Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso por meio de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e órgãos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2018.

As fontes estão citadas no final das notas, com links para os textos integrais. Para ver os dados de 2007 até hoje, consulte as outras páginas desta seção pela barra de navegação à esquerda. Não publicamos estatísticas de previsões.

 Banda larga fixa: provedores ultrapassam a marca de 500 mil novos contratos em abril. Os provedores de Internet ultrapassaram a marca de 500 mil novos contratos no mês de abril e chegaram a 18,68% do mercado nacional da banda larga fixa. O Brasil tinha 29,95 milhões de contratos de banda larga fixa ativos em abril de 2018, aumento de 9,42% (2,58 milhões) em doze meses. Na comparação com março de 2018, o crescimento foi de 0,46% (137 mil) contratos. Em relação à participação de mercado, três estados do Sudeste concentraram mais da metade dos contratos de banda larga ativos no país: São Paulo com 34,21% do total (10,2 milhões); Rio de Janeiro, com 10,74% (3,2 milhões); e Minas Gerais com 10,27% (3,0 milhões). Seguidos por Paraná com 7,22% (2,1 milhões); Rio Grande do Sul, com 6,35% (1,9 milhões) e Santa Catarina com 4,82% (1,4 milhão). Com a forte presença dos provedores Internet que ultrapassaram a marca de 500 mil acessos ativos em abril ( 518 mil), nos últimos 12 meses, os seis estados que tiveram maior crescimento eram do Norte e Nordeste: Maranhão com mais 24,75% (57 mil); Rio Grande do Norte com mais 20,62% (58 mil); Sergipe com mais 19,42% (32 mil); Ceará com mais 18,89% (119 mil); Pará com mais 17,41% (55 mil), Paraíba com mais 16,70% (45 mil) e Bahia com mais 15,59% (129 mil). No Centro-Oeste Goiás teve maior crescimento, com mais 10,99% (96 mil) contratos. Em abril, a participação de mercado da banda larga fixa ficou assim dividida: Claro com 30,42% do total de contratos em operação (9,1 milhões), Vivo com 25,65% (7,6 milhões), Oi com 20,74% (6,2 milhões), Algar Telecom com 1,86% (557 mil), TIM com 1,45% (434 mil), Sky com 1,2% (359 mil). As demais empresas, onde estavam os provedores Internet, registraram 18,68% (5,6 milhões) de contratos ativos. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 7.6.2018)

 Banda larga patina no Brasil por falta de recursos para a infraestrutura. A banda larga tem penetração baixa (apenas 12,9 acessos por 100 habitantes) no país. E  números da Akamai de 2017  situam o Brasil como 58º no mundo em velocidade média da internet (6,8 Mbps), apesar de alojar a quinta maior rede de telecomunicações do planeta. (Convergência Digital, dados de estudo, elaborado pela consultoria Oliver Wyman. Acesso em 7.6.2018)

 Comércio eletrônico no Brasil deixa de faturar R$ 407,2 mi com greve de caminhoneiros. O comércio eletrônico brasileiro deixou de faturar 407,2 milhões de reais durante 11 dias de paralisação dos caminhoneiros. A estimativa é que 861.710 pedidos deixaram de ser feitos pelos consumidores, queda média diária de 20% nas vendas quando comparado com os mesmos dias das semanas anteriores à paralisação. O comércio eletrônico encerrou maio com crescimento nominal do faturamento de 10 p ante maio do ano passado, metade do previsto inicialmente e um pouco inferior à estimativa ajustada nos primeiros dias de greve. A Ebit informou que a previsão de crescimento do faturamento do comércio eletrônico do país em maio havia caído para 13,3% ante 20,7% inicialmente, devido à paralisação dos caminhoneiros. (Convergência Digital, dados de levantamento da Ebit, empresa de informações sobre e-commerce. Acesso em 7.6.2018)

