Para realizar projetos com base nas características do público, é preciso conhecer tendências e contextos genéricos de acesso por meio de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e órgãos especializados, ajudam esta tarefa. Veja também as estatísticas sobre dispositivos móveis no Brasil em 2018.

As fontes estão citadas no final das notas, com links para os textos integrais. Para ver os dados de 2007 até hoje, consulte as outras páginas desta seção pela barra de navegação à esquerda. Não publicamos estatísticas de previsões.

■  Banda larga fixa: Fibra cresce mais de 80%, mas ainda fica bem distante do acesso por cobre. O serviço de banda larga fixa totalizou 30,54 milhões de contratos ativos em agosto de 2018 no Brasil. Em 12 meses, foram ativados mais 2,43 milhões de acessos de banda larga fixa (+8,63%). Na comparação entre julho e agosto de 2018, houve variação de mais 32 mil contratos (+0,11%). As três maiores prestadoras nacionais de banda larga fixa detinham juntas 23,01 milhões de contratos ativos (75,34% do mercado) em agosto de 2018: Claro, 9,23 milhões de contratos (30,23%), Vivo, 7,6 milhões (24,91%), e Oi, 6,17 milhões (20,20%). Os pequenos provedores detinham 7,53 milhões de assinantes (24,66%) do total. Em relação às três maiores prestadoras nacionais de banda larga fixa, apenas a Claro teve crescimento nos últimos 12 meses, mais 522 mil acessos (+5,99%). A Oi teve redução de 218 mil contratos (-3,41%) e a Vivo menos 4 mil (-0,05%). As prestadoras de pequeno porte cresceram 2,13 milhões (+39,31%). As principais tecnologias usadas  para banda larga no Brasil são a xDSL, que utiliza a estrutura da telefonia fixa, com 12,63 milhões de acessos (41,35% do mercado) em agosto de 2018, seguida pelo modem a cabo (relacionadas às prestadoras de TV por Assinatura), com 9,32 milhões de acessos (30,51%), e pela fibra ótica, com 4,66 milhões (15,27%). Mesmo com crescimento, a fibra fica atrás do cobre, com 12,628 milhões de acessos e do cabo, com 9,318 milhões. A tecnologia com maior crescimento na banda larga fixa foi a via satélite, mais 90 mil contratos ativos em 12 meses (+116,04%) – 168 mil assinantes (0,55% do mercado). A fibra ótica teve mais 2,10 milhões de contratos ativos no período (+81,89%) e o modem a cabo mais 561 mil (+6,40%). A tecnologia xDSL teve redução de 656 mil (-4,94%). Com exceção de Roraima, menos 452 contratos ativos em doze meses (-1,20%), todos os outros estados apresentaram crescimento, liderados por Maranhão, mais 52 mil contratos (22,10%), Paraíba, mais 50 mil (17,69%), Pará, mais 56 mil (16,74%), Ceará, mais 108 mil (+15,54%), e Sergipe, mais 26 mil (14,83%).  (Converência Digital, dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Acesso em 6.10.2018)

■  Nuvem responde por quase 50% dos gastos com infraestrutura de TI. Os gastos mundiais em infraestrutura de TI para nuvem responderam por quase metade do total dedicado à infraestrutura de TI. A receita de vendas de produtos de infraestrutura (servidores, storage e switch Ethernet) para TI em nuvem, incluindo nuvem pública e privada, cresceu 48,4% em relação a 2017, atingindo US$ 15,4 bilhões. Os gastos trimestrais em infraestrutura de TI em nuvem pública mais do que dobraram nos últimos três anos, para US$ 10,9 bilhões no 2T18, crescendo 58,9% ano a ano. Para a IDC, nuvem deixou de ser uma possibilidade para ser regra no ambiente de TI.  Todas as regiões aumentaram sua receita de infraestrutura de TI na nuvem em dois dígitos em 2o18. Ásia/Pacífico (excluindo o Japão) (APeJ) cresceu a receita mais rapidamente, em 78,5% ano a ano. Dentro da APeJ, a receita de TI em nuvem da China quase dobrou de um ano para outro, crescendo em 96,4%, enquanto o restante da Ásia/Pacífico (excluindo o Japão e a China) cresceu 50,4%. Outras regiões que mais cresceram no 2T18 foram América Latina (47,4%), EUA (44,9%) e Japão (35,8%). (Cloud Computing, dados da IDC. Acesso em 6.10.2018)

■  Quase 40% dos brasileiros desconfiam das promoções da Black Friday. O número de pessoas que indica não confiar na data, supostamente de promoções, aumentou de 35% para 38%. 39% dos consumidores consideram a confiança na marca um fator determinante para compra, e outros 28% citaram o prazo de entrega como chave. Entre as categorias mais desejadas, a pesquisa destacou eletrônicos, eletrodomésticos, smartphones, informática, moda e acessórios. (Convergência Digital, dados de pesquisa  Ebit/Nielsen e Reuters. Acesso em 6.10.2018)

■  Brasil chega aos 4 milhões de endereços ‘.br’. O Brasil atingiu em 1 de outubro a marca de 4 milhões de domínios ‘.br’ registrados, dos quais, 1 milhão já são de registros no padrão mais seguro conhecido como DNSSEC. Atualmente são mais de 120 categorias possíveis de registro na internet no Brasil, como os destinadas a pessoas físicas (como blog.br, wiki.br), a profissionais liberais (eng.br, adv.br, etc), a pessoas jurídicas (tv.br, tur.br) e cidades (rio.br, sampa.br) e reservadas para fins específicos (gov.br, jus.br, org.br). A categoria mais utilizada é a genérica, que reúne registros como ‘art.br’ ou ‘ong.br’, sendo a mais popular entre essas a categoria ‘com.br’, que soma 3,6 milhões de registros, ou 91% do total. Em seguida é a de pessoas jurídicas, que inclui os ‘gov.br’ e ‘jus.br’, por exemplo, e reúne 2,7% do total de registros ‘.br’. Atualmente custa R$ 40 por ano para manter um registro ‘.br’, mas o valor cai com o tempo – por 10 anos custa R$ 364, por exemplo. Os recursos são utilizados na implantação e manutenção de pontos de troca de tráfego pelo país e em pesquisas sobre o uso da internet no Brasil. (Convergência Digital, dados do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, NIC.br. Acesso em 6.10.2018)

