Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso por meio de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e órgãos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2018.

As fontes estão citadas no final das notas, com links para os textos integrais. Para ver os dados de 2007 até hoje, consulte as outras páginas desta seção pela barra de navegação à esquerda. Não publicamos estatísticas de previsões.

 Brasileiro se influencia por redes sociais e usa smartphone para fazer compra. As redes sociais se tornaram a principal influência na hora de comprar produtos, foi a resposta de 37% sobre qual a fonte online de consulta regular para fazer compras. No Brasil ainda mais, 46%. Em alguns países, a influência das redes sociais era até maior: 52% na China, 55% na Hungria, 58% na Indonésia e na Malásia, e 70% no Oriente Médio. Houve uso crescente dos dispositivos móveis, preferencialmente smartphones, para fazer compras. No curso dos seis anos da pesquisa, o número de respondentes globais que comprava por meio de seus telefones móveis cresceu 133%. Enquanto os computadores caíram de 27% para 20% como forma preferencial de comprar, os tablets passaram de 8% para 12% e os celulares de 7% para 17%. E a maior parte (59%) dos entrevistados tendia a consumir mais quando pagavam com dispositivo móvel. No Brasil, o uso dos ‘mobiles’ foi maior que a média, 41% dos consumidores realizavam compras via smartphones e 30% por tablets – 15% e 20% há cinco anos. Nos equipamentos eletrônicos, as compras online cresceram de 12% para 27% do total comercializado. O consumo ligado ao entretenimento (livros, músicas, filmes e videogames) saiu de 18% para 34% no período. Mais da metade dos entrevistados (58%) no Brasil tinha a intenção de comprar alimentos online nos próximos 12 meses, contra 48% globalmente (e 37% no Brasil já o faziam). Por aqui, havia potencial para as compras online de produtos básicos, prática já adotada por 27% dos consumidores entre 25 e 34 anos. E 45% pretendiam comprar produtos como café, detergentes e fraldas online. (Convergência Digital, dados de pesquisa da PwC, a Global Consumer Insights 2018, para verificar hábitos de consumo, que ouviu 22 mil pessoas em 27 países – 1 mil delas no Brasil. Acesso em 7.4.2018)

 Coleta de dados por hackers não reduz interesse em IoT. 75,3% das pessoas ficam preocupadas com o fato de um dispositivo inteligente coletar informações sobre seus gostos, preferências e rotinas. Mais do que isso: 96,47% acreditam que suas informações correm o risco de ser acessadas por cibercriminosos. 40,7% dos entrevistados acreditam que os fabricantes de dispositivos de Internet das Coisas não levam a segurança em consideração na hora de criá-los. E a confiança em IoT estava em baixa: 62,8% das pessoas acreditavam que os dispositivos IoT podiam roubar informações. Porém 61% dos entrevistados disseram que não deixariam de comprar um dispositivo de IoT por conta da falta de segurança. Essa afirmação bateu com os dados contabilizados da adoção de segurança por parte do próprio usuário. Mais da metade dos entrevistados – 51,2% – disseram que não têm qualquer solução de segurança nos seus roteadores. E 20% nem sabiam que havia soluções de segurança para os roteadores. Com relação às senhas do roteador, apenas 12% revelaram trocar uma vez por ano; 23% quando acontecia um incidente reportado na mídia. Somente 22,3% dos entrevistados disseram trocar a senha mensalmente. (Convergência Digital, dados de pesquisa da ESET divulgados no mês de fevereiro, na América Latina, sobre o uso de Internet das Coisas. Acesso em 7.4.2018)