Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso através de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e órgãos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2017.

As fontes estão citadas no final das notas, com links para os textos integrais. Para ver os dados de 2007 até hoje, consulte as outras páginas desta seção pela barra de navegação à esquerda. Não publicamos estatísticas de previsões.

   Acesso à Internet está presente em 54% dos domicílios do Brasil. O e-commerce faturou R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017, crescimento nominal de 7,5% ante o mesmo período de 2016, quando foram registrados R$19,6 bilhões. O número de pedidos aumentou 3,9%, de 48,5 milhões para 50,3 milhões e o tíquete médio registrou expansão de 3,5%, de R$ 403 para R$ 418,00. (Blog Porta 23, dados do relatório Webshoppers 36, divulgado a 23/8) pela e-bit. Acesso em 9.9.2017)

  Acesso à Internet está presente em 54% dos domicílios do Brasil. O acesso à internet se mostrou bastante desigual no Brasil e o valor cobrado pela conexão foi a principal razão pela qual as pessoas não tinham acesso. 36,7 milhões de domicílios (54% do total) possuíam acesso, mas, ao analisar a proporção por classes sociais, áreas e regiões, a desigualdade permaneceu. Enquanto a classe A tinha 98% dos lares com internet e a B, 91%, a classe C tinha 60% dos domicílios com internet e a D/E 23%. A desigualdade valeu também na comparação das áreas rurais e urbanas. Em 2016, 59% dos lares no perímetro urbano contavam com internet, em comparação com 26% dos lares rurais. A discrepância se manteve nas regiões. No Nordeste, 40% dos domicílios (ou 7,2 milhões) estavam conectados, enquanto no Sudeste eram 64% ou 18,8 milhões, seguido do Centro-Oeste (56% ou 2,9 milhões) e do Sul (52% ou 5,4 milhões). No Norte, eram 46% (ou 2,4 milhões de domicílios). 26% dos entrevistados apontaram o preço alto como principal motivo para não terem acesso, seguido de falta de interesse (18%) e falta de necessidade (8%). De abrangência nacional, a pesquisa TIC Domicílios visa a medir o acesso e os usos de domicílios brasileiros e cidadãos com dez anos ou mais em relação às TIC. Os dados foram coletados entre novembro de 2016 e junho de 2017 em 23.721 entrevistas domiciliares realizadas face a face a partir de questionário estruturado, em 350 municípios. (Convergência Digital, dados da 12ª edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada em 05/09/2017 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br – , por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação – Cetic.br –  do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br. Acesso em 9.9.2017)

 Maior parte das empresas nacionais não têm 25% dos seus serviços na nuvem. 82% das organizações nacionais tinham alguma aplicação em nuvem, porém, apenas 15% delas com 75% ou mais do seu ambiente nesse modelo. 51% das organizações acreditavam que, tanto elas quanto os concorrentes, tinham nível de maturidade intermediário. No entanto, 42% dos participantes afirmaram não estar no patamar ideal e se cobravam para alcançar um nível de excelência. A exigência foi maior no segmento financeiro, onde não havia espaço para erros – 62% dos gestores de TIC entrevistados entendiam que o ideal era chegar à excelência. A computação em nuvem se consolidou como uma realidade e as decisões nas empresas deixaram de ser sobre a possibilidade de migrar para cloud e passaram a ser sobre quando e quais aplicações migrar. No entanto, apesar da alta taxa de adoção entre os respondentes da pesquisa, a maior parte (66%) ainda não tinham  nem 25% dos serviços em cloud – e a principal barreira para adoção continuava sendo a tecnologia (40%). Além de ser o ano de consolidação da tecnologia, 2016 registrou o fortalecimento da cloud híbrida, utilizada por 40% das empresas brasileiras. A nuvem privada, por sua vez, passou de 46%, em 2013, para apenas 25% no ano passado – comprovando a mudança no perfil de contratação de cloud pelas organizações. Já a nuvem pública permaneceu estável desde a primeira edição da pesquisa, sendo usada por cerca de 7% das organizações. O crescimento do uso de nuvem possibilita a migração gradual da aquisição de equipamentos (CAPEX) para a contratação de serviços (OPEX). Em 2016, 41% dos gastos com TI foram destinados a equipamentos e 59% a serviços, sendo aplicações e softwares o principal foco desses investimentos (22%), seguido por prestação de serviços (19%), data center (16%) e telefonia/conectividade (11%).  A adoção de soluções móveis visava, principalmente, a automação de força de vendas (36%) e o aprimoramento de ferramentas de gestão/ERP (24%), permitindo aos executivos acesso a informações e tomada de decisões a qualquer hora e de qualquer lugar. (Convergência Digital, dados do IT Brazil Snapshot, estudo realizado pela Logicalis realizada em parceria com a Somatório Pesquisa e Informação. Acesso em 9.9.2017)

 Escolas têm computador, mas internet é desafio. Apesar da incorporação básica de equipamentos TIC nas escolas em áreas urbanas, a velocidade de conexão ainda era um desafio. A presença de algum tipo de computador (de mesa, portátil ou tablet) estava universalizada entre as escolas públicas localizadas em áreas urbanas: 95% delas possuíam ao menos um desses dispositivos conectados à internet. Entretanto, 45% das escolas públicas ainda não ultrapassavam 4Mbps de velocidade de conexão à internet, enquanto 33% delas possuíam velocidades de até 2Mbps. Enquanto nas escolas particulares a regra era ter mais de 5 Mbps (53%), sendo mais de 11 Mbps em 25%, nas públicas apenas uma em cada quatro tinha mais de 5 Mbps (e apenas 6% com mais de 11 Mbps). Daí que 40% dos docentes de escolas públicas afirmaram usar o computador em sala de aula para atividades com os alunos, mas não mais de 26% se conectavam à internet quando realizavam essas atividades. Nas escolas particulares, os percentuais caminharam juntos: 58% e 54%, respectivamente. Os laboratórios de informática estavam presentes em 81% das escolas públicas, mas em apenas 59% esse espaço encontrava-se em uso em 2016, segundo os diretores. Além disso, somente 31% dos professores de escolas públicas afirmaram usar computadores no laboratório atividades com os alunos. O celular como dispositivo de acesso foi citado por 52% dos alunos de escolas com turmas de 5º ano, 9º ano, do Ensino Fundamental, e/ou 2º ano, do Ensino Médio, localizadas em áreas urbanas, chegando a 74% entre os estudantes do Ensino Médio. A pesquisa apontou que 91% dos professores utilizaram a internet pelo celular para uso pessoal (em 2011, eram 15%). E 49% deles utilizavam o celular em atividades com os alunos (39% no ano anterior). 31% dos estudantes afirmaram utilizar a internet pelo telefone celular na escola, sendo 30% entre os alunos de escolas públicas e 36% nas instituições privadas. As restrições ao acesso de estudantes à rede WiFi da escola estavam entre os aspectos que explicavam a baixa utilização do equipamento no ambiente escolar: enquanto 92% das escolas possuíam rede WiFi, 61% dos diretores afirmaram que o uso dessa conexão não era permitido aos alunos.  (Convergência Digital, dados da pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação – Cetic.br – sobre o acesso e uso da rede nas escolas, a TIC Educação 2016, divulgada em 3/8/17. Acesso em 9.9.2017)

 LinkedIn ultrapassa Facebook na busca por vagas de estágio. O site LinkedIn, adquirido pela Microsoft em 2016, cresceu na preferência de quem procura colocação no mercado de trabalho. A plataforma ultrapassou o Facebook, primeiro lugar em 2016. As redes sociais ganharam maior relevância para manter networking profissional e a tendência era que se fortalecessem ainda mais. 70% dos pesquisados tinham entre 18 e 23 anos e nove em cada dez entrevistados realizavam curso superior; 3,4% frequentavam o ensino médio. A pesquisa mostrou que os jovens estudantes buscavam programas de estágio para desenvolverem suas carreiras (74%). O número dos que conseguiram vaga por meio dessas ferramentas quase dobrou, passando de 5% em 2016 para 9% em 2017.  Já os sites das próprias empresas perderam relevância nesse quesito – de 10,4% em 2016 para 8,3% em 2017. Em 2016, o Facebook estava em primeiro lugar entre redes sociais para busca de trabalho, mas em 2017 caiu de 35% para 24%, e o LinkedIn foi o canal mais usado, por 31,8% dos estudantes. Este site foi reformulado no início de 2017 e adotou layout mais simplificado, próximo ao do Facebook e de outras plataformas de interação social. Assim como as redes sociais, as plataformas especializadas também se destacaram. Dentre os que especificaram o principal meio até a vaga, 16,6% afirmaram que conseguiram a oportunidade via sites de consultoria especializados e 29,6% por plataformas de divulgação de vagas. (Convergência Digital, dados da Companhia de Estágios | PPM Human Resources. Acesso em 4.9.2017)