■  Candidatos destinam 1,6% dos gastos da eleição de 2018 para anúncio online, aponta balanço parcial. Até 8/9, data-limite estabelecida pelo TSE para que os candidatos apresentassem suas candidaturas, os candidatos pagaram R$ 17 milhões para impulsionar conteúdo nas redes, propaganda liberada pela primeira vez nesta eleição. Facebook ficou com a maior parte do valor. Os anúncios online responderam por 1,6% de gastos declarados pelos candidatos na primeira parte da campanha eleitoral. Do pouco mais de R$ 1 bilhão em despesas registradas até 8 de setembro, R$ 17 milhões foram destinados ao impulsionamento de conteúdo. Entre 29 mil postulantes a cargos, 2.109 fizeram uso desse tipo de propaganda. Foram descontadas as doações a outros candidatos e partidos para evitar a duplicidade de contagem, e os gastos diretos dos partidos – 96% deles foram transferências a outros postulantes ou agremiações. O Facebook, também dona do  Instagram, recebeu ao menos R$ 10,7 milhões, 60% do total pago por anúncios online. A maior parte desse montante (R$ 6,8 milhões) foi paga por meio da Adyen do Brasil, empresa de pagamentos usada pela rede social. Outros R$ 3,9 milhões foram pagos ao Facebook Brasil. Na prestação de contas, o Google Brasil está em terceiro, com mais de R$ 943 mil recebidos. Em quarto, está a PayU Brasil Intermediações de Negócios Ltda, outra empresa que presta serviço de pagamento para o Facebook, com R$ 592,3 mil. A PayU afirmou que faz a intermediação dos pagamentos e que não tem participação “direta ou indireta” no impulsionamento dos contratantes nas redes sociais. O Google não utiliza intermediários para receber pagamentos dos clientes de anúncios. A lista dos 10 políticos que mais gastaram com impulsionamento de conteúdo até 8 de setembro tem três presidenciáveis, um ex-candidato a presidente, dois candidatos ao Senado, três candidatos a governador e um a deputado federal. Com mais de R$ 877 mil gastos, o candidato a presidente pelo MDB, Henrique Meirelles, encabeça a lista. Logo depois está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato original do PT para presidente, com quase R$ 572 mil, substituído por Fernando Haddad. Geraldo Alckmin (PSDB) gastou R$ 300 mil e ficou empatado na quarta posição com Cida Borghetti e Gelson Merisio. (G1, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acesso em 24.9.2018)

■  Brasil falha na capacitação de mão de obra para indústria 4.0. O Brasil está longe da chamada indústria 4.0, embora a presença de pelo menos uma tecnologia digital passou de 63% para 73% do setor, mas a CNI alerta que quase 30% da produção fabril não se vale de nenhuma dessas tecnologias. Entre as empresas entrevistadas, apenas 48% reconhecem a importância das tecnologias digitais e pretendem investir em recursos da Indústria 4.0. Há também  baixíssimo grau de utilização de robôs industriais no país: enquanto a comercialização de robôs bateu recorde global no ano passado, com 381 mil vendidos e um estoque em operação de 1,8 milhão de unidades, o Brasil não representa praticamente nada nesse universo, com 1,5 mil robôs industriais, tem 0,005% do mercado global dessas ferramentas. O principal ponto fraco do Brasil na jornada rumo à indústria 4.0 está na formação profissional. (Convergência Digital, dados de pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria em 2018. Acesso em 24.9.2018)

■  Brasil e México dominam mercado de e-commerce na América Latina. A América Latina teve um dos maiores crescimento do comércio eletrônico a nível mundial, puxado pelo aumento da população e a maior taxa de penetração da internet em todo o continente, com uma média de 59% da população conectada. O México possui o maior mercado de comércio eletrônico da região, com um gasto anual de US$ 21 bilhões, uma boa parte do total anual de US$ 71,2 bilhões para a região. O Brasil vem na segunda posição com US$ 18,86 bilhões. Argentina (US$ 6,83 bi), Colômbia (US$ 4,93 bi), Chile (US$ 3,7 bi) e Peru (US$ 3 bi) vêm na sequência, com números consideravelmente inferiores aos dois líderes. O MercadoLivre no Brasil é a plataforma dominante para o comércio on-line na região, com 56,3 milhões de visitantes únicos em maio, com a potência global Amazon ficando com 22,4 milhões. A fortaleza do MercadoLivre na América Latina tornou extremamente difícil para a Amazon se familiarizar com o mercado on-line. Apenas o Chile bate a tendência, com a yapo.cl assumindo a liderança acima do MercadoLivre como a plataforma de comércio eletrônico mais usada no país. Para os demais países, no entanto, o MercadoLivre ocupa o primeiro lugar, seguido pela Amazon ou pela Olx. (Computer World, dados de relatório da Ecommerce Foundation sobre o mercado de e-commerce na América Latina. Acesso em 24.9.2018)

■  Crianças e adolescentes puxam massificação do acesso à internet. Com um celular na mão e uma rede Wi-Fi por perto, a massificação do acesso à internet cresce puxada por crianças e adolescentes no Brasil. Entre os brasileiros de 9 a 17 anos, o acesso à rede chega a 85%, acima dos 67% quando considerada a população em geral. A diferença é maior entre os mais pobres. Nas classes A e B há uma relação quase direta entre o acesso da população como um todo, em que a proporção passa de 92% conectados, com aqueles entre 9 e 17 anos, grupo em que o percentual vai a 98%. Na classe C, o acesso é de 74% no geral e de 93% entre crianças e adolescentes. Nas classes D e E, dos 42% conectados em geral, 70% estão entre os mais jovens. A pesquisa TIC Kids Online foca em um grupo de 24,7 milhões de crianças, enquanto a versão mais abrangente, a TIC Domicílios, alcança 120 milhões de pessoas que afirmam estarem conectadas à internet. As taxas de conectividade tendem a decrescer entre quem tem mais de 45 anos. 85% da população de 9 a 17 anos é usuária da internet, enquanto 90% têm acesso nas áreas urbanas e 63% nas áreas rurais. As redes fixas mantêm a importância. Entre os brasileiros de 9 a 17 anos, 93% se valem do celular, 89% acessam a internet em casa e 84% utilizam redes Wi-Fi para se conectar, enquanto 49% podem contar com acesso por redes móveis 3G ou 4G. A conexão nas instituições de ensino também tem destaque: 30% das crianças e adolescentes entrevistados afirmaram usar a internet das escolas. Mas ainda um terço da população não usa a internet, especialmente entre os brasileiros de classes menos favorecidas e maiores de 45 anos, em regiões rurais e estados do Norte e Nordeste.  (Convergência Digital, dados divulgados 18.9, pelo Cetic.br, braço de pesquisas do NIC.br. Acesso em 24.9.2018)

■  Triplicam os ataques de malware via internet das coisas. No primeiro semestre de 2018, os dispositivos de internet das coisas foram atacados por mais de 121,5 mil modificações de malware, número três vezes maior que o observado durante todo o ano de 2017, e dez vezes superior a 2016. Os dados indicam que o método mais popular de propagação de malware na IoT ainda são os ataques de força bruta envolvendo senhas, ou seja, tentativas repetitivas com várias combinações de senhas. Esse método foi usado em 93% dos ataques detectados. Na maioria dos outros casos, o acesso aos dispositivos da IoT foi obtido com o uso de exploits conhecidas. Os dispositivos que mais atacaram os honeypots da Kaspersky Lab foram roteadores – cerca de 60% das tentativas registradas de ataque aos dispositivos virtuais. A parcela restante de dispositivos de IoT comprometidos incluiu diferentes tecnologias, como dispositivos de gravação de vídeo digital e impressoras. Os honeypots registraram até um ataque vindo de 33 máquinas de lavar roupa. (Convergência Digital, dados de relatório da empresa de softwares de segurança Kaspersky Lab. Acesso em 24.9.2018)

