações de mineração não indicaram números precisos sobre pessoal envolvido. (Convergência Digital, dados do Centro de Finanças Alternativas da Universidade de Cambridge. Acesso em 25.6.2017)

 (Mundo) Brasil faz parte do top 5 dos países com mais ataques a dispositivos conectados. O número total de amostras de malware que visam dispositivos inteligentes chegou a mais de 7.000, sendo que mais da metade surgiu em 2017. Com mais de 6 bilhões de dispositivos inteligentes em uso, o risco de um malware atingir as dispositivos conectados aumentou. A maioria dos ataques registrados visava a gravadores de vídeo digitais ou câmeras IP (63%), e 20% a dispositivos de rede, como roteadores, modems DSL, etc. Cerca de 1% dos alvos eram dispositivos que as pessoas usavam normalmente, como impressoras e equipamentos inteligentes domésticos. Os três países que tiveram mais ataques a dispositivos conectados foram China (17%), Vietnã (15%) e Rússia (8%), cada um apresentando grande número de dispositivos da IoT infectados. Na sequência, estão Brasil, Turquia e Taiwan, com 7%. O que tornou o problema perigoso foi o potencial de alcance. Do total de dispositivos inteligentes, a maioria não apresentava soluções de segurança instaladas e, em geral, os fabricantes não produziam atualizações de segurança, nem de firmware. Por isso milhões e milhões de dispositivos poderiam estar vulneráveis ou já comprometidos. (Convergência Digital, dados da Kaspersky Lab. Acesso em 25.6.2017)

Bancos para o novo consumidor digital. Pela primeira vez, o smartphone passou a ser o canal mais utilizado pelos brasileiros para transações bancárias, ultrapassando o internet banking. Com mais de 21 bilhões das operações bancárias realizadas no ano passado, o mobile banking já representa um terço de todas as transações. Esse número mostra que tanto a confiança no mobile quanto a experiência e a conveniência que as instituições estão levando para o cliente se consolidaram, com tendência de alta. Entre as três principais prioridades de investimentos em tecnologia voltada para o mobile banking estão: melhorias das transações com movimentação financeira (para 77% dos respondentes), customização dos serviços pelo cliente (54%) e melhoria da acessibilidade (46%). (Valor, dados da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2017, realizada pela Deloitte. Acesso em 24.6.2017)

 (Mundo) Wearables: Mercado global cresce 17,9 por cento no 1º trimestre. O mercado mundial de dispositivos vestíveis (wearables) se manteve crescente e registrou avanço de 17,9% no primeiro trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do último ano. No total, foram vendidas 24,7 milhões de dispositivos, contra 20,9 milhões em 2016. Xiaomi e Apple se mantiveram tecnicamente empatadas na liderança do mercado com 3,6 milhões de vendas cada uma. A chinesa com 14,7% do market share, contra 14,6% da norte-americana. A Fitbit teve drástica queda (37,7%) e caiu para a terceira colocação, com 3 milhões de unidades. Outras empresas que aparecem no Top 5 são Samsung, com avanço de 90,8% de market share em relação ao mesmo período em 2016, e a Garmin. (ItForum365, dados da IDC. Acesso em 12.6.2017)

Segundo Ipea, 11,6 milhões de domicílios teriam internet se houvesse oferta. Até 11,6 milhões de domicílios brasileiros, ou 17% do total, poderiam usufruir do acesso a internet caso houvesse oferta do serviço. No momento da pesquisa, 39,1 milhões de domicílios já tinham acesso à internet, seja por conexões fixas ou móveis (3G, 4G). Se a oferta fosse universal, passariam a 45 milhões. Ou seja, 6 milhões de domicílios tinham capacidade, mas não consumiam porque o serviço não estava disponível. Esse número poderia chegar a 50,7 milhões de domicílios, no caso de ampliação das redes nas principais regiões metropolitanas do país. A conclusão fez parte do trabalho que avaliou como priorizar os investimentos em redes a serem impulsionados a partir da nova política pública de banda larga. Nele, o Ipea separou os municípios brasileiros em seis grupos: urbanos de maior renda, rurais de maior renda, urbanos de menor renda, semiurbanos de renda média, rurais vulneráveis e rurais mais pobres. O objetivo do projeto foi fornecer subsídios ao governo federal para a formulação de estratégias para universalização do acesso à internet no Brasil. O projeto tinha três etapas: avaliação do impacto usando dados históricos do aumento de acesso à internet, dimensionamento do mercado potencial para serviços de internet e avaliação do impacto de diferentes estratégias de priorização de municípios para novos investimentos na ampliação da rede”, explica o Ipea. (Convergência Digital, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, a pedido da Anatel. Acesso em 12.6.2017)

 (Mundo) Giving too much away? Most people share personal information online – And young people are most at risk (Dando muita informação? A maioria das pessoas compartilha informações pessoais on-line – e os jovens são os mais ameaçados). 93% das pessoas compartilha suas informações digitalmente, sendo que 70% compartilham fotos e vídeos de seus filhos e 45% compartilham vídeo e fotos privados e confidenciais de outras pessoas. Uma em cada cinco pessoas admite que compartilha dados confidenciais com quem não conhecem bem. As pessoas estão se expondo ao roubo de identidade ou de detalhes financeiros, mostrando detalhes de pagamento (37%), imagens de seus passaportes, carteiras de motorista e outros documentos pessoais (41%) ou senhas (30%). Uma em cada dez pessoas (10%) compartilham o PIN de seu dispositivo móvel com um estranho e um em cada cinco (22%) deixou seus dispositivos sem proteção próximos a outras pessoas. Quase um quarto (23%) emprestaram seu dispositivo para outra pessoa por algum tempo. Os jovens são os que mais compartilham fotos privadas ou confidenciais – 61% das pessoas com 16 a 24 anos admitiu a partilha, em comparação com 38% dos com mais de 55 anos. Este padrão se estende a informações financeiras: dois quintos dos jovens compartilham seus detalhes financeiros e de pagamento (42% dos 16-24 anos), enquanto apenas 27% daqueles com mais de 55 anos o fazem. (Kaspersky, relatório My Precious Data: Stranger Danger. Acesso em 6.6.2017)