 Um em cada quatro internautas brasileiros fez graduação online. A pesquisa do CONECTAi Express mostra que 44% dos entrevistados haviam feito algum curso online, a maioria cursos livres (55%). 35% haviam realizado graduação ou pós-graduação à distância, sendo 24% cursos de graduação e 11% de pós-graduação. Os cursos mais procurado foram os de idiomas (19%), superando os cursos técnicos (16%). Cursos a distância se mostraram mais comuns entres os internautas das regiões Norte e Centro-Oeste e das classes A e B. Já um estudo divulgado em maio, durante o 10º Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular (Cbesp), revelou que educação superior a distância cresceu no país em ritmo mais acelerado que a educação presencial. Os dados do último Censo da Educação Superior (2015) mostraram que enquanto o ensino presencial teve crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância (EaD) teve expansão de 3,9%. Mas pesquisa da Educa Insights para ver como agiam as instituições que ofertavam EaD mostrou que a falta de contato foi um dos fatores que leva à evasão dos estudantes. A rede privada concentrou a maior parte das matrículas na modalidade – 1.265.359 – 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Apesar do aumento do número de concluintes, que cresceu 23,1%, índice maior que nos presenciais (9,4%), muitos estudantes ainda deixaram o curso sem concluí-lo. Nas instituições privadas, a taxa de evasão nos cursos a distância foi de 35,2%, superior à evasão nos presenciais, 27,9%. (Convergência Digital, dados de pesquisa online nacional realizada no CONECTAi Express, do Censo da Educação Superior de 2015 e da Educa Insights. Acesso em 4.9.2017)

 (Mundo) Internet das Coisas cresce quase três dígitos e impulsiona o software. O mercado mundial de software e serviços atingiu, em 2016, o valor de US$ 1.096 bilhões. Os investimentos em software e serviços no Brasil alcançaram US$ 19 bilhões, colocando o país na 9ª posição no ranking mundial. Quando avaliados separadamente, o mercado doméstico de software cresceu 0,2%, em relação a 2015 (US$ 8,475 bilhões). Já o mercado de serviços registrou aumento de 2%, com um total de US$ 10,227 bilhões. A Internet das Coisas (IoT), cresceu 27,8% e atingiu investimentos de US$ 6 bilhões, ou R$ 18 bilhões sendo que, no Brasil, os principais casos de uso estão em monitoramento de frota, que investiu US$856 milhões, seguido por smart grid, com US$ 631 milhões. Big data e analytics aumentaram mais lentamente, 3,2%, US$ 809 milhões, em 2016. Em 2016, o mercado de computação em nuvem aumentou 47,4%, tendo como base os dois principais serviços do setor (SaaS e PaaS). Os investimentos nesse tipo de licenciamento passaram de US$ 506 milhões, em 2015, para US$ 746 milhões em 2106. O modelo de utilização que mais cresceu foi o de aplicações colaborativas, onde a utilização em nuvem ultrapassou o licenciamento tradicional representando em 2016, 53,3% do mercado – aumento de 133% em comparação com 2013. As aplicações que apresentaram segundo maior crescimento foram as de CRM, onde, apesar do licenciamento tradicional representar a maioria do mercado, a utilização em nuvem saltou de uma participação de 20,8%, em 2015, para 27,5%, em 2016. O setor da economia que mais investiu em software, em 2016, foi de serviços e telecomunicações (US$2,5 bilhões e crescimento de 3,6%, em relação ao ano anterior), enquanto o que mais reduziu investimentos foi o de finanças, com queda de 2,9%, mas ainda tem 24,5% da participação do mercado frente a 26,6% de serviços e telecomunicações. Em terceiro lugar, vem a indústria que, com investimentos na ordem de US$ 2 bilhões, tem participação de 21%, seguida por comércio, governo e óleo/gás, 11,9%, 4,5% e 3,9%, respectivamente. Agroindústria teve redução de 1,5% nos investimentos em software, mas a coleta recorde de grãos prevista para 2017 deve reverter esse quadro no ano. O Mercado de Software e Serviços conta com 15.707 empresas, sendo 11.237 dedicadas ao desenvolvimento e à comercialização de software e 4.470 dedicadas aos serviços de TI. Dentre as 4.872 dedicadas ao desenvolvimento de software, mais de 95% são micro ou de pequeno porte, ou seja, com menos de 99 colaboradores. (Convergência Digital, dados de estudo anual “Mercado Brasileiro de Software – Panoramas e Tendências” da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software –  em parceria com o IDC – International Data Corporation. Acesso em 3.9.2017)

Estudo diz que 73% pesquisam na internet antes de comprar. 64% dos entrevistados de pesquisa que acessaram a internet nos últimos 7 dias acreditavam que consultar as opiniões de outras pessoas na internet ajudava a tomar decisões sobre compras importantes. Antes de comprar algo, por exemplo, 73% dos internautas afirmaram que recorriam à internet para se informar e 71% concordaram que a rede oferece informações sobre produtos ou marcas não disponíveis em outro lugar. 38% dos entrevistados acharam que a conveniência da internet era mais importante que o preço. 49% dos usuários de internet entrevistados baixaram apps nos últimos 30 dias. Entre os mais usados estavam os de mensagens instantâneas, mídias sociais e internet banking. Entre os que acessaram as mídias sociais no último mês, 43% checaram seus perfis cinco vezes por dia ou mais. Quase metade dos entrevistados afirmaram que se sentiam perdidos sem seus smartphones e celulares (49%). A internet foi utilizada por 71% das pessoas nas principais regiões metropolitanas. Para os internautas, além das compras (65%), a internet foi importante para o entretenimento (71%) e a comunicação (54%). Entre os usuários de internet, as mulheres eram maioria (53%). Os jovens adultos, entre 25 e 34 anos, eram os mais conectados. Segundo o Ibope Media.  (Convergência Digital, dados de pesquisa online da Kantar Ibope Media, pesquisa TG.net no Brasil, feita por questionário online, com amostra de cerca de 3.000 casos, que contempla usuários de internet – considerando-se os últimos 30 dias –  entre 15 e 75 anos. Acesso em 3.9.2017)

Mais da metade dos consumidores do Rio e São Paulo aprovam atendimento por robôs. Desde 2014, o uso do celular ultrapassa o computador. 93% das pessoas entrevistadas pela pesquisa utilizavam o smartphone para acessar a internet. Em 2008, só 14% das classes D e E acessavam a rede. E, 2017, 92% da classe D e 88% da classe E possuíam acesso. Sobre as formas de acesso: 67% usavam computador em casa, 51% acessavam do trabalho e 20% utilizam tablet. Sobre o uso, 87% dos entrevistados pesquisavam e produtos e serviços (apenas 42% faziam compras). Para 66% o fator decisivo na aquisição de produtos ou contratação de serviços eram detalhes sobre os itens. Receber e enviar e-mails e acessar redes sociais teve a segunda posição na rotina dos consumidores, ficando o uso do internet banking em terceiro lugar  e em quarto o acesso a notícias, ler livros e revistas. Sobre o atendimento via robôs, a aprovação dos entrevistados foi de 51%, especialmente na faixa dos 36 a 45 anos, (54%). 29% preferiam negociar uma dívida com um assistente virtual. Embora o telefone fosse o principal canal usado para contato por empresas, mídias sociais (71%), portal online de autosserviço (63%), assistente virtual (38%) e aplicativo/WhatsApp (33%) foram novas formas de comunicação. 95% das empresas entrevistadas se preparavam para investir portais de autosserviço e assistentes virtuais (bots). Quanto ao volume, 81% acreditavam que o atendimento digital ultrapassaria o de voz. 90% deles disseram que em até 5 anos. 83% das empresas não acreditavam que a queda da chamada telefônica eliminaria o atendimento humano. 67% apontaram que os contact centers não estavam preparados para o atendimento digital. Sobre as expectativas em relação ao atendimento ao cliente, 76% dos empresários esperavam proporcionar uma jornada ideal para o cliente e facilitar o acesso digital. 62% dos executivos se preocupavam sobre integração dos canais. As empresas consultadas esperavam que os contact centers oferecessem tecnologias de inteligência artificial (71%), atendimento digital (57%), análises avançadas com visão 360º de seus clientes (54%), bots (52%), omnichannel (48%), estratégias de engajamento baseadas em análises do comportamento e experiências da jornada do cliente (43%). (ComputerWorld, dados de pesquisa  realizada em junho/2017 pelo Núcleo de Estudos e Tendências da Atento. Acesso em 16.7.2017)

Algar Telecom: “Não podemos nos dar ao luxo de rasgar dinheiro e estamos fazendo isso hoje”.  Menos de 40% utilizam a Internet com a frequência desejada para fazer negócios. Há 33 milhões de domicílios desconectados no país e apenas 12% com velocidade de acesso acima de 10 Mbps. (Convergência Digital, dados da Algar Telecom. Acesso em 16.7.2017)