■  Internet nas escolas públicas é de 2Mbps, nas particulares chega a 50 Mbps. Nas escolas públicas, velocidades mais baixas continuaram a regra, com 40% das instituições de ensino urbanas e 61% das rurais com conexões de, no máximo, 2 Mbps. Já 65% das escolas particulares contavam com conexões superiores a 3 Mbps, predominando velocidades superiores a 9 Mbps (15%), 11 Mbps (16%) e 21 Mbps (14%). E em 6% das instituições privadas, as velocidades eram superiores a 50 Mbps. Mas a existência de algum tipo de conexão na escola não esteva diretamente relacionada ao seu uso: menos da metade dos alunos utilizam a internet na escola. Apenas 37% dos alunos de escolas públicas e 50% dos alunos de escolas particulares usuários de internet citam a escola como local de acesso à rede. Entre as instituições de ensino que não usavam internet, a falta de infraestrutura de acesso à rede na região foi o motivo apontado por 48% dos diretores ou responsáveis. Outro motivo recorrente é o alto custo de conexão, citado por 28% dos diretores ou responsáveis. O uso da internet, no entanto, ainda está principalmente associado a realização de pesquisas e tarefas, tanto nas escolas públicas como particulares. Mas houve um aparente domínio maior das ferramentas online pelos professores das instituições privadas. Em alguns indicadores, houve até 30 pontos percentuais de diferença no uso entre professores das redes pública e particular. Entre os indícios, enquanto 42% dos professores das escolas públicas tiraram dúvidas de alunos pela rede, esse índice chegou a 66% entre docentes de escolas particulares. A distinção também apareceu entre os que receberam trabalhos pela internet, com proporções de 29% nas públicas, 53% nas particulares; e mesmo da disponibilização de conteúdo online, 48% nas públicas, 61% nas privadas. (Convergência Digital, dados da A nova rodada da pesquisa TIC Educação, patrocinada pelo NIC.br. Acesso em 9.9.2018)

■  Pesquisa com 9 mil lojas indica alta de 31% em vendas online no primeiro semestre. Com uma base de cerca de 9 mil lojistas, a Tray indica que as vendas do comércio eletrônico cresceram 31% no primeiro semestre de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017. Os artigos de moda ficaram entre os segmentos mais comprados, seguido pelos eletrônicos, com altas de 21% e 9%, respectivamente. O meio de pagamento mais usado foi o cartão de crédito – 57% de todas as operações. O ticket médio foi de R$ 248, alta de 7% em comparação com o mesmo período de 2017. A maior segurança nas transações online tem contribuído para o crescimento das vendas. Além disso, sites cada vez mais responsivos, interfaces amigáveis e consumidores bem conectados são fatores importantes. (Convergência Digital, dados da Tray, unidade de e-commerce da Locaweb. Acesso em 9.9.2018)

 Conexões em fibra óptica são 8 de cada 10 novos acessos em banda larga. Em julho de 2018 o Brasil contava com 30,5 milhões de conexões ativas, 1,65 milhão de novos assinantes desde janeiro. As novas conexões foram predominantemente em fibra óptica, que somaram 1,36 milhão de acessos, ou 82% da expansão das redes. Ao todo eram 4,4 milhões de conexões em fibra óptica no país, 14,4% do total, atrás da dominante rede de cobre (xDSL), com a qual era ofertado 41,8% do acesso fixo à internet no Brasil, e do cabo, que perdeu terreno e detinha 30,3% das conexões. Em terceiro, a fibra foi mais comum que as conexões por rádio de alta capacidade, 7,6% do total. Essa ampliação concentrada em fibra óptica foi puxada pelos pequenos provedores de internet. Esse grupo de empresas com menos de 50 mil clientes detinha 5,63 milhões de acessos, ou 18,4% das conexões ativas no país. E se manteve como o segmento que mais cresceu, sendo responsável por 73% do crescimento do mercado. As maiores do setor também cresceram. A Net/Claro somou 298 mil novos acessos, chegando a 9,19 milhões e manteve-se líder com 30% do mercado. A Telefônica adicionou 137 mil, sua participação caiu de 26,2% para 25,2% do total. E ainda entre as maiores, a Oi perdeu 123 mil acessos, tendo a fatia total caído de 21,8% para 20,2%. (Convergência Digital Telecom, dados da Anatel. Acesso em 9.9.2018)

 No Brasil, 45% das empresas têm mais de um provedor de nuvem pública. O uso crescente de diferentes provedores de nuvem faz com que as organizações lidem com um número cada vez maior de instâncias de criptografia, levando a maior necessidade de mão-de-obra qualificada para lidar com a gestão de chaves. 79% das empresas que responderam a pesquisa usam a nuvem para aplicativos e dados sensíveis e não sensíveis, ou farão isso nos próximos dois anos. Outros 43% disseram também que os provedores de nuvem têm controle total de suas chaves e processos de criptografia. Já 45% dos entrevistados no Brasil usam mais de um provedor de nuvem pública e 56% planejam fazer isso nos próximos dois anos. Na segurança da informação, 66% dos entrevistados disseram fazer a criptografia localmente, antes de enviar dados para a nuvem, ou criptografam na nuvem usando chaves geradas e geridas localmente. O uso de módulos de segurança por hardware (HSMs) deverá crescer significativamente no próximo ano para seus vários casos principais de uso, com SSL/TLS, criptografia em nível de aplicação, provisionamento de credenciais de pagamento e processamento de transações de pagamento. (Convergência Digital Cloud Computing, dados de estudo global feito em 13 países, entre eles o Brasil, pelo Ponemon Institute, patrocinado pela Thales. Acesso em 9.9.2018)

 Em cinco meses, sem bancos, venda global de moeda digital chegou a US$ 13,7 bilhões. As vendas da moeda digital saltaram para 13,7 bilhões de dólares nos primeiros cinco meses do ano, quase o dobro do total levantado em todo o ano de 2017. Startups de tecnologia que utilizam blockchain em todo o mundo levantaram fundos vendendo criptomoedas diretamente para investidores em ofertas iniciais de moeda (ICO, na sigla em inglês), descartando bancos ou empresas de capital de risco como intermediários. Das 3.470 OICs anunciadas desde a primeira oferta de moedas digitais em 2013, apenas 30% foram realizadas com sucesso; muitas foram adiadas ou perderam força durante o processo. Dentro da Europa, a Suíça é a capital de OIC, mas, em 2018, o Reino Unido ganhou terreno em termos de volume e números. As 48 OICs registradas no Reino Unido até o momento movimentaram 507 milhões de dólares em 2018. (Convergência Digital Negócios, dados de relatório divulgado pela divisão de estratégia e consultoria da PwC e pela Crypto Valley Association. Acesso em 13.8.2018)