Brasil salta para 9° do mundo em adoção de IPv6. O Brasil deu um salto grande em 2016 na adoção da nova versão do protocolo IP, praticamente dobrando a proporção desse tráfego. Em um ano, o país pulou de 16o para 9o país com maior tráfego em IPv6. 13% do tráfego no Brasil já é no novo protocolo, contra 8% indicados no levantamento feito um ano antes, no primeiro trimestre de 2016. A Net aparece na lista dos 20 maiores provedores do mundo por volume de tráfego em IPv6 (22%). A Bélgica segue em distante liderança, com 38% do tráfego em IPv6, seguida da Grécia (25%), EUA (22%), Suíça e Trinidad e Tobago (ambos com 21%), Alemanha (20%), Índia (17%), Estônia (16%), Brasil e Reino Unido (ambos com 13%). (Convergência Digital, dados do relatório trimestral da Akamai sobre o ‘Estado da Internet’. Acesso em 4.6.2017)

Provedores puxam 70% do crescimento da banda larga. O mês de abril de 2017 terminou com 27,29 milhões de acessos ativos de banda larga fixa. O único dos principais serviços de telecomunicações a manter crescimento constante viu a base de assinantes crescer 660,5 mil desde janeiro (alta de 2,4%). No mês em si foram 73,43 mil novos acessos (+0,27%) e em 12 meses foram 1,39 milhão de novos assinantes (+5,36%). O mercado continuou concentrado, com Net (8,5 milhões), Telefônica (7,5 milhões) e Oi (6,4 milhões) detendo uma participação de 82,4% de todos os acessos. Mas os pequenos provedores continuam em alta. Empresas com menos de 50 mil clientes representaram praticamente 12% do mercado, com 3,2 milhões de assinantes. Dos 660 mil novos acessos entre janeiro e abril, 460 mil, ou 70%, se deram por meio desses provedores. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 4.6.2017)

Com média de 6,8 Mbps, Brasil é 79º em velocidade da internet. O Brasil teve média de 6,8 Mbps no primeiro trimestre de 2017, o que deixou o país em 79º nesse ranking – oito posições acima de dezembro de 2016, e 16 acima do 95º lugar que tinha há um ano. Mas segue abaixo da média global, de 7,2 Mbps. Cresceu a proporção de acessos com mais de 4 Mbps, 63% das conexões (52% em dezembro de 2016), enquanto as superiores a 10 Mbps chegaram a 18% (10% em dezembro) e as com mais de 15 Mbps a 5,8% (2,9%). A partir do primeiro trimestre de 2016, os avanços foram significativos: eram 44% das conexões acima de 4 Mbps; 3,8% mais de 10 Mbps e 1,1% mais de 15 Mbps. Panamá e Brasil lideraram o  crescimento, com saltos de 270% e 381%, respectivamente. O Brasil também teve o maior aumento anual na adoção de taxas de 15 Mbps, com ganho de 451%. No topo do ranking, mantém-se a Coreia do Sul, com 28,6 Mbps, seguida pela Noruega (23,5 Mbps), Suécia (22,5), Hong Kong (21,9), Suíça (21,7), Finlândia (20,5 Mbps), Cingapura (20,3), Japão (20,2), Dinamarca (20,1) e EUA (18,7). Na internet móvel, a média brasileira no primeiro trimestre de 2017 ficou em 5,2 Mbps (4 Mbps no fim de 2016 e 3,4 Mbps há um ano) – a variação vai dos 2,8 Mbps medidos na Venezuela aos 26 Mbps do Reino Unido. (Convergência Digital, dados do relatório trimestral da Akamai. Acesso em 4.6.2017)