 Pesquisa mostra 64% das empresas querem adotar Blockchain. Das empresas entrevistadas, 64% pretendem desenvolver algum projeto com a tecnologia Blockchain, sendo que 27% delas nos próximos 6 meses. Na primeira edição da pesquisa, realizada no segundo semestre de 2017, apenas 40% responderam ter essa intenção. 11,5% dos participantes declararam, na pesquisa de 2018, conhecer profundamente a tecnologia blockchain. A pesquisa trouxe perguntas sobre a existência de planos de contratação de provedores de serviços para a implementação de projetos com uso de blockchain, quais plataformas conheciam e em quais áreas a empresa pretendia implantar blockchain, entre outras questões. (Abes Software, dados apresentados pela TI Inside sobre a segunda edição da pesquisa sobre adoção de blockchain. Acesso em 26.5.2018)

 Educação a distância cresce mais que presencial, mas não é 1ª opção. Pesquisa mostrou que 44% dos entrevistados optariam pela educação a distância, enquanto 56% disseram preferir o ensino presencial. Se informados de que os cursos a distância podem ter etapas presenciais, a aceitação aumenta para 93% dos pesquisados. Para os 7% restantes, ainda havia desconforto em ter a maior parte das aulas online, e entre estes, 62% acreditavam que a qualidade dessa modalidade não era bem avaliada no mercado de trabalho. Foram entrevistados 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos, sendo 256 alunos e 756 potenciais candidatos a educação superior em março de 2018. Aqueles que escolheram a educação presencial exclusivamente são mais jovens – 53% tinham até 30 anos -; 76% trabalhavam; 33% eram da classe social A ou B; 64% estudaram em escolas públicas e 36% em particulares. Entre os que preferiram a EaD, 67% tinham mais de 30 anos, 83% trabalhavam; 25% eram das classes sociais A ou B, 75% estudaram em escolas públicas e 25% em particulares. No momento da pesquisa, em 2018, um curso EaD podia ter até 30% das aulas presenciais. Os pesquisados apontaram desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet: 62% dos estudantes e potenciais alunos disseram que acreditavam que as instituições de ensino EaD não ofereciam suporte para tirar dúvida na hora e 37% disseram que tinham dificuldade com sistema de aula online. De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade a distância e 67% em cursos presenciais. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial. Se mantido o crescimento da EaD atual, em 2023 mais estudantes ingressarão na modalidade a distância que no presencial. Serão, pelas projeções, 51% em EaD e 49% no ensino presencial. (Agência Brasil EBC, dados da pesquisa Um ano do Decreto EAD – O impacto da educação a distância, feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, ABMES, em conjunto com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. Acesso em 26.5.2018)

 Fake news já são terceiro maior vetor de vírus no Brasil. No primeiro trimestre de 2018, o dfndr lab detectou 2,9 milhões de links que direcionavam os usuários a notícias manipuladas, aumento de 11,97% desse tipo de ataque em relação ao trimestre anterior. Entre janeiro e março de 2018, foram registrados 56,9 milhões de ciberataques com uso de links maliciosos, dois terços feitos via phishing, links clicáveis compartilhados por aplicativos de mensagem, notadamente o Whatsapp.  O uso de ofertas falsas de vagas emprego representou 45% dos ataques – e pelo menos 1,3 milhão de vítimas no primeiro trimestre. Outros 8,14 milhões de ataques se deram por meio de links compartilhados que traziam conteúdo relacionado a “publicidade suspeita”, o que inclui notificações falsas sobre o funcionamento do celular, induzindo a instalação de algum aplicativo. É nessa lista que as “notícias falsas” aparecem como condutoras de links maliciosos em 2,9 milhões de ataques identificados. Com o que representa, até aqui, apenas 5,3% do total de ciberataques, as fake news já teriam sido bem sucedidas em atacar 8,8 milhões de pessoas. Também impressiona a alta de 11,97% nesse tipo de abordagem, pois se deu em um período em que o total de ciberataques caiu 14%. Já a via de propagação é quase sempre a mesma, 95,7% das notícias falsas identificadas foram compartilhadas pelo Whatsapp. Saúde, política e celebridades são os temas dominantes nas fake news identificadas como transmissoras de vírus. No primeiro trimestre deste 2018, a campeã teve o título “Novo dipirona importado da Venezuela para o Brasil contêm vírus”, que atraiu pelo menos 1,18 milhão de cliques no período. (Convergência Digital, dados de Relatório da Segurança Digital no Brasil, com base em informações coletadas em 21 milhões de celulares Android no país, da desenvolvedora brasileira PSafe. Acesso em 26.5.2018)