Número de executivos brasileiros engajados em segurança é baixo. 41% dos executivos brasileiros se mostraram engajados com as diretrizes de melhores práticas de cibersegurança em seus departamentos de TI (nos EUA, 33%). 47% manifestaram envolvimento médio quanto à ciência e tratamento da gestão de vulnerabilidades (37% nos EUA). 6% dos brasileiros e 18% dos estrangeiros disseram não saber lidar com vulnerabilidades e riscos cibernéticos. O levantamento também apontou que apenas 7% das empresas brasileiras e globais eram capazes de monitorar, detectar e impedir potenciais incidentes de segurança por invasor qualificado, como o WannaCry, que afetou mais de 300 mil computadores do mundo no último dia 12 de maio. Apesar do aumento do envolvimento dos diretores e da administração das empresas, a maioria precisava aprimorar o entendimento sobre seus sistemas críticos e, consequentemente, a classificação e gerenciamento de seus dados e informações. Em empresas nas quais o conselho tinha alto nível de engajamento com segurança da informação, os níveis de segurança e o uso de boas práticas apresentaram níveis consideravelmente melhores em relação às que têm baixo engajamento do conselho. O mesmo valeu para as organizações que definiam todas as políticas essenciais de segurança da informação. Quando se tratou de segurança, essas características ajudaram a atingir melhores resultados com o apoio e embasamento da governança de tecnologia e segurança da informação. (ComputerWorld, dados da Protiviti, consultoria especializada em gestão de riscos e compliance. Acesso em 16.7.2017)

Brasileiros temem golpes pelas redes sociais. O uso das redes sociais para objetivos criminosos foi uma grande preocupação dos brasileiros: 97% tinham alguma preocupação, e 77% estavam muito ou extremamente apreensivos. O índice da Unisys Security serve de referência mundial sobre o tema segurança e considera as Segurança Pessoal, Segurança Pública, Segurança na Internet e Segurança Financeira, o que determina um indicador de cada país pesquisado e um global, em uma escala de 0 a 300, na qual 300 é a maior taxa de preocupação com o tema segurança e 0 a menor. No Brasil, o índice apresentado foi de 189 pontos, enquanto a média mundial foi de 173 pontos. Entre os brasileiros, a preocupação com a questão foi elevada entre homens (96%) e mulheres (98%), sendo muito alta (99%) entre adultos de 25 a 34 anos e de 45 a 54 anos (98%). Houve leve diminuição do percentual (93%) entre os jovens de 18 a 24 anos, um grupo no qual 7% apontou ainda não se preocupar com o tema. Como Brasil era um dos principais países no uso de redes sociais, os brasileiros ficaram mais expostos e muitas pessoas tiveram contas invadidas e clonadas, e dados utilizados para fins ilegais. (Convergência Digital, dados da edição de 2017 da Unisys Security Index, que entrevistou 1 mil brasileiros em abril de 2017. Acesso em 16.7.2017)

Pequenos provedores têm mais fibra óptica do que as grandes operadoras. Os pequenos provedores de acesso à internet representaram a maior parte das adições líquidas de assinantes, que lideraram mesmo em investimentos em fibras ópticas. Os pequenos tiveram mais de 16% da sua infraestrutura em fibra, enquanto nos grandes não passaram de 7%. Eles tinham 10% do mercado em 2010, em 2017 representavam 15%. 6 mil provedores atenderam a mais de 4 milhões de pessoas, crescimento em relação aos 2,5 milhões de três anos atrás. Em 2016 as empresas menores de conexão adicionaram 500 mil novos acessos, mais de 45% do total das adições. Em 2017, segundo números do primeiro trimestre, 80% dos novos acessos se deram por meio de provedores regionais. De cada cinco novas residências, quatro foram atendidas por provedores regionais. E 73% dos operadores atenderam até 1 mil assinantes, sinal de que a multiplicação dos pequenos fez diferença. Em estados do Nordeste e do Sul, a participação foi significativa. Em 30% dos municípios do Nordeste os pequenos foram os principais fornecedores de internet de alta velocidade, sendo que 80% dos provedores regionais estavam em municípios com menos de 30 mil habitantes. Nos municípios desse porte, a participação dos pequenos foi de 38% em média. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 16.7.2017)

 Crise redesenha o comércio eletrônico no Brasil. O número de lojas online cresceu 9,23% no Brasil entre 2016 e 2017, ante aumentos de 21,52% (2016) e 24,67% (2015). Sites do varejo online com mais de 500 mil visitantes por mês eram 0,76% do total em 2016, e passaram a 14,77%. Páginas de comércio eletrônico representaram 5,46% dos sites brasileiros (3,54% em 2016) – 600 mil sites de vendas. O aumento do índice de sites de grande visitação foi explicado pelo crescimento do uso de mídias sociais alternativas, como o Instagram e o YouTube. Sites de nichos, com até 10 mil visitas mensais, que vendiam até 10 produtos, representaram a maioria do comércio online brasileiro, mas sua participação caiu 17,18%, com 76,72% das lojas virtuais do país (em 2016, eram 92,64%). Sites médios (entre 10 mil e 500 mil visitantes/mês) passaram de 6,61% em 2016 para 8,51% em 2017. Já os sites grandes (com mais de 500 mil visitas/mês), passaram de 0,76% em 2016 para 14,77% em 2017. Também aumentou a proporção de sites responsivos: 24,20% do total (16,12% em 2016). 3,47% tinham aplicativos mobile (0,27% em 2016). O uso das mídias sociais aumentou, 72,43% (60,71% em 2016). O Facebook liderou, com 53,65% (54,96% em 2016), seguido pelo Twitter, 36,21% (35,87% em 2016), YouTube, 21,59% (20,80% em 2016) e Instagram,12,73% (9,32% em 2016). Em 2017, 70,57% das lojas virtuais adotaram recursos de analytics (59,02% em 2016). O percentual de lojas online sem lojas físicas aumentou, 95,07% (86,54% em 2016 e 85,47% em 2015). 45,67% das lojas online disponibilizaram carteira virtual para pagamentos (41,21% em 2016 e 38,09% em 2015). A proporção de sites que usavam SSL passou de 20,68% em 2015 para 73,85% em 2016 e 91,27% em 2017. 58,48% das lojas virtuais usavam plataformas fechadas (45,38% em 2016); 13,28% usavam plataformas abertas (16,86% em 2016); e 28,24% não tinham plataforma, criadas por desenvolvedores independentes (37,76% em 2016). (Convergência Digital, dados de pesquisa da BigData Corp, encomendada pela PayPal. Acesso em 30.6.2017)

 (Mundo) Ataques DDoS crescem 172% e ameaça do 100% offline perturba as corporações. O tamanho médio dos ataques DDoS (Distributed Denial of Service) teve crescimento estável e se aproximou de 1,2 Gpbs, o suficiente para deixar a maioria das organizações offline. O tamanho médio dos ataques DDoS aumentou 22%, e durante seus picos o aumento chegou a 60% na relação ano a ano. Isso representaria até 18% do tráfego total de um país durante a ocorrência. Os ataques DDoS cresceram 172% em 2016 e devem crescer 2,5 vezes, totalizando 3,1 milhões globalmente até 2021. Em função da transformação digital, haveria um incremento dos usuários da Internet de 3,3 bilhões para 4,6 bilhões, 58% da população mundial, com maior adoção de dispositivos pessoais e conexões máquina-máquina (M2M) – de 17,1 bilhões para 27,1 bilhões, avanços médios de velocidade de banda larga – de 27,5 Mbps a 53,0 Mbps e mais visualização de vídeo – de 73% para 82% do tráfego IP total.  (Convergência Digital, dados do Cisco Visual Networking Index (VNI). Acesso em 25.6.2017)

 (Mundo) Criptomoedas triplicam em um ano e são usadas por 5 milhões no mundo. A tecnologia de criptomoedas triplicou em 2016, chegando a abril de 2017 em estimados US$ 27 bilhões, ou cerca de R$ 90 bilhões. No momento da pesquisa, existiam no mundo entre 2,9 milhões a 5,8 milhões de pessoas que faziam uso das diversas criptomoedas. A Bitcoin ainda era a principal, respondendo por cerca de 72% do mercado, mas havia outras, como Ether (16%), Dash (3%), Monero, Ripple e Litecoin, cada uma com cerca de 1% do total. Embora a participação da Bitcoin tivesse caído (era 86% do total em 2015), ainda era a mais aceita por quase uma centena e meia de organizações globais envolvidas com essa tecnologia. Havia pelo menos 1.876 pessoas trabalhando em tempo integral na indústria de criptomoedas – mas o número poderia superar os 2 mil uma vez que grandes organizações de mineração não indicaram números precisos sobre pessoal envolvido. (Convergência Digital, dados do Centro de Finanças Alternativas da Universidade de Cambridge. Acesso em 25.6.2017)