 Estagnação no Sudeste reduz desigualdade da internet brasileira.O retrato do período entre 2013 e 2016 foi de melhora na velocidade, mas com piora na latência. E o que pareceu menor disparidade regional, aconteceu ao custo da estagnação do desempenho no Sudeste do país. Os dados do Simet refletiram os brasileiros que usaram esse sistema para medir o desempenho de suas conexões. Enquanto em 2013 representavam menos de 600 mil registros, em 2016 superavam os 2 milhões. Em 2013, a mediana de velocidade da internet brasileira era de 7,99 Mbps. Ao fim de 2016, passara para 9,6 Mbps. Enquanto a latência cresceu de 13,73 ms para 20,1 ms. No período, o Sudeste, que sempre apresentou melhor desempenho, teve melhoria leve na velocidade, cuja mediana foi de 8,7 para 10 Mbps. Mas no período o Norte subiu de 3,8 para 8,4 Mbps, e no Nordeste de 4,9 para 9,2 Mbps. Já a latência no Sudeste passou de 12,6 para 15,7 ms, enquanto no Norte foi de 53,6 para 57,5 ms, e no Centro-Oeste foi de 24,1 para 30,6 ms. No Nordeste, recuou de 35 para 34 ms, ainda o segundo maior. As diferenças persistem. Em latência “Norte e Nordeste apresentaram as maiores medianas aferidas, denotando pior desempenho da qualidade da conexão em relação ao tempo gasto para transmissões de informação. No início da série histórica, a mediana da latência do Norte era quase cinco vezes maior que a do Sudeste – e, ao final do período, 3,6 vezes maior.” Nesse caso e na velocidade, a “redução da diferença revela, em parte, a melhora do indicador na região com situação mais precária. Contudo, ela também é explicada pela manutenção dos índices na região com melhor desempenho, ou seja, naquele período, o Sudeste não teve melhora significativa na qualidade da conexão, fazendo com que a diferença de seus índices diminuísse em relação ao Norte.” No geral, 26% no Brasil declararam o custo como maior barreira para acesso à Internet, seguido pelo desinteresse (25%) e pela falta de habilidade (14%). “Os resultados descritos reforçam que as disparidades entre as regiões brasileiras seguem marcantes, no que diz respeito ao acesso à conexão de Internet de qualidade. As barreiras de custo e as situações de desigualdade regionais historicamente constituídas no país ainda persistem como fatores que dificultam a inclusão digital dos cidadãos e das instituições brasileiras em relação à conexão de Internet de melhor qualidade. Por outro, avanços também são observados nos anos analisados. Entre 2013 e 2016, período considerado, além da ampliação do acesso à banda larga, houve melhora na qualidade das conexões, no que se refere à velocidade e estabilidade.” (Convergência Digital Internet, dados de livro lançado pelo NIC.br que analisa a internet brasileira a partir de pesquisas realizadas entre 2013 e 2016, com dados inéditos sobre as medições de desempenho a partir do aplicativo Simet. Acesso em 3.8.2018)

 Indústria 4.0: No Brasil, ainda se investe pouco em big data, nuvem e Inteligência Artificial.Entre o início de 2016 e o de 2018, aumentou em 10% o número de grandes indústrias brasileiras que usavam tecnologias digitais. O percentual das empresas que utilizavam pelo menos uma das 13 tecnologias digitais consideradas nas entrevistas passou de 63% para 73%. Entre as 632 ouvidas, 48% pretendiam investir em recursos da Indústria 4.0. Entre as que iam investir em recursos da Indústria 4.0, 96% já usavam alguma ferramenta digital e 4% não dispunham de nenhuma das 13 modalidades tecnológicas listadas na pesquisa. A indústria apostou na modernização para ganhar eficiência na produção e melhorar a gestão dos negócios. Entre as empresas que usavam tecnologias digitais, 90% o faziam em tecnologias para produção e/ou gestão, 58% para desenvolvimento de produtos. No caso de recursos voltados a produtos e novos modelos de negócio, o percentual caiu para 33%. Na comparação entre 2016 e 2018, a automação digital com sensores para controle de processo seguiu como o recurso digital mais popular, utilizado por 46% das entrevistadas em 2018, contra 40% em 2016. Na sequência, apareceram sistemas integrados de engenharia para desenvolvimento e manufatura de produtos, com 37%, aumento de 10% em relação a 2016, e automação digital sem sensores, com 30%, que registrou maior crescimento, era usado por 15% dos entrevistados em 2016. Tecnologias mais sofisticadas tiveram menor presença na indústria brasileira, mas foi possível observar, pela intenção de investir ainda em 2018, a crescente relevância para os empresários: 17% das empresas que investiriam em tecnologias digitais pretendiam investir em sistemas inteligentes de gestão, gêmeos digitais e inteligência artificial. Outros 23% deveriam adquirir tecnologias relacionadas a serviços em nuvem associadas a produtos. Para 18%, os investimentos se dariam em big data. A expectativa de retomada da demanda foi o principal fator de estímulo ao investimento da indústria em 2018. Fatores técnicos como tecnologia, mão de obra e matéria-prima, também afetaram positivamente a decisão de investir. Recursos financeiros e regulação ou burocracia pesaram contra o investimento. Entre as empresas que pretendiam investir em tecnologias digitais, 69% indicaram que as decisões como um todo foram estimuladas pela demanda em 2018, para 18%, a demanda foi limitante. No caso das empresas que pretendiam investir, mas não em tecnologias digitais, a demanda foi considerada estimulante para 61% das empresas e limitante para 27%. (Convergência Digital, dados de pesquisa Investimentos em Indústria 4.0, da Confederação Nacional da Indústria – CNI. Acesso em 3.8.2018)

 Home office não existe para quase 70% dos servidores públicos no Brasil. Para 85% dos profissionais brasileiros realizar uma reunião remotamente não deixou a desejar em relação a encontros presenciais. Profissionais com 25 e 34 anos costumavam fazer mais reuniões a distância (52%). De modo geral, 47% dos respondentes disseram participar de reuniões de trabalho remotamente. A flexibilidade de horário e a possibilidade de fazer home office e/ou trabalhar fora do escritório figuram no topo da lista de características de um ambiente de trabalho moderno. O primeiro item foi mencionado por 68% dos entrevistados, o segundo, por 62%. 41% dos profissionais acreditavam que suas empresas poderiam melhorar o uso da tecnologia para trazer mais flexibilidade ao trabalho com a prática de home office. Apesar de verem espaço para melhorias, praticamente metade dos entrevistados disse trabalhar remotamente pelo menos uma vez por semana, sendo os homens (50%) mais adeptos da prática do que as mulheres (44%). Profissionais do setor público foram menos impactados pelo trabalho remoto: 68% afirmaram nunca fazê-lo, e somente 13% disseram usar recurso de Inteligência Artificial no trabalho. 60% dos entrevistados do setor público acreditavam que a tecnologia facilitava o acesso a informações profissionais. No setor público, 62% dos profissionais viam o acesso e o compartilhamento de informações como os benefícios mais importantes do uso de tecnologia no trabalho. Sobre possíveis melhoras, a flexibilidade na rotina de trabalho e a possibilidade de home office apareceram em 46% das respostas do serviço público. No setor público, 41% dos entrevistados disseram ter um ambiente de trabalho moderno em suas empresas (62% na análise geral). 25% dos profissionais trabalharam com recursos de Inteligência Artificial (IA), 40% disseram não ter certeza. A faixa etária que mais afirmou adotar a tecnologia foi a de profissionais de 25 a 34 anos (30%), de profissionais de TI (45%), seguidos por profissionais da área financeira (39%). O uso de IA apareceu de forma mais latente nos cargos de alto escalão. Tradução automática de texto/áudio de idiomas, transcrição de áudio para texto, assistentes virtuais, ferramentas para priorizar e-mails e que ajudam a criar  apresentações a partir de ideias iniciais são casos de uso de IA, mas muitas vezes não há clareza sobre a conexão entre esse recursos e a IA. (Convergência Digital Carreira, dados de estudo encomendado pela Microsoft ao IBOPE Conecta com o objetivo de analisar a percepção do brasileiro em relação à transformação do ambiente de trabalho a partir do uso de novas tecnologias.  Foram entrevistados homens e mulheres, de 18 a 55 anos, das classes ABC, que trabalham nos setores público e privado, em todas as regiões do país. Acesso em 3.8.2018)