 Provedores locais superam os estrangeiros e mercado atinge R$ 1,4 bilhão. Segundo a Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem da Internet), cujos associados respondem pelo equivalente a 60% de todo o tráfego da Internet no Brasil, os resultados em 2017 atingiram R$ 1,4 bilhão, crescimento de 9,5% ante o total de R$ 1,2 bilhão registrado em 2016, ou meio ponto percentual acima do esperado para o exercício. A taxa de crescimento é maior que a de 7,5% de 2016, mas está aquém do crescimento médio de 20% registrado desde o início da década até o agravamento da crise brasileira a partir de 2013. No plano internacional, segundo dados da Statista, o desempenho da hospedagem continua a avançar em um ritmo próximo a 20% ao ano, saltando do patamar de US$ 14,5 bilhão em 2016 para US$ 18,6 bilhão no último exercício. De acordo com Vicente Moura Neto, presidente da Abrahosting, uma boa notícia para o setor está na manutenção da competitividade dos provedores locais, em face do avanço das gigantes internacionais de serviços de hospedagem em nuvem, cuja presença no Brasil não chega a atingir 10% do mercado, segundo estimativas da entidade e de consultorias internacionais, como é o caso da HostAdvice. Ao longo de 2017, a indústria de hospedagem em nuvem investiu cerca de R$ 140 milhões em tecnologia e deve manter seus projetos de aprimoramento constante das estruturas de serviços, com o direcionamento de 10% das receitas totais para tecnologias de tráfego, armazenamento, segurança, gestão e atendimento. (Cloud Computing/Convergência Digital, dados da Abrahosting, Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet e da consultoria Statista. Acesso em 13.5.2018)

 Um em cada cinco sites de e-commerce no Brasil está vulnerável, aponta estudo. Aproximadamente um em cada cinco (19%) dos sites de e-commerce não estava seguro –  não possuíam o certificado de segurança (SSL – Secure Socket Layer), que promove conexão segura utilizando a criptografia entre o servidor e os dados trafegados e é importante principalmente em casos de websites que transacionam dados pessoais e números de cartão de crédito, por exemplo. Com o SSL, as informações inseridas não podem ser roubadas por hackers. Quando avaliados todos os sites do Brasil, 30% deles não possuíam o certificado SSL. Foram analisados 4,3 milhões de sites com final .br em janeiro deste ano. O percentual entre sites de comércio eletrônico foi maior quando analisados endereços corporativos (76%), blogs (28%) e outros (46%). Até o final de abril de 2018, 45% dos sites que possuíam o certificado estavam com estes certificados vencidos e precisavam renová-los. Em 2017 houveram 1,964 milhão de tentativas de fraude no Brasil, alta de 8,2% em relação a 2016. O primeiro bimestre de 2018 totalizou 305 mil tentativas, ou seja, a cada 17 segundos um criminoso tentou roubar dados para efetivar uma fraude. (TIInside, dados de mapeamento da Internet brasileira da Serasa Experian, realizado pela consultoria BigData Corp e Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude. Acesso em 13.5.2018)