 (Mundo) Brasil faz parte do top 5 dos países com mais ataques a dispositivos conectados. O número total de amostras de malware que visam dispositivos inteligentes chegou a mais de 7.000, sendo que mais da metade surgiu em 2017. Com mais de 6 bilhões de dispositivos inteligentes em uso, o risco de um malware atingir as dispositivos conectados aumentou. A maioria dos ataques registrados visava a gravadores de vídeo digitais ou câmeras IP (63%), e 20% a dispositivos de rede, como roteadores, modems DSL, etc. Cerca de 1% dos alvos eram dispositivos que as pessoas usavam normalmente, como impressoras e equipamentos inteligentes domésticos. Os três países que tiveram mais ataques a dispositivos conectados foram China (17%), Vietnã (15%) e Rússia (8%), cada um apresentando grande número de dispositivos da IoT infectados. Na sequência, estão Brasil, Turquia e Taiwan, com 7%. O que tornou o problema perigoso foi o potencial de alcance. Do total de dispositivos inteligentes, a maioria não apresentava soluções de segurança instaladas e, em geral, os fabricantes não produziam atualizações de segurança, nem de firmware. Por isso milhões e milhões de dispositivos poderiam estar vulneráveis ou já comprometidos. (Convergência Digital, dados da Kaspersky Lab. Acesso em 25.6.2017)

Bancos para o novo consumidor digital. Pela primeira vez, o smartphone passou a ser o canal mais utilizado pelos brasileiros para transações bancárias, ultrapassando o internet banking. Com mais de 21 bilhões das operações bancárias realizadas no ano passado, o mobile banking já representa um terço de todas as transações. Esse número mostra que tanto a confiança no mobile quanto a experiência e a conveniência que as instituições estão levando para o cliente se consolidaram, com tendência de alta. Entre as três principais prioridades de investimentos em tecnologia voltada para o mobile banking estão: melhorias das transações com movimentação financeira (para 77% dos respondentes), customização dos serviços pelo cliente (54%) e melhoria da acessibilidade (46%). (Valor, dados da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2017, realizada pela Deloitte. Acesso em 24.6.2017)

 (Mundo) Wearables: Mercado global cresce 17,9 por cento no 1º trimestre. O mercado mundial de dispositivos vestíveis (wearables) se manteve crescente e registrou avanço de 17,9% no primeiro trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do último ano. No total, foram vendidas 24,7 milhões de dispositivos, contra 20,9 milhões em 2016. Xiaomi e Apple se mantiveram tecnicamente empatadas na liderança do mercado com 3,6 milhões de vendas cada uma. A chinesa com 14,7% do market share, contra 14,6% da norte-americana. A Fitbit teve drástica queda (37,7%) e caiu para a terceira colocação, com 3 milhões de unidades. Outras empresas que aparecem no Top 5 são Samsung, com avanço de 90,8% de market share em relação ao mesmo período em 2016, e a Garmin. (ItForum365, dados da IDC. Acesso em 12.6.2017)

Segundo Ipea, 11,6 milhões de domicílios teriam internet se houvesse oferta. Até 11,6 milhões de domicílios brasileiros, ou 17% do total, poderiam usufruir do acesso a internet caso houvesse oferta do serviço. No momento da pesquisa, 39,1 milhões de domicílios já tinham acesso à internet, seja por conexões fixas ou móveis (3G, 4G). Se a oferta fosse universal, passariam a 45 milhões. Ou seja, 6 milhões de domicílios tinham capacidade, mas não consumiam porque o serviço não estava disponível. Esse número poderia chegar a 50,7 milhões de domicílios, no caso de ampliação das redes nas principais regiões metropolitanas do país. A conclusão fez parte do trabalho que avaliou como priorizar os investimentos em redes a serem impulsionados a partir da nova política pública de banda larga. Nele, o Ipea separou os municípios brasileiros em seis grupos: urbanos de maior renda, rurais de maior renda, urbanos de menor renda, semiurbanos de renda média, rurais vulneráveis e rurais mais pobres. O objetivo do projeto foi fornecer subsídios ao governo federal para a formulação de estratégias para universalização do acesso à internet no Brasil. O projeto tinha três etapas: avaliação do impacto usando dados históricos do aumento de acesso à internet, dimensionamento do mercado potencial para serviços de internet e avaliação do impacto de diferentes estratégias de priorização de municípios para novos investimentos na ampliação da rede”, explica o Ipea. (Convergência Digital, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, a pedido da Anatel. Acesso em 12.6.2017)

 (Mundo) Giving too much away? Most people share personal information online – And young people are most at risk (Dando muita informação? A maioria das pessoas compartilha informações pessoais on-line – e os jovens são os mais ameaçados). 93% das pessoas compartilha suas informações digitalmente, sendo que 70% compartilham fotos e vídeos de seus filhos e 45% compartilham vídeo e fotos privados e confidenciais de outras pessoas. Uma em cada cinco pessoas admite que compartilha dados confidenciais com quem não conhecem bem. As pessoas estão se expondo ao roubo de identidade ou de detalhes financeiros, mostrando detalhes de pagamento (37%), imagens de seus passaportes, carteiras de motorista e outros documentos pessoais (41%) ou senhas (30%). Uma em cada dez pessoas (10%) compartilham o PIN de seu dispositivo móvel com um estranho e um em cada cinco (22%) deixou seus dispositivos sem proteção próximos a outras pessoas. Quase um quarto (23%) emprestaram seu dispositivo para outra pessoa por algum tempo. Os jovens são os que mais compartilham fotos privadas ou confidenciais – 61% das pessoas com 16 a 24 anos admitiu a partilha, em comparação com 38% dos com mais de 55 anos. Este padrão se estende a informações financeiras: dois quintos dos jovens compartilham seus detalhes financeiros e de pagamento (42% dos 16-24 anos), enquanto apenas 27% daqueles com mais de 55 anos o fazem. (Kaspersky, relatório My Precious Data: Stranger Danger. Acesso em 6.6.2017)

Brasil salta para 9° do mundo em adoção de IPv6. O Brasil deu um salto grande em 2016 na adoção da nova versão do protocolo IP, praticamente dobrando a proporção desse tráfego. Em um ano, o país pulou de 16o para 9o país com maior tráfego em IPv6. 13% do tráfego no Brasil já é no novo protocolo, contra 8% indicados no levantamento feito um ano antes, no primeiro trimestre de 2016. A Net aparece na lista dos 20 maiores provedores do mundo por volume de tráfego em IPv6 (22%). A Bélgica segue em distante liderança, com 38% do tráfego em IPv6, seguida da Grécia (25%), EUA (22%), Suíça e Trinidad e Tobago (ambos com 21%), Alemanha (20%), Índia (17%), Estônia (16%), Brasil e Reino Unido (ambos com 13%). (Convergência Digital, dados do relatório trimestral da Akamai sobre o ‘Estado da Internet’. Acesso em 4.6.2017)

Provedores puxam 70% do crescimento da banda larga. O mês de abril de 2017 terminou com 27,29 milhões de acessos ativos de banda larga fixa. O único dos principais serviços de telecomunicações a manter crescimento constante viu a base de assinantes crescer 660,5 mil desde janeiro (alta de 2,4%). No mês em si foram 73,43 mil novos acessos (+0,27%) e em 12 meses foram 1,39 milhão de novos assinantes (+5,36%). O mercado continuou concentrado, com Net (8,5 milhões), Telefônica (7,5 milhões) e Oi (6,4 milhões) detendo uma participação de 82,4% de todos os acessos. Mas os pequenos provedores continuam em alta. Empresas com menos de 50 mil clientes representaram praticamente 12% do mercado, com 3,2 milhões de assinantes. Dos 660 mil novos acessos entre janeiro e abril, 460 mil, ou 70%, se deram por meio desses provedores. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 4.6.2017)