 Brasil é o segundo maior alvo de ataques na web. O Brasil foi o quarto país com mais usuários da internet no mundo, o segundo maior alvo de ataques a aplicações web e a terceira principal origem desse tipo de ameaça. Os EUA continuaram a ser o maior alvo de ataques, com o Brasil em segundo lugar pelo segundo trimestre consecutivo, seguidos pelo Reino Unido. Mas enquanto os ataques web caíram 9% nos EUA, cresceram 46% no Brasil e 30% no Reino Unido. A China e o Canadá caíram da lista dos top 10, substituídos por Espanha e Cingapura. Entre o primeiro trimestre de 2016 e o mesmo período em 2017, o número de ataques a aplicações na web cresceu 35%. O maior destaque foi a alta de 57% nos ataques com origem nos EUA, que já liderou também o ranking de onde surgiram as ameaças. Nesse caso, dez países concentraram praticamente 80% dos ataques na web: EUA (34%), Holanda (12,7%), Brasil (8,1%), China (5,5%), Alemanha (4,6%), França (4,4%), Reino Unido (3%), Rússia (2,4%), Ucrânia (2,1%) e Lituânia (1,9%). (Convergência Digital, dados do relatório trimestral da Akamai sobre o estado de segurança na rede. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil aparece no top 10 dos países mais atacados por trojans móveis. Não houve desaceleração em ameaças de ransomware, uma vez que seu volume para dispositivos móveis subiu 3,5 vezes nos primeiros meses do ano. O ransomware que visava a todos os dispositivos, sistemas e redes também continuou a crescer com o surgimento de 11 novas famílias de cifras trojans e 55.679 novas modificações no primeiro trimestre. Brasil e Venezuela estavam entre os 10 países mais atacados por trojans cifradores, sendo o ransomware XPAN a ameaça mais difundida. O número de arquivos detectados de ransomware móvel atingiu 218.625 no trimestre (61.832 no trimestre anterior), com a família Congur representando mais de 86%. O Trojan-Ransom.AndroidOS.Fusob.h permaneceu o ransomware móvel mais usado, com 45% de todos os usuários atacados. Os EUA tornaram-se o país mais afetado por ransomware móvel no primeiro trimestre, sendo a Svpeng a ameaça mais generalizada. O Brasil e a Venezuela estavam entre os 10 países mais afetados por ataques de trojans cifrados. O Brasil ficou em segundo lugar (1,07%), embora nunca tenha aparecido no top 10 dos países atacados por cifras. (Convergência Digital, dados do relatório “Desenvolvimento de ameaças de computador no primeiro trimestre de 2017”, do Kaspersky Lab. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil fica no top 10 dos países mais atingidos pelo ransomware WannaCry. Após o ataque do ransomware Wannacry dia 12 de maio de 2017, muitos sistemas foram atualizados, mas o risco continuou grande. Na lista de países, foi possível ver a porcentagem dos computadores que ainda não haviam atualizado os sistemas operacionais com o MS17-010 da Microsoft, mantendo-se vulneráveis. Em termos globais, 15% dos usuários da Avast não haviam feito a atualização. Dados de 15 de maio de 2017, 7h38, mostraram que o Brasil possuía 17,56% dos dispositivos vulneráveis ao ransomware WannaCry, 2.114 detecções. A Rússia foi o país mais atingido, com 20,84% de dispositivos vulneráveis e 113,692 worms detectados. O segundo país mais vulnerável foi a Indonésia, com 20,49%, e 394 detecções.O Brasil foi o quinto país com worms detectados, à frente dos EUA, com 716 detecções, e da Argentina, com 742 detecções. O Brasil só ficou atrás de países como Ucrânia, 26.658, Taiwan, 22.736, e Índia, 4.108 detecções do ransomware que teria atingido cerca de 200 mil usuários, em 150 países. O worm “Wannacry” bloqueou arquivos dos usuários e exigiu o pagamento de quantia em bitcoins para recuperar o acesso. De acordo com a ESET, o pedido de resgate foi de US$ 300 em bitcoins e apesar de infectarem mais de 200.000 sistemas, foi estimado que os criminosos tenham recebido pouco mais de US$ 50.000. A maioria das detecções ocorreu na sexta-feira, 12 e no sábado, 13. (Convergência Digital, dados da Avast. Acesso em 30.5.2017)

 No Brasil, 85% das empresas não utilizam outsourcing de data center. 77% das empresas mantêm data center próprio, operado por pessoal próprio, enquanto outros 8% mantêm data center próprio, mas terceirizam a operação. 7% das empresas utilizam máquinas próprias em provedor externo, 4% possuem contratos com provedores externos na modalidade de cloud computing e 4% rodam aplicações em máquinas contratadas com provedor externo na modalidade hosting. Quase metade das empresas (45%) consideram a adoção da computação em nuvem. Colocation (37%), hosting de aplicação (36%), hosting de infraestrutura (36%) e full outsourcing (18%) aparecem na sequência. A segurança física e de dados é o aspecto que mais impulsiona a contratação de provedores externos de serviços de data center, segundo 25% das empresas. Em segundo lugar aparece a possibilidade de redução de custos, tanto de investimentos, quanto operacionais. (Convergência Digital, dados de pesquisa da IDC divulgada com exclusividade pela T-Systems. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil é maior alvo de ataques DDoS na América Latina. O Brasil é o país latino-americano que sofre o maior número de ataques DDoS (54%). O país também recebe os ataques de negação de serviço mais intensos, seguido de Argentina, Chile, Equador, Colômbia e México. Os ataques DDoS no mundo, incluindo a América Latina, estão mais frequentes e mais intensos, utilizando maciços volumes de solicitações de acesso para bloquear solicitações legítimas. Em 2016, os ataques volumétricos mais expressivos se realizaram tendo como “armas” as redes zumbi, ou botnets, formadas por dispositivos IoT, como câmeras de vigilância. Em 2016 os ataques IoT se disseminaram devido principalmente ao uso cada vez mais amplo desses dispositivos por empresas em residências, e por características desses aparelhos que facilitam seu ‘recrutamento’ para as redes zumbi. A complexidade dos ataques também aumentou, com o uso simultâneo de diversos vetores para atacar diferentes pontos da infraestrutura da organização visada, o que torna mais difícil a defesa. Resumo do 12º Relatório WISR: http://br.arbornetworks.com/visibilidad-de-redes/. (Convergência Digital, dados da Arbor Networks na pesquisa para seu 12º Relatório Anual sobre Segurança da Infraestrutura Global de Redes, o WISR – Worldwide Infrastructure Security Report. Acesso em 30.5.2017)