 Menos de 10% dos CIOs planejam adotar Blockchain no curto prazo, diz Gartner. Apenas 1% dos CIOs pesquisados indicou qualquer adoção de blockchain em suas organizações, sendo que apenas 8% estavam em planejamento de curto prazo ou experimentação ativa com blockchain. 77% dos CIOs pesquisados ​​disseram que sua organização não tinha interesse na tecnologia e/ou nenhuma ação planejada para investigar ou desenvolvê-la. Entre 293 CIOs de organizações com planejamento no curto prazo ou que já haviam investido em iniciativas de blockchain, 23% disseram que a tecnologia exigia as mais novas habilidades para implementar qualquer área de tecnologia, enquanto 18% disseram que as habilidades eram as mais difíceis de encontrar. 14% indicaram que  exigia grande mudança na cultura do departamento de TI e 13% acreditavam que a estrutura do departamento de TI precisou mudar para implementar a tecnologia. Os CIOs reconheceram que a implementação, o blockchain mudará o modelo operacional e de negócios das organizações e indicaram como desafio estar pronto e ser capaz de acomodar esse requisito. Do ponto de vista da indústria, os CIOs de telecomunicações, seguros e serviços financeiros indicaram estar mais ativamente envolvidos no planejamento e na experimentação do que os CIOs de outras indústrias. Enquanto as empresas de serviços financeiros e de seguros estavam na vanguarda dessa atividade, os setores de transporte, governo e serviços públicos se tornaram mais engajados devido ao foco nas oportunidades de eficiência de processos, cadeia de suprimentos e logística. Para as empresas de telecomunicações, o interesse estava no desejo de “possuir os fios de infraestrutura” e aproveitar a oportunidade de pagamento do consumidor. (Cio – from IDG, dados de pesquisa do Gartner. Acesso em 13.5.2018)

 Sangria na TV paga não estanca no Brasil. Em março de 2018, foram registrados no Brasil 17.851.565 contratos de TV por assinatura. Desde março de 2017, a redução foi de 1.081.024 contratos (-5,71%). E em relação a fevereiro, março teve pequena redução de 972 contratos (-0,01%). A participação de mercado das prestadoras móveis ficou assim dividida em março: Net com 8.973.366 clientes, 50,27% do mercado, a Sky com 5.298.485 clientes, 29,68% do mercado, Telefônica com 1.586.498 de clientes (8,89% do mercado) e Oi, 1.526.399 clientes (8,55% do mercado). Nos últimos 12 meses, só duas empresas tiveram crescimento: a Oi com +175.163 contratos (+12,96%) e Algar com um leve aumento, de 362 contratos (0,37%). As demais tiveram queda, com destaque para Net, com a perda de 765.891 contratos (-7,86%) e Sky com redução de 289.986 contratos (-5,19%). Entre os estados, em 12 meses, as maiores reduções, em termos percentuais, foram: no Amapá com -3.021 (-12,89%), Pernambuco com -47.104 (-12,66%) e Sergipe com -11.174 (-11,69%). Em termos quantitativos as maiores quedas foram: em São Paulo com -485.499 contratos (-6,71%) e Rio com -129.250 contratos (-5,05%). Maranhão, Piauí e Tocantins tiveram pequenos aumentos. Na comparação entre fevereiro e março, as maiores reduções percentuais foram: no Amapá com -264 contratos (-1,28%) e no Pará com -4.913 contratos (-1,59%). Em termos quantitativos, as maiores diminuições foram: no Rio com -5.932 contratos (-0,24%) e no Pará com -4.913 contratos (-1,59%). O RS registrou aumento de 8.082 contratos de TV por assinatura, de fevereiro a março de 2018. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 29.4.2018)

 (Mundo) Mirai, que ataca Internet das Coisas, avança de forma explosiva no mercado brasileiro. Os ataques a dispositivos Internet das Coisas cresceram 249% entre 2016 e 2017 no mundo. No Brasil, o botnet Mirai impressiona pela capacidade de contaminar dispositivos como câmeras de segurança IP, gravadores digitais de vídeo, impressoras, roteadores e outros equipamentos que conectam dispositivos. O Mirai e seus descendentes são capazes de fazer um ataque de 1,3 Terabits, capacidade para a rede de qualquer operadora do mundo parar. 44% do tráfego de ataque são originários da China, com EUA na segunda posição e a Rússia na terceira posição. O Brasil ficou na quarta posição – principalmente em setembro de 2017. Nos outros meses, o país oscila, mas fica no Top 10 dos atacantes. E aparece também no top 10 dos países mais atacados. EUA, Cingapura, Espanha e Hungria foram os países mais atacados pelo Mirai nos últimos 12 meses. (Convergência Digital, dados da quarta pesquisa feita pelo F5 Labs sobre Internet das Coisas. Acesso em 29.4.2018)