Com média de 6,8 Mbps, Brasil é 79º em velocidade da internet. O Brasil teve média de 6,8 Mbps no primeiro trimestre de 2017, o que deixou o país em 79º nesse ranking – oito posições acima de dezembro de 2016, e 16 acima do 95º lugar que tinha há um ano. Mas segue abaixo da média global, de 7,2 Mbps. Cresceu a proporção de acessos com mais de 4 Mbps, 63% das conexões (52% em dezembro de 2016), enquanto as superiores a 10 Mbps chegaram a 18% (10% em dezembro) e as com mais de 15 Mbps a 5,8% (2,9%). A partir do primeiro trimestre de 2016, os avanços foram significativos: eram 44% das conexões acima de 4 Mbps; 3,8% mais de 10 Mbps e 1,1% mais de 15 Mbps. Panamá e Brasil lideraram o  crescimento, com saltos de 270% e 381%, respectivamente. O Brasil também teve o maior aumento anual na adoção de taxas de 15 Mbps, com ganho de 451%. No topo do ranking, mantém-se a Coreia do Sul, com 28,6 Mbps, seguida pela Noruega (23,5 Mbps), Suécia (22,5), Hong Kong (21,9), Suíça (21,7), Finlândia (20,5 Mbps), Cingapura (20,3), Japão (20,2), Dinamarca (20,1) e EUA (18,7). Na internet móvel, a média brasileira no primeiro trimestre de 2017 ficou em 5,2 Mbps (4 Mbps no fim de 2016 e 3,4 Mbps há um ano) – a variação vai dos 2,8 Mbps medidos na Venezuela aos 26 Mbps do Reino Unido. (Convergência Digital, dados do relatório trimestral da Akamai. Acesso em 4.6.2017)

 Brasil é o segundo maior alvo de ataques na web. O Brasil foi o quarto país com mais usuários da internet no mundo, o segundo maior alvo de ataques a aplicações web e a terceira principal origem desse tipo de ameaça. Os EUA continuaram a ser o maior alvo de ataques, com o Brasil em segundo lugar pelo segundo trimestre consecutivo, seguidos pelo Reino Unido. Mas enquanto os ataques web caíram 9% nos EUA, cresceram 46% no Brasil e 30% no Reino Unido. A China e o Canadá caíram da lista dos top 10, substituídos por Espanha e Cingapura. Entre o primeiro trimestre de 2016 e o mesmo período em 2017, o número de ataques a aplicações na web cresceu 35%. O maior destaque foi a alta de 57% nos ataques com origem nos EUA, que já liderou também o ranking de onde surgiram as ameaças. Nesse caso, dez países concentraram praticamente 80% dos ataques na web: EUA (34%), Holanda (12,7%), Brasil (8,1%), China (5,5%), Alemanha (4,6%), França (4,4%), Reino Unido (3%), Rússia (2,4%), Ucrânia (2,1%) e Lituânia (1,9%). (Convergência Digital, dados do relatório trimestral da Akamai sobre o estado de segurança na rede. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil aparece no top 10 dos países mais atacados por trojans móveis. Não houve desaceleração em ameaças de ransomware, uma vez que seu volume para dispositivos móveis subiu 3,5 vezes nos primeiros meses do ano. O ransomware que visava a todos os dispositivos, sistemas e redes também continuou a crescer com o surgimento de 11 novas famílias de cifras trojans e 55.679 novas modificações no primeiro trimestre. Brasil e Venezuela estavam entre os 10 países mais atacados por trojans cifradores, sendo o ransomware XPAN a ameaça mais difundida. O número de arquivos detectados de ransomware móvel atingiu 218.625 no trimestre (61.832 no trimestre anterior), com a família Congur representando mais de 86%. O Trojan-Ransom.AndroidOS.Fusob.h permaneceu o ransomware móvel mais usado, com 45% de todos os usuários atacados. Os EUA tornaram-se o país mais afetado por ransomware móvel no primeiro trimestre, sendo a Svpeng a ameaça mais generalizada. O Brasil e a Venezuela estavam entre os 10 países mais afetados por ataques de trojans cifrados. O Brasil ficou em segundo lugar (1,07%), embora nunca tenha aparecido no top 10 dos países atacados por cifras. (Convergência Digital, dados do relatório “Desenvolvimento de ameaças de computador no primeiro trimestre de 2017”, do Kaspersky Lab. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil fica no top 10 dos países mais atingidos pelo ransomware WannaCry. Após o ataque do ransomware Wannacry dia 12 de maio de 2017, muitos sistemas foram atualizados, mas o risco continuou grande. Na lista de países, foi possível ver a porcentagem dos computadores que ainda não haviam atualizado os sistemas operacionais com o MS17-010 da Microsoft, mantendo-se vulneráveis. Em termos globais, 15% dos usuários da Avast não haviam feito a atualização. Dados de 15 de maio de 2017, 7h38, mostraram que o Brasil possuía 17,56% dos dispositivos vulneráveis ao ransomware WannaCry, 2.114 detecções. A Rússia foi o país mais atingido, com 20,84% de dispositivos vulneráveis e 113,692 worms detectados. O segundo país mais vulnerável foi a Indonésia, com 20,49%, e 394 detecções.O Brasil foi o quinto país com worms detectados, à frente dos EUA, com 716 detecções, e da Argentina, com 742 detecções. O Brasil só ficou atrás de países como Ucrânia, 26.658, Taiwan, 22.736, e Índia, 4.108 detecções do ransomware que teria atingido cerca de 200 mil usuários, em 150 países. O worm “Wannacry” bloqueou arquivos dos usuários e exigiu o pagamento de quantia em bitcoins para recuperar o acesso. De acordo com a ESET, o pedido de resgate foi de US$ 300 em bitcoins e apesar de infectarem mais de 200.000 sistemas, foi estimado que os criminosos tenham recebido pouco mais de US$ 50.000. A maioria das detecções ocorreu na sexta-feira, 12 e no sábado, 13. (Convergência Digital, dados da Avast. Acesso em 30.5.2017)

 No Brasil, 85% das empresas não utilizam outsourcing de data center. 77% das empresas mantêm data center próprio, operado por pessoal próprio, enquanto outros 8% mantêm data center próprio, mas terceirizam a operação. 7% das empresas utilizam máquinas próprias em provedor externo, 4% possuem contratos com provedores externos na modalidade de cloud computing e 4% rodam aplicações em máquinas contratadas com provedor externo na modalidade hosting. Quase metade das empresas (45%) consideram a adoção da computação em nuvem. Colocation (37%), hosting de aplicação (36%), hosting de infraestrutura (36%) e full outsourcing (18%) aparecem na sequência. A segurança física e de dados é o aspecto que mais impulsiona a contratação de provedores externos de serviços de data center, segundo 25% das empresas. Em segundo lugar aparece a possibilidade de redução de custos, tanto de investimentos, quanto operacionais. (Convergência Digital, dados de pesquisa da IDC divulgada com exclusividade pela T-Systems. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil é maior alvo de ataques DDoS na América Latina. O Brasil é o país latino-americano que sofre o maior número de ataques DDoS (54%). O país também recebe os ataques de negação de serviço mais intensos, seguido de Argentina, Chile, Equador, Colômbia e México. Os ataques DDoS no mundo, incluindo a América Latina, estão mais frequentes e mais intensos, utilizando maciços volumes de solicitações de acesso para bloquear solicitações legítimas. Em 2016, os ataques volumétricos mais expressivos se realizaram tendo como “armas” as redes zumbi, ou botnets, formadas por dispositivos IoT, como câmeras de vigilância. Em 2016 os ataques IoT se disseminaram devido principalmente ao uso cada vez mais amplo desses dispositivos por empresas em residências, e por características desses aparelhos que facilitam seu ‘recrutamento’ para as redes zumbi. A complexidade dos ataques também aumentou, com o uso simultâneo de diversos vetores para atacar diferentes pontos da infraestrutura da organização visada, o que torna mais difícil a defesa. Resumo do 12º Relatório WISR: http://br.arbornetworks.com/visibilidad-de-redes/. (Convergência Digital, dados da Arbor Networks na pesquisa para seu 12º Relatório Anual sobre Segurança da Infraestrutura Global de Redes, o WISR – Worldwide Infrastructure Security Report. Acesso em 30.5.2017)

 O que falta para a massificar os pagamentos móveis. 56% das pessoas sabem que dá para pagar com o celular. Os dois grupos que mais adotam os pagamentos digitais são os millennials (nascidos de meados da década de 1990 até o começo da década de 2000) e os consumidores de renda mais alta. O uso de meios digitais de pagamento é maior entre os consumidores de alta renda do que entre os millennials. Pesquisa mundial da Accenture mostrou que 35% das pessoas no grupo “mass affluent” (alta renda) usam pelo menos semanalmente o celular para pagamentos em lojas físicas, comparados a 28% dos millennials e 18% do total da população. A Febraban informou recentemente que, no Brasil, as transações bancárias por celular ultrapassaram o internet banking. A partir do estudo Accenture Techvision 2017, destacam-se cinco tendências para o setor financeiro brasileiro: 1) Definir novas normas – 71% das empresas financeiras consideram entrar num consórcio de tecnologia que ajude a definir regras para a indústria. 2) Design para seres humanos – 53% das empresas financeiras brasileiras planejam uso extensivo de análise do comportamento humano e insights sobre a experiência do cliente. 3) Força de trabalho líquida – 88% concordam que as organizações que integram com êxito uma força de trabalho líquida em seu modelo de negócios ganharão vantagem por meio da inovação. 4) Poder do ecossistema – 79% dos executivos creem ser importante um modelo de negócios baseado em plataformas e envolver-se em ecossistemas com parceiros digitais. 5) Inteligência artificial é a nova interface do usuário – 91% concordam que vai revolucionar a aquisição de informações e a interação com clientes. (Inova.jor, dados da Accenture, no  Cards Payment & Identification 2017, e Febraban. Acesso em 30.5.2017)