 O que falta para a massificar os pagamentos móveis. 56% das pessoas sabem que dá para pagar com o celular. Os dois grupos que mais adotam os pagamentos digitais são os millennials (nascidos de meados da década de 1990 até o começo da década de 2000) e os consumidores de renda mais alta. O uso de meios digitais de pagamento é maior entre os consumidores de alta renda do que entre os millennials. Pesquisa mundial da Accenture mostrou que 35% das pessoas no grupo “mass affluent” (alta renda) usam pelo menos semanalmente o celular para pagamentos em lojas físicas, comparados a 28% dos millennials e 18% do total da população. A Febraban informou recentemente que, no Brasil, as transações bancárias por celular ultrapassaram o internet banking. A partir do estudo Accenture Techvision 2017, destacam-se cinco tendências para o setor financeiro brasileiro: 1) Definir novas normas – 71% das empresas financeiras consideram entrar num consórcio de tecnologia que ajude a definir regras para a indústria. 2) Design para seres humanos – 53% das empresas financeiras brasileiras planejam uso extensivo de análise do comportamento humano e insights sobre a experiência do cliente. 3) Força de trabalho líquida – 88% concordam que as organizações que integram com êxito uma força de trabalho líquida em seu modelo de negócios ganharão vantagem por meio da inovação. 4) Poder do ecossistema – 79% dos executivos creem ser importante um modelo de negócios baseado em plataformas e envolver-se em ecossistemas com parceiros digitais. 5) Inteligência artificial é a nova interface do usuário – 91% concordam que vai revolucionar a aquisição de informações e a interação com clientes. (Inova.jor, dados da Accenture, no  Cards Payment & Identification 2017, e Febraban. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil é 18º em ranking global sobre dados abertos. O Brasil caiu uma posição, para 18º, em iniciativa promovida pela World Wide Web Foundation que analisou a disponibilidade e facilidade de uso de informações para os cidadãos de 115 países (92 na edição de 2016). Apenas 7% dos dados são totalmente abertos, um em cada dois conjuntos de dados é de leitura óptica e um em quatro conjuntos de dados tem uma licença aberta. Enquanto mais dados ficaram disponíveis em formato legível por máquina e sob licença aberta desde a primeira edição do Barômetro, o número de conjuntos de dados abertos globais permaneceu parado. O estudo analisa a existência e qualidade de 15 conjuntos de dados importantes (como cadastros ou orçamentos governamentais) em 115 países. Estes conjuntos são coletados de alguma forma em 97% dos países. No entanto, 29% desses conjuntos não são publicados on-line, e apenas 7% são abertos. Dominam as primeiras posições do ranking: Reino Unido, Canadá, França, Estados Unidos, Coreia, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Holanda e Noruega. O México, que lidera a região da América Latina e Caribe, ficou em 11º, seguido por seis países europeus, e então Uruguai e Brasil, em 18º. O Brasil se destaca por estar entre os 12 países que publicam dados verdadeiramente abertos sobre gastos públicos, e entre os nove que o fazem com informações sobre educação. (Convergência Digital, dados da quarta edição do Open Data Barometer. Acesso em 29.5.2017)

 Internet e mobilidade viram pesadelo no combate à fraude nos bancos. 24% dos bancos de todo o mundo tinham dificuldades em identificar seus clientes ao fornecer serviços de bancos online e digitais. E mais da metade dos bancos (59%) previa um aumento dos prejuízos causados por fraudes de 2017 até 2020. Com o crescimento dos serviços bancários online e em dispositivos móveis, os clientes não apenas se tornaram vítimas de fraudes financeiras, como também são um ponto de entrada importante para ataques nos canais digitais dos bancos. De acordo com a pesquisa, em 2016, 30% dos bancos passaram por incidentes de segurança que afetaram os serviços bancários fornecidos pela internet. Os principais fatores que contribuíram para os ataques foram o phishing direcionado aos clientes e o uso de credenciais de clientes para atividades de fraude.Os bancos careciam de tecnologias de segurança que não prejudicassem a experiência do cliente: 38% das organizações que participaram da pesquisa confirmaram que se preocupam com o equilíbrio entre as técnicas de prevenção e a conveniência para o usuário. (Convergência Digital, dados da pesquisa de riscos à segurança de instituições financeiras, realizada pela Kaspersky Lab. Acesso em 5.5.2017)

 (Mundo) Uso mais comum da ‘nuvem’ é para gestão de conteúdo, e-mails e arquivos. Os usos mais comuns da computação em nuvem envolviam aplicações básicas como e-mail e troca de arquivos, segundo levantamento junto a 2 mil gestores de TI em 120 países – dois terços deles de micro e pequenas empresas. As funções mais populares no momento da pesquisa eram a hospedagem na web, blog e gerenciamento de conteúdo (39,2%), e-mail (32%) e compartilhamento de arquivos (32,2%)”. No entanto, os gestores de TI planejavam implementar aplicações de negócios mais complexas em 2018. As mais populares incluíam monitoramento de rede (34,6%), backup (33,9%), vendas, CRM e sistemas de emissão de bilhetes (35,4%). 80% dos entrevistados avaliavam a nuvem como uma tecnologia positiva, e a segurança dos dados foi a maior preocupação para 44,7%, que disseram ser este um grande obstáculo e um adicional de 41,3% dos participantes acreditavam que era algo preocupante. (Convergência Digital, dados da empresa alemã de monitoramento de redes Paessler. Acesso em 4.5.2017)