 Banda larga fixa: provedores ultrapassam a marca de 500 mil novos contratos em abril. Os provedores de Internet ultrapassaram a marca de 500 mil novos contratos no mês de abril e chegaram a 18,68% do mercado nacional da banda larga fixa. O Brasil tinha 29,95 milhões de contratos de banda larga fixa ativos em abril de 2018, aumento de 9,42% (2,58 milhões) em doze meses. Na comparação com março de 2018, o crescimento foi de 0,46% (137 mil) contratos. Em relação à participação de mercado, três estados do Sudeste concentraram mais da metade dos contratos de banda larga ativos no país: São Paulo com 34,21% do total (10,2 milhões); Rio de Janeiro, com 10,74% (3,2 milhões); e Minas Gerais com 10,27% (3,0 milhões). Seguidos por Paraná com 7,22% (2,1 milhões); Rio Grande do Sul, com 6,35% (1,9 milhões) e Santa Catarina com 4,82% (1,4 milhão). Com a forte presença dos provedores Internet que ultrapassaram a marca de 500 mil acessos ativos em abril ( 518 mil), nos últimos 12 meses, os seis estados que tiveram maior crescimento eram do Norte e Nordeste: Maranhão com mais 24,75% (57 mil); Rio Grande do Norte com mais 20,62% (58 mil); Sergipe com mais 19,42% (32 mil); Ceará com mais 18,89% (119 mil); Pará com mais 17,41% (55 mil), Paraíba com mais 16,70% (45 mil) e Bahia com mais 15,59% (129 mil). No Centro-Oeste Goiás teve maior crescimento, com mais 10,99% (96 mil) contratos. Em abril, a participação de mercado da banda larga fixa ficou assim dividida: Claro com 30,42% do total de contratos em operação (9,1 milhões), Vivo com 25,65% (7,6 milhões), Oi com 20,74% (6,2 milhões), Algar Telecom com 1,86% (557 mil), TIM com 1,45% (434 mil), Sky com 1,2% (359 mil). As demais empresas, onde estavam os provedores Internet, registraram 18,68% (5,6 milhões) de contratos ativos. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 7.6.2018)

 Banda larga patina no Brasil por falta de recursos para a infraestrutura. A banda larga tem penetração baixa (apenas 12,9 acessos por 100 habitantes) no país. E  números da Akamai de 2017  situam o Brasil como 58º no mundo em velocidade média da internet (6,8 Mbps), apesar de alojar a quinta maior rede de telecomunicações do planeta. (Convergência Digital, dados de estudo, elaborado pela consultoria Oliver Wyman. Acesso em 7.6.2018)

 Comércio eletrônico no Brasil deixa de faturar R$ 407,2 mi com greve de caminhoneiros. O comércio eletrônico brasileiro deixou de faturar 407,2 milhões de reais durante 11 dias de paralisação dos caminhoneiros. A estimativa é que 861.710 pedidos deixaram de ser feitos pelos consumidores, queda média diária de 20% nas vendas quando comparado com os mesmos dias das semanas anteriores à paralisação. O comércio eletrônico encerrou maio com crescimento nominal do faturamento de 10 p ante maio do ano passado, metade do previsto inicialmente e um pouco inferior à estimativa ajustada nos primeiros dias de greve. A Ebit informou que a previsão de crescimento do faturamento do comércio eletrônico do país em maio havia caído para 13,3% ante 20,7% inicialmente, devido à paralisação dos caminhoneiros. (Convergência Digital, dados de levantamento da Ebit, empresa de informações sobre e-commerce. Acesso em 7.6.2018)

 Pesquisa mostra 64% das empresas querem adotar Blockchain. Das empresas entrevistadas, 64% pretendem desenvolver algum projeto com a tecnologia Blockchain, sendo que 27% delas nos próximos 6 meses. Na primeira edição da pesquisa, realizada no segundo semestre de 2017, apenas 40% responderam ter essa intenção. 11,5% dos participantes declararam, na pesquisa de 2018, conhecer profundamente a tecnologia blockchain. A pesquisa trouxe perguntas sobre a existência de planos de contratação de provedores de serviços para a implementação de projetos com uso de blockchain, quais plataformas conheciam e em quais áreas a empresa pretendia implantar blockchain, entre outras questões. (Abes Software, dados apresentados pela TI Inside sobre a segunda edição da pesquisa sobre adoção de blockchain. Acesso em 26.5.2018)

 Educação a distância cresce mais que presencial, mas não é 1ª opção. Pesquisa mostrou que 44% dos entrevistados optariam pela educação a distância, enquanto 56% disseram preferir o ensino presencial. Se informados de que os cursos a distância podem ter etapas presenciais, a aceitação aumenta para 93% dos pesquisados. Para os 7% restantes, ainda havia desconforto em ter a maior parte das aulas online, e entre estes, 62% acreditavam que a qualidade dessa modalidade não era bem avaliada no mercado de trabalho. Foram entrevistados 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos, sendo 256 alunos e 756 potenciais candidatos a educação superior em março de 2018. Aqueles que escolheram a educação presencial exclusivamente são mais jovens – 53% tinham até 30 anos -; 76% trabalhavam; 33% eram da classe social A ou B; 64% estudaram em escolas públicas e 36% em particulares. Entre os que preferiram a EaD, 67% tinham mais de 30 anos, 83% trabalhavam; 25% eram das classes sociais A ou B, 75% estudaram em escolas públicas e 25% em particulares. No momento da pesquisa, em 2018, um curso EaD podia ter até 30% das aulas presenciais. Os pesquisados apontaram desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet: 62% dos estudantes e potenciais alunos disseram que acreditavam que as instituições de ensino EaD não ofereciam suporte para tirar dúvida na hora e 37% disseram que tinham dificuldade com sistema de aula online. De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade a distância e 67% em cursos presenciais. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial. Se mantido o crescimento da EaD atual, em 2023 mais estudantes ingressarão na modalidade a distância que no presencial. Serão, pelas projeções, 51% em EaD e 49% no ensino presencial. (Agência Brasil EBC, dados da pesquisa Um ano do Decreto EAD – O impacto da educação a distância, feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, ABMES, em conjunto com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. Acesso em 26.5.2018)