 Um em cada cinco sites de e-commerce no Brasil está vulnerável, aponta estudo. Aproximadamente um em cada cinco (19%) dos sites de e-commerce não está seguro. Esses sites não possuem o certificado de segurança (SSL – Secure Socket Layer), que promove conexão segura utilizando a criptografia entre o servidor e os dados trafegados. Esta ferramenta é importante principalmente em casos de websites que transacionam dados pessoais e números de cartão de crédito, por exemplo. Quando avaliados todos os sites do Brasil, 30% deles não possuem o certificado SSL. Foram analisados 4,3 milhões de sites com final .br em janeiro de 2018. O percentual entre sites de comércio eletrônico é ainda maior quando analisados endereços corporativos (76%), blogs (28%) e outros (46%). O levantamento avaliou também que, até o final de abril, 45% dos sites que possuíam o certificado e estavam seguros estarão com os certificados vencidos e precisarão renová-los. O Brasil encerrou 2017 com 1,964 milhão de tentativas, alta de 8,2% em relação a 2016. O primeiro bimestre do ano totalizou 305 mil tentativas. Para verificar se o site possui o certificado SSL e, portanto, os dados trafegados estão sendo criptografados, sem risco de roubo, basta checar se há um cadeado na barra de status, ou se há um “s” após o http (https), indicando segurança. Em alguns casos, a barra de endereço do navegador fica verde. Atualmente alguns navegadores incluem para todos os sites a indicação de “Seguro” e “Não Seguro” na barra de endereço. Normalmente também há um selo de segurança, atribuído pelo fornecedor do certificado, que pode ser encontrado no próprio site. (TI Inside, dados do mapeamento da Internet brasileira da Serasa Experian, realizado pela consultoria BigData Corp. Acesso em 29.4.2018)

 IBGE: acesso à internet pela TV já é maior do que por tablet. Em abril de 2018, o acesso à internet por aparelhos de TV já era maior do que por tablets. Em 2017, o percentual de acessos via TV (10,6%) ultrapassou o dos que acessavam via tablet (10,5%). Em 2016, os tablets eram usados para acessar a internet em 12,1% dos domicílios, enquanto 7,7% usavam a TV para este fim. O acesso à internet via aparelhos celulares aumentou, de 60,3% em 2016 para 69% em 2017. Os microcomputadores corresponderam a 38,8% dos acessos à internet (40,1% em 2016). Aumentou o número de domicílios com acesso à internet, de 63,6% em 2016 para 70,5% em 2017. A Pnad Contínua apontou que, em 92,7% dos domicílios, pelo menos um morador possuía telefone celular, já o telefone fixo era encontrado em 32,1%. No ano anterior, em 92,3% dos lares, pelo menos um morador possuía telefone móvel celular e 34,5% telefone fixo. O uso do telefone celular aumentou em todas as regiões. Os menores percentuais ficaram nas regiões Norte (88,8%) e Nordeste (89,1%); enquanto os maiores se encontram nas regiões Sudeste (93,9%), Sul (95,0%) e Centro-Oeste (96,9%). (Convergência Digital, dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações da Agência Brasil. Acesso em 27.4.2018)