 Brasil é 18º em ranking global sobre dados abertos. O Brasil caiu uma posição, para 18º, em iniciativa promovida pela World Wide Web Foundation que analisou a disponibilidade e facilidade de uso de informações para os cidadãos de 115 países (92 na edição de 2016). Apenas 7% dos dados são totalmente abertos, um em cada dois conjuntos de dados é de leitura óptica e um em quatro conjuntos de dados tem uma licença aberta. Enquanto mais dados ficaram disponíveis em formato legível por máquina e sob licença aberta desde a primeira edição do Barômetro, o número de conjuntos de dados abertos globais permaneceu parado. O estudo analisa a existência e qualidade de 15 conjuntos de dados importantes (como cadastros ou orçamentos governamentais) em 115 países. Estes conjuntos são coletados de alguma forma em 97% dos países. No entanto, 29% desses conjuntos não são publicados on-line, e apenas 7% são abertos. Dominam as primeiras posições do ranking: Reino Unido, Canadá, França, Estados Unidos, Coreia, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Holanda e Noruega. O México, que lidera a região da América Latina e Caribe, ficou em 11º, seguido por seis países europeus, e então Uruguai e Brasil, em 18º. O Brasil se destaca por estar entre os 12 países que publicam dados verdadeiramente abertos sobre gastos públicos, e entre os nove que o fazem com informações sobre educação. (Convergência Digital, dados da quarta edição do Open Data Barometer. Acesso em 29.5.2017)

 Internet e mobilidade viram pesadelo no combate à fraude nos bancos. 24% dos bancos de todo o mundo tinham dificuldades em identificar seus clientes ao fornecer serviços de bancos online e digitais. E mais da metade dos bancos (59%) previa um aumento dos prejuízos causados por fraudes de 2017 até 2020. Com o crescimento dos serviços bancários online e em dispositivos móveis, os clientes não apenas se tornaram vítimas de fraudes financeiras, como também são um ponto de entrada importante para ataques nos canais digitais dos bancos. De acordo com a pesquisa, em 2016, 30% dos bancos passaram por incidentes de segurança que afetaram os serviços bancários fornecidos pela internet. Os principais fatores que contribuíram para os ataques foram o phishing direcionado aos clientes e o uso de credenciais de clientes para atividades de fraude.Os bancos careciam de tecnologias de segurança que não prejudicassem a experiência do cliente: 38% das organizações que participaram da pesquisa confirmaram que se preocupam com o equilíbrio entre as técnicas de prevenção e a conveniência para o usuário. (Convergência Digital, dados da pesquisa de riscos à segurança de instituições financeiras, realizada pela Kaspersky Lab. Acesso em 5.5.2017)

 (Mundo) Uso mais comum da ‘nuvem’ é para gestão de conteúdo, e-mails e arquivos. Os usos mais comuns da computação em nuvem envolviam aplicações básicas como e-mail e troca de arquivos, segundo levantamento junto a 2 mil gestores de TI em 120 países – dois terços deles de micro e pequenas empresas. As funções mais populares no momento da pesquisa eram a hospedagem na web, blog e gerenciamento de conteúdo (39,2%), e-mail (32%) e compartilhamento de arquivos (32,2%)”. No entanto, os gestores de TI planejavam implementar aplicações de negócios mais complexas em 2018. As mais populares incluíam monitoramento de rede (34,6%), backup (33,9%), vendas, CRM e sistemas de emissão de bilhetes (35,4%). 80% dos entrevistados avaliavam a nuvem como uma tecnologia positiva, e a segurança dos dados foi a maior preocupação para 44,7%, que disseram ser este um grande obstáculo e um adicional de 41,3% dos participantes acreditavam que era algo preocupante. (Convergência Digital, dados da empresa alemã de monitoramento de redes Paessler. Acesso em 4.5.2017)

Para Netflix, velocidade média da internet no Brasil vai de 2 a 3 Mbps. A Netflix voltou a divulgar seu ranking de provedores de conexão com base na velocidade média dos acessos de seus assinantes no Brasil, estimados em mais de 6 milhões. Segundo a empresa, a velocidade média no país não passa dos 3,2 Mbps. É metade do que indica levantamento semelhante feito pela Akamai, e que no trimestre terminado em dezembro de 2016 apontou 6,39 Mbps como a média brasileira. Ainda assim, os números da Netflix compreenderam quase uma em cada quatro (22%) das conexões em banda larga fixa do Brasil. Vale lembrar, ainda, que dos 27,1 milhões de acessos fixos à internet medidos em março deste ano (mesmo período do ranking em questão), a grande maioria (55,7%) eram ainda sobre os fios de cobre (xDSL). Os acessos por cabo eram 31,8% e por fibra 7,2% do total. No caso da medição da Netflix em março se destacam as conexões por fibra da Tim (Live Tim), com 3,27 Mbps; seguidas pelo cabo da Net (Net Virtua), com 3,15 Mbps; e pelo acesso em fibra da Vivo (Vivo Fibra), 3 Mbps. As conexões da Algar, média de 2,43 Mbps; da Oi e da Vivo, ambas em xDSL e ambas de 2,11 Mbps completaram o ranking. (Convergência Digital, dados da Netflix e Akamai. Acesso em 4.5.2017)

Volume de spam cai, mas mensagens indesejadas ainda são 56% dos e-mails. O volume de spams teve redução no primeiro trimestre de 2017, embora ainda tenha representado 56% de todo o tráfego de e-mails. Foi, porém, pouco menos que os 59,9% medidos no último trimestre de 2016. Além disso,  cibercriminosos aparentemente diversificaram as ferramentas, diante da massificação de filtros de spam. Essa seria a explicação para o número total de anexos de malware no tráfego de e-mail ter diminuído 2,4 vezes em relação ao trimestre anterior. No primeiro trimestre, mais da metade de todos os ataques de phishing foram direcionados ao setor financeiro, incluindo bancos (quase 26%), sistemas de pagamento (mais de 13%) e lojas virtuais (quase 11%). (Convergência Digital, dados de relatório da Kaspersky Lab. Acesso em 2.5.2017)

Spam atinge até 97% dos e-mails no Brasil. O tráfego de spam triplicou em dois anos no Brasil, aumentando os riscos de segurança e os custos improdutivos de manutenção e ampliação da infraestrutura de serviços das empresas de infraestrutura e hospedagem na internet. A taxa de spam no fluxo de mensagens que chegaram diariamente atingiu a média de 90% dos e-mails, bloqueados antes de chegarem aos níveis internos da estrutura. Dos 10% que receberam licença para entrar nos servidores das empresas de hosting, apenas 50% (5% do total) foram entregues ao endereço do usuário final como mensagem lícita. Os outros 5% foram encaminhados ao destino, mas receberam do provedor, uma espécie de “carimbo” de suspeição e, quase sempre, caíram na caixa de “lixo eletrônico” do usuário. A taxa de mensagens bloqueadas foi ainda superior em provedores de hospedagem de nichos corporativos com restrições mais rigorosas, chegando a 97%, e o volume efetivamente entregue chegou ficar em torno de 1%. O aumento de spam foi ocasionado por fatores como a expansão da rede global das múltiplas formas de conexão, que permitiram o envio e a abertura de e-mails sem limitação de plataforma. Além disso, exércitos de máquinas zumbis escravizadas por vírus foram usadas para a propagação de spam e proliferação de novos zumbis disparadores. No Brasil, o principal fator de aumento do spam teve origem em centenas de provedores internacionais que se multiplicaram nos últimos anos e chegaram a cobrar até 50 centavos de dólar para a abertura de um domínio. Já um dos fatores de agravamento do spam produzido no Brasil foi o alto grau de informalidade e o pouco profissionalismo de muitas empresas de e-mail marketing. Do lado dos provedores, houve esforço das empresas idôneas para ajudar o nicho de e-mail marketing a implementar práticas lícitas e aceitáveis. Mas ainda é preciso formalizar uma autorregulação dos prestadores de hosting em acordo com os emissores de e-mail marketing.  Na avaliação de muitos provedores, as autoridades brasileiras de registro de domínio deveriam também repensar a liberalidade para a criação de endereços IP, muitas vezes feitos a partir de informação fraudulenta ou pouco consistente. Além disso, os provedores se queixam de que não há limite razoável para o número de registros de domínio por cada CNPJ ou CPF. A área de segurança da Locaweb descobriu que cerca de 200 domínios fortemente emissores de spam estavam registrados no Brasil em nome de uma empresa. Na IP Hotel, um único CPF foi identificado como proprietário de 250 domínios da listagem negra da empresa. (Convergência Digital, dados da Assessoria da Abrahosting – Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet. Acesso em 13.4.2017)