 Fake news já são terceiro maior vetor de vírus no Brasil. No primeiro trimestre de 2018, o dfndr lab detectou 2,9 milhões de links que direcionavam os usuários a notícias manipuladas, aumento de 11,97% desse tipo de ataque em relação ao trimestre anterior. Entre janeiro e março de 2018, foram registrados 56,9 milhões de ciberataques com uso de links maliciosos, dois terços feitos via phishing, links clicáveis compartilhados por aplicativos de mensagem, notadamente o Whatsapp.  O uso de ofertas falsas de vagas emprego representou 45% dos ataques – e pelo menos 1,3 milhão de vítimas no primeiro trimestre. Outros 8,14 milhões de ataques se deram por meio de links compartilhados que traziam conteúdo relacionado a “publicidade suspeita”, o que inclui notificações falsas sobre o funcionamento do celular, induzindo a instalação de algum aplicativo. É nessa lista que as “notícias falsas” aparecem como condutoras de links maliciosos em 2,9 milhões de ataques identificados. Com o que representa, até aqui, apenas 5,3% do total de ciberataques, as fake news já teriam sido bem sucedidas em atacar 8,8 milhões de pessoas. Também impressiona a alta de 11,97% nesse tipo de abordagem, pois se deu em um período em que o total de ciberataques caiu 14%. Já a via de propagação é quase sempre a mesma, 95,7% das notícias falsas identificadas foram compartilhadas pelo Whatsapp. Saúde, política e celebridades são os temas dominantes nas fake news identificadas como transmissoras de vírus. No primeiro trimestre deste 2018, a campeã teve o título “Novo dipirona importado da Venezuela para o Brasil contêm vírus”, que atraiu pelo menos 1,18 milhão de cliques no período. (Convergência Digital, dados de Relatório da Segurança Digital no Brasil, com base em informações coletadas em 21 milhões de celulares Android no país, da desenvolvedora brasileira PSafe. Acesso em 26.5.2018)

 Provedores locais superam os estrangeiros e mercado atinge R$ 1,4 bilhão. Segundo a Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem da Internet), cujos associados respondem pelo equivalente a 60% de todo o tráfego da Internet no Brasil, os resultados em 2017 atingiram R$ 1,4 bilhão, crescimento de 9,5% ante o total de R$ 1,2 bilhão registrado em 2016, ou meio ponto percentual acima do esperado para o exercício. A taxa de crescimento é maior que a de 7,5% de 2016, mas está aquém do crescimento médio de 20% registrado desde o início da década até o agravamento da crise brasileira a partir de 2013. No plano internacional, segundo dados da Statista, o desempenho da hospedagem continua a avançar em um ritmo próximo a 20% ao ano, saltando do patamar de US$ 14,5 bilhão em 2016 para US$ 18,6 bilhão no último exercício. De acordo com Vicente Moura Neto, presidente da Abrahosting, uma boa notícia para o setor está na manutenção da competitividade dos provedores locais, em face do avanço das gigantes internacionais de serviços de hospedagem em nuvem, cuja presença no Brasil não chega a atingir 10% do mercado, segundo estimativas da entidade e de consultorias internacionais, como é o caso da HostAdvice. Ao longo de 2017, a indústria de hospedagem em nuvem investiu cerca de R$ 140 milhões em tecnologia e deve manter seus projetos de aprimoramento constante das estruturas de serviços, com o direcionamento de 10% das receitas totais para tecnologias de tráfego, armazenamento, segurança, gestão e atendimento. (Cloud Computing/Convergência Digital, dados da Abrahosting, Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet e da consultoria Statista. Acesso em 13.5.2018)

 Um em cada cinco sites de e-commerce no Brasil está vulnerável, aponta estudo. Aproximadamente um em cada cinco (19%) dos sites de e-commerce não estava seguro –  não possuíam o certificado de segurança (SSL – Secure Socket Layer), que promove conexão segura utilizando a criptografia entre o servidor e os dados trafegados e é importante principalmente em casos de websites que transacionam dados pessoais e números de cartão de crédito, por exemplo. Com o SSL, as informações inseridas não podem ser roubadas por hackers. Quando avaliados todos os sites do Brasil, 30% deles não possuíam o certificado SSL. Foram analisados 4,3 milhões de sites com final .br em janeiro deste ano. O percentual entre sites de comércio eletrônico foi maior quando analisados endereços corporativos (76%), blogs (28%) e outros (46%). Até o final de abril de 2018, 45% dos sites que possuíam o certificado estavam com estes certificados vencidos e precisavam renová-los. Em 2017 houveram 1,964 milhão de tentativas de fraude no Brasil, alta de 8,2% em relação a 2016. O primeiro bimestre de 2018 totalizou 305 mil tentativas, ou seja, a cada 17 segundos um criminoso tentou roubar dados para efetivar uma fraude. (TIInside, dados de mapeamento da Internet brasileira da Serasa Experian, realizado pela consultoria BigData Corp e Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude. Acesso em 13.5.2018)

 Menos de 10% dos CIOs planejam adotar Blockchain no curto prazo, diz Gartner. Apenas 1% dos CIOs pesquisados indicou qualquer adoção de blockchain em suas organizações, sendo que apenas 8% estavam em planejamento de curto prazo ou experimentação ativa com blockchain. 77% dos CIOs pesquisados ​​disseram que sua organização não tinha interesse na tecnologia e/ou nenhuma ação planejada para investigar ou desenvolvê-la. Entre 293 CIOs de organizações com planejamento no curto prazo ou que já haviam investido em iniciativas de blockchain, 23% disseram que a tecnologia exigia as mais novas habilidades para implementar qualquer área de tecnologia, enquanto 18% disseram que as habilidades eram as mais difíceis de encontrar. 14% indicaram que  exigia grande mudança na cultura do departamento de TI e 13% acreditavam que a estrutura do departamento de TI precisou mudar para implementar a tecnologia. Os CIOs reconheceram que a implementação, o blockchain mudará o modelo operacional e de negócios das organizações e indicaram como desafio estar pronto e ser capaz de acomodar esse requisito. Do ponto de vista da indústria, os CIOs de telecomunicações, seguros e serviços financeiros indicaram estar mais ativamente envolvidos no planejamento e na experimentação do que os CIOs de outras indústrias. Enquanto as empresas de serviços financeiros e de seguros estavam na vanguarda dessa atividade, os setores de transporte, governo e serviços públicos se tornaram mais engajados devido ao foco nas oportunidades de eficiência de processos, cadeia de suprimentos e logística. Para as empresas de telecomunicações, o interesse estava no desejo de “possuir os fios de infraestrutura” e aproveitar a oportunidade de pagamento do consumidor. (Cio – from IDG, dados de pesquisa do Gartner. Acesso em 13.5.2018)