 Sem Governo ativo, Brasil ficará longe da indústria 4.0. Para avançar na indústria 4.0, entre os brasileiros, a maior preocupação dos executivos é com a qualidade da mão de obra: 31%  indicaram ser um tópico frequente de discussão, comparado com 17% globalmente. Os brasileiros também tendem a enxergar a tecnologia como grande diferenciador: 39% a consideram chave para a diferenciação competitiva, comparado com 20% de média global. Os executivos brasileiros também acreditam que suas organizações estão mais aptas a enfrentar desafios tecnológicos da indústria 4.0. No entanto, o Brasil não está entre os líderes da modernização industrial: China, EUA, Alemanha e outros países aportam investimentos significativos tanto públicos como privados na indústria 4.0, elevando o foco de suas estratégias em políticas públicas, investindo no desenvolvimento de tecnologias avançadas, construindo a infraestrutura para suportar novos ecossistemas e investindo na força de trabalho. Segundo a Deloitte, governos têm papel estratégico na criação do ambiente propício para os negócios serem competitivos local e globalmente. “Políticas e investimentos com foco em talento, inovação e infraestrutura, custos e energia são chave para a competitividade. Os governos também têm o papel de reunir iniciativas de colaboração público-privadas em tecnologias críticas que possam ter impacto na economia.” Outra avaliação é de que os empregos tendem a mudar, mais do que desaparecer. “A automação não vai necessariamente roubar empregos, mas automatizar mais trabalho, com a aceleração da conectividade e das tecnologias cognitivas. Sistemas de inteligência artificial, robótica e ferramentas cognitivas ficam mais sofisticados e praticamente todos os empregos serão reinventados. À medida que a tendência acelera, as organizações devem reconsiderar como definem empregos, organizam o trabalho e planejam seu crescimento. (Convergência Digital, dados de entrevista da consultoria Deloitte, que entrevistou 1,6 mil executivos em 19 países, 102 deles no Brasil, para medir a preparação dos mercados para a “indústria 4.0”. Acesso em 27.4.2018)

 Brasil está entre os quatro maiores do mundo em troca de tráfego na Internet. O Brasil está nas 50 maiores rotas de internet e tem o maior Internet Exchange do mundo em número de participantes. O IX.br teve crescimento de tráfego de 79% em 2017 e aumento de 27% de participantes em 2017. O País também é o primeiro da América Latina em troca de tráfego internet e está entre os quatro maiores do mundo, tendo tido pico de 3,5 Tbit/s e média de 2,4 Tbit/s. O crescimento do IX.br pode aumentar a partir de tráfego impulsionado por empresas como a Apple, bem como de participação dos sistemas autônomos (AS, na sigla em inglês). Atualmente, 76% dos maiores AS estão presentes. Na comparação mundial, o valor cobrado no Brasil está mais caro que em países europeus. Enquanto o preço médio praticado em São Paulo está em US$ 6 o mega para porta de 10 gigabits, em Amsterdam o preço é de US$ 0,54 e em Frankfurt de US$ 0,62.  Não haverá congelamento durante a Copa do Mundo, como ocorreu em 2014, quando o NIC.br congelou pedidos de novos ingressantes e de aumento de capacidade 30 dias antes da primeira partida  e foi até o fim do evento. Em 2018, o congelamento ocorrerá apenas nos dias nos quais o Brasil jogar. Outro tema abordado foi a pouca quantidade de sistemas autônomos na América Latina. São 7.942 AS, atrás da África e dos 37.985 da região europeia. Na AL, o Brasil domina, com 5.628 AS — a Argentina, com 855 e o México, 371. (Convergência Digital, dados divulgados por Milton Kaoru Kashiwakura, do NIC.br na palestra na Convenção Abranet 2018. Acesso em 27.4.2018)

 No Brasil, 91% das empresas apostam no uso de dados como estratégia de negócios. Quase todas as empresas brasileiras (91%), consideraram o uso de dados na definição da estratégia de negócios e no processo de decisão das empresas, percentual maior do que o número global (83%), demonstrando crescimento ano a ano. A transformação digital modificou os modelos de negócios, bem como a necessidade de melhorar a vantagem competitiva. Mas ainda é preciso construir confiança nos dados, pois a capacidade de tomar decisões estratégicas, reduzir riscos e criar produtos inovadores exige informações confiáveis. Reduzir o erro humano é outra necessidade apontada na pesquisa para que o mercado atinja a maturidade e melhor aproveitamento dos dados. Globalmente, esse foi o fator mais apontado entre os que mais contribuem para a imprecisão dos dados. Embora esse fator tenha diminuído 23 pontos percentuais em relação ao ano anterior, continuou o primeiro da lista de fatores de imprecisão. A tendência agora é que, para sobreviver no cenário de transformação digital e estratégia orientada pelos dados, as organizações tenham que implementar novos processos e soluções tecnológicas que acompanhem as demandas de negócios. Outro ponto é que as empresas passem a investir cada vez mais em profissionais especialistas, como os cientistas de dados e o CDO (Chief Data Officer). A Serasa Experian, por exemplo, já enxergava esta tendência e criou o cargo de CDO em 2016. Liderar a gestão de dados como ativo estratégico e extrair o máximo de valor das informações são atribuições deste profissional, bem como a busca por eficiência operacional e a governança dos dados produzidos, com a definição de políticas de uso e a garantia de sua segurança. (Convergência Digital, dados da pesquisa global “The 2018 Global Data Management Benchmark Report”, feita pela Experian com profissionais do Brasil, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, que consultou mil pessoas de companhias com mais de 250 funcionários de diversos setores. Acessável em https://marketing.serasaexperian.com.br/whitepapers/pesquisa-global-2018/. Acesso em 27.4.2018)