Brasil é o país com o segundo maior índice atividades maliciosas, aponta estudo. O número de usuários de internet na América Latina passou de 237 milhões em 2015 para 260 milhões em 2016, sendo o lugar de maior crescimento no mundo. E entre julho e dezembro de 2016, foram detectadas cerca de 530 mil sessões únicas de malware desconhecido na região, com ênfase no México, Brasil, Colômbia, Argentina, com mais de 37 mil amostras. Nesse período, 89% do malware analisado foi entregue por e-mail phishing, seguidos de navegação na web, com destaque para o formato variante de ransomware conhecido como Locky (descoberto em fevereiro de 2016, usa a Infraestrutura de Chaves Públicas – ICP – para criptografia, e evolui sempre para driblar os controles de segurança). No fim de 2016, durante o período de compras natalinas, houve grande aumento de atividades maliciosas na América Latina, com queda brusca às vésperas do Natal e logo depois. Houve também uma série de ataques ao sistema financeiro vinculados ao grupo Lazarus, que visa ao sistema de pagamento internacional Swift, alterando sites de instituições financeiras para redirecionar as vítimas a um exploit customizado. Dois sites de instituições financeiras, no México e Uruguai, redirecionaram vítimas ao usar vulnerabilidades do Adobe Flash e Microsoft Silverlight. Uma lista de subredes direcionadas dentro do código exploit incluía endereços IP do México, Chile, Brasil, Peru e Colômbia. O México foi o mais prejudicado no segundo semestre de 2016, com 54% dos ataques, seguido pelo Brasil, 31%, com destaque para o formato variante de ransomware Locky, com mais de 70% da atividade maliciosa. A Unit 42 também observou a atividade da campanha Distribuição CerberSage, que usa documentos maliciosos do Office para entregar Locky e os tipos de ransomware Cerber e Sage. O Cerber é usado regularmente, com taxa elevada do sucesso em criptografar hosts. O Sage, mais novo, tem comportamento semelhante a outros como Locky ou Cerber, consegue geolocalizar a vítima e adiciona um mecanismo para que a infecção comece quando o usuário fizer logon no Windows. (Convergência Digital, dados da Forbes e Unit 42, centro de pesquisas de ameaças da Palo Alto Networks. Acesso em 28.3.2017)

Só 39% dos pais conversam com filhos sobre ameaças online. Embora mais da metade (52%) dos pais acreditassem que os riscos das crianças na internet estivessem aumentando – do cyberbullying à apresentação de conteúdo inadequado –, apenas 39% conversava com os filhos sobre possíveis ameaças. A pesquisa constatou que um em cada cinco adultos (20%) não fazia nada para proteger seus filhos das ameaças da internet, apesar de proporção semelhante (22%) ter observado seus filhos em contato com ameaças reais online, como a exibição de conteúdo inadequado, a interação com estranhos e o cyberbullying. 53% achavam que a internet afetava negativamente a saúde ou o bem-estar de suas crianças. Praticamente um terço (31%) achava que não tinha controle sobre o que seus filhos viam ou faziam online, e quase dois terços (61%) não conversavam com as crianças sobre as ameaças virtuais. E quando tomavam uma atitude, nem sempre foram efetivas: 28% disseram que verificaram o histórico de navegação de seus filhos; mas nesse momento os danos já podiam ter ocorrido. Apenas um quarto dos entrevistados (24%) usava algum software de controle de navegação. (Convergência Digital, dados da Kaspersky Lab e pela B2B International. Acesso em 25.3.2017)

Pesquisa diz que 74% dos brasileiros são contra bloqueio do Whatsapp. Praticamente três em cada quatro brasileiros, ou 74%, são contra decisões judiciais que determinam o bloqueio do aplicativo de mensagens Whatsapp. Segundo a pesquisa, 71% dos usuários usam o aplicativo para trocar mensagens pessoais ou confidenciais. E o serviço foi considerado 57% dos usuários entrevistados como o meio mais seguro para troca de mensagens sigilosas que necessitam de alta segurança. O instituto de pesquisa entrevistou 2.363 pessoas de 130 cidades em todas as regiões do Brasil. A pesquisa também perguntou o que os entrevistados achavam da compra do Whatsapp pelo Facebook, e 54% entenderam ter sido um negócio positivo. E as três questões relacionadas ao compartilhamento de dados entre as duas empresas não chegaram a questionar a prática em si, mas se os usuários concordavam que a troca de informações entre ambas poderia ‘aumentar a segurança’, ‘melhorar a sugestão de produtos’ e ‘combater spam’, pontos que tiveram apoio de 81%, 79% e 69% dos entrevistados. (Convergência Digital, pesquisa encomendada pelo Whatsapp e realizada pelo Datafolha em todo o país. Acesso em 25.3.2017)

Pesquisa diz que 73% pensam em abandonar redes sociais. Pesquisa mostrou que grande maioria das pessoas queria abandonar as redes sociais, em muitos casos, porque as consideravam uma perda de tempo. De acordo com o estudo, os usuários permaneciam nas mídias sociais, como Facebook e Instagram, apenas porque tinham medo de perder suas recordações digitais e o contato com amigos. Entre os brasileiros, 37% dos participantes disseram acreditar que perdiam tempo nas redes sociais. E quase 73% dos respondentes afirmaram que já haviam pensado em abandonar as redes sociais. Ainda assim, outros estudos que demonstraram que os usuários não conseguiam resistir à tentação de conferir as conversas e as atualizações de status nas mídias sociais em seus celulares. No Brasil, a grande maioria (68%) acreditava que ao sair das redes sociais perderia contato com os amigos. Já 21% dos participantes pensavam mais em não conseguir recuperar suas lembranças digitais – como fotos – se precisassem sair de uma rede social. (Convergência Digital,  dados da Kapersky Lab. Acesso em 25.3.2017)

Maioria entre gamers no Brasil, mulheres enfrentam preconceito e assédio. Um levantamento de 2012 mostra que 63% de 874 jogadoras entrevistadas pelo blog PriceCharting haviam sofrido assédio em jogos online. Por isso, 35% optaram se afastar temporariamente dos jogos e 9% os largaram de vez. Em 2012, pequisa da EEDAR analisou 669 títulos com protagonistas de gênero reconhecível e constatou que apenas 24 deles (menos de 4%) tinham mulheres como protagonistas exclusivas. Dados da Pesquisa Game Brasil mostram que as mulheres representavam 52,6% dos jogadores brasileiros em 2016. Em 2015, eram 47,1%. O estudo aponta que 34% tinham entre 25 e 34 anos, 55% preferiam jogos de estratégia e 80% curtiam jogar com os filhos. Se o índice de jogadoras havia passado da metade, o de jogos desenvolvidos por mulheres não chegava a 10%. Por isso, a designer de games Ariane Parra resolveu fundar, em 2014, a Women Up Games, que promove a inclusão de mulheres, tanto jogando quanto desenvolvendo, na indústria do videogame. (BBC Brasil, dados do blog PriceCharting, Design e Pesquisa de Entretenimento Eletrônico  – EEDAR -, Pesquisa Game Brasil 2016, feita pela agência de tecnologia Sioux em parceria com a Blend New Research e ESPM. Acesso em 25.3.2017)

Em janeiro, 1251 novos acessos de banda larga ativados por hora. O crescimento do acesso à banda larga pelo 4G segue sua acelerada trajetória. Os dados de janeiro de 2017 mostram que, nos últimos 12 meses, foram 36,8 milhões de novos acessos à banda larga pela tecnologia de quarta geração, o que representa um crescimento de 130% no período. A cobertura atual do 4G no país supera – e muito – a obrigação de expansão e está presente em mais de 1,6 mil municípios (a tecnologia deveria alcançar 286 municípios até o final de 2016). Em janeiro deste ano, o Brasil alcançou um total de 223,9 milhões de acessos em banda larga – desses acessos, 197,1 milhões foram feitos por meio da banda larga móvel. No primeiro mês de 2017, o país teve 1.251 novos acessos à banda larga por hora. (Convergência Digital, dados da Telebrasil, Associação Brasileira de Telecomunicações. Acesso em 16.3.2017)