 Sangria na TV paga não estanca no Brasil. Em março de 2018, foram registrados no Brasil 17.851.565 contratos de TV por assinatura. Desde março de 2017, a redução foi de 1.081.024 contratos (-5,71%). E em relação a fevereiro, março teve pequena redução de 972 contratos (-0,01%). A participação de mercado das prestadoras móveis ficou assim dividida em março: Net com 8.973.366 clientes, 50,27% do mercado, a Sky com 5.298.485 clientes, 29,68% do mercado, Telefônica com 1.586.498 de clientes (8,89% do mercado) e Oi, 1.526.399 clientes (8,55% do mercado). Nos últimos 12 meses, só duas empresas tiveram crescimento: a Oi com +175.163 contratos (+12,96%) e Algar com um leve aumento, de 362 contratos (0,37%). As demais tiveram queda, com destaque para Net, com a perda de 765.891 contratos (-7,86%) e Sky com redução de 289.986 contratos (-5,19%). Entre os estados, em 12 meses, as maiores reduções, em termos percentuais, foram: no Amapá com -3.021 (-12,89%), Pernambuco com -47.104 (-12,66%) e Sergipe com -11.174 (-11,69%). Em termos quantitativos as maiores quedas foram: em São Paulo com -485.499 contratos (-6,71%) e Rio com -129.250 contratos (-5,05%). Maranhão, Piauí e Tocantins tiveram pequenos aumentos. Na comparação entre fevereiro e março, as maiores reduções percentuais foram: no Amapá com -264 contratos (-1,28%) e no Pará com -4.913 contratos (-1,59%). Em termos quantitativos, as maiores diminuições foram: no Rio com -5.932 contratos (-0,24%) e no Pará com -4.913 contratos (-1,59%). O RS registrou aumento de 8.082 contratos de TV por assinatura, de fevereiro a março de 2018. (Convergência Digital, dados da Anatel. Acesso em 29.4.2018)

 (Mundo) Mirai, que ataca Internet das Coisas, avança de forma explosiva no mercado brasileiro. Os ataques a dispositivos Internet das Coisas cresceram 249% entre 2016 e 2017 no mundo. No Brasil, o botnet Mirai impressiona pela capacidade de contaminar dispositivos como câmeras de segurança IP, gravadores digitais de vídeo, impressoras, roteadores e outros equipamentos que conectam dispositivos. O Mirai e seus descendentes são capazes de fazer um ataque de 1,3 Terabits, capacidade para a rede de qualquer operadora do mundo parar. 44% do tráfego de ataque são originários da China, com EUA na segunda posição e a Rússia na terceira posição. O Brasil ficou na quarta posição – principalmente em setembro de 2017. Nos outros meses, o país oscila, mas fica no Top 10 dos atacantes. E aparece também no top 10 dos países mais atacados. EUA, Cingapura, Espanha e Hungria foram os países mais atacados pelo Mirai nos últimos 12 meses. (Convergência Digital, dados da quarta pesquisa feita pelo F5 Labs sobre Internet das Coisas. Acesso em 29.4.2018)

 Um em cada cinco sites de e-commerce no Brasil está vulnerável, aponta estudo. Aproximadamente um em cada cinco (19%) dos sites de e-commerce não está seguro. Esses sites não possuem o certificado de segurança (SSL – Secure Socket Layer), que promove conexão segura utilizando a criptografia entre o servidor e os dados trafegados. Esta ferramenta é importante principalmente em casos de websites que transacionam dados pessoais e números de cartão de crédito, por exemplo. Quando avaliados todos os sites do Brasil, 30% deles não possuem o certificado SSL. Foram analisados 4,3 milhões de sites com final .br em janeiro de 2018. O percentual entre sites de comércio eletrônico é ainda maior quando analisados endereços corporativos (76%), blogs (28%) e outros (46%). O levantamento avaliou também que, até o final de abril, 45% dos sites que possuíam o certificado e estavam seguros estarão com os certificados vencidos e precisarão renová-los. O Brasil encerrou 2017 com 1,964 milhão de tentativas, alta de 8,2% em relação a 2016. O primeiro bimestre do ano totalizou 305 mil tentativas. Para verificar se o site possui o certificado SSL e, portanto, os dados trafegados estão sendo criptografados, sem risco de roubo, basta checar se há um cadeado na barra de status, ou se há um “s” após o http (https), indicando segurança. Em alguns casos, a barra de endereço do navegador fica verde. Atualmente alguns navegadores incluem para todos os sites a indicação de “Seguro” e “Não Seguro” na barra de endereço. Normalmente também há um selo de segurança, atribuído pelo fornecedor do certificado, que pode ser encontrado no próprio site. (TI Inside, dados do mapeamento da Internet brasileira da Serasa Experian, realizado pela consultoria BigData Corp. Acesso em 29.4.2018)

 IBGE: acesso à internet pela TV já é maior do que por tablet. Em abril de 2018, o acesso à internet por aparelhos de TV já era maior do que por tablets. Em 2017, o percentual de acessos via TV (10,6%) ultrapassou o dos que acessavam via tablet (10,5%). Em 2016, os tablets eram usados para acessar a internet em 12,1% dos domicílios, enquanto 7,7% usavam a TV para este fim. O acesso à internet via aparelhos celulares aumentou, de 60,3% em 2016 para 69% em 2017. Os microcomputadores corresponderam a 38,8% dos acessos à internet (40,1% em 2016). Aumentou o número de domicílios com acesso à internet, de 63,6% em 2016 para 70,5% em 2017. A Pnad Contínua apontou que, em 92,7% dos domicílios, pelo menos um morador possuía telefone celular, já o telefone fixo era encontrado em 32,1%. No ano anterior, em 92,3% dos lares, pelo menos um morador possuía telefone móvel celular e 34,5% telefone fixo. O uso do telefone celular aumentou em todas as regiões. Os menores percentuais ficaram nas regiões Norte (88,8%) e Nordeste (89,1%); enquanto os maiores se encontram nas regiões Sudeste (93,9%), Sul (95,0%) e Centro-Oeste (96,9%). (Convergência Digital, dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações da Agência Brasil. Acesso em 27.4.2018)

 Sem Governo ativo, Brasil ficará longe da indústria 4.0. Para avançar na indústria 4.0, entre os brasileiros, a maior preocupação dos executivos é com a qualidade da mão de obra: 31%  indicaram ser um tópico frequente de discussão, comparado com 17% globalmente. Os brasileiros também tendem a enxergar a tecnologia como grande diferenciador: 39% a consideram chave para a diferenciação competitiva, comparado com 20% de média global. Os executivos brasileiros também acreditam que suas organizações estão mais aptas a enfrentar desafios tecnológicos da indústria 4.0. No entanto, o Brasil não está entre os líderes da modernização industrial: China, EUA, Alemanha e outros países aportam investimentos significativos tanto públicos como privados na indústria 4.0, elevando o foco de suas estratégias em políticas públicas, investindo no desenvolvimento de tecnologias avançadas, construindo a infraestrutura para suportar novos ecossistemas e investindo na força de trabalho. Segundo a Deloitte, governos têm papel estratégico na criação do ambiente propício para os negócios serem competitivos local e globalmente. “Políticas e investimentos com foco em talento, inovação e infraestrutura, custos e energia são chave para a competitividade. Os governos também têm o papel de reunir iniciativas de colaboração público-privadas em tecnologias críticas que possam ter impacto na economia.” Outra avaliação é de que os empregos tendem a mudar, mais do que desaparecer. “A automação não vai necessariamente roubar empregos, mas automatizar mais trabalho, com a aceleração da conectividade e das tecnologias cognitivas. Sistemas de inteligência artificial, robótica e ferramentas cognitivas ficam mais sofisticados e praticamente todos os empregos serão reinventados. À medida que a tendência acelera, as organizações devem reconsiderar como definem empregos, organizam o trabalho e planejam seu crescimento. (Convergência Digital, dados de entrevista da consultoria Deloitte, que entrevistou 1,6 mil executivos em 19 países, 102 deles no Brasil, para medir a preparação dos mercados para a “indústria 4.0”. Acesso em 27.4.2018)