Para Netflix, velocidade média da internet no Brasil vai de 2 a 3 Mbps. A Netflix voltou a divulgar seu ranking de provedores de conexão com base na velocidade média dos acessos de seus assinantes no Brasil, estimados em mais de 6 milhões. Segundo a empresa, a velocidade média no país não passa dos 3,2 Mbps. É metade do que indica levantamento semelhante feito pela Akamai, e que no trimestre terminado em dezembro de 2016 apontou 6,39 Mbps como a média brasileira. Ainda assim, os números da Netflix compreenderam quase uma em cada quatro (22%) das conexões em banda larga fixa do Brasil. Vale lembrar, ainda, que dos 27,1 milhões de acessos fixos à internet medidos em março deste ano (mesmo período do ranking em questão), a grande maioria (55,7%) eram ainda sobre os fios de cobre (xDSL). Os acessos por cabo eram 31,8% e por fibra 7,2% do total. No caso da medição da Netflix em março se destacam as conexões por fibra da Tim (Live Tim), com 3,27 Mbps; seguidas pelo cabo da Net (Net Virtua), com 3,15 Mbps; e pelo acesso em fibra da Vivo (Vivo Fibra), 3 Mbps. As conexões da Algar, média de 2,43 Mbps; da Oi e da Vivo, ambas em xDSL e ambas de 2,11 Mbps completaram o ranking. (Convergência Digital, dados da Netflix e Akamai. Acesso em 4.5.2017)

Volume de spam cai, mas mensagens indesejadas ainda são 56% dos e-mails. O volume de spams teve redução no primeiro trimestre de 2017, embora ainda tenha representado 56% de todo o tráfego de e-mails. Foi, porém, pouco menos que os 59,9% medidos no último trimestre de 2016. Além disso,  cibercriminosos aparentemente diversificaram as ferramentas, diante da massificação de filtros de spam. Essa seria a explicação para o número total de anexos de malware no tráfego de e-mail ter diminuído 2,4 vezes em relação ao trimestre anterior. No primeiro trimestre, mais da metade de todos os ataques de phishing foram direcionados ao setor financeiro, incluindo bancos (quase 26%), sistemas de pagamento (mais de 13%) e lojas virtuais (quase 11%). (Convergência Digital, dados de relatório da Kaspersky Lab. Acesso em 2.5.2017)

Spam atinge até 97% dos e-mails no Brasil. O tráfego de spam triplicou em dois anos no Brasil, aumentando os riscos de segurança e os custos improdutivos de manutenção e ampliação da infraestrutura de serviços das empresas de infraestrutura e hospedagem na internet. A taxa de spam no fluxo de mensagens que chegaram diariamente atingiu a média de 90% dos e-mails, bloqueados antes de chegarem aos níveis internos da estrutura. Dos 10% que receberam licença para entrar nos servidores das empresas de hosting, apenas 50% (5% do total) foram entregues ao endereço do usuário final como mensagem lícita. Os outros 5% foram encaminhados ao destino, mas receberam do provedor, uma espécie de “carimbo” de suspeição e, quase sempre, caíram na caixa de “lixo eletrônico” do usuário. A taxa de mensagens bloqueadas foi ainda superior em provedores de hospedagem de nichos corporativos com restrições mais rigorosas, chegando a 97%, e o volume efetivamente entregue chegou ficar em torno de 1%. O aumento de spam foi ocasionado por fatores como a expansão da rede global das múltiplas formas de conexão, que permitiram o envio e a abertura de e-mails sem limitação de plataforma. Além disso, exércitos de máquinas zumbis escravizadas por vírus foram usadas para a propagação de spam e proliferação de novos zumbis disparadores. No Brasil, o principal fator de aumento do spam teve origem em centenas de provedores internacionais que se multiplicaram nos últimos anos e chegaram a cobrar até 50 centavos de dólar para a abertura de um domínio. Já um dos fatores de agravamento do spam produzido no Brasil foi o alto grau de informalidade e o pouco profissionalismo de muitas empresas de e-mail marketing. Do lado dos provedores, houve esforço das empresas idôneas para ajudar o nicho de e-mail marketing a implementar práticas lícitas e aceitáveis. Mas ainda é preciso formalizar uma autorregulação dos prestadores de hosting em acordo com os emissores de e-mail marketing.  Na avaliação de muitos provedores, as autoridades brasileiras de registro de domínio deveriam também repensar a liberalidade para a criação de endereços IP, muitas vezes feitos a partir de informação fraudulenta ou pouco consistente. Além disso, os provedores se queixam de que não há limite razoável para o número de registros de domínio por cada CNPJ ou CPF. A área de segurança da Locaweb descobriu que cerca de 200 domínios fortemente emissores de spam estavam registrados no Brasil em nome de uma empresa. Na IP Hotel, um único CPF foi identificado como proprietário de 250 domínios da listagem negra da empresa. (Convergência Digital, dados da Assessoria da Abrahosting – Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet. Acesso em 13.4.2017)