 Brasileiro se influencia por redes sociais e usa smartphone para fazer compra. As redes sociais se tornaram a principal influência na hora de comprar produtos, foi a resposta de 37% sobre qual a fonte online de consulta regular para fazer compras. No Brasil ainda mais, 46%. Em alguns países, a influência das redes sociais era até maior: 52% na China, 55% na Hungria, 58% na Indonésia e na Malásia, e 70% no Oriente Médio. Houve uso crescente dos dispositivos móveis, preferencialmente smartphones, para fazer compras. No curso dos seis anos da pesquisa, o número de respondentes globais que comprava por meio de seus telefones móveis cresceu 133%. Enquanto os computadores caíram de 27% para 20% como forma preferencial de comprar, os tablets passaram de 8% para 12% e os celulares de 7% para 17%. E a maior parte (59%) dos entrevistados tendia a consumir mais quando pagavam com dispositivo móvel. No Brasil, o uso dos ‘mobiles’ foi maior que a média, 41% dos consumidores realizavam compras via smartphones e 30% por tablets – 15% e 20% há cinco anos. Nos equipamentos eletrônicos, as compras online cresceram de 12% para 27% do total comercializado. O consumo ligado ao entretenimento (livros, músicas, filmes e videogames) saiu de 18% para 34% no período. Mais da metade dos entrevistados (58%) no Brasil tinha a intenção de comprar alimentos online nos próximos 12 meses, contra 48% globalmente (e 37% no Brasil já o faziam). Por aqui, havia potencial para as compras online de produtos básicos, prática já adotada por 27% dos consumidores entre 25 e 34 anos. E 45% pretendiam comprar produtos como café, detergentes e fraldas online. (Convergência Digital, dados de pesquisa da PwC, a Global Consumer Insights 2018, para verificar hábitos de consumo, que ouviu 22 mil pessoas em 27 países – 1 mil delas no Brasil. Acesso em 7.4.2018)

 Coleta de dados por hackers não reduz interesse em IoT. 75,3% das pessoas ficam preocupadas com o fato de um dispositivo inteligente coletar informações sobre seus gostos, preferências e rotinas. Mais do que isso: 96,47% acreditam que suas informações correm o risco de ser acessadas por cibercriminosos. 40,7% dos entrevistados acreditam que os fabricantes de dispositivos de Internet das Coisas não levam a segurança em consideração na hora de criá-los. E a confiança em IoT estava em baixa: 62,8% das pessoas acreditavam que os dispositivos IoT podiam roubar informações. Porém 61% dos entrevistados disseram que não deixariam de comprar um dispositivo de IoT por conta da falta de segurança. Essa afirmação bateu com os dados contabilizados da adoção de segurança por parte do próprio usuário. Mais da metade dos entrevistados – 51,2% – disseram que não têm qualquer solução de segurança nos seus roteadores. E 20% nem sabiam que havia soluções de segurança para os roteadores. Com relação às senhas do roteador, apenas 12% revelaram trocar uma vez por ano; 23% quando acontecia um incidente reportado na mídia. Somente 22,3% dos entrevistados disseram trocar a senha mensalmente. (Convergência Digital, dados de pesquisa da ESET divulgados no mês de fevereiro, na América Latina, sobre o uso de Internet das Coisas. Acesso em 7.4.2018)