 Brasil está entre os quatro maiores do mundo em troca de tráfego na Internet. O Brasil está nas 50 maiores rotas de internet e tem o maior Internet Exchange do mundo em número de participantes. O IX.br teve crescimento de tráfego de 79% em 2017 e aumento de 27% de participantes em 2017. O País também é o primeiro da América Latina em troca de tráfego internet e está entre os quatro maiores do mundo, tendo tido pico de 3,5 Tbit/s e média de 2,4 Tbit/s. O crescimento do IX.br pode aumentar a partir de tráfego impulsionado por empresas como a Apple, bem como de participação dos sistemas autônomos (AS, na sigla em inglês). Atualmente, 76% dos maiores AS estão presentes. Na comparação mundial, o valor cobrado no Brasil está mais caro que em países europeus. Enquanto o preço médio praticado em São Paulo está em US$ 6 o mega para porta de 10 gigabits, em Amsterdam o preço é de US$ 0,54 e em Frankfurt de US$ 0,62.  Não haverá congelamento durante a Copa do Mundo, como ocorreu em 2014, quando o NIC.br congelou pedidos de novos ingressantes e de aumento de capacidade 30 dias antes da primeira partida  e foi até o fim do evento. Em 2018, o congelamento ocorrerá apenas nos dias nos quais o Brasil jogar. Outro tema abordado foi a pouca quantidade de sistemas autônomos na América Latina. São 7.942 AS, atrás da África e dos 37.985 da região europeia. Na AL, o Brasil domina, com 5.628 AS — a Argentina, com 855 e o México, 371. (Convergência Digital, dados divulgados por Milton Kaoru Kashiwakura, do NIC.br na palestra na Convenção Abranet 2018. Acesso em 27.4.2018)

 No Brasil, 91% das empresas apostam no uso de dados como estratégia de negócios. Quase todas as empresas brasileiras (91%), consideraram o uso de dados na definição da estratégia de negócios e no processo de decisão das empresas, percentual maior do que o número global (83%), demonstrando crescimento ano a ano. A transformação digital modificou os modelos de negócios, bem como a necessidade de melhorar a vantagem competitiva. Mas ainda é preciso construir confiança nos dados, pois a capacidade de tomar decisões estratégicas, reduzir riscos e criar produtos inovadores exige informações confiáveis. Reduzir o erro humano é outra necessidade apontada na pesquisa para que o mercado atinja a maturidade e melhor aproveitamento dos dados. Globalmente, esse foi o fator mais apontado entre os que mais contribuem para a imprecisão dos dados. Embora esse fator tenha diminuído 23 pontos percentuais em relação ao ano anterior, continuou o primeiro da lista de fatores de imprecisão. A tendência agora é que, para sobreviver no cenário de transformação digital e estratégia orientada pelos dados, as organizações tenham que implementar novos processos e soluções tecnológicas que acompanhem as demandas de negócios. Outro ponto é que as empresas passem a investir cada vez mais em profissionais especialistas, como os cientistas de dados e o CDO (Chief Data Officer). A Serasa Experian, por exemplo, já enxergava esta tendência e criou o cargo de CDO em 2016. Liderar a gestão de dados como ativo estratégico e extrair o máximo de valor das informações são atribuições deste profissional, bem como a busca por eficiência operacional e a governança dos dados produzidos, com a definição de políticas de uso e a garantia de sua segurança. (Convergência Digital, dados da pesquisa global “The 2018 Global Data Management Benchmark Report”, feita pela Experian com profissionais do Brasil, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, que consultou mil pessoas de companhias com mais de 250 funcionários de diversos setores. Acessável em https://marketing.serasaexperian.com.br/whitepapers/pesquisa-global-2018/. Acesso em 27.4.2018)

 Brasileiro se influencia por redes sociais e usa smartphone para fazer compra. As redes sociais se tornaram a principal influência na hora de comprar produtos, foi a resposta de 37% sobre qual a fonte online de consulta regular para fazer compras. No Brasil ainda mais, 46%. Em alguns países, a influência das redes sociais era até maior: 52% na China, 55% na Hungria, 58% na Indonésia e na Malásia, e 70% no Oriente Médio. Houve uso crescente dos dispositivos móveis, preferencialmente smartphones, para fazer compras. No curso dos seis anos da pesquisa, o número de respondentes globais que comprava por meio de seus telefones móveis cresceu 133%. Enquanto os computadores caíram de 27% para 20% como forma preferencial de comprar, os tablets passaram de 8% para 12% e os celulares de 7% para 17%. E a maior parte (59%) dos entrevistados tendia a consumir mais quando pagavam com dispositivo móvel. No Brasil, o uso dos ‘mobiles’ foi maior que a média, 41% dos consumidores realizavam compras via smartphones e 30% por tablets – 15% e 20% há cinco anos. Nos equipamentos eletrônicos, as compras online cresceram de 12% para 27% do total comercializado. O consumo ligado ao entretenimento (livros, músicas, filmes e videogames) saiu de 18% para 34% no período. Mais da metade dos entrevistados (58%) no Brasil tinha a intenção de comprar alimentos online nos próximos 12 meses, contra 48% globalmente (e 37% no Brasil já o faziam). Por aqui, havia potencial para as compras online de produtos básicos, prática já adotada por 27% dos consumidores entre 25 e 34 anos. E 45% pretendiam comprar produtos como café, detergentes e fraldas online. (Convergência Digital, dados de pesquisa da PwC, a Global Consumer Insights 2018, para verificar hábitos de consumo, que ouviu 22 mil pessoas em 27 países – 1 mil delas no Brasil. Acesso em 7.4.2018)

 Coleta de dados por hackers não reduz interesse em IoT. 75,3% das pessoas ficam preocupadas com o fato de um dispositivo inteligente coletar informações sobre seus gostos, preferências e rotinas. Mais do que isso: 96,47% acreditam que suas informações correm o risco de ser acessadas por cibercriminosos. 40,7% dos entrevistados acreditam que os fabricantes de dispositivos de Internet das Coisas não levam a segurança em consideração na hora de criá-los. E a confiança em IoT estava em baixa: 62,8% das pessoas acreditavam que os dispositivos IoT podiam roubar informações. Porém 61% dos entrevistados disseram que não deixariam de comprar um dispositivo de IoT por conta da falta de segurança. Essa afirmação bateu com os dados contabilizados da adoção de segurança por parte do próprio usuário. Mais da metade dos entrevistados – 51,2% – disseram que não têm qualquer solução de segurança nos seus roteadores. E 20% nem sabiam que havia soluções de segurança para os roteadores. Com relação às senhas do roteador, apenas 12% revelaram trocar uma vez por ano; 23% quando acontecia um incidente reportado na mídia. Somente 22,3% dos entrevistados disseram trocar a senha mensalmente. (Convergência Digital, dados de pesquisa da ESET divulgados no mês de fevereiro, na América Latina, sobre o uso de Internet das Coisas. Acesso em 7.4.2018)