Brasil é o país com o segundo maior índice atividades maliciosas, aponta estudo. O número de usuários de internet na América Latina passou de 237 milhões em 2015 para 260 milhões em 2016, sendo o lugar de maior crescimento no mundo. E entre julho e dezembro de 2016, foram detectadas cerca de 530 mil sessões únicas de malware desconhecido na região, com ênfase no México, Brasil, Colômbia, Argentina, com mais de 37 mil amostras. Nesse período, 89% do malware analisado foi entregue por e-mail phishing, seguidos de navegação na web, com destaque para o formato variante de ransomware conhecido como Locky (descoberto em fevereiro de 2016, usa a Infraestrutura de Chaves Públicas – ICP – para criptografia, e evolui sempre para driblar os controles de segurança). No fim de 2016, durante o período de compras natalinas, houve grande aumento de atividades maliciosas na América Latina, com queda brusca às vésperas do Natal e logo depois. Houve também uma série de ataques ao sistema financeiro vinculados ao grupo Lazarus, que visa ao sistema de pagamento internacional Swift, alterando sites de instituições financeiras para redirecionar as vítimas a um exploit customizado. Dois sites de instituições financeiras, no México e Uruguai, redirecionaram vítimas ao usar vulnerabilidades do Adobe Flash e Microsoft Silverlight. Uma lista de subredes direcionadas dentro do código exploit incluía endereços IP do México, Chile, Brasil, Peru e Colômbia. O México foi o mais prejudicado no segundo semestre de 2016, com 54% dos ataques, seguido pelo Brasil, 31%, com destaque para o formato variante de ransomware Locky, com mais de 70% da atividade maliciosa. A Unit 42 também observou a atividade da campanha Distribuição CerberSage, que usa documentos maliciosos do Office para entregar Locky e os tipos de ransomware Cerber e Sage. O Cerber é usado regularmente, com taxa elevada do sucesso em criptografar hosts. O Sage, mais novo, tem comportamento semelhante a outros como Locky ou Cerber, consegue geolocalizar a vítima e adiciona um mecanismo para que a infecção comece quando o usuário fizer logon no Windows. (Convergência Digital, dados da Forbes e Unit 42, centro de pesquisas de ameaças da Palo Alto Networks. Acesso em 28.3.2017)

Só 39% dos pais conversam com filhos sobre ameaças online. Embora mais da metade (52%) dos pais acreditassem que os riscos das crianças na internet estivessem aumentando – do cyberbullying à apresentação de conteúdo inadequado –, apenas 39% conversava com os filhos sobre possíveis ameaças. A pesquisa constatou que um em cada cinco adultos (20%) não fazia nada para proteger seus filhos das ameaças da internet, apesar de proporção semelhante (22%) ter observado seus filhos em contato com ameaças reais online, como a exibição de conteúdo inadequado, a interação com estranhos e o cyberbullying. 53% achavam que a internet afetava negativamente a saúde ou o bem-estar de suas crianças. Praticamente um terço (31%) achava que não tinha controle sobre o que seus filhos viam ou faziam online, e quase dois terços (61%) não conversavam com as crianças sobre as ameaças virtuais. E quando tomavam uma atitude, nem sempre foram efetivas: 28% disseram que verificaram o histórico de navegação de seus filhos; mas nesse momento os danos já podiam ter ocorrido. Apenas um quarto dos entrevistados (24%) usava algum software de controle de navegação. (Convergência Digital, dados da Kaspersky Lab e pela B2B International. Acesso em 25.3.2017)

Pesquisa diz que 74% dos brasileiros são contra bloqueio do Whatsapp. Praticamente três em cada quatro brasileiros, ou 74%, são contra decisões judiciais que determinam o bloqueio do aplicativo de mensagens Whatsapp. Segundo a pesquisa, 71% dos usuários usam o aplicativo para trocar mensagens pessoais ou confidenciais. E o serviço foi considerado 57% dos usuários entrevistados como o meio mais seguro para troca de mensagens sigilosas que necessitam de alta segurança. O instituto de pesquisa entrevistou 2.363 pessoas de 130 cidades em todas as regiões do Brasil. A pesquisa também perguntou o que os entrevistados achavam da compra do Whatsapp pelo Facebook, e 54% entenderam ter sido um negócio positivo. E as três questões relacionadas ao compartilhamento de dados entre as duas empresas não chegaram a questionar a prática em si, mas se os usuários concordavam que a troca de informações entre ambas poderia ‘aumentar a segurança’, ‘melhorar a sugestão de produtos’ e ‘combater spam’, pontos que tiveram apoio de 81%, 79% e 69% dos entrevistados. (Convergência Digital, pesquisa encomendada pelo Whatsapp e realizada pelo Datafolha em todo o país. Acesso em 25.3.2017)

Pesquisa diz que 73% pensam em abandonar redes sociais. Pesquisa mostrou que grande maioria das pessoas queria abandonar as redes sociais, em muitos casos, porque as consideravam uma perda de tempo. De acordo com o estudo, os usuários permaneciam nas mídias sociais, como Facebook e Instagram, apenas porque tinham medo de perder suas recordações digitais e o contato com amigos. Entre os brasileiros, 37% dos participantes disseram acreditar que perdiam tempo nas redes sociais. E quase 73% dos respondentes afirmaram que já haviam pensado em abandonar as redes sociais. Ainda assim, outros estudos que demonstraram que os usuários não conseguiam resistir à tentação de conferir as conversas e as atualizações de status nas mídias sociais em seus celulares. No Brasil, a grande maioria (68%) acreditava que ao sair das redes sociais perderia contato com os amigos. Já 21% dos participantes pensavam mais em não conseguir recuperar suas lembranças digitais – como fotos – se precisassem sair de uma rede social. (Convergência Digital,  dados da Kapersky Lab. Acesso em 25.3.2017)