Em janeiro, mercado perde mais 647 mil acessos móveis. Janeiro de 2017 terminou com 243,4 milhões de linhas móveis em operação, abrindo o ano com recuo líquido de 647,78 mil de linhas (-0,27%) sobre as 244 milhões ativas em dezembro de 2016. O ajuste no mercado de telefonia celular em 20 meses tirou quase 50 milhões de acessos da base total, sendo que um pouco menos de 10 milhões migraram de planos pré para pós pagos. O perfil geral mudou. Os pós-pagos passaram de um em cada quatro para um em cada três acessos de celular, processo que continua. Em janeiro foram desligados 907,3 mil pré-pagos, mas acionados 259,6 mil novos pós-pagos. Entre as quatro grandes operadoras do país (98% do mercado), a Vivo é a única onde a sangria parece ter estancado em 2016. Entre janeiro de 2016 e de 2017, a Oi perdeu 5,82 milhões de linhas, seguida pela Claro, com queda de 4,87 milhões e pela Tim com menos 4,08 milhões de acessos. (Convergência Digital, Acesso em 16.3.2017)

Brasileiro usa cada vez mais o serviço de voz do WhatsApp. O WhatsApp está se tornando uma ameaça para as operadoras tradicionais. Primeiro contribuiu para a redução drástica do volume de mensagens de texto em SMS trocadas entre usuários. A seguir, começa a ameaçar a receita das operadoras com chamadas de voz. Quase dois terços (64,5%) dos usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês) no Brasil utilizam chamadas de voz pelo app. Destes, quase metade (48,4%) afirma que usa mais o aplicativo para ligações do que o plano de minutos da operadora. 58,6% dos que fazem chamadas de voz declaram que as realizam todo dia ou quase todo dia. Assim, o app está se tornando uma operadora sem rede e gratuita, mas sem suporte técnico ou sujeição às regras da Anatel. Mas há um efeito positivo para as teles: aumentou o gasto com dados móveis, pois a rede celular é necessária para chamadas pelo WhatsApp quando o usuário não está conectado por Wi-Fi. A qualidade da chamada não é um obstáculo para os consumidores, 56,5% dos usuários da funcionalidade deram nota 4 ou 5 para a qualidade do serviço em uma escala de 1 a 5, onde 1 é péssimo e 5 é ótimo. Em 2016, o WhatsApp adicionou a funcionalidade de videochamada, já bastante popular: 39% dos MAUs a utilizam, dos quais, metade, ou 50,1% afirma que usam todo dia ou quase todo dia. (Convergência Digital, dados da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Mensageria no Brasil, relatório gratuito solicitável em  www.panoramamobiletime.com.br. Acesso em 16.3.2017)

The State of the Internet 2017: All Statistics Here. (A New Domain. Acesso em 14.3.2017)

Contas bancárias 100% abertas por smartphones devem chegar a oito milhões no Brasil. Os bancos brasileiros chegaram, em 2016, a um volume superior a 2 milhões de contas bancárias 100% abertas por dispositivos móveis. De outubro aos primeiros meses de 2017, houve uma média diária de 10 mil contas abertas por smartphones. 60% dos documentos foram enviados pelo usuário entre as seis horas da tarde e quatro da madrugada ou entre sábado e domingo. No caso específico dos bancos, por dados do Banco Central, a base de agências físicas recuou de 23,12 mil unidades em 2014 para 22,7 mil no último levantamento, em julho de 2016. (Convergência Digital, dados da assessoria da M2Sys. Acesso em 14.3.2017)

Brasileiro faz 58 mil transações digitais por hora. Em 2016, quatro em cada dez brasileiros portadores de cartão eram digitais e mais de 58 mil compras digitais aconteceram por hora no país. As dimensões que mais se destacaram no Brasil, em 2016, foram Media Streaming e Transporte, encabeçadas principalmente pela pulverização dos aplicativos de táxis e de carros compartilhados e dos serviços de compartilhamento de filmes, músicas e séries.
Mas quem foi o consumidor digital brasileiro? Os hábitos de compras foram divididos em três categorias: os Ocasionais, que possuem um consumo digital esporádico; os Emergentes, que já adotam esses canais no dia a dia, mas em quantidade inferior às transações em lojas físicas; e os Super Digitais, que realizam predominantemente compras no mundo digital. Nesse cenário, o perfil do consumidor digital brasileiro, 40% da população, foi: · 51% Ocasionais, 39% Emergentes e 10% Superdigitais. (Convergência Digital, dados do Score Digital, da Visa Brasil. Acesso em 14.3.2017)

Gasto anual dos brasileiros com WhatsApp é estimado em R$ 100 bilhões. Em 2015, as comunicações feitas pelo WhatsApp, com mais de 100 milhões de usuários, estavam associadas a até 0,9% do PIB do Brasil – parcela que troca mensagens com pequenos e médios negócios e prestadores de serviços. O gasto anual dos brasileiros associado ao aplicativo foi estimado entre 12 bilhões e 28,3 bilhões de dólares, de 0,38% a 0,88% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Quase 1 em cada 3 entrevistados no país o utilizava para se comunicar com estabelecimentos comerciais e profissionais liberais, incluindo restaurantes, oficinas mecânicas, médicos, cabelereiros, corretores de imóveis e advogados. Embora tenha começado para comunicação entre indivíduos, os resultados da pesquisa sugerem que o WhatsApp impulsionou o crescimento econômico, pela redução de custos, aumento da produtividade e melhora da qualidade do atendimento a clientes, entre outros fatores. Um aumento de 5% na base de usuários no Brasil representaria 790 milhões de dólares a mais ao PIB do país. O impacto positivo anual na economia global, considerando expansão do número de usuários da mesma ordem, seria de 22,9 bilhões de dólares. No mundo, o WhatsApp possui 1,2 bilhão de usuários. Todos os dias, no período considerado, 50 bilhões de mensagens, mais de 3,3 bilhões de fotos, 760 milhões de vídeos e 80 milhões de GIFs foram enviadas pelo aplicativo. O levantamento calculou o impacto econômico do aplicativo na Índia, Alemanha e Espanha.  Entre eles, o Brasil teve maior uso, cerca de metade da população, seguido de Espanha (47%), Alemanha (43%) e Índia (13%). No Brasil, 29% dos entrevistados disseram usar o aplicativo para se comunicar com negócios e prestadores de serviços, superando os usuários para esse fim na Índia (27%), Espanha (9%) e Alemanha (7%).  (Convergência Digital, estudo da Analysis Group divulgado em 8/3/2017, com informações da Assessoria do WhatsApp. Acesso em 13.3.2017)

‘Boom’ de tablets é coisa de passado no Brasil. O mercado brasileiro de tablets seguiu em tendência de baixa. Em 2016, foram vendidos aproximadamente 4 milhões de unidades, 32% a menos do que em 2015, quando foram comercializados cerca de 5,8 milhões de dispositivos. A projeção para 2017 é que serão vendidos 3,7 milhões de dispositivos, 7% a menos do que em 2016. Do total vendido em 2016, cujos preços ficaram numa faixa apenas 3% maior do que em 2015, 26,5 mil foram notebooks com telas destacáveis. Entre outubro e dezembro de 2016, foram comercializados 1,2 milhões de unidades, 17% a mais do que no terceiro trimestre de 2016 e 11% a menos do que no mesmo período de 2015. Os tablets seguem na lista de desejos do público infantil.  (Convergência Digital, estudo da Analysis Group divulgado em 8/3/2017, com informações da Assessoria do WhatsApp. Acesso em 13.3.2017)

Com média de 6,4 Mbps, Brasil sobe para 85º no ranking global da internet. A velocidade média da internet no mundo é de 7 Mbps, segundo pesquisa em 148 países no quarto trimestre de 2016. O Brasil segue abaixo da média global, com 6,4 Mbps, mas aparece como um dos países com melhor desempenho entre o fim de 2015 e o fim de 2016. Por aqui, a velocidade subiu mais do que a média mundial. A alta foi de 55%, de 4,1 Mbps para 6,4 Mbps, enquanto no geral o crescimento foi de 26% (5,6 Mbps para 7 Mbps), sendo que também na passagem do terceiro para o quarto trimestre o desempenho foi também acima da média: 16% no Brasil, 12% no geral. Os resultados parecem ter sido impactados pelo crescimento da proporção das conexões de maior velocidade. No fim de 2015, apenas 39% delas eram acessos acima de 4 Mbps, percentual que passou para 59% no fim de 2016. Mais impressionante ainda foi o desempenho das velocidades acima de 10 Mbps, que passaram de 2,9% do total para 16% – crescimento de 452%. As conexões acima de 15 Mbps cresceram ainda mais, 537% em um ano. Eram 0,8% do total de acessos e no fim de 2016 passaram a representar 5%. No cenário global as velocidades acima de 15 Mbps já representam uma em cada quatro conexões. As conexões móveis também melhoraram. Elas variam de 26,8 Mbps, no Reino Unido, a 2,9 Mbps, na Venezuela. Nesse quesito o Brasil aparece mais perto do fim do ranking. Embora tenha aumentado a velocidade média em 146%, ela ainda é de 4,7 Mbps nos dispositivos móveis – era 3,2 Mbps no fim de 2015.  (Convergência Digital, relatório State of Internet da Akamai. Acesso em 13.3.2017)