Maioria entre gamers no Brasil, mulheres enfrentam preconceito e assédio. Um levantamento de 2012 mostra que 63% de 874 jogadoras entrevistadas pelo blog PriceCharting haviam sofrido assédio em jogos online. Por isso, 35% optaram se afastar temporariamente dos jogos e 9% os largaram de vez. Em 2012, pequisa da EEDAR analisou 669 títulos com protagonistas de gênero reconhecível e constatou que apenas 24 deles (menos de 4%) tinham mulheres como protagonistas exclusivas. Dados da Pesquisa Game Brasil mostram que as mulheres representavam 52,6% dos jogadores brasileiros em 2016. Em 2015, eram 47,1%. O estudo aponta que 34% tinham entre 25 e 34 anos, 55% preferiam jogos de estratégia e 80% curtiam jogar com os filhos. Se o índice de jogadoras havia passado da metade, o de jogos desenvolvidos por mulheres não chegava a 10%. Por isso, a designer de games Ariane Parra resolveu fundar, em 2014, a Women Up Games, que promove a inclusão de mulheres, tanto jogando quanto desenvolvendo, na indústria do videogame. (BBC Brasil, dados do blog PriceCharting, Design e Pesquisa de Entretenimento Eletrônico  – EEDAR -, Pesquisa Game Brasil 2016, feita pela agência de tecnologia Sioux em parceria com a Blend New Research e ESPM. Acesso em 25.3.2017)

Em janeiro, 1251 novos acessos de banda larga ativados por hora. O crescimento do acesso à banda larga pelo 4G segue sua acelerada trajetória. Os dados de janeiro de 2017 mostram que, nos últimos 12 meses, foram 36,8 milhões de novos acessos à banda larga pela tecnologia de quarta geração, o que representa um crescimento de 130% no período. A cobertura atual do 4G no país supera – e muito – a obrigação de expansão e está presente em mais de 1,6 mil municípios (a tecnologia deveria alcançar 286 municípios até o final de 2016). Em janeiro deste ano, o Brasil alcançou um total de 223,9 milhões de acessos em banda larga – desses acessos, 197,1 milhões foram feitos por meio da banda larga móvel. No primeiro mês de 2017, o país teve 1.251 novos acessos à banda larga por hora. (Convergência Digital, dados da Telebrasil, Associação Brasileira de Telecomunicações. Acesso em 16.3.2017)

Em janeiro, mercado perde mais 647 mil acessos móveis. Janeiro de 2017 terminou com 243,4 milhões de linhas móveis em operação, abrindo o ano com recuo líquido de 647,78 mil de linhas (-0,27%) sobre as 244 milhões ativas em dezembro de 2016. O ajuste no mercado de telefonia celular em 20 meses tirou quase 50 milhões de acessos da base total, sendo que um pouco menos de 10 milhões migraram de planos pré para pós pagos. O perfil geral mudou. Os pós-pagos passaram de um em cada quatro para um em cada três acessos de celular, processo que continua. Em janeiro foram desligados 907,3 mil pré-pagos, mas acionados 259,6 mil novos pós-pagos. Entre as quatro grandes operadoras do país (98% do mercado), a Vivo é a única onde a sangria parece ter estancado em 2016. Entre janeiro de 2016 e de 2017, a Oi perdeu 5,82 milhões de linhas, seguida pela Claro, com queda de 4,87 milhões e pela Tim com menos 4,08 milhões de acessos. (Convergência Digital, Acesso em 16.3.2017)

Brasileiro usa cada vez mais o serviço de voz do WhatsApp. O WhatsApp está se tornando uma ameaça para as operadoras tradicionais. Primeiro contribuiu para a redução drástica do volume de mensagens de texto em SMS trocadas entre usuários. A seguir, começa a ameaçar a receita das operadoras com chamadas de voz. Quase dois terços (64,5%) dos usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês) no Brasil utilizam chamadas de voz pelo app. Destes, quase metade (48,4%) afirma que usa mais o aplicativo para ligações do que o plano de minutos da operadora. 58,6% dos que fazem chamadas de voz declaram que as realizam todo dia ou quase todo dia. Assim, o app está se tornando uma operadora sem rede e gratuita, mas sem suporte técnico ou sujeição às regras da Anatel. Mas há um efeito positivo para as teles: aumentou o gasto com dados móveis, pois a rede celular é necessária para chamadas pelo WhatsApp quando o usuário não está conectado por Wi-Fi. A qualidade da chamada não é um obstáculo para os consumidores, 56,5% dos usuários da funcionalidade deram nota 4 ou 5 para a qualidade do serviço em uma escala de 1 a 5, onde 1 é péssimo e 5 é ótimo. Em 2016, o WhatsApp adicionou a funcionalidade de videochamada, já bastante popular: 39% dos MAUs a utilizam, dos quais, metade, ou 50,1% afirma que usam todo dia ou quase todo dia. (Convergência Digital, dados da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Mensageria no Brasil, relatório gratuito solicitável em  www.panoramamobiletime.com.br. Acesso em 16.3.2017)

The State of the Internet 2017: All Statistics Here. (A New Domain. Acesso em 14.3.2017)

Contas bancárias 100% abertas por smartphones devem chegar a oito milhões no Brasil. Os bancos brasileiros chegaram, em 2016, a um volume superior a 2 milhões de contas bancárias 100% abertas por dispositivos móveis. De outubro aos primeiros meses de 2017, houve uma média diária de 10 mil contas abertas por smartphones. 60% dos documentos foram enviados pelo usuário entre as seis horas da tarde e quatro da madrugada ou entre sábado e domingo. No caso específico dos bancos, por dados do Banco Central, a base de agências físicas recuou de 23,12 mil unidades em 2014 para 22,7 mil no último levantamento, em julho de 2016. (Convergência Digital, dados da assessoria da M2Sys. Acesso em 14.3.2017)

Brasileiro faz 58 mil transações digitais por hora. Em 2016, quatro em cada dez brasileiros portadores de cartão eram digitais e mais de 58 mil compras digitais aconteceram por hora no país. As dimensões que mais se destacaram no Brasil, em 2016, foram Media Streaming e Transporte, encabeçadas principalmente pela pulverização dos aplicativos de táxis e de carros compartilhados e dos serviços de compartilhamento de filmes, músicas e séries.
Mas quem foi o consumidor digital brasileiro? Os hábitos de compras foram divididos em três categorias: os Ocasionais, que possuem um consumo digital esporádico; os Emergentes, que já adotam esses canais no dia a dia, mas em quantidade inferior às transações em lojas físicas; e os Super Digitais, que realizam predominantemente compras no mundo digital. Nesse cenário, o perfil do consumidor digital brasileiro, 40% da população, foi: · 51% Ocasionais, 39% Emergentes e 10% Superdigitais. (Convergência Digital, dados do Score Digital, da Visa Brasil. Acesso em 14.3.2017)

Gasto anual dos brasileiros com WhatsApp é estimado em R$ 100 bilhões. Em 2015, as comunicações feitas pelo WhatsApp, com mais de 100 milhões de usuários, estavam associadas a até 0,9% do PIB do Brasil – parcela que troca mensagens com pequenos e médios negócios e prestadores de serviços. O gasto anual dos brasileiros associado ao aplicativo foi estimado entre 12 bilhões e 28,3 bilhões de dólares, de 0,38% a 0,88% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Quase 1 em cada 3 entrevistados no país o utilizava para se comunicar com estabelecimentos comerciais e profissionais liberais, incluindo restaurantes, oficinas mecânicas, médicos, cabelereiros, corretores de imóveis e advogados. Embora tenha começado para comunicação entre indivíduos, os resultados da pesquisa sugerem que o WhatsApp impulsionou o crescimento econômico, pela redução de custos, aumento da produtividade e melhora da qualidade do atendimento a clientes, entre outros fatores. Um aumento de 5% na base de usuários no Brasil representaria 790 milhões de dólares a mais ao PIB do país. O impacto positivo anual na economia global, considerando expansão do número de usuários da mesma ordem, seria de 22,9 bilhões de dólares. No mundo, o WhatsApp possui 1,2 bilhão de usuários. Todos os dias, no período considerado, 50 bilhões de mensagens, mais de 3,3 bilhões de fotos, 760 milhões de vídeos e 80 milhões de GIFs foram enviadas pelo aplicativo. O levantamento calculou o impacto econômico do aplicativo na Índia, Alemanha e Espanha.  Entre eles, o Brasil teve maior uso, cerca de metade da população, seguido de Espanha (47%), Alemanha (43%) e Índia (13%). No Brasil, 29% dos entrevistados disseram usar o aplicativo para se comunicar com negócios e prestadores de serviços, superando os usuários para esse fim na Índia (27%), Espanha (9%) e Alemanha (7%).  (Convergência Digital, estudo da Analysis Group divulgado em 8/3/2017, com informações da Assessoria do WhatsApp. Acesso em 13.3.2017)

‘Boom’ de tablets é coisa de passado no Brasil. O mercado brasileiro de tablets seguiu em tendência de baixa. Em 2016, foram vendidos aproximadamente 4 milhões de unidades, 32% a menos do que em 2015, quando foram comercializados cerca de 5,8 milhões de dispositivos. A projeção para 2017 é que serão vendidos 3,7 milhões de dispositivos, 7% a menos do que em 2016. Do total vendido em 2016, cujos preços ficaram numa faixa apenas 3% maior do que em 2015, 26,5 mil foram notebooks com telas destacáveis. Entre outubro e dezembro de 2016, foram comercializados 1,2 milhões de unidades, 17% a mais do que no terceiro trimestre de 2016 e 11% a menos do que no mesmo período de 2015. Os tablets seguem na lista de desejos do público infantil.  (Convergência Digital, estudo da Analysis Group divulgado em 8/3/2017, com informações da Assessoria do WhatsApp. Acesso em 13.3.2017)

Com média de 6,4 Mbps, Brasil sobe para 85º no ranking global da internet. A velocidade média da internet no mundo é de 7 Mbps, segundo pesquisa em 148 países no quarto trimestre de 2016. O Brasil segue abaixo da média global, com 6,4 Mbps, mas aparece como um dos países com melhor desempenho entre o fim de 2015 e o fim de 2016. Por aqui, a velocidade subiu mais do que a média mundial. A alta foi de 55%, de 4,1 Mbps para 6,4 Mbps, enquanto no geral o crescimento foi de 26% (5,6 Mbps para 7 Mbps), sendo que também na passagem do terceiro para o quarto trimestre o desempenho foi também acima da média: 16% no Brasil, 12% no geral. Os resultados parecem ter sido impactados pelo crescimento da proporção das conexões de maior velocidade. No fim de 2015, apenas 39% delas eram acessos acima de 4 Mbps, percentual que passou para 59% no fim de 2016. Mais impressionante ainda foi o desempenho das velocidades acima de 10 Mbps, que passaram de 2,9% do total para 16% – crescimento de 452%. As conexões acima de 15 Mbps cresceram ainda mais, 537% em um ano. Eram 0,8% do total de acessos e no fim de 2016 passaram a representar 5%. No cenário global as velocidades acima de 15 Mbps já representam uma em cada quatro conexões. As conexões móveis também melhoraram. Elas variam de 26,8 Mbps, no Reino Unido, a 2,9 Mbps, na Venezuela. Nesse quesito o Brasil aparece mais perto do fim do ranking. Embora tenha aumentado a velocidade média em 146%, ela ainda é de 4,7 Mbps nos dispositivos móveis – era 3,2 Mbps no fim de 2015.  (Convergência Digital, relatório State of Internet da Akamai. Acesso em 13.3.